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Foto César Santos

Coates: "Quero dar tudo por quem confiou em mim"

Por Jornal Sporting
12 maio, 2016

Qualidade do central uruguaio fez com que o Sporting CP prolongasse por mais um ano o empréstimo do Sunderland

Sebastián Coates assinou pelos ‘leões’ em Janeiro e, para muitos dos adeptos do Clube de Alvalade, o central uruguaio era desconhecido. No entanto, depressa apareceu a opinião do seu companheiro de selecção e ex-colega em Liverpool, Luís Suárez: “Um jogador como o Sebastián acrescenta muita qualidade a uma equipa. Tenho a certeza de que será um excelente reforço”. Na verdade, à medida que Coates ia envergando a listada ‘verde e branca’, as declarações de Suárez foram-se revelando verdadeiras. A forma como Sebastián se impôs na defesa ‘leonina’, formando uma dupla extraordinária com Rúben Semedo, justifica na totalidade o prolongamento por mais um ano do empréstimo do Sunderland ao Sporting CP. O jogador não esconde as razões que o fizeram tomar esta decisão.

“Todos os jogadores sonham jogar num Clube onde se lute por títulos, com objectivos ambiciosos, e isso fez a diferença na minha vinda e na minha continuação”, referiu, para depois explicar o porquê de já se ter aventurado no ataque: “Pessoalmente, a minha primeira função é a de defender, mas se posso ajudar e chegar mais longe no ataque, fá-lo-ei”.

A preocupação de Jorge Jesus com o sector recuado foi algo que surpreendeu o internacional uruguaio de forma positiva, isto porque apesar de ter consciência de que os golos são necessários para conquistar vitórias, o trabalho na defesa é um pormenor que pode definir a vitória ou a derrota ao longo do encontro.

“O treinador preocupa-se muito com o que é defensivamente a equipa. Logicamente que os jogos se ganham com golos, mas ele preocupa-se muito em trabalhar a defesa e toda a equipa a defender. Isso não só nem todos os treinadores o fazem, como poucos o fazem. É isso que faz a diferença”, vincou Sebastián, que com os seus 1,96m tem sido uma autêntica parede nos duelos aéreos. No entanto, o central não esqueceu e reforçou a importância dos adeptos, a força que transmitem durante os noventa minutos de qualquer partida: “Encontrei um excelente Clube, com adeptos que estão sempre a puxar pelos jogadores e isso também faz com que o Sporting seja muito importante. Quero dar tudo por esta camisola, pelo Clube, por quem confiou em mim e oxalá que, colectivamente, tenhamos os resultados que todos queremos”.

Nos dias que correm, já não há nenhum adepto ‘sportinguista’ que não saiba que Coates é sinónimo de segurança defensiva e aplauda a alcunha que o atleta trouxe do Uruguai: ‘o chefe’.

Leia a entrevista na íntegra na edição do Jornal Sporting desta semana. 

Foto César Santos

Bruno de Carvalho: “Não há campeões antecipados”

Por Jornal Sporting
12 maio, 2016

O Presidente do Sporting deu uma entrevista exclusiva ao jornal do Clube antes da jornada decisiva

Temos de recuar 42 anos para podermos passar os olhos pela última vez em que Sporting CP e Benfica levaram a decisão do título português para a última jornada. Foi em 1974 que o ‘suspense’ ficou preso em milhões de gargantas até ao último apito do último jogo do Campeonato Nacional. A história não favorece o Clube de Alvalade, isto porque das 25 vezes em que esta situação aconteceu, no século XXI, quem entrou na frente acabou por festejar. O Presidente ‘leonino’ não se rende perante as estatísticas e ainda acredita numa reviravolta épica.

“À entrada para a última jornada, estamos a dois pontos do primeiro lugar. Não é, com certeza, o lugar onde gostaríamos de estar; gostávamos de estar em primeiro e não estamos. Ma estamos absolutamente focados neste jogo que falta e sabemos que, até ao último segundo, tudo pode acontecer – é essa a beleza do futebol. Enquanto matematicamente for possível e enquanto a vontade for grande tudo pode acontecer”, afirmou em entrevista exclusiva ao Jornal Sporting, referindo também o ambiente que se vive em torno deste último embate contra o Sp. Braga: “Vejo a equipa do Sporting CP completamente focada neste encontro e a acreditar que até ao fim pode ter a felicidade de comemorar um título que nos foge há muitos anos. Vamos, pelo menos, fazer o que está ao nosso alcance para alcançar o objectivo e isso passa por vencer este último jogo e acreditar até ao último segundo”.

É verdade que o sucesso ‘verde e branco’ não depende somente do que se passar no Estádio Municipal de Braga. Na Luz, à mesma hora do Sp. Braga-Sporting CP, estará a disputar-se o Benfica-Nacional, e Bruno de Carvalho não acredita que os jogadores do conjunto ‘madeirense’ queiram ser os “bobos da festa”.

“Quanto ao Benfica-Nacional, tenho andado a observar e ouvir o que se diz e parece que o Nacional não conta, que o adversário não tem mínimo interessa e que o jogo está ganho. Tenho sentido isso nas palavras dos comentadores afectos ao Benfica, mas não acredito nisso” vincou, antes de deixar rasgados elogios ao trabalho que tem sido feito por Rui Alves, o presidente ‘nacionalista’: “Sei que o Nacional é uma grande equipa, não acredito que queiram ser os bobos da festa do Campeonato. Sei o trabalho que o presidente Rui Alves faz ao colocar o Nacional no mapa e a verdade é que o Nacional começou a surgir e a lutar por lugares cimeiros, sendo uma presença assídua e natural na I Liga. O Benfica estará motivado porque a vitória lhe garantirá o Campeonato, acho que o Nacional vai estar motivadíssimo porque tem sido desdenhado nestes últimos tempos e isso não é merecido para uma equipa que tem feito as épocas que tem feito e que ganhou por mérito próprio o seu lugar neste Campeonato”.

Bruno de Carvalho rejeita balanços da temporada antes do soar dos apitos, embora o que se tem passado ao longo da mesma venha dar razão à competitividade que o líder ‘verde e branco’ sempre defendeu que iria existir. 

