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Foto César Santos

Coates: "Quero dar tudo por quem confiou em mim"

Por Jornal Sporting
12 maio, 2016

Qualidade do central uruguaio fez com que o Sporting CP prolongasse por mais um ano o empréstimo do Sunderland

Sebastián Coates assinou pelos ‘leões’ em Janeiro e, para muitos dos adeptos do Clube de Alvalade, o central uruguaio era desconhecido. No entanto, depressa apareceu a opinião do seu companheiro de selecção e ex-colega em Liverpool, Luís Suárez: “Um jogador como o Sebastián acrescenta muita qualidade a uma equipa. Tenho a certeza de que será um excelente reforço”. Na verdade, à medida que Coates ia envergando a listada ‘verde e branca’, as declarações de Suárez foram-se revelando verdadeiras. A forma como Sebastián se impôs na defesa ‘leonina’, formando uma dupla extraordinária com Rúben Semedo, justifica na totalidade o prolongamento por mais um ano do empréstimo do Sunderland ao Sporting CP. O jogador não esconde as razões que o fizeram tomar esta decisão.

“Todos os jogadores sonham jogar num Clube onde se lute por títulos, com objectivos ambiciosos, e isso fez a diferença na minha vinda e na minha continuação”, referiu, para depois explicar o porquê de já se ter aventurado no ataque: “Pessoalmente, a minha primeira função é a de defender, mas se posso ajudar e chegar mais longe no ataque, fá-lo-ei”.

A preocupação de Jorge Jesus com o sector recuado foi algo que surpreendeu o internacional uruguaio de forma positiva, isto porque apesar de ter consciência de que os golos são necessários para conquistar vitórias, o trabalho na defesa é um pormenor que pode definir a vitória ou a derrota ao longo do encontro.

“O treinador preocupa-se muito com o que é defensivamente a equipa. Logicamente que os jogos se ganham com golos, mas ele preocupa-se muito em trabalhar a defesa e toda a equipa a defender. Isso não só nem todos os treinadores o fazem, como poucos o fazem. É isso que faz a diferença”, vincou Sebastián, que com os seus 1,96m tem sido uma autêntica parede nos duelos aéreos. No entanto, o central não esqueceu e reforçou a importância dos adeptos, a força que transmitem durante os noventa minutos de qualquer partida: “Encontrei um excelente Clube, com adeptos que estão sempre a puxar pelos jogadores e isso também faz com que o Sporting seja muito importante. Quero dar tudo por esta camisola, pelo Clube, por quem confiou em mim e oxalá que, colectivamente, tenhamos os resultados que todos queremos”.

Nos dias que correm, já não há nenhum adepto ‘sportinguista’ que não saiba que Coates é sinónimo de segurança defensiva e aplauda a alcunha que o atleta trouxe do Uruguai: ‘o chefe’.

Leia a entrevista na íntegra na edição do Jornal Sporting desta semana. 

Foto César Santos

Bruno de Carvalho: “Não há campeões antecipados”

Por Jornal Sporting
12 maio, 2016

O Presidente do Sporting deu uma entrevista exclusiva ao jornal do Clube antes da jornada decisiva

Temos de recuar 42 anos para podermos passar os olhos pela última vez em que Sporting CP e Benfica levaram a decisão do título português para a última jornada. Foi em 1974 que o ‘suspense’ ficou preso em milhões de gargantas até ao último apito do último jogo do Campeonato Nacional. A história não favorece o Clube de Alvalade, isto porque das 25 vezes em que esta situação aconteceu, no século XXI, quem entrou na frente acabou por festejar. O Presidente ‘leonino’ não se rende perante as estatísticas e ainda acredita numa reviravolta épica.

“À entrada para a última jornada, estamos a dois pontos do primeiro lugar. Não é, com certeza, o lugar onde gostaríamos de estar; gostávamos de estar em primeiro e não estamos. Ma estamos absolutamente focados neste jogo que falta e sabemos que, até ao último segundo, tudo pode acontecer – é essa a beleza do futebol. Enquanto matematicamente for possível e enquanto a vontade for grande tudo pode acontecer”, afirmou em entrevista exclusiva ao Jornal Sporting, referindo também o ambiente que se vive em torno deste último embate contra o Sp. Braga: “Vejo a equipa do Sporting CP completamente focada neste encontro e a acreditar que até ao fim pode ter a felicidade de comemorar um título que nos foge há muitos anos. Vamos, pelo menos, fazer o que está ao nosso alcance para alcançar o objectivo e isso passa por vencer este último jogo e acreditar até ao último segundo”.

É verdade que o sucesso ‘verde e branco’ não depende somente do que se passar no Estádio Municipal de Braga. Na Luz, à mesma hora do Sp. Braga-Sporting CP, estará a disputar-se o Benfica-Nacional, e Bruno de Carvalho não acredita que os jogadores do conjunto ‘madeirense’ queiram ser os “bobos da festa”.

“Quanto ao Benfica-Nacional, tenho andado a observar e ouvir o que se diz e parece que o Nacional não conta, que o adversário não tem mínimo interessa e que o jogo está ganho. Tenho sentido isso nas palavras dos comentadores afectos ao Benfica, mas não acredito nisso” vincou, antes de deixar rasgados elogios ao trabalho que tem sido feito por Rui Alves, o presidente ‘nacionalista’: “Sei que o Nacional é uma grande equipa, não acredito que queiram ser os bobos da festa do Campeonato. Sei o trabalho que o presidente Rui Alves faz ao colocar o Nacional no mapa e a verdade é que o Nacional começou a surgir e a lutar por lugares cimeiros, sendo uma presença assídua e natural na I Liga. O Benfica estará motivado porque a vitória lhe garantirá o Campeonato, acho que o Nacional vai estar motivadíssimo porque tem sido desdenhado nestes últimos tempos e isso não é merecido para uma equipa que tem feito as épocas que tem feito e que ganhou por mérito próprio o seu lugar neste Campeonato”.

