Qualidade do central uruguaio fez com que o Sporting CP prolongasse por mais um ano o empréstimo do Sunderland
Sebastián Coates assinou pelos ‘leões’ em Janeiro e, para muitos dos adeptos do Clube de Alvalade, o central uruguaio era desconhecido. No entanto, depressa apareceu a opinião do seu companheiro de selecção e ex-colega em Liverpool, Luís Suárez: “Um jogador como o Sebastián acrescenta muita qualidade a uma equipa. Tenho a certeza de que será um excelente reforço”. Na verdade, à medida que Coates ia envergando a listada ‘verde e branca’, as declarações de Suárez foram-se revelando verdadeiras. A forma como Sebastián se impôs na defesa ‘leonina’, formando uma dupla extraordinária com Rúben Semedo, justifica na totalidade o prolongamento por mais um ano do empréstimo do Sunderland ao Sporting CP. O jogador não esconde as razões que o fizeram tomar esta decisão.
“Todos os jogadores sonham jogar num Clube onde se lute por títulos, com objectivos ambiciosos, e isso fez a diferença na minha vinda e na minha continuação”, referiu, para depois explicar o porquê de já se ter aventurado no ataque: “Pessoalmente, a minha primeira função é a de defender, mas se posso ajudar e chegar mais longe no ataque, fá-lo-ei”.
A preocupação de Jorge Jesus com o sector recuado foi algo que surpreendeu o internacional uruguaio de forma positiva, isto porque apesar de ter consciência de que os golos são necessários para conquistar vitórias, o trabalho na defesa é um pormenor que pode definir a vitória ou a derrota ao longo do encontro.
“O treinador preocupa-se muito com o que é defensivamente a equipa. Logicamente que os jogos se ganham com golos, mas ele preocupa-se muito em trabalhar a defesa e toda a equipa a defender. Isso não só nem todos os treinadores o fazem, como poucos o fazem. É isso que faz a diferença”, vincou Sebastián, que com os seus 1,96m tem sido uma autêntica parede nos duelos aéreos. No entanto, o central não esqueceu e reforçou a importância dos adeptos, a força que transmitem durante os noventa minutos de qualquer partida: “Encontrei um excelente Clube, com adeptos que estão sempre a puxar pelos jogadores e isso também faz com que o Sporting seja muito importante. Quero dar tudo por esta camisola, pelo Clube, por quem confiou em mim e oxalá que, colectivamente, tenhamos os resultados que todos queremos”.
Nos dias que correm, já não há nenhum adepto ‘sportinguista’ que não saiba que Coates é sinónimo de segurança defensiva e aplauda a alcunha que o atleta trouxe do Uruguai: ‘o chefe’.
Leia a entrevista na íntegra na edição do Jornal Sporting desta semana.
O Presidente do Sporting deu uma entrevista exclusiva ao jornal do Clube antes da jornada decisiva
Temos de recuar 42 anos para podermos passar os olhos pela última vez em que Sporting CP e Benfica levaram a decisão do título português para a última jornada. Foi em 1974 que o ‘suspense’ ficou preso em milhões de gargantas até ao último apito do último jogo do Campeonato Nacional. A história não favorece o Clube de Alvalade, isto porque das 25 vezes em que esta situação aconteceu, no século XXI, quem entrou na frente acabou por festejar. O Presidente ‘leonino’ não se rende perante as estatísticas e ainda acredita numa reviravolta épica.
“À entrada para a última jornada, estamos a dois pontos do primeiro lugar. Não é, com certeza, o lugar onde gostaríamos de estar; gostávamos de estar em primeiro e não estamos. Ma estamos absolutamente focados neste jogo que falta e sabemos que, até ao último segundo, tudo pode acontecer – é essa a beleza do futebol. Enquanto matematicamente for possível e enquanto a vontade for grande tudo pode acontecer”, afirmou em entrevista exclusiva ao Jornal Sporting, referindo também o ambiente que se vive em torno deste último embate contra o Sp. Braga: “Vejo a equipa do Sporting CP completamente focada neste encontro e a acreditar que até ao fim pode ter a felicidade de comemorar um título que nos foge há muitos anos. Vamos, pelo menos, fazer o que está ao nosso alcance para alcançar o objectivo e isso passa por vencer este último jogo e acreditar até ao último segundo”.