“O nosso objectivo sempre foi lutarmos e sermos campeões nacionais. Estamos a lutar e só no final veremos se somos ou não campeões. Só a partir daí dará para fazer o balanço desta época. Agora, mantendo o que disse o início desta temporada em relação a termos três grandes equipas que se reforçaram muito bem que seria um Campeonato muito bem disputados, com grandes jogadores, e que tinha a certeza de que seria um Campeonato que iria agradar aos amantes do futebol”, comentou, para depois finalizar com o desejo de que o lado bonito desta modalidade tem de continuar a passar dentro e não fora das quatro linhas, porque só assim haverá margem de progressão: “O jogo fora das quatro linhas está a emperrar o futebol português e não o deixa progredir. As pessoas lá fora também já o perceberam e é muito importante que as coisas se alterem e que consigamos ter estes Campeonatos bem disputados até ao fim, com boas equipas mas que consigamos acompanhar com outro tipo d dirigismo e regulamentação para que possamos crescer todos porque, no fundo, somos todos rivais mas vivemos todos do mesmo negócio, o futebol”.

Poderá ler a entrevista na íntegra na edição desta semana do Jornal Sporting. 

Foto Isabel Silva

Rui Borges: "A ambição da equipa é enorme"

Por Sporting CP
15 Fev, 2026

Técnico reagiu à vitória em conferência de imprensa

No final do jogo com o FC Famalicão, Rui Borges, treinador do Sporting CP, fez a leitura da vitória por 1-0 em conferência de imprensa, no Auditório Artur Agostinho, em Alvalade.

13.ª vitória consecutiva em casa
“Não ligo muito a isso, mas fico feliz, porque sou um homem feliz por estar no Sporting CP a desfrutar o dia-a-dia com um grande grupo.”

Análise ao jogo
“Na primeira parte, o FC Famalicão tem dois lances de perigo, duas transições. É uma equipa competitiva, dividiu duelos e obrigou-nos a errar mais do que é normal em termos de passe. Fomos insistindo, mas notou-se que nos faltou a referência na área para tomar decisões melhores. Na segunda parte, não houve história, porque só deu Sporting CP e o FC Famalicão não criou nada. Andámos com posse, criamos algumas situações de finalização, tivemos 15 cantos e acabámos por fazer golo assim, mas já podíamos ter feito golo, antes, de bola parada. A história é essa: uma equipa sempre à procura do golo e outra a defender bem, organizada e competente, e à espera de transições. Por tudo o que fomos capazes de criar, às vezes não tão bem em termos de qualidade, fizemos o suficiente para ganhar o jogo.”

Aposta em Pedro Gonçalves como ponta-de-lança
“Era um dos jogadores disponíveis para a posição. Tínhamos o [Rafael] Nel, é certo, e o Fotis esteve até à última para ser solução e se pudesse, possivelmente tínhamos começado com o Nel para ter uma referência. Não tendo o Fotis e gastando o Nel na fase inicial do jogo, se houvesse esta dificuldade no jogo depois não teríamos mais ninguém. Em alguns momentos faltou-nos essa referência para ligar e finalizar de melhor forma e até em zonas de cruzamento houve hesitações porque nos faltava essa referência.”

A composição idealizada para o ataque móvel
“O ‘Pote’ e o Trincão são jogadores de ligação e definição e precisávamos de alguém que provocasse o espaço e, por isso, optámos por puxar o Maxi para a frente. Tem bons timings de ataque ao espaço e precisávamos disso, tanto ele como o Luís Guilherme, para provocar a profundidade.”

Sobre o golo anulado ao FC Famalicão no arranque do jogo
“Para mim é falta clara, tão simples quanto isso. E é um lance que precede de um fora-de-jogo, por isso nem devia ter existido essa finalização. Além disso, para mim, depois disso é falta. O Mangas também nos dava isso à largura, porque é muito vertical.”

Novo golo marcado perto do fim
“O futebol é do primeiro ao último minuto. Também tenho dois empates com golos no fim, são quatro pontos e, se calhar, estaria com os mesmos pontos do primeiro. É sempre subjectivo. Acima de tudo, a ambição da equipa é enorme. O jogo tem 90 minutos, por isso preocupado porquê? Ganhei, é isso que queremos e os jogos vão ser cada vez mais difíceis. Jogámos contra uma boa equipa, muito competente e valoriza ainda mais a nossa vitória.”

Os ‘três grandes’ venceram todos pela margem mínima nesta jornada
“Não jogámos mal, houve mérito também do adversário e tenho a certeza de que os jogos vão ser cada vez mais difíceis. Para nós e para todos, principalmente para as equipas que estão na frente do campeonato, porque as outras equipas têm qualidade, estão bem organizadas e precisam de pontos. A dificuldade está à vista e temos de estar preparados.”

Estreia de Rafael Nel pela equipa principal em 2025/2026
“Fico feliz por ele, porque merecia. Tem trabalhado imenso na equipa B. Tem de continuar a trabalhar, tem crescido muito e é um miúdo muito competitivo. Acredito que vai ter mais oportunidades, porque é muito focado, trabalha imenso e quer singrar.”

Fotis Ioannidis recuperado a tempo do Moreirense FC?
“Não sei responder, mas acredito que sim.”

O golo e os primeiros passos de Daniel Bragança no seu regresso à competição
“É um jogador importante, um dos capitães e com ADN Sporting. Tem uma qualidade técnica acima da média, ainda procura o seu melhor momento físico, mas está feliz e motivado e vai ser um jogador importante, como foi hoje, felizmente. Conseguiu um golo de cabeça, o que não é muito normal nele. É um jogador que vê coisas diferentes e por isso é que entrou. Feliz por vê-lo marcar, porque é um jogador de coração verde. É importante deixar também uma palavra aos adeptos. A energia dos adeptos tem sido fenomenal e sábado, em Moreira de Cónegos, em mais um jogo difícil, precisamos dessa energia.”

Foto Isabel Silva, José Lorvão

Só Bragança teve cabeça para encontrar a vitória

Por Sporting CP
15 Fev, 2026

Resistência do FC Famalicão em Alvalade quebrada aos 82 minutos (1-0)

De volta a casa, a equipa principal de futebol do Sporting CP derrotou o FC Famalicão por 1-0, este domingo à noite, no encontro relativo à 22.ª jornada da Liga. Um imperioso triunfo que mantém tudo na mesma no topo da classificação, ou seja, com os Leões de Rui Borges (55 pontos) quatro pontos atrás do líder FC Porto (59) e três à frente do SL Benfica (52).