Bruno de Carvalho rejeita balanços da temporada antes do soar dos apitos, embora o que se tem passado ao longo da mesma venha dar razão à competitividade que o líder ‘verde e branco’ sempre defendeu que iria existir. 

“O nosso objectivo sempre foi lutarmos e sermos campeões nacionais. Estamos a lutar e só no final veremos se somos ou não campeões. Só a partir daí dará para fazer o balanço desta época. Agora, mantendo o que disse o início desta temporada em relação a termos três grandes equipas que se reforçaram muito bem que seria um Campeonato muito bem disputados, com grandes jogadores, e que tinha a certeza de que seria um Campeonato que iria agradar aos amantes do futebol”, comentou, para depois finalizar com o desejo de que o lado bonito desta modalidade tem de continuar a passar dentro e não fora das quatro linhas, porque só assim haverá margem de progressão: “O jogo fora das quatro linhas está a emperrar o futebol português e não o deixa progredir. As pessoas lá fora também já o perceberam e é muito importante que as coisas se alterem e que consigamos ter estes Campeonatos bem disputados até ao fim, com boas equipas mas que consigamos acompanhar com outro tipo d dirigismo e regulamentação para que possamos crescer todos porque, no fundo, somos todos rivais mas vivemos todos do mesmo negócio, o futebol”.

Poderá ler a entrevista na íntegra na edição desta semana do Jornal Sporting. 

Foto José Lorvão

Rui Borges: "Merecíamos mais"

Por Sporting CP
16 Abr, 2026

Técnico realçou "orgulho" no trajecto europeu após a eliminação

No final do encontro com o Arsenal FC que ditou o fim da caminhada do Sporting CP na UEFA Champions League, Rui Borges, técnico dos Leões, fez a análise do nulo da segunda mão dos quartos-de-final, em conferência de imprensa, onde fez também um balanço “muito positivo” do percurso feito.

Análise global à eliminatória
"A palavra orgulho é a certa para falar da equipa. Por tudo o que fizemos nestes dois jogos, acho que merecíamos mais, pelo menos disputar o prolongamento, hoje. Tanto num jogo como no outro, as melhores oportunidades são do Sporting CP. O carácter e personalidade que tivemos de nos batermos com uma das melhores equipas da Europa foi fantástico. A palavra orgulho é certa para falar deste grupo e da demonstração de caráter, força e qualidade que têm demonstrado em toda a época. Claro que hoje tem mais impacto por ser Champions, mas mostrámos que também somos os melhores".

Sobre o possível penálti sobre Maxi Araújo
“Não vou falar disso porque seria desvalorizar o que fizemos ao longo do jogo, a nossa capacidade e qualidade.”

Estratégia cumprida
“Em termos estratégicos, a equipa esteve fantástica. Tivemos as melhores oportunidades e o Arsenal FC não criou assim tantas oportunidades, tanto hoje como em Alvalade. E com bola era tentar não deixar partir o jogo, entrar no meio-campo do Arsenal FC e ter ataques organizados para o desgastar. Nós somos uma equipa que gosta de ter bola, com jogo ofensivo e não fugimos a isso. Mostrámos a nossa ideia, carácter e personalidade, e isso orgulha-me muito.”

Sobre a ambição demonstrada
“Fomos muito ambiciosos nos dois jogos, as melhores oportunidades foram do Sporting CP. Isso mostra a ambição e qualidade colectiva e individual. Fomos corajosos e comprometidos, estamos a jogar Champions.”

Dérbi em perspectiva com o SL Benfica
“Agora, vamos pensar no próximo. É recuperar, respirar e pensar nisso com calma. O SL Benfica está mais fresco porque joga de semana a semana, mas vamos com o nosso espírito, ambição e com os nossos adeptos. A energia deles será muito importante e faço esse apelo desde já, para domingo estarem como têm estado ao nível da equipa.”

Sensações após o desfecho inglório
“Não pode existir frustração, mas sim orgulho pelos dois grandes jogos que conseguimos fazer contra uma das melhores equipas da Europa. Se queremos estar entre os melhores da Europa, temos de conseguir dar resposta a esta exigência de três em três dias. Tem de nos alavancar para os próximos jogos. Não podemos baixar o nível. Tem de servir de motivação, nunca como frustração”

Dificuldades para marcar e chaves da consistência defensiva
“O Arsenal FC tem uma das melhores linhas defensiva da Europa, com centrais fortíssimos e rápidos. Fisicamente não somos uma equipa forte em duelos, gostamos de jogo apoiado e alguns momentos de transição. Era importante conseguir instalar-nos e ficar com bola, ataques demorados, sem deixar partir o jogo. Em termos defensivos, não deixámos o Arsenal FC criar. Estivemos muito compactos, concentrados e rigorosos. A equipa esteve fantástica".

Balanço da campanha europeia
“Muito positivo. Marcámos a História do Sporting CP e podemos olhar para trás orgulhosos. Temos de olhar de forma positiva e pensar que é o início de um sonho, do crescimento do Clube para que cada vez mais olhem para o Sporting CP de maneira diferente. O sentimento é de orgulho, mas ainda temos um longo caminho para percorrer e que seja sempre crescente.”