É verdade que o sucesso ‘verde e branco’ não depende somente do que se passar no Estádio Municipal de Braga. Na Luz, à mesma hora do Sp. Braga-Sporting CP, estará a disputar-se o Benfica-Nacional, e Bruno de Carvalho não acredita que os jogadores do conjunto ‘madeirense’ queiram ser os “bobos da festa”.
“Quanto ao Benfica-Nacional, tenho andado a observar e ouvir o que se diz e parece que o Nacional não conta, que o adversário não tem mínimo interessa e que o jogo está ganho. Tenho sentido isso nas palavras dos comentadores afectos ao Benfica, mas não acredito nisso” vincou, antes de deixar rasgados elogios ao trabalho que tem sido feito por Rui Alves, o presidente ‘nacionalista’: “Sei que o Nacional é uma grande equipa, não acredito que queiram ser os bobos da festa do Campeonato. Sei o trabalho que o presidente Rui Alves faz ao colocar o Nacional no mapa e a verdade é que o Nacional começou a surgir e a lutar por lugares cimeiros, sendo uma presença assídua e natural na I Liga. O Benfica estará motivado porque a vitória lhe garantirá o Campeonato, acho que o Nacional vai estar motivadíssimo porque tem sido desdenhado nestes últimos tempos e isso não é merecido para uma equipa que tem feito as épocas que tem feito e que ganhou por mérito próprio o seu lugar neste Campeonato”.
Bruno de Carvalho rejeita balanços da temporada antes do soar dos apitos, embora o que se tem passado ao longo da mesma venha dar razão à competitividade que o líder ‘verde e branco’ sempre defendeu que iria existir.
“O nosso objectivo sempre foi lutarmos e sermos campeões nacionais. Estamos a lutar e só no final veremos se somos ou não campeões. Só a partir daí dará para fazer o balanço desta época. Agora, mantendo o que disse o início desta temporada em relação a termos três grandes equipas que se reforçaram muito bem que seria um Campeonato muito bem disputados, com grandes jogadores, e que tinha a certeza de que seria um Campeonato que iria agradar aos amantes do futebol”, comentou, para depois finalizar com o desejo de que o lado bonito desta modalidade tem de continuar a passar dentro e não fora das quatro linhas, porque só assim haverá margem de progressão: “O jogo fora das quatro linhas está a emperrar o futebol português e não o deixa progredir. As pessoas lá fora também já o perceberam e é muito importante que as coisas se alterem e que consigamos ter estes Campeonatos bem disputados até ao fim, com boas equipas mas que consigamos acompanhar com outro tipo d dirigismo e regulamentação para que possamos crescer todos porque, no fundo, somos todos rivais mas vivemos todos do mesmo negócio, o futebol”.
Poderá ler a entrevista na íntegra na edição desta semana do Jornal Sporting.
Sporting CP e FC Famalicão medem forças este domingo, às 20h30
A equipa principal de futebol do Sporting Clube de Portugal recebe este domingo o FC Famalicão, às 20h30, em jogo da jornada 22 da Liga Portugal.
Em conferência de imprensa, Rui Borges fez a antevisão à partida com os famalicenses, "uma das melhores equipas do campeonato", falou sobre as opções na frente de ataque e explicou a saída de Matheus Reis.
Encontro com o FC Famalicão
"Acima de tudo, espero uma equipa igual a si própria. É uma equipa que tem a sua própria ideia de jogo, que gosta de a manter durante todos os jogos, independentemente do adversário, e que se adapta bem àquilo que é o momento do jogo.