De novo, foi preciso esperar e não desesperar em Alvalade (46164 espectadores) para alcançar mais uma vitória quando o marcador já se encaminhava intacto para o fim. Sem avançados, o Leão teve de reencontrar o seu instinto matador, numa bola parada, graças a um médio saído do banco: Daniel Bragança, com um (raro) golo de cabeça, vestiu a pele de herói e garantiu os três pontos aos 82 minutos.

Perante um FC Famalicão a ocupar o sexto lugar, Rui Borges fez duas mudanças no ‘onze’ apresentado no Estádio do Dragão (1-1) e nos lugares que tinham sido de Geny Catamo e do suspenso Luis Suárez lançou Ricardo Mangas – como lateral, subindo Maxi Araújo para o ataque – e Luis Guilherme como titulares, desenhando um ataque móvel com Pedro Gonçalves como ponta-de-lança face à ausência do goleador colombiano mas também de Fotis Ioannidis, ainda a contas com lesão e, por isso, não esteve na convocatória - onde, por seu turno, esteve o jovem Rafael Nel (sete golos marcados pela equipa B na Liga 2).

O Sporting CP até causou o primeiro bruaá em Alvalade, após um cruzamento venenoso sem desvio e a recarga bloqueada a Hidemasa Morita, mas foi um ‘susto’ do outro lado a marcar o arranque do jogo, corria o oitavo minuto. Nas imediações da área Leonina, Ibrahima Ba tirou a bola a Maxi Araújo e ‘disparou’ um pontapé seco que só parou no fundo das redes, só que o 0-1 não subiu ao marcador. Chamado ao monitor para rever o lance, o árbitro considerou que a recuperação de bola foi feita com falta sobre o uruguaio e anulou o golo.

Na resposta imediata, Maxi entrou na área e rematou à figura de Lazar Carević, guarda-redes do FC Famalicão, mas só já perto da meia hora é que os Leões mostraram outra acutilância ofensiva e começaram a pôr o adversário em sentido. As combinações interiores melhoraram e, assim, Francisco Trincão ganhou espaço para um remate cruzado que saiu ao lado, tal como o de Maxi, pouco depois, em zona frontal. Pelo meio, Ricardo Mangas teve a melhor ocasião, mas ao concluir o lance de insistência acertou no poste.

Minutos frenéticos em Alvalade aos que se juntou, de repente, um perigosíssimo aviso do FC Famalicão de Hugo Oliveira. O avançado Simon Elisor esgueirou-se nas costas da linha defensiva e, completamente isolado, atirou para fora já no cara-a-cara com Rui Silva. O Sporting CP, sem tempo a perder, respondeu logo no seguimento da jogada, soltando Luís Guilherme a toda a velocidade na direita - sempre muito vertical -  e o brasileiro, dentro da área, obrigou Carević a sacudir a tentativa para canto.

O nulo no resultado vigorou até ao intervalo, embora os Leões tenham continuado a insistir e a ameaçar até lá. Correspondendo a um livre de Luís Guilherme cobrado para a área, Morten Hjulmand cabeceou ligeiramente por cima da trave e, a seguir, ‘Pote’ ainda trabalhou a bola na área, mas errou o alvo no remate. Antes disso, o camisola 8 viu o seu quinto amarelo na Liga e vai falhar o jogo da próxima jornada.

Já a começar o segundo tempo, um lance confuso na área visitante podia ter sorrido ao Sporting CP, mas nem o desvio de Mangas, nem o subsequente de Maxi, entre carambolas, levou a direcção do golo, o qual continuou a ser procurado incessantemente pelos comandados de Rui Borges. Para isso, o técnico mexeu aos 62’ com a entrada de Geny Catamo por Mangas, mas o jogo entrou numa toada de paragens constantes que tudo arrastou e, mais de dez minutos depois, Rui Borges teve de arriscar mais introduzindo Rafael Nel – em estreia pela equipa principal esta época – e Daniel Bragança por Morita e Fresneda.

A missão era quebrar de vez a dura resistência do emblema de Vila Nova de Famalicão, que na segunda parte não mais espreitou o ataque e cada vez se postou mais recuado no terreno. Sucederam-se os cruzamentos Leoninos para a área visitante, mas nada parecia servir para superar a ‘muralha’ famalicense à frente da baliza, até que um pontapé de canto mudou o perigoso rumo da partida aos 82 minutos. Trincão colocou a bola no primeiro poste, onde apareceu Bragança em antecipação para cabecear de forma certeira e pôr o Sporting CP finalmente a vencer e Alvalade a festejar. Mais uma prova de que estes Leões nunca desistem e voltaram a ser premiados.

De imediato, Georgios Vagiannidis e João Simões entraram - substituindo ‘Pote’ e Luis Guilherme - para reequilibrar a equipa e o importante triunfo para manter tudo na mesma no topo da classificação foi assegurado com sucesso. Esta foi, também, a 13.ª vitória consecutiva do Sporting CP em Alvalade, ou seja, a terceira melhor série de sempre - apenas atrás das 15 com Joseph Szabo no comando (1953/1954) e das 16 sob a liderança de Mário Lino (1973/1974).

Na próxima jornada, os Bicampeões Nacionais deslocam-se ao Norte do país para enfrentar o Moreirense FC, jogo marcado para as 18h00 de sábado.

Sporting CP: Rui Silva [GR], Iván Fresneda (Rafael Nel, 75’), Ousmane Diomande, Gonçalo Inácio, Ricardo Mangas (Geny Catamo, 62’), Morten Hjulmand [C], Hidemasa Morita (Daniela Bragança, 75’), Luís Guilherme (Georgios Vagiannidis, 85’), Maxi Araújo, Francisco Trincão, Pedro Gonçalves (João Simões, 85’)

Foto João Pedro Morais

Rui Borges: "Vamos fazer tudo para ganhar"

Por Sporting CP
14 Fev, 2026

Sporting CP e FC Famalicão medem forças este domingo, às 20h30

A equipa principal de futebol do Sporting Clube de Portugal recebe este domingo o FC Famalicão, às 20h30, em jogo da jornada 22 da Liga Portugal.

Em conferência de imprensa, Rui Borges fez a antevisão à partida com os famalicenses, "uma das melhores equipas do campeonato", falou sobre as opções na frente de ataque e explicou a saída de Matheus Reis. 

Encontro com o FC Famalicão
"Acima de tudo, espero uma equipa igual a si própria. É uma equipa que tem a sua própria ideia de jogo, que gosta de a manter durante todos os jogos, independentemente do adversário, e que se adapta bem àquilo que é o momento do jogo.