Momento de forma de Pedro Gonçalves
“Fez um bom jogo e a equipa até caiu quando ele saiu. Está à procura da melhor forma, mas não deixa de ser importante. É um jogador importante e os números dele falam por si.”

Faltou sorte?
“A sorte ou azar, não ligo muito a isso. A sorte dá muito trabalho. Digo que podíamos ter sido mais eficazes. Sorte é trabalho, competência e tentamos ter sempre muita."

Foto José Lorvão

Francisco Trincão: "Orgulho no grupo, no staff e nos adeptos"

Por Sporting CP
16 Abr, 2026

Reacção do extremo ao jogo no Emirates Stadium

Após o jogo com o Arsenal FC, Francisco Trincão reagiu à eliminação da UEFA Champions League na zona mista do Emirates Stadium.

Sentimento após o desfecho da eliminatória
“Orgulho no grupo, no staff e nos adeptos. Queríamos mais, acreditávamos que podíamos fazer mais, mas orgulhosos.”

Balanço das duas mãos disputadas
“[Frustração?] Um bocadinho, porque ao longo dos dois jogos percebemos que podíamos ser capazes. Conseguimos criar as nossas oportunidades e dividir o jogo. Podia ter dado tanto para um lado como para o outro, mas acima de tudo temos orgulho no que fizemos e agora temos de pensar já no que vem.”

Impacto da eliminação
“A minha mãe costuma dizer que o futebol é assim, tanto para o bom como para o mau e daqui a três dias temos outro jogo. Temos de estar focado no próximo e prepará-lo da melhor forma.”

Jogo 200 pelo Sporting CP
“Feliz, é um orgulho enorme fazer 200 jogos pelo Sporting CP, o meu clube.”

Crença no Tricampeonato
“É para isso que aqui estamos, vamos lutar até ao fim. Enquanto for possível, vamos acreditar e fazer o nosso [trabalho].”

Foto Isabel Silva, José Lorvão

Fim amargo à histórica caminhada na UEFA Champions League

Por Sporting CP
15 Abr, 2026

Leão mostrou os dentes ao Arsenal FC mas não chegou para sorrir (0-0)

Acabou, em Londres, a mais entusiasmante das caminhadas a verde e branco na UEFA Champions League. Era preciso um golo para, pelo menos, anular a desvantagem trazida de Alvalade (0-1), mas, no Emirates Stadium, a equipa principal de futebol do Sporting CP empatou 0-0 com o Arsenal FC, esta quarta-feira à noite, no jogo da segunda mão dos quartos-de-final e, por isso, acabou eliminada (0-1 no agregado).

Um golo que até esteve muito perto, porque Geny Catamo acertou no poste em cima do intervalo e João Simões, já no último suspiro, teve uma derradeira oportunidade. Ainda assim, a personalizada exibição verde e branca em casa do líder da Premier League não foi suficiente para impor a primeira derrota europeia dos ingleses e relançar o sonho de uma passagem inédita às ‘meias’. A diferença foi mínima e fez toda a diferença.

Para este jogo decisivo, frente a um Arsenal FC com três derrotas nos anteriores quatro jogos e em busca de atingir as meias-finais europeias pela segunda época seguida, Rui Borges lançou com ‘onze’ com três mudanças relativamente ao utilizado na Amadora: Ousmane Diomande e Gonçalo Inácio voltaram ao eixo defensivo, Eduardo Quaresma foi deslocado para a lateral-direita de forma a suprir e ausência já conhecida de Iván Fresneda (limitado fisicamente), enquanto no meio-campo Daniel Bragança deu lugar ao regresso de Hidemasa Morita à titularidade. Já face à primeira mão, a grande novidade foi o regresso do capitão Morten Hjulmand após suspensão.

Os londrinos, desta vez sem Martin Ødegaard e Riccardo Calafiori mas com aposta de início em Piero Hincapié, Christian Mosquera e Gabriel Martinelli, entraram com uma intensidade sufocante, mas o Sporting CP, além de ter evitado qualquer ameaça real, soube esfriar esse ímpeto assumindo posses mais longas. Depois, chegou a primeira amostra no ataque, um ‘disparo’ de Luis Suárez forte e ao lado, embora tenha partido em fora-de-jogo.

Com tudo reequilibrado, foram as imprecisões defensivas a abrir espaço para oportunidades e as duas equipas foram trocando golpes sucessivamente, tornando o jogo cada vez mais aberto. Embora em boa posição, nem Francisco Trincão, nem Viktor Gyökeres deram a melhor direcção aos seus remates e, depois, Geny Catamo só não conseguiu contra-atacar após um livre – com o meio-campo adversário deserto – porque a recuperação defensiva de Martinelli foi rapidíssima. E providencial foi, também, Inácio ao bloquear, já na pequena área, o que parecia um golo certo de Gyökeres.

Já a resposta dos Leões, que se continuaram a mostrar muito equilibrados em campo, foi novamente destemida e, desta vez, podia mesmo ter valido para desequilibrar o marcador – e empatar a eliminatória – mesmo em cima do intervalo. Só não foi assim porque o poste estava lá para 'salvar' a defesa menos batida da Champions. Maxi Araújo cruzou para o segundo poste e Geny Catamo, que tinha iniciado a jogada, apareceu vindo de trás e, de primeira, chutou cruzado e viu a bola acertar caprichosamente no ferro.