No meu entendimento, é uma boa equipa, muito competitiva, muito intensa, uma equipa que faz muitas faltas. Nota-se bem a intensidade que mete no jogo e a sua organização defensiva também é muito competente.
É uma equipa que tem muitas acções de corredor, muito um para um, muitas combinações. Uma equipa que cruza muito, à procura de referências e à procura de homens na área.
Por isso, acima de tudo, acho que é uma equipa muito competente e das melhores equipas do campeonato. Está a fazer uma boa época, apesar de aqui ou ali ter um resultado menos conseguido ou uma exibição menos conseguida. No cômputo geral, é uma boa equipa."
Gestão na frente de ataque
"Testámos algumas soluções. O Fotis [Ioannidis] está em dúvida para o jogo. Vamos ver se pode ou não dar o seu contributo. Por isso, e de entre os jogadores que temos disponíveis, entraremos com 11, com toda a certeza. Mas, muito sinceramente, ainda não sei quem jogará.
Mas, dentro das opções disponíveis, iremos em busca de algumas características individuais. Claro, nunca fugindo à nossa ideia e àquilo que nos identifica em termos colectivos.”
Pós-clássico
"Acho que nós, e vocês [comunicação social] também que têm esse papel, devemos valorizar muito mais os jogadores, as equipas, o jogo e o nosso futebol.
Agora, também concordo que não se deve relativizar algumas coisas que se passaram, porque parecia que estávamos a voltar ao século passado. Estamos em 2026, acho que não se deve relativizar.
Agora, não vou entrar nessa luta. Estou muito mais focado em tentar valorizar o futebol em si, o jogo, os jogadores de uma equipa e de outra, não só do Sporting CP, porque estavam grandes jogadores dentro do campo. E, acima de tudo, temos de valorizar quem pratica futebol e quem faz por ser um desporto tão espectacular como é."
Sporting CP ‘refém’ de Luis Suárez?
"É natural que se possa pensar dessa forma, porque o Luís tem sido muito importante e marcado muitos golos. Agora, o Luís consegue marcá-los graças a um grande colectivo e não apenas pela qualidade individual.
Por isso, é nisso que nos focamos diariamente: no nosso colectivo. E depois, dentro de um colectivo forte, sim, vem ao de cima o talento individual.
É impossível dizer que não é uma peça importante e acabará sempre por fazer falta. Mas, como eu digo sempre, só faz falta quem está. Vou focar-me nos 11 que escolher e nos outros que tiver no banco. E, com toda a certeza, seremos competentes, para não fugirmos daquilo que temos sido enquanto Sporting CP, para mantermos uma boa qualidade de jogo, uma dinâmica muito própria, e levarmos de vencido um bom FC Famalicão."
Prestação no clássico
"Duas grandes equipas, duas equipas bastante competentes. Há algumas coisas que poderíamos ter feito de forma diferente, mas não só neste jogo, em todos. Depois de rever, achamos sempre coisas diferentes.
Agora, acima de tudo, fizemos um jogo bastante competente. Jogámos com a equipa que tem a melhor defesa. É uma equipa que defende muito bem a sua baliza.
Podíamos ter feito mais? Podíamos. Mas isso podemos sempre, depois de ver as coisas. E ver o jogo pela televisão é sempre mais fácil, podemos ver as coisas de forma diferente, mas não foi nunca por falta de ambição de quem quer que seja."
Disponibilidade de Geny Catamo
"O Geny está em dúvida."
Souleymane Faye na frente de ataque?
"Qualquer jogador da linha avançada pode jogar avançado, não só o Faye. Vamos tentar perceber qual será a melhor opção e aquilo que fará mais sentido. Mas não é só ele quem nos pode dar essa solução. Acho que qualquer jogador da frente pode jogar aí e foram vários os que treinaram nessa posição."
Resolver os jogos mais cedo
"Isso queremos todos, marcar sempre mais cedo. Às vezes não conseguimos. Há duas equipas, há 11 jogadores de cada lado, há treinadores competentes dos dois lados. Nós queremos sempre marcar o mais rapidamente possível e o mais cedo possível, mas nem sempre vai acontecer.