No meu entendimento, é uma boa equipa, muito competitiva, muito intensa, uma equipa que faz muitas faltas. Nota-se bem a intensidade que mete no jogo e a sua organização defensiva também é muito competente.

É uma equipa que tem muitas acções de corredor, muito um para um, muitas combinações. Uma equipa que cruza muito, à procura de referências e à procura de homens na área.

Por isso, acima de tudo, acho que é uma equipa muito competente e das melhores equipas do campeonato. Está a fazer uma boa época, apesar de aqui ou ali ter um resultado menos conseguido ou uma exibição menos conseguida. No cômputo geral, é uma boa equipa."

Gestão na frente de ataque
"Testámos algumas soluções. O Fotis [Ioannidis] está em dúvida para o jogo. Vamos ver se pode ou não dar o seu contributo. Por isso, e de entre os jogadores que temos disponíveis, entraremos com 11, com toda a certeza. Mas, muito sinceramente, ainda não sei quem jogará.

Mas, dentro das opções disponíveis, iremos em busca de algumas características individuais. Claro, nunca fugindo à nossa ideia e àquilo que nos identifica em termos colectivos.”

Pós-clássico
"Acho que nós, e vocês [comunicação social] também que têm esse papel, devemos valorizar muito mais os jogadores, as equipas, o jogo e o nosso futebol.

Agora, também concordo que não se deve relativizar algumas coisas que se passaram, porque parecia que estávamos a voltar ao século passado. Estamos em 2026, acho que não se deve relativizar.

Agora, não vou entrar nessa luta. Estou muito mais focado em tentar valorizar o futebol em si, o jogo, os jogadores de uma equipa e de outra, não só do Sporting CP, porque estavam grandes jogadores dentro do campo. E, acima de tudo, temos de valorizar quem pratica futebol e quem faz por ser um desporto tão espectacular como é."

Sporting CP ‘refém’ de Luis Suárez?
"É natural que se possa pensar dessa forma, porque o Luís tem sido muito importante e marcado muitos golos. Agora, o Luís consegue marcá-los graças a um grande colectivo e não apenas pela qualidade individual.

Por isso, é nisso que nos focamos diariamente: no nosso colectivo. E depois, dentro de um colectivo forte, sim, vem ao de cima o talento individual.

É impossível dizer que não é uma peça importante e acabará sempre por fazer falta. Mas, como eu digo sempre, só faz falta quem está. Vou focar-me nos 11 que escolher e nos outros que tiver no banco. E, com toda a certeza, seremos competentes, para não fugirmos daquilo que temos sido enquanto Sporting CP, para mantermos uma boa qualidade de jogo, uma dinâmica muito própria, e levarmos de vencido um bom FC Famalicão."

Prestação no clássico
"Duas grandes equipas, duas equipas bastante competentes. Há algumas coisas que poderíamos ter feito de forma diferente, mas não só neste jogo, em todos. Depois de rever, achamos sempre coisas diferentes.

Agora, acima de tudo, fizemos um jogo bastante competente. Jogámos com a equipa que tem a melhor defesa. É uma equipa que defende muito bem a sua baliza.

Podíamos ter feito mais? Podíamos. Mas isso podemos sempre, depois de ver as coisas. E ver o jogo pela televisão é sempre mais fácil, podemos ver as coisas de forma diferente, mas não foi nunca por falta de ambição de quem quer que seja."

Disponibilidade de Geny Catamo
"O Geny está em dúvida."

Souleymane Faye na frente de ataque?
"Qualquer jogador da linha avançada pode jogar avançado, não só o Faye. Vamos tentar perceber qual será a melhor opção e aquilo que fará mais sentido. Mas não é só ele quem nos pode dar essa solução. Acho que qualquer jogador da frente pode jogar aí e foram vários os que treinaram nessa posição."

Resolver os jogos mais cedo
"Isso queremos todos, marcar sempre mais cedo. Às vezes não conseguimos. Há duas equipas, há 11 jogadores de cada lado, há treinadores competentes dos dois lados. Nós queremos sempre marcar o mais rapidamente possível e o mais cedo possível, mas nem sempre vai acontecer.

A ambição e a vontade da equipa de vencer é que nos leva a marcar em qualquer minuto do jogo, seja no primeiro, seja no último. Isso demonstra bem o carácter e a personalidade desta equipa.

Queremos fazer melhor, é lógico. Se for aos 96’, não há problema, ganhámos. Queremos é ganhar, mais do que outra coisa qualquer. Percebo a parte cardíaca da malta, a minha também [risos], mas é um jogo de futebol e é o espectáculo. Por isso é que o futebol é tão espectacular. As emoções que se criam à volta de um jogo são enormes e não é para todos aguentá-las.

Acima de tudo, é o espírito da equipa estar lá bem vincado e eles são uns ambiciosos, uns campeões de nascença."

Francisco Trincão pode ser opção na frente?
"É claramente um jogador que também pode jogar ali. Já disse, qualquer jogador da frente pode jogar a avançado. Por isso, não me preocupa. Terão características diferentes, é o que temos, mas vamos à luta, isso é certo. E vamos ser competentes. E vamos ganhar, contra uma grande equipa, mas vamos ganhar, vamos fazer tudo para ganhar.

Acima de tudo, deixem-me enaltecer o Trincão. Está sempre em prol da equipa e eu tenho dito muito isso. Acho que é dos jogadores que mais têm dado em prol da equipa.

No final do jogo com o FC Porto, fizeram-me uma pergunta [sobre o posicionamento do jogador no clássico], e eu expliquei um pouco. É perceber as circunstâncias, porque ser treinador de fora, às vezes, é fácil. “Ah, eu punha estes 11, ah, eu ganhava este jogo”. Claro. Mas é preciso perceber muitas coisas.

E no Dragão, o Trincão foi sacrificado a jogar à esquerda, porque o Pedro Gonçalves vem de uma lesão e fisicamente não está preparado para ter a exigência de jogar com um extremo e defender. Há nuances que nós temos de entender e, sem fugir muito daquilo que é a ideia da equipa, tentar tirar o melhor partido de cada um.

O Trincão é alguém que já jogou à esquerda, por dentro, a extremo. Antes era extremo, agora, se não jogar a 10, já dizem que essa é a melhor posição do Trincão. Por isso, e acima de tudo, destacar a sua capacidade de estar comprometido com a equipa e com aquilo que o treinador lhe pede, em prol do colectivo, primeiro.”