Antes disso, Pedro Gonçalves já tivera duas ocasiões soberanas para definir, mas rematou muito por cima na primeira e, depois, não aproveitou um mau passe do guarda-redes David Raya ao falhar a entrega rápida para Trincão, isolado. Foi com travo amargo que acabou a primeira parte, sem golos, mas ao mesmo tempo ficou demonstrado que havia motivos para acreditar na reviravolta.

Uma crença a que os mais de três mil Sportinguistas nas bancadas de um Emirates Stadium esgotado foram constantemente dando voz e a equipa, logo no reatamento, deu mais um sinal nesse sentido. Maxi pisou a área dos gunners, flectiu para dentro e rematou cruzado e desenquadrado, mas por pouco.

O Arsenal FC, já há algum tempo sem ameaçar, teve numa tentativa de meia-distância de Eberechi Eze uma primeira reacção, embora aparentemente controlada por Rui Silva. Ainda assim, o actual líder do campeonato inglês – já com Kai Havertz no lugar de Gyökeres - ganhou novo ânimo, voltou à carga como no arranque da partida e deixou um aviso mais sério: Noni Madueke foi da direita para a esquerda e disparou à malha lateral.

Novamente, o Sporting CP não se deixou intimidar. Prova disso foi a forma como voltou a tomar conta da bola e a aproximar-se da baliza de Raya, numa das quais, aos 65 minutos, Maxi queixou-se de ter sido empurrado nas costas dentro da área. Pouco depois, Rui Borges mexeu para tentar dar outra imprevisibilidade ao jogo verde e branco com as entradas de Geovany Quenda e Daniel Bragança, juntando-se João Simões, breves instantes a seguir.

Mesmo com tudo na mesma no jogo e na eliminatória, o Arsenal FC momentaneamente ainda sentiu alguma intranquilidade, porém aproveitou que o jogo entrou numa de ‘pára-arranca’ constante – muitos duelos e faltas - para manter tudo sob controlo. Aos Leões começou a faltar a energia e as soluções para sair dessa ‘teia’, da qual não saíram praticamente até final.

Além disso, os gunners ameaçaram como nunca o golo. Leandro Trossard, esquecido ao segundo poste num canto, cabeceou ao poste e, depois, o recém-entrado Gabriel Jesus entrou na área e finalizou para a malha lateral.

Mesmo assim, o Sporting CP movido sobretudo pela sua crença conseguiu uma última chance, que acabou por dar um final mais dramático a esta caminhada histórica na UEFA Champions League. No tudo por tudo, quando os quatro minutos de compensação estavam a acabar, um lançamento longo de Quenda para a área sobrou, em zona frontal, para João Simões, que rematou rasteiro e a bola acabou por sair muito perto do poste, porém ao lado. Os Leões caíram em Londres de forma inglória, mas de pé.

Terminada a prestação europeia em 2025/2026, o Sporting CP regressa a casa e volta às contas da Liga com mais um jogo muito importante. No domingo (18h00), o Estádio José Alvalade acolhe o dérbi com o SL Benfica.

Sporting CP: Rui Silva [GR], Eduardo Quaresma (Georgios Vagiannidis, 85’), Ousmane Diomande, Gonçalo Inácio, Maxi Araújo, Morten Hjulmand [C], Hidemasa Morita (João Simões, 77’), Geny Catamo (Geovany Quenda, 71’), Pedro Gonçalves (Daniel Bragança, 71’), Francisco Trincão (Rafael Nel, 85’), Luis Suárez

Foto José Lorvão

Bilhetes esgotados para a recepção ao SL Benfica

Por Sporting CP
15 Abr, 2026

Ainda podem ficar disponíveis ingressos através do Gameback

O Sporting Clube de Portugal informa que já não há bilhetes disponíveis para a recepção da equipa principal de futebol ao SL Benfica, agendada para as 18h00 do dia 19 de Abril. 

Os Sportinguistas esgotaram os ingressos e prometem mais uma vez um grande apoio à equipa no Estádio José Alvalade.

No entanto, ainda poderão ser disponibilizados ingressos através do Gameback. Os lugares em Gameback são colocados à venda nos canais oficiais do Sporting CP pelos Sócios detentores de Gamebox nesses lugares quando não podem comparecer ao jogo.

Os Sócios detentores de Lion Seat podem ainda comprar o seu lugar até ao final do dia desta quarta-feira, 15 de abril.

Foto João Pedro Morais

Informações para os Sportinguistas em Londres

Por Sporting CP
14 Abr, 2026

Meeting point e bilhetes de jogo

Aos Sócios e adeptos que se vão deslocar ao jogo da equipa principal de futebol em casa do Arsenal FC (15 de Abril às 20h00), referente à segunda mão dos quartos-de-final da UEFA Champions League, o Sporting Clube de Portugal informa que o meeting point definido é King’s Cross.

A deslocação para o Arsenal Stadium, palco do desafio, será realizado a pé a partir do meeting point definido ou através de metro com saída obrigatória na estação Highbury & Islington. Esta é a forma mais segura e recomendada para chegar ao estádio. No meeting point, que tem locais ao dispor para o habitual convívio que antecede o jogo, estarão presentes as autoridades e todos os adeptos deverão iniciar a saída para o estádio até às 17h00, de forma a garantir a chegada atempada ao jogo.

Os bilhetes do Arsenal FC são exclusivamente digitais, relembramos que os mesmos devem ser adicionados à Wallet do teu Smartphone para poderes aceder ao jogo. O bilhete só pode ser adicionado à Wallet uma única vez.