A ambição e a vontade da equipa de vencer é que nos leva a marcar em qualquer minuto do jogo, seja no primeiro, seja no último. Isso demonstra bem o carácter e a personalidade desta equipa.
Queremos fazer melhor, é lógico. Se for aos 96’, não há problema, ganhámos. Queremos é ganhar, mais do que outra coisa qualquer. Percebo a parte cardíaca da malta, a minha também [risos], mas é um jogo de futebol e é o espectáculo. Por isso é que o futebol é tão espectacular. As emoções que se criam à volta de um jogo são enormes e não é para todos aguentá-las.
Acima de tudo, é o espírito da equipa estar lá bem vincado e eles são uns ambiciosos, uns campeões de nascença."
Francisco Trincão pode ser opção na frente?
"É claramente um jogador que também pode jogar ali. Já disse, qualquer jogador da frente pode jogar a avançado. Por isso, não me preocupa. Terão características diferentes, é o que temos, mas vamos à luta, isso é certo. E vamos ser competentes. E vamos ganhar, contra uma grande equipa, mas vamos ganhar, vamos fazer tudo para ganhar.
Acima de tudo, deixem-me enaltecer o Trincão. Está sempre em prol da equipa e eu tenho dito muito isso. Acho que é dos jogadores que mais têm dado em prol da equipa.
No final do jogo com o FC Porto, fizeram-me uma pergunta [sobre o posicionamento do jogador no clássico], e eu expliquei um pouco. É perceber as circunstâncias, porque ser treinador de fora, às vezes, é fácil. “Ah, eu punha estes 11, ah, eu ganhava este jogo”. Claro. Mas é preciso perceber muitas coisas.
E no Dragão, o Trincão foi sacrificado a jogar à esquerda, porque o Pedro Gonçalves vem de uma lesão e fisicamente não está preparado para ter a exigência de jogar com um extremo e defender. Há nuances que nós temos de entender e, sem fugir muito daquilo que é a ideia da equipa, tentar tirar o melhor partido de cada um.
O Trincão é alguém que já jogou à esquerda, por dentro, a extremo. Antes era extremo, agora, se não jogar a 10, já dizem que essa é a melhor posição do Trincão. Por isso, e acima de tudo, destacar a sua capacidade de estar comprometido com a equipa e com aquilo que o treinador lhe pede, em prol do colectivo, primeiro.”
Regresso de Zeno Debast
"O Zeno está fora."
Disputa entre Hidemasa Morita e João Simões
"É uma boa luta. É um pouco do trabalho do treinador: perceber o momento de cada um, dentro da estratégia, dependendo do adversário e do que vamos encontrar pela frente, individual e colectivamente.
O Simões teve ali dois, três jogos em que não esteve no seu melhor. Apareceu o Morita a crescer nesse momento. É uma boa luta, são dois grandes jogadores.
O Dani [Bragança] também está a aparecer, está a melhorar a sua condição física, que é importante depois de uma longa paragem, e dá-nos outras soluções. Já entrou 10 minutos com o FC Porto e foi importante, acabámos por empatar o jogo com o Dani já dentro de campo. Por isso, são jogadores que claramente nos dão várias soluções e, enquanto treinador, dá-me dores de cabeça, mas prefiro tê-los a todos disponíveis."
Regresso de Geovany Quenda para breve?
"Acredito que o Quenda esteja para breve. Não sei dizer quando ao certo, mas acredito que esteja para poucas semanas. Pelo menos, é o que eu espero também. É mais uma solução que ganhamos para esta recta final e claramente um jogador com muita qualidade, que nos vai ajudar."
Regresso de Nuno Santos e saída de Matheus Reis
"A vinda do Nuno não tem nada a ver com a saída do Matheus. O Matheus - por tudo o que deu ao Clube, por tudo o que dava ao grupo, pela influência que tem no grupo, por ser um dos capitães, pela mentalidade e a competitividade diárias - merecia.