Regresso de Zeno Debast
"O Zeno está fora."

Disputa entre Hidemasa Morita e João Simões
"É uma boa luta. É um pouco do trabalho do treinador: perceber o momento de cada um, dentro da estratégia, dependendo do adversário e do que vamos encontrar pela frente, individual e colectivamente.

O Simões teve ali dois, três jogos em que não esteve no seu melhor. Apareceu o Morita a crescer nesse momento. É uma boa luta, são dois grandes jogadores.

O Dani [Bragança] também está a aparecer, está a melhorar a sua condição física, que é importante depois de uma longa paragem, e dá-nos outras soluções. Já entrou 10 minutos com o FC Porto e foi importante, acabámos por empatar o jogo com o Dani já dentro de campo. Por isso, são jogadores que claramente nos dão várias soluções e, enquanto treinador, dá-me dores de cabeça, mas prefiro tê-los a todos disponíveis."

Regresso de Geovany Quenda para breve?
"Acredito que o Quenda esteja para breve. Não sei dizer quando ao certo, mas acredito que esteja para poucas semanas. Pelo menos, é o que eu espero também. É mais uma solução que ganhamos para esta recta final e claramente um jogador com muita qualidade, que nos vai ajudar."

Regresso de Nuno Santos e saída de Matheus Reis
"A vinda do Nuno não tem nada a ver com a saída do Matheus. O Matheus - por tudo o que deu ao Clube, por tudo o que dava ao grupo, pela influência que tem no grupo, por ser um dos capitães, pela mentalidade e a competitividade diárias - merecia.

Merecia, nesta fase da sua carreira, tomar uma decisão e perceber o que era melhor para ele, independentemente daquilo que o treinador ou a estrutura entendiam.

Era um jogador importante para nós, jamais deixará de ser. Era um jogador muito importante no grupo, um jogador que nos deu muito, principalmente nestes últimos meses, com tantas lesões. E pela pessoa que é, merecia tomar essa decisão.

Foi uma boa proposta para ele, uma perspectiva futura muito boa. E ele merecia tomar essa decisão, independentemente de o treinador dizer que quer contar com ele até ao final da época ou até que o queria para mais épocas.

Acho que ele merecia isso. Merecia esse respeito por tudo o que deu ao Sporting CP e por tudo o que conquistou para o Sporting CP, e fico feliz. Fico triste por um lado, porque era um jogador importante, volto a dizer, no dia a dia, pela sua energia, mas feliz, porque é o futuro dele que está em causa, ele tem de olhar para isso.”

Rafael Nel pode ser opção?
"Sim, está convocado. Tem treinado connosco, tem feito parte até dos jogadores disponíveis para jogo, e é mais uma opção.

Treinou na sua posição e, dentro daquilo que perspectivarmos para o jogo, veremos qual será a melhor opção inicial, seja o Nel ou qualquer outro jogador que jogue na linha avançada."

SL Benfica em igualdade pontual
"Só olho para a frente. Não sei ser de outra forma. Independentemente de tudo. Eu vim de baixo. Quando estava noutros clubes, dizia: estou em sexto, quero ser quinto. Estou em quinto, quero ser quarto. Estou em segundo, quero ser primeiro. O único pensamento é sempre, e será sempre esse. Só esse."

Foto Isabel Silva

Novo treino em Alcochete

Por Sporting CP
13 Fev, 2026

Leões voltaram a trabalhar na Academia Cristiano Ronaldo

A equipa principal de futebol do Sporting Clube de Portugal continua a preparar a recepção ao FC Famalicão para a 22.ª jornada da Liga Portugal (domingo, 15 de Fevereiro, 20h30, Estádio José Alvalade).

Os Leões realizaram mais um treino na Academia Cristiano Ronaldo, em Alcochete, onde vão voltar ao trabalho este sábado. Às 12h30, Rui Borges vai estar presente na conferência de imprensa de antevisão.

Foto João Pedro Morais

Matheus Reis: "O meu coração é de Leão"

Por Sporting CP
12 Fev, 2026

Entrevista de despedida do jogador que venceu seis troféus pelo Sporting CP

Na hora da despedida, em entrevista ao Jornal Sporting e à Sporting TV, Matheus Reis lembrou os seis títulos conquistados (três Ligas, uma Taça de Portugal, uma Supertaça e uma Taça da Liga) e os 222 jogos realizados de Leão ao peito. Em cinco anos ao serviço do Sporting Clube de Portugal, foi muito feliz e só tem um desejo para o futuro: "Gratidão eterna e que o Clube possa continuar vencedor".

Acreditamos que o capítulo ‘Sporting CP’ não vai ser totalmente fechado, uma vez que vai continuar a torcer pelo Clube. É assim?
Exactamente. Acho que [esta] é a entrevista para a qual fiquei mais nervoso na vida. Felicidade é o sentimento que resume estes cinco anos. Muitas conquistas, muitas batalhas, o dia-a-dia. Acredito muito em Deus e sempre que chego na Academia e entro em campo, entro com o pé direito e peço a Deus para vencer aqui, no Sporting CP. Todos os dias peço para ser um vencedor e acredito que saio daqui um vencedor. Não só pelas conquistas e troféus, mas pelas amizades, companheirismo e histórias. Por tudo.

Já tem saudades do que viveu diariamente no Sporting CP?
Sim. Não gosto de despedidas e tenho percebido que é a última vez que vou fazer certas coisas, mas quando temos o sentimento de dever cumprido tudo se torna mais fácil. Lutei por tudo o que podia pelo Clube, saio de cabeça erguida e pela porta da frente. Para um jogador, isso é o mais importante.

"Saio de cabeça erguida e pela porta da frente"

Já disse que o Sporting CP é como a extensão da sua família, o que diz tudo sobre a importância do Clube para si e para os seus…
A nossa família sente muito o Clube. Sou muito profissional, mas por vezes também sou adepto. É por este clube que luto e batalho. Quero que o Sporting CP saia vencedor e em casa sofremos muito pelo Sporting CP, tanto aqui como no Brasil. Estou a sair, mas o sofrimento vai continuar o mesmo. Vou continuar a apoiar, a assistir todos os jogos e sempre a acompanhar. É esse sentimento que fica. (…) Jamais imaginava que teria esta união que tenho aqui. Todos os jogadores que vão embora sentem falta deste sentimento de família, de ser muito bem cuidado por todos e respeitado. Nos jogos fora da UEFA Champions League, por exemplo, ter a nossa família connosco é inexplicável. Não há motivação maior. Todo o cuidado dos funcionários, tudo. É o que faz deste clube diferente. Não é à toa que os resultados aparecem dentro de campo.