Informações importantes
- Arsenal Stadium, em Londres, Inglaterra;
- Acesso através da área Away Section, Turnstile K e Turnstile L;
- Início de jogo: 20h00;
- Abertura de portas do sector visitante e geral: 18h00;
- O processo de entrada no estádio obriga a uma revista exigente a todos os adeptos do Sporting CP, aos quais apelamos que cooperem com os stewards e polícia locais 
- No estádio, a venda de bebidas alcoólicas é feita até ao início da segunda parte da partida. Os adeptos alcoolizados podem ser sujeitos a testes de alcoolemia e impedidos de entrar no estádio;
- Pagamento cashless nas concessões do estádio. Bebidas e comida adquiridas nas concessões devem ser consumidas no anel de circulação, uma vez que não está autorizado o seu consumo nas bancadas;
- É proibido fumar no interior do estádio;
- Não haverá guarda-objectos disponível;
- Não será permitida a entrada de adeptos com indumentária do Sporting CP para outras portas que não as destinadas aos Sportinguistas;
- Em cumprimento da Legislação local em vigor, os adeptos sem bilhete que tentem aceder ao Estádio serão detidos pela polícia local, e terão de comparecer em Tribunal no dia seguinte ao encontro, sendo aplicada uma multa até 1.000£;
- Em cumprimento da legislação local em vigor, a utilização de pirotecnia é ilegal na via pública e no interior do estádio. Todas as situações verificadas de utilização de pirotecnia originarão a detenção dos adeptos por parte da polícia local e posterior apresentação em Tribunal.

MUITO IMPORTANTE 
O Sporting CP foi novamente sancionado disciplinarmente pela UEFA devido ao uso de pirotecnia por parte dos seus adeptos. Esta sanção, que consiste na proibição de venda de bilhetes aos seus adeptos para os jogos fora das competições europeias, encontra-se suspensa por dois anos. Porém, caso venha a verificar-se nova infracção, a UEFA executará a mesma de imediato. Apelamos a todos os Sportinguistas que acompanham a equipa a terem uma conduta de total fair-play, elevando além-fronteiras o bom nome do Sporting CP e transformando o jogo desta quarta-feira em Londres num momento de festa e alegria, assegurando o apoio à equipa Leonina em todos os momentos.

Foto Sporting CP

Rui Borges: "Esta equipa merece marcar a História do Sporting CP"

Por Sporting CP
14 Abr, 2026

Leões decidem destino europeu em Londres

Estão de volta as emoções da UEFA Champions League e com uma decisão pela frente que pode ser histórica. Depois da derrota em Alvalade (0-1), a equipa principal de futebol do Sporting CP prepara-se para enfrentar o Arsenal FC, esta quarta-feira (20h00), na segunda mão dos quartos-de-final. Em jogo está um lugar nas ‘meias’, fase nunca alcançada pela equipa verde e branca.

Na véspera do encontro e recém-chegado a Inglaterra, Rui Borges, treinador dos Leões, fez a habitual antevisão em conferência de imprensa já no Emirates Stadium (ou Arsenal Stadium, como é designado em provas da UEFA), casa dos gunners e palco do embate, imediatamente a seguir de o avançado Luis Suárez também ter respondido às perguntas dos jornalistas presentes.

Missão trazida para Londres
“Vou ser muito frio: a equipa tem de ser igual a si própria. Tal como tem sido até aqui, independentemente do adversário e da competição. Não preciso de falar de ‘fome’, porque esta equipa demonstra todos os jogos a ambição, a coragem e o prazer que tem em campo. Temos de desfrutar do jogo, também, com a responsabilidade de ir atrás de algo inédito para o Clube e para nós. Estamos cientes das dificuldades contra um grande Arsenal FC e de fazer o que ainda ninguém fez, ou seja, ganhar a esta equipa. Sabemos disso, mas acreditamos muito. A confiança é infinita.”

Semana de decisões em três frentes diferentes e a importância da Champions
“Sou frio no meu pensamento, estou calmo e a nossa ‘chama’ é a ambição. Estamos nas oito melhores equipas, onde ninguém pensava que o Sporting CP estaria, se calhar, e é fruto da qualidade individual e colectiva desta equipa. Serão duas grandes equipas em campo e será uma semana importante. Estamos em final de época, os jogos são cada vez mais decisivos, mas estamos inseridos em tudo e isso identifica o Sporting CP: estar nas competições até ao fim e a querer ganhá-las. Independentemente do que acontecer amanhã, nada apaga a grande época desta equipa.”

Foco exclusivo no Arsenal FC
“Estamos a disputar um lugar na meia-final, por isso é o jogo mais importante e vamos com tudo. Com uma ambição e coragem enormes, a pensar apenas e só neste jogo, querando ganhar. É isso que queremos para continuar a marcar a História do Clube. O nosso foco, amanhã, é apenas e só o jogo com o Arsenal FC.”

Mensagem passada ao grupo face aos desafios desta semana
“A minha mensagem é clara e se há semana em que não preciso de falar é esta. Para amanhã estão preocupados em saber o ‘onze’ porque todos querem jogar. Já sabem da responsabilidade de representar o Sporting CP e, por isso, não preciso de me desgastar muito nesse sentido, mas sim na ideia da equipa e descansá-los para estarem frescos ao longo desta semana. Olho para os olhos deles e sinto a vontade de disputar o jogo e de acreditar na passagem. Tanto o futebol como a vida dão oportunidades a quem acredita muito e se há equipa que acredita muito é esta.”