Merecia, nesta fase da sua carreira, tomar uma decisão e perceber o que era melhor para ele, independentemente daquilo que o treinador ou a estrutura entendiam.
Era um jogador importante para nós, jamais deixará de ser. Era um jogador muito importante no grupo, um jogador que nos deu muito, principalmente nestes últimos meses, com tantas lesões. E pela pessoa que é, merecia tomar essa decisão.
Foi uma boa proposta para ele, uma perspectiva futura muito boa. E ele merecia tomar essa decisão, independentemente de o treinador dizer que quer contar com ele até ao final da época ou até que o queria para mais épocas.
Acho que ele merecia isso. Merecia esse respeito por tudo o que deu ao Sporting CP e por tudo o que conquistou para o Sporting CP, e fico feliz. Fico triste por um lado, porque era um jogador importante, volto a dizer, no dia a dia, pela sua energia, mas feliz, porque é o futuro dele que está em causa, ele tem de olhar para isso.”
Rafael Nel pode ser opção?
"Sim, está convocado. Tem treinado connosco, tem feito parte até dos jogadores disponíveis para jogo, e é mais uma opção.
Treinou na sua posição e, dentro daquilo que perspectivarmos para o jogo, veremos qual será a melhor opção inicial, seja o Nel ou qualquer outro jogador que jogue na linha avançada."
SL Benfica em igualdade pontual
"Só olho para a frente. Não sei ser de outra forma. Independentemente de tudo. Eu vim de baixo. Quando estava noutros clubes, dizia: estou em sexto, quero ser quinto. Estou em quinto, quero ser quarto. Estou em segundo, quero ser primeiro. O único pensamento é sempre, e será sempre esse. Só esse."
Leões voltaram a trabalhar na Academia Cristiano Ronaldo
A equipa principal de futebol do Sporting Clube de Portugal continua a preparar a recepção ao FC Famalicão para a 22.ª jornada da Liga Portugal (domingo, 15 de Fevereiro, 20h30, Estádio José Alvalade).
Os Leões realizaram mais um treino na Academia Cristiano Ronaldo, em Alcochete, onde vão voltar ao trabalho este sábado. Às 12h30, Rui Borges vai estar presente na conferência de imprensa de antevisão.
Entrevista de despedida do jogador que venceu seis troféus pelo Sporting CP
Na hora da despedida, em entrevista ao Jornal Sporting e à Sporting TV, Matheus Reis lembrou os seis títulos conquistados (três Ligas, uma Taça de Portugal, uma Supertaça e uma Taça da Liga) e os 222 jogos realizados de Leão ao peito. Em cinco anos ao serviço do Sporting Clube de Portugal, foi muito feliz e só tem um desejo para o futuro: "Gratidão eterna e que o Clube possa continuar vencedor".
Acreditamos que o capítulo ‘Sporting CP’ não vai ser totalmente fechado, uma vez que vai continuar a torcer pelo Clube. É assim?
Exactamente. Acho que [esta] é a entrevista para a qual fiquei mais nervoso na vida. Felicidade é o sentimento que resume estes cinco anos. Muitas conquistas, muitas batalhas, o dia-a-dia. Acredito muito em Deus e sempre que chego na Academia e entro em campo, entro com o pé direito e peço a Deus para vencer aqui, no Sporting CP. Todos os dias peço para ser um vencedor e acredito que saio daqui um vencedor. Não só pelas conquistas e troféus, mas pelas amizades, companheirismo e histórias. Por tudo.
Já tem saudades do que viveu diariamente no Sporting CP?
Sim. Não gosto de despedidas e tenho percebido que é a última vez que vou fazer certas coisas, mas quando temos o sentimento de dever cumprido tudo se torna mais fácil. Lutei por tudo o que podia pelo Clube, saio de cabeça erguida e pela porta da frente. Para um jogador, isso é o mais importante.