Quem ficou mais apreensivo com esta saída? O Matheus ou os outros membros da família?
Quando disse à Jack [mulher] e ao Teteu [filho], foi uma emoção e um choro, mas nunca de tristeza. Sentimos que a nossa marca vai continuar aqui. Vamos continuar a torcer e lutar pelo Clube. É um sentimento de felicidade e de dever cumprido.

É um jogador muito querido pelos adeptos e sempre demonstrou tempo para estar com eles. Porquê?
É o mínimo que podemos fazer enquanto profissionais. É a minha forma de retribuir o carinho. Quando saio da Academia e vejo o pessoal à nossa espera, não consigo passar e não os cumprimentar e tirar fotografias. Faço-o com o maior prazer. Por vezes, respondo a algumas das muitas mensagens nas redes sociais e sou grato a todos. Quando sobra alguma camisola, tento oferecer a algum adepto, mas nunca vai ser uma retribuição à altura de tudo o que eles fazem pelo Clube e por nós, jogadores.

Valeu a pena tudo o que deu ao longo destes cinco anos?
Sim. Quando saímos à rua e os adeptos falam comigo, sinto muito isso, assim como nos títulos. Não há prazer maior do que ver os adeptos a festejar. Sempre que entro em campo, luto por mim, mas também como um adepto. Dou o máximo com raça, vontade e dedicação. Foi muita luta, sacrifício e suor.

Utilizou sempre a camisola 2 e fez 222 jogos. Parecia destinado…
Não tinha pensado nisso, mas é verdade.

Tornou-se o terceiro estrangeiro com mais jogos pelo Sporting CP, apenas atrás de Sebastián Coates e Anderson Polga. Passou a ser, também, o Leão com mais jogos de sempre na UEFA Champions League (28). O que é que estes factos dizem sobre estes anos?
É um legado espectacular. Tento passá-lo aos jovens que trabalham connosco no dia-a-dia. É um dos papéis dos mais velhos, passar esta mística que criámos nestes últimos cinco anos. É entrega, profissionalismo. Ser Campeão pelo Sporting CP é um sentimento inexplicável e tento explicar que o trabalho duro, a dedicação e o sacrifício vão ser recompensados. É essa imagem que deixo no Clube.

Chegou no início de 2021 numa das fases mais complicadas da sua carreira, quando se escreveu muito sobre si. O Sporting CP ter acreditado em si foi o melhor que podia ter acontecido?
Foi um momento muito difícil para mim. Tentaram passar uma imagem que não era a minha e não me quis defender. A minha resposta tinha de ser dentro de campo, como sempre foi. Claro que causou muitas dúvidas, mas demonstrei dia após dia o meu trabalho, a minha dedicação, o meu profissionalismo e a pessoa que sou.

Essa atitude teve frutos no Sporting CP, porque ajudou a equipa a conquistar, poucos meses depois, o título de 2020/2021.
Foi um ano espectacular, o do meu primeiro título. Cheguei a meio da temporada sem jogar, a treinar à parte. Na altura, o Rúben Amorim e toda a estrutura deram-me apoio e confiança. Assim que cheguei, senti essa energia. Conquistar títulos é mais do que jogar bem, há que ter a aura de vencedor e tínhamos.

Essa aura foi o que fez com que conquistasse todos os títulos que conquistou ao longo dos anos?
Com certeza. Nunca baixámos a guarda. Trabalhámos todos os dias, mesmo depois das derrotas mais duras. Temos de nos levantar e reerguer porque há jogo logo a seguir. Nunca nos empolgámos com as vitórias nem caímos com as derrotas. É isso que faz de uma equipa e de um jogador vencedores.

Reforçar o Sporting CP foi uma das melhores decisões da sua vida?
Demais. Na minha carreira, o Sporting CP foi o grande auge até agora. Não sei o que vai acontecer daqui para a frente, mas foi aqui que mais conquistei títulos, mais joguei, me estreei nas competições europeias, cheguei onde qualquer miúdo quer chegar. O Sporting CP é tudo para mim.

"Na minha carreira, o Sporting CP foi o grande auge"

Ao longo destes cinco anos, houve muitos jogos especiais. Quais são aqueles que mais se lembra?
O primeiro, com o Gil Vicente FC. Estava cá há uma semana ou uma semana e meia. Estávamos a perder 1-0 e o Rúben Amorim chamou-me para entrar. Estava preparado e acreditei. Tinha a certeza de que íamos virar esse jogo de alguma forma ou outra. Entrei bem, a equipa pressionou e o Seba [Coates] fez aqueles dois golos históricos, foi lindo. A minha estreia ficou marcada na mente de todos os adeptos e naquele ano, que teve vários com golos nos últimos minutos. Também me lembro do jogo contra o SC Braga, com um jogador a menos, em que o Matheus Nunes fez aquele golo com passe do Pedro Porro. Ficam também as vitórias contra os rivais, que marcam muito, e também contra os grandes da Europa. Contra o Manchester City FC, contra o Borussia Dortmund, Paris Saint-Germain FC, Tottenham Hotspur FC, a eliminatória com o Arsenal FC… E ainda as vitórias de final de campeonato que nos deram os títulos. São as mais marcantes.

As três viagens que fez até ao Marquês de Pombal surpreenderam?
Muito. Na primeira, tinha a dúvida de como seria por causa da pandemia de COVID-19, mas foi surreal. Nunca tinha visto nada assim na minha vida. Foi uma pena não ter palco, chegámos lá e demos a volta, mas foi uma loucura depois de 19 anos. Foi incrível, mas tínhamos o sonho de ser Campeões sem COVID-19 e em Alvalade. A segunda foi num jantar aqui em Alvalade e a festa conseguiu superar a primeira. A terceira, o Bicampeonato, no nosso estádio, com os nossos adeptos e a minha família que veio do Brasil, foi melhor ainda. Superou tudo e não tenho dúvidas de que vamos conquistar o Tricampeonato e que vai ser ainda melhor.