Os recentes resultados negativos do Arsenal FC
“Estamos a falar de uma grande equipa. É natural que uma grande equipa não ganhe sempre, mas acho que até os vai motivar ainda mais. Muito ‘ligados’ e com intensidade elevada para passar às meias-finais. Acredito que não são um ou dois jogos menos bem conseguidos que definem a época que estão a fazer e a grande equipa que é.”

Iván Fresneda é baixa confirmada por motivos físicos
“Tem sido um jogador importante, tem feito uma grande época, mas não se encontra a cem por cento fisicamente e, por isso, optámos por deixá-lo em Lisboa. O jogo de amanhã exige cem por cento de todos. [Na posição] O Edu dá-nos umas coisas e é um lateral competente, o Vagiannidis é lateral de raiz e ofensivo e o Blopa dá-nos velocidade, intensidade e competitividade. São três jogadores diferentes em quem acreditamos e que podem jogar,”

Possíveis ausências do lado adversário
“Não dificulta. Falamos de uma equipa que tem três grandes jogadores para algumas posições. Claro que as características mudam um outro comportamento em termos estratégicos, mas não muda a sua identidade. Nós, treinadores, e jogadores temos de ter capacidade de leitura para anular isso.”

As razões para acreditar na passagem
“Agarramo-nos uns aos outros e àquilo que me trouxe até aqui: ao meu trabalho. Se há equipa que acredita, que é ambiciosa e que é comprometida, é esta. É sinal de que temos capacidade. As coisas acontecem por algum motivo, eu sou muito positivo e esta equipa, quando é posta à prova, tem qualidade para superar o desafio. Nos últimos 20 jogos em sua casa, o Arsenal FC tem duas derrotas. Sabemos das dificuldades, mas temos essa esperança e num dia em que acreditamos pode acontecer.”

Importância do jogo na carreira do técnico e a diferença de valores entre plantéis
“É mais um jogo importante, para mim. Estamos na competição que toda a gente sonha disputar, [o jogo] marcará a carreira de todos nós e em primeiro lugar a História do Sporting CP, e é isso que queremos. Esta equipa merece marcar a História do Sporting CP. É o que eu sinto, porque é um grande grupo de trabalho e tem-no demonstrado. Por isso, é acreditar. Quanto aos valores, é subjectivo. O Mercedes anda a 200[kms/h], mas o Peugeot também e o valor do Mercedes é o dobro. Temos de conhecer atalhos, a estrada, saber desviar-nos e, se calhar, chegar-nos à frente.”

O ponto forte adversário nas bolas paradas
“É uma grande equipa nas bolas paradas, mas já não faz golos assim há algum tempo. Criou esse rótulo pela sua competência. Tem jogadores que nas batidas, em dez, batem dez na zona em que o treinador pede e, depois, tem sempre seis ou sete ‘armários’, jogadores atleticamente muito fortes nos duelos. É uma equipa fortíssima nas bolas paradas, mas nós também o temos sido e estou muito confiante na capacidade da equipa.”

Papel do contra-ataque na partida
“O Sporting CP não é só forte no contra-ataque e o primeiro jogo mostrou isso, até porque a posse de bola foi equilibrada. Gostamos de ter e mandar com bola, é o quue tentaremos, mas sabemos que nestes jogos pode haver mais momentos de ataque rápido, onde temos de ser mortíferos. Sabemos que pode não haver muitas oportunidades, como no primeiro jogo, onde até tivemos mais e saímos com uma derrota. Acima de tudo, temos de ser muito equilibrados em todos os momentos do jogo.”

Foto Sporting CP

Luis Suárez: "Se há alguma equipa que o pode fazer, é a nossa"

Por Sporting CP
14 Abr, 2026

Segunda mão dos ‘quartos’ da Champions com o Arsenal FC em perspectiva

Está cada vez mais próximo o desfecho da eliminatória dos quartos-de-final da UEFA Champions League e Londres é o palco da decisão. Depois da derrota em casa (0-1), a equipa principal de futebol do Sporting CP visita o Arsenal FC, esta quarta-feira (20h00), para disputar a segunda mão que tudo vai resolver.

Antes da antevisão feita pelo treinador Rui Borges, o avançado Luis Suárez foi o porta-voz do grupo para abordar o duelo decisivo com o actual líder da Premier League.

Ambição para o jogo
“A ambição pessoal fica num segundo plano, porque conseguir a vitória é o primordial para continuar a fazer História a nível de Clube. É um jogo muito bonito e uma grande oportunidade que queremos desfrutar.”

Sobre a sua notável época de estreia
“Acho que está a ser uma época muito bonita para mim e estou a desfrutá-la ao máximo. Fisicamente estou muito bem, creio que no melhor momento da minha carreira em todos os sentidos. Trabalho para fazer da época sempre melhor, sem qualquer tecto ou marcas. Estou a desfrutar e acho que ainda posso dar mais: mais golos e mais ajudar à equipa.”

Uma semana com três jogos importantes (seguem-se SL Benfica na Liga e FC Porto na Taça)
“Estamos aqui porque somos profissionais e porque sabemos lidar com as emoções em todos os momentos. É uma semana bonita e vamos jogo a jogo, por isso amanhã é o jogo mais importante e depois veremos.”

Sobre o desafio em mãos
“Desde que acabou a primeira mão que pensamos neste desafio. Seja como for, todos os Sportinguistas imaginamo-nos com a passagem à próxima ronda. Se há alguma equipa que o pode fazer, é a nossa.”