"Saio de cabeça erguida e pela porta da frente"
Já disse que o Sporting CP é como a extensão da sua família, o que diz tudo sobre a importância do Clube para si e para os seus…
A nossa família sente muito o Clube. Sou muito profissional, mas por vezes também sou adepto. É por este clube que luto e batalho. Quero que o Sporting CP saia vencedor e em casa sofremos muito pelo Sporting CP, tanto aqui como no Brasil. Estou a sair, mas o sofrimento vai continuar o mesmo. Vou continuar a apoiar, a assistir todos os jogos e sempre a acompanhar. É esse sentimento que fica. (…) Jamais imaginava que teria esta união que tenho aqui. Todos os jogadores que vão embora sentem falta deste sentimento de família, de ser muito bem cuidado por todos e respeitado. Nos jogos fora da UEFA Champions League, por exemplo, ter a nossa família connosco é inexplicável. Não há motivação maior. Todo o cuidado dos funcionários, tudo. É o que faz deste clube diferente. Não é à toa que os resultados aparecem dentro de campo.
Quem ficou mais apreensivo com esta saída? O Matheus ou os outros membros da família?
Quando disse à Jack [mulher] e ao Teteu [filho], foi uma emoção e um choro, mas nunca de tristeza. Sentimos que a nossa marca vai continuar aqui. Vamos continuar a torcer e lutar pelo Clube. É um sentimento de felicidade e de dever cumprido.
É um jogador muito querido pelos adeptos e sempre demonstrou tempo para estar com eles. Porquê?
É o mínimo que podemos fazer enquanto profissionais. É a minha forma de retribuir o carinho. Quando saio da Academia e vejo o pessoal à nossa espera, não consigo passar e não os cumprimentar e tirar fotografias. Faço-o com o maior prazer. Por vezes, respondo a algumas das muitas mensagens nas redes sociais e sou grato a todos. Quando sobra alguma camisola, tento oferecer a algum adepto, mas nunca vai ser uma retribuição à altura de tudo o que eles fazem pelo Clube e por nós, jogadores.
Valeu a pena tudo o que deu ao longo destes cinco anos?
Sim. Quando saímos à rua e os adeptos falam comigo, sinto muito isso, assim como nos títulos. Não há prazer maior do que ver os adeptos a festejar. Sempre que entro em campo, luto por mim, mas também como um adepto. Dou o máximo com raça, vontade e dedicação. Foi muita luta, sacrifício e suor.
Utilizou sempre a camisola 2 e fez 222 jogos. Parecia destinado…
Não tinha pensado nisso, mas é verdade.
Tornou-se o terceiro estrangeiro com mais jogos pelo Sporting CP, apenas atrás de Sebastián Coates e Anderson Polga. Passou a ser, também, o Leão com mais jogos de sempre na UEFA Champions League (28). O que é que estes factos dizem sobre estes anos?
É um legado espectacular. Tento passá-lo aos jovens que trabalham connosco no dia-a-dia. É um dos papéis dos mais velhos, passar esta mística que criámos nestes últimos cinco anos. É entrega, profissionalismo. Ser Campeão pelo Sporting CP é um sentimento inexplicável e tento explicar que o trabalho duro, a dedicação e o sacrifício vão ser recompensados. É essa imagem que deixo no Clube.
Chegou no início de 2021 numa das fases mais complicadas da sua carreira, quando se escreveu muito sobre si. O Sporting CP ter acreditado em si foi o melhor que podia ter acontecido?
Foi um momento muito difícil para mim. Tentaram passar uma imagem que não era a minha e não me quis defender. A minha resposta tinha de ser dentro de campo, como sempre foi. Claro que causou muitas dúvidas, mas demonstrei dia após dia o meu trabalho, a minha dedicação, o meu profissionalismo e a pessoa que sou.
Essa atitude teve frutos no Sporting CP, porque ajudou a equipa a conquistar, poucos meses depois, o título de 2020/2021.