"Não tenho dúvidas de que vamos conquistar o Tricampeonato"

Pelo que sente no balneário, acredita que a equipa tem a fome necessária para vencer o Tricampeonato?
Acredito muito, muito, muito. Com fé e trabalho, vamos conquistar o Tricampeonato. (…) Atitude nunca pode faltar. Podemos falhar um passe, um lançamento, é normal, mas nunca podemos deixar de correr e lutar. Temos demonstrado que lutamos até ao final nestes últimos jogos. Este grupo já tinha isso o facto de continuar assim vai-nos trazer o Tricampeonato.

Como é passar os valores do Sporting CP aos mais jovens?
Não é fácil, mas aprendi muito com os nossos capitães que estavam cá quando cheguei. Foi uma aprendizagem muito grande olhar para o Seba, que conquistou tudo aqui, e ver a humildade e o trabalho. O [Luís] Netinho, que continua connosco [na equipa técnica], também tem a humildade de continuar a trabalhar e a querer a nossa evolução. Levei isso comigo e chegou a minha vez. É uma responsabilidade tremenda entrar em campo e ser capitão cheio de miúdos em campo a ter de ganhar o jogo. Não tenho de me preocupar só em fazer um grande jogo, mas também com eles para dar uma grande resposta aos adeptos. É uma responsabilidade gigantesca, até no dia-a-dia, mas acredito que fui sempre bem-sucedido. Os miúdos estão no caminho certo e vão dar muitas alegrias e conquistas aos adeptos.

Como define este grupo, agora que está de saída?
É um grupo de guerreiros, de Leões. Acreditam e batalham. Vão conquistar coisas grandes aqui.

Foi sempre um jogador conhecido pela entrega e garra. Faz parte da sua personalidade?
Um Leão é assim mesmo, não dá um passo atrás. Sem rendição ou retirada. Não existe amanhã, é vencer ou morrer. Esse tem de ser o sentimento. Quando temos um resultado que não esperamos, é um luto e uma tristeza na Academia no dia seguinte e esse sentimento é horrível. Por isso, lutamos por cada jogo como se fosse o último. Digo até à minha esposa que o meu coração é de Leão. Quando entro em campo, transformo-me num Leão.

O que representou ter sido capitão do Sporting CP?
Foi único. A primeira vez foi na UEFA Champions League, num momento difícil em que tínhamos vários jogadores lesionados e muitos jogos. Quando recebi a notícia, foi incrível. Olhei para trás e pensei em tudo o que passei, tudo o que lutei para chegar a este momento. Estava preparado para aquilo, sabia que algum dia podia chegar. Sempre tive a humildade de ouvir e aprender muito com os nossos capitães. Dei o meu melhor, tanto dentro como fora de campo e foi uma honra. Foi a cereja no topo do bolo.

Foi sempre bem apoiado e protegido pela estrutura e pelo universo Sportinguista, mesmo nos momentos mais complicados?
Sim e motiva-nos ainda mais a sermos melhores. Dá mais vontade de crescer, evoluir e provar o meu valor. Os momentos mais difíceis fortalecem. Ninguém quer passar por eles, mas podem-nos tornar melhores.

Sente que evoluiu desde que chegou ao Sporting CP, em 2021?
Muito, nem há comparação. Quando cheguei, sabia que, para vencer aqui, seria muito difícil e tive de evoluir em tudo. Condição física, mental, espiritual, tudo. O meu trabalho gerou estes frutos maravilhosos.

Tem pensado muito em tudo o que viveu nestes cinco anos?
Parece que foi muito mais. Ter conquistado três títulos nacionais em cinco anos é muito bom e penso muito nesses momentos de festa. A despedida é difícil, mas fica mais fácil ao perceber que o meu dever está cumprido. Deixa-me mais tranquilo.

Do que vai ter mais saudade?
Há pouco, estava a conversar com quem trabalha na portaria da Academia. Estavam a dizer para não me ir embora sem me despedir deles. Sentimos esse carinho de todos, até porque sempre tentei ser assim com todos também. Há uma amizade que fica para além do futebol. A nossa carreira é muito curta e passa muito rápida, mas as amizades ficam. Vou ter saudades dos nossos jantares de jogadores, dos nossos momentos no balneário. É tudo muito bom.

Vai ficar ligado à história do Clube. Tem noção disso?
Ainda não consigo ter essa dimensão, mas fico emocionado por, no futuro, trazer os meus filhos aqui e dizer que fiz parte desta equipa vitoriosa e que conquistei estes troféus. Deixa-me feliz. A história foi escrita e vai ser eterna.

Já disse que vai continuar a ser um adepto. Vai sofrer ainda mais à distância?
Quando não jogo, nem consigo dormir em casa e tenho dores de cabeça devido à tensão. Prefiro muito mais estar dentro de campo, fora fico muito nervoso. Em casa, o Teteu chora quando perdemos. Todos sentimos muito isso e vamos continuar a sentir da mesma forma.

O que representa o Sporting CP para si e para a sua família?
É a extensão da minha família e da minha pessoa. Já todos perceberam como sou, sempre sincero e verdadeiro na luta pelos objectivos do Clube e pelo bem da minha família. O Sporting CP representa tudo na minha vida.

"O Sporting CP representa tudo na minha vida"

Tem alguma mensagem para os Sportinguistas?
Quando cheguei, vinha de um momento muito difícil e muitos não acreditavam no meu potencial. Lutei muito para provar o meu valor e as conquistas foram o reflexo disso, mas o legado que deixo é essa vontade de vencer e defender o Clube. Todos os jogadores que vierem têm de ter isso, têm de querer o melhor para o Clube. Espero que esta fase tão boa que vivi aqui não acabe. Que nunca percamos esta aura que se criou nestes últimos anos. Agradeço por todas as mensagens, todo o carinho. Lutei, entreguei-me e dei o meu máximo. Fiz tudo o que podia fazer pelo Clube e saio de cabeça erguida. Gratidão eterna e que o Clube possa continuar vencedor.

O que é que diria a si próprio se pudesse falar com a sua versão de 2021?
Nem nos meus melhores sonhos pensaria que podia sair daqui com tantas conquistas e tanto carinho dos adeptos. Diria para trabalhar e acreditar porque a recompensa virá.

O título do livro que fala sobre estes cinco anos é ‘Missão Cumprida’?
‘Missão Cumprida’. Saio daqui, mas o meu coração é sempre de Leão.

TÍTULOS

Liga 2020/2021
“Foi o campeonato da superação e do acreditar.”