O sentimento por brilhar na UEFA Champions League
“Significa tudo. Esta temporada na Champions tem um sabor muito mais doce do que a primeira, no Olympique Marseille. Essa, sem ter muitos minutos, fez-me reflectir muito, procurei constantemente voltar a estar neste nível e, por isso, estou a desfrutar muito. Para essa criança que jogava descalça em Santa Marta, isto é um sonho.”

Abordagem do Sporting CP ao embate
“Não temos nenhum medo. Amanhã temos uma oportunidade para mostrar do que somos feitos. Muitos jogadores trabalhamos para desfrutar destes jogos e acho que o nosso talento vai sobressair mais uma vez na Champions.”

Memórias sobre a sua passagem por Inglaterra, no Watford FC
“Somente fiz uma pré-época enquanto se definia o meu futuro. Foi um momento de transição e serviu para aprender.”

Foto José Lorvão, Xavier Costa

Londres, berço do futebol e casa de bem mais do que Three Lions

Por Sporting CP
14 Abr, 2026

Um roteiro alternativo pela capital inglesa

London calling”, outra vez. Londres, cidade global, é a nova paragem da aventura europeia do Sporting CP na UEFA Champions League. A vibrante e cosmopolita capital inglesa cintila, na parte Sul da Grã-Bretanha, como o centro cultural e económico de todo o Reino Unido e estende-se como uma das maiores e mais antigas metrópoles do continente, casa para cerca de nove milhões de habitantes, segundo os últimos Censos (2021), e provavelmente mais, actualmente.

E é historicamente casa, também, do futebol, porque se Inglaterra é tida como o país fundador do desporto-rei como o conhecemos, Londres foi o berço Real e tem-se mantido, para lá disso, como uma das suas capitais. Aqui foram lançadas as regras-base do futebol moderno, aqui estão sediados um sem fim de clubes recheados de História – sete competem na principal liga, número sem paralelo na Europa – e, aqui, também, qual ‘jóia da coroa’, tem morada o emblemático e colossal estádio de Wembley. Intitulado the home of football, tem lugares para 90 mil espectadores e é o habitat da decana selecção inglesa, denominada por The Three Lions. Uma simbologia e heráldica que partilha com a Coroa, isto é, com a Família Real Britânica. Os leões constam do brasão de armas Real desde o longínquo século XII, são o emblema futebolístico inglês e da sua federação desde o início - sete séculos depois - e, por tudo isso, em Londres os leões estão um pouco por toda a parte.

Pela sua gigantesca dimensão e faces diversas, haveria mil e uma formas de conhecer a capital inglesa, de si já tão turística e célebre, não tivesse sido, por exemplo, a terceira cidade mais visitada do mundo em 2025 (22,7 milhões de visitantes, segundo os dados de chegadas internacionais do Euromonitor International). Então, impelidos pela importante deslocação europeia do Sporting CP, porque não percorrer Londres no rasto dos seus inúmeros leões, emblema que Inglaterra, Londres e o futebol inglês têm em comum com o Sporting CP enquanto principal símbolo representativo? Dos imponentes, mais conhecidos e fotografados aos que escapam ao olhar menos atento, cada um com a sua história para ajudar a contar a História maiúscula da cidade. Londres num rugido, long story short.

E muito antes de ser erigida a Tower Bridge, no seu sopé na margem Norte já se ouviam rugidos… de leões de verdade. Aqui, levantou-se - e perdura - a Tower of London, iniciada em 1078 e que ao longo dos séculos foi castelo, fortaleza, arsenal, prisão, ‘cofre’ das jóias da Coroa, residência Real e acolheu, ainda, um extravagante e antiquíssimo zoo – o primeiro da cidade. Durante 600 anos, entre o século XIII e 1834, a monarquia britânica expôs nas imediações das fortificações os inúmeros animais que recebiam como oferendas exóticas e, entre outros, há registos de elefantes, águias, pumas, até um urso polar e, claro, leões.

Actualmente, The Royal Menagerie, como ficou conhecido este particular zoo, ainda tem 13 animais, mas são todos feitos de arame, estátuas da autoria da artista Kendra Haste que desde 2010 estão dispostas nos devidos lugares antanho ocupados por esta fauna Real. Esta é uma, apenas, das variadíssimas colecções e áreas visitáveis deste notável edificado, mas os leões estão bem à vista nas suas imediações para quem vem das margens do rio Tamisa.

Cerca de três décadas depois de a Tower of London ter cedido essa função - e os animais - ao London Zoo, em 1863 a capital inglesa abriu a primeira linha ferroviária subterrânea do mundo. Além de ser um dos mais antigos, The London Underground (ou The Tube) é também um dos mais extensos. Com 402 quilómetros, 11 linhas e 272 estações, quando o tempo urge - ou ruge, neste caso - é certamente uma das melhores opções.

Assim, percorridas menos de duas milhas (quase três quilómetros) para Oeste, mas ainda bem junto ao rio, avistam-se, quer no Victoria Embankment, quer no The Queen’s Walk - embora algo escondidas do olhar -, longas filas de cabeças de leão em bronze, incrustadas na parede e com um anel entre dentes para amarrar embarcações. Além disso, todas estão bem acima da linha de água, e ainda bem.

"When the lions drink, London will sink. When it's up to their manes, we'll go down the drains", reza a lenda vitoriana, algo assim como: “Quando os leões bebem, Londres vai afundar. Quando [a água] lhes sobe à juba, iremos pelo cano”. Remontam a 1868 e serviram como precioso indicador de inundações para os transeuntes, antes de que a tecnologia avançasse para controlar o caudal do rio de formas bem mais eficientes – a moderna e faraónica barragem a jusante é, desde os anos 1980, o melhor exemplo.

Quanto aos leões, continuam como vistosos elementos decorativos à beira-rio, numa zona tantas vezes ‘postal’ da cidade, mas não são os únicos, basta atravessar a Wesminster Bridge para a margem Sul. Mesmo com a concorrência do London Eye, como pano fundo de um lado e, do outro, o Big Ben e o Palácio de Westminster no horizonte, um sumptuoso leão polido - com 3,7 metros de altura, quatro de comprimento e cerca de 14 toneladas - acapara também as atenções da multidão que entra e sai da ponte. O gigante felino encara-a de frente, mas de cima do seu pedestal.

É feito de Coade stone, uma mistura de materiais popular em Inglaterra no século XIX que forma a impoluta e durável pedra artificial que tem mantido este leão imune à humidade da chuvosa - hoje soalheira - capital inglesa, à sua poluição e até ao inexorável avançar dos anos. Mesmo sem se poder mexer, já correu diferentes pontos de Londres e resistiu a um passado repleto de episódios turbulentos.

Em 1837, o escultor William Frederick Woodington concebeu-o como elemento central no topo de uma fábrica de cerveja (Lion Brewery) localizada a menos de um quilómetro a Norte da sua actual localização. Aqui, mora desde 1966. Pelo meio, no entanto, sobreviveu a um incêndio na fábrica (em 1931) e à destruição posterior e mais devastadora trazida pela II Guerra Mundial e, por vontade Real (George VI), resistiu à demolição da zona para dar lugar ao Royal Festival Hall e, brevemente, ainda esteve exposto na entrada da estação de Waterloo. Nos últimos 60 anos, bem mais sossegados, fez deste lado ponte o seu habitat natural, tendo do outro lado ‘vizinhos’ ilustres como Isaac Newton, Charles Dickens ou Stephen Hawking, todos sepultados na Westminster Abbey (abadia).

Já junto ao icónico edifício neogótico, por Whitehall vai-se à Trafalgar Square, provavelmente a mais famosa das praças londrinas e, nela, os leões mais conhecidos da cidade e, talvez, os maiores. De bronze e de um realismo impressionante nos detalhes, os quatro imponentes felinos estão distribuídos em redor da base e guardam a Nelson’s Column. Estes ‘quadrigémeos’ aqui estão desde que foram esculpidos em 1860 por Sir Edwin Landseer, deitados e de boca aberta, mas não servem de ameaça para o batalhão de pombas sempre a esvoaçar, nem para os mais intrépidos visitantes, aos quais só o sinal ali posto impede que se juntem aos leões no pedestal para uma fotografia proibida.

Trafalgar Square relembra-nos, ainda, que Londres é também cidade de inúmeros museus, alguns dos mais relevantes a nível mundial e, na ponta oposta à Nelson’s Column, situa-se a National Gallery. Nas suas salas, a vasta colecção britânica de obras de arte europeias e entre Van Gogh, da Vinci, Vermeer ou Rubens não destoaria, dizemos nós, aquele golo europeu de Pedro Gonçalves marcado ao Arsenal FC.

É o momento de voltar ao futebol, mas ainda no rasto dos leões londrinos, os últimos e agora tão pequenos que só não escapam aos mais atentos: são três, os reconhecíveis Three Lions, dentro de um emblema, o da Football Associaton (FA). Estão numa placa, colocada junto a uma das grandes janelas do número 63 da Great Queen Street, em Covent Garden, que informa que neste edifício - agora um grandioso salão de eventos - estava a Freemason’s Tavern. Nada mais e nada menos do que o local, um pub, onde se criou a Federação inglesa (FA) a 26 de Outubro de 1863. “O futebol moderno nasceu neste dia”, lê-se ainda, porque foi lá dentro, já a 8 de Dezembro, numa reunião às 7 o’clock, que se estipularam as regras que começaram a dar a forma que conhecemos ao desporto-rei.

Segundo consta, só ao quinto encontro na Freemason’s Tavern é que saiu o documento The Laws of the Game, autoria de Ebenezer Morley, com os 13 artigos que lançaram as bases. De maneira geral, fixaram-se as dimensões máximas dos campos, as balizas tinham de ter apenas dois postes (sem barra a uni-los), definiram-se as reposições laterais, o pontapé de saída no centro do terreno de jogo precedido de moeda ao ar, os primórdios do fora-de-jogo (lei afinada em 1866) e, por outro lado, os controversos handling (manuseio e transporte da bola com a mão) e hacking (pontapé na tíbia) foram proibidos, separando à nascença e para sempre o futebol do rugby.

Oito anos depois, organiza-se a The Football Association Cup. Exactamente, a FA Cup ainda hoje disputada. Então, tal como a Revolução Industrial, principiada em Inglaterra, o futebol tornou-se um movimento igualmente imparável e pronto a grassar para outras geografias.

Por essa maravilhosa criação, à porta do local fundador, deixam-se os agradecimentos devidos e parte-se para a última paragem deste tour alternativo por Londres, que é óbvia e inequívoca. Agora, todos os caminhos levam à parte norte da capital, ao Emirates Stadium, onde os Leões de Rui Borges querem continuar a rugir, agora como nunca antes na UEFA Champions League.

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