Supertaça 2021
“Continuidade. Vínhamos de um bom momento e continuámos.”

Taça da Liga 2021/2022
“Sentimento único. Foi o meu primeiro título como titular e virámos o jogo num dérbi.”

Liga 2023/2024
“Diferente do de 2020/2021. Mostrou que não foi sorte nem ‘estrelinha’.”

Liga 2024/2025
“O Bicampeonato reforçou isso mesmo. Mostrou que o Sporting CP está noutro momento e vai continuar a ser vitorioso.”

Taça de Portugal 2024/2025
“Era a que faltava. Mais uma vez num dérbi, com uma aura diferente. Conseguimos virar o jogo com a minha família no estádio e foi muito especial.”

MEMÓRIAS

Apresentação
“Felicidade tremenda.”

Estreia
“A minha hora chegou e estava preparado.”

Primeiro golo
“A minha família estava no estádio e poder proporcionar isso foi espectacular.”

Primeira vez que foi capitão
“Muita responsabilidade, mas preparado.”

Estreia na UEFA Champions League
“O resultado não foi bom, mas emocionei-me. É um momento com que sonhamos desde miúdos. Aprendemos muito com aquele jogo e as nossas exibições evoluíram depois.”

Vencer grandes equipas europeias
“Sentimento incrível de perceber que o Sporting CP é, realmente, tão grande como os maiores da Europa.”

Tornar-se o jogador do Sporting CP com mais jogos na UEFA Champions League
“É único estar num clube gigantesco e atingir esta marca na competição onde estão os melhores.”

Ser Campeão em Alvalade com os adeptos presentes
“Para além disso, foi o Bicampeonato. Com adeptos e família no estádio. Fico arrepiado, é inexplicável. Foi especial e valorizou ainda mais o meu percurso aqui no Sporting CP.”

Foto Isabel Silva

Foco no FC Famalicão

Por Sporting CP
12 Fev, 2026

Leões voltaram aos treinos esta quinta-feira

A equipa principal de futebol do Sporting Clube de Portugal voltou aos treinos esta quinta-feira, estando já a preparar a recepção ao FC Famalicão para a 22.ª jornada da Liga Portugal (domingo, 15 de Fevereiro, 20h30, Estádio José Alvalade).

Rui Borges chamou os jovens Eduardo Felicíssimo, Gabriel Silva e Manuel Mendonça aos trabalhos na Academia Cristiano Ronaldo.

Os Bicampeões Nacionais voltam a treinar em Alcochete esta sexta-feira.

Foto João Pedro Morais

Regresso ao trabalho em Alcochete

Por Sporting CP
10 Fev, 2026

Recuperação para os titulares no clássico

Após o empate em casa do FC Porto (1-1), a equipa principal de futebol do Sporting CP voltou aos treinos, esta terça-feira, na Academia Cristiano Ronaldo, em Alcochete.

Os titulares no clássico realizaram trabalho de recuperação, como é habitual, enquanto os restantes jogadores do plantel treinaram normalmente às ordens de Rui Borges. As atenções estão viradas para a recepção ao FC Famalicão no próximo fim-de-semana.

Depois de um dia de folga, os Leões regressam ao trabalho na quinta-feira de manhã, à porta fechada, na Academia.

Foto José Lorvão

Rui Borges: "Não saio satisfeito, queria ganhar"

Por Sporting CP
09 Fev, 2026

Técnico analisou empate no reduto portista

No final do empate (1-1) da equipa principal de futebol do Sporting Clube de Portugal na visita ao FC Porto, Rui Borges marcou presença na conferência de imprensa no Estádio do Dragão e respondeu às perguntas dos jornalistas.

Análise ao jogo
"Nos 90 minutos, fomos uma equipa muito mais equilibrada e senhora do jogo. Faltou-nos ser mais agressivos na procura da baliza do FC Porto, mas sempre com o jogo controlado. Foi um jogo de expectativa, é natural, mas connosco por cima. Entrámos muito bem, com personalidade, a ter bola e a empurrar o FC Porto. A partir dos 15 minutos, o FC Porto equilibrou o jogo. Melhorámos outra vez na parte final da primeira parte e entrámos melhores na segunda, mas voltou a faltar agressividade no último terço. O FC Porto marca no único lance na nossa baliza na segunda parte. Depois corremos atrás do prejuízo e merecíamos e o empate. Acaba por ser pouco, apesar de não criarmos grandes oportunidades, porque estivemos mais perto da baliza do FC Porto do que o FC Porto da nossa baliza. Muito orgulhoso do que a equipa fez."

"São duas grandes equipas, um bom jogo. Sabíamos que, em pequenos pormenores, qualquer uma das equipas pode resolver o jogo. A equipa esteve muito bem nos processos defensivo e ofensivo para anular o adversário. O Luis [Suárez] não estava a 100%, jogou a segunda parte com problemas físicos, mas quis continuar e ainda bem porque fez o golo."

Liga Portugal
"É um ponto na nossa caminhada. Os jogos que faltam vão ser difíceis para toda a gente. Vamos procurar fazer uma segunda volta extraordinária. A primeira foi boa, mas não chegou para estarmos em primeiro e temos de fazer melhor."

Golos tardios
"Estrelinha? Só o meu avô. Somos a equipa com mais ataques, golos marcados e acções na área adversária. É natural que façamos golos no primeiro ou no último minuto. Criamos mais do que os outros e estamos mais perto de o fazer."

Resultado
"Não saio satisfeito, queria ganhar. Fomos melhores em tudo. O empate, para mim, já é pouco."

Francisco Trincão e Pedro Gonçalves
"Os grandes jogadores jogam em qualquer lado e deram uma resposta fantástica. Vamos mudando, percebendo algumas coisas e falando com os jogadores. São jogadores diferenciados que dão resposta em qualquer parte do campo."

Luis Suárez
"Teve um desconforto muscular,"

Lesões
"O Geovany Quenda está de fora há algum tempo e a equipa fez boas exibições. Não tem a ver com as ausências. Claro que [os lesionados] são importantes e nos dão mais soluções, mas as exibições da equipa têm sido muito boas. Aqui ou ali não tão intensas, mas a qualidade, ideia e comportamento de cada um estão lá sempre. Estou muito feliz pelo que a equipa tem produzido."

Adeptos
"Uma palavra de agradecimento aos nossos adeptos. Muito obrigado por nos terem apoiado como sempre. Que acreditem tanto como nós nas nossas vitórias."

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