Foi um ano espectacular, o do meu primeiro título. Cheguei a meio da temporada sem jogar, a treinar à parte. Na altura, o Rúben Amorim e toda a estrutura deram-me apoio e confiança. Assim que cheguei, senti essa energia. Conquistar títulos é mais do que jogar bem, há que ter a aura de vencedor e tínhamos.
Essa aura foi o que fez com que conquistasse todos os títulos que conquistou ao longo dos anos?
Com certeza. Nunca baixámos a guarda. Trabalhámos todos os dias, mesmo depois das derrotas mais duras. Temos de nos levantar e reerguer porque há jogo logo a seguir. Nunca nos empolgámos com as vitórias nem caímos com as derrotas. É isso que faz de uma equipa e de um jogador vencedores.
Reforçar o Sporting CP foi uma das melhores decisões da sua vida?
Demais. Na minha carreira, o Sporting CP foi o grande auge até agora. Não sei o que vai acontecer daqui para a frente, mas foi aqui que mais conquistei títulos, mais joguei, me estreei nas competições europeias, cheguei onde qualquer miúdo quer chegar. O Sporting CP é tudo para mim.
"Na minha carreira, o Sporting CP foi o grande auge"
Ao longo destes cinco anos, houve muitos jogos especiais. Quais são aqueles que mais se lembra?
O primeiro, com o Gil Vicente FC. Estava cá há uma semana ou uma semana e meia. Estávamos a perder 1-0 e o Rúben Amorim chamou-me para entrar. Estava preparado e acreditei. Tinha a certeza de que íamos virar esse jogo de alguma forma ou outra. Entrei bem, a equipa pressionou e o Seba [Coates] fez aqueles dois golos históricos, foi lindo. A minha estreia ficou marcada na mente de todos os adeptos e naquele ano, que teve vários com golos nos últimos minutos. Também me lembro do jogo contra o SC Braga, com um jogador a menos, em que o Matheus Nunes fez aquele golo com passe do Pedro Porro. Ficam também as vitórias contra os rivais, que marcam muito, e também contra os grandes da Europa. Contra o Manchester City FC, contra o Borussia Dortmund, Paris Saint-Germain FC, Tottenham Hotspur FC, a eliminatória com o Arsenal FC… E ainda as vitórias de final de campeonato que nos deram os títulos. São as mais marcantes.
As três viagens que fez até ao Marquês de Pombal surpreenderam?
Muito. Na primeira, tinha a dúvida de como seria por causa da pandemia de COVID-19, mas foi surreal. Nunca tinha visto nada assim na minha vida. Foi uma pena não ter palco, chegámos lá e demos a volta, mas foi uma loucura depois de 19 anos. Foi incrível, mas tínhamos o sonho de ser Campeões sem COVID-19 e em Alvalade. A segunda foi num jantar aqui em Alvalade e a festa conseguiu superar a primeira. A terceira, o Bicampeonato, no nosso estádio, com os nossos adeptos e a minha família que veio do Brasil, foi melhor ainda. Superou tudo e não tenho dúvidas de que vamos conquistar o Tricampeonato e que vai ser ainda melhor.
"Não tenho dúvidas de que vamos conquistar o Tricampeonato"
Pelo que sente no balneário, acredita que a equipa tem a fome necessária para vencer o Tricampeonato?
Acredito muito, muito, muito. Com fé e trabalho, vamos conquistar o Tricampeonato. (…) Atitude nunca pode faltar. Podemos falhar um passe, um lançamento, é normal, mas nunca podemos deixar de correr e lutar. Temos demonstrado que lutamos até ao final nestes últimos jogos. Este grupo já tinha isso o facto de continuar assim vai-nos trazer o Tricampeonato.
Como é passar os valores do Sporting CP aos mais jovens?
Não é fácil, mas aprendi muito com os nossos capitães que estavam cá quando cheguei. Foi uma aprendizagem muito grande olhar para o Seba, que conquistou tudo aqui, e ver a humildade e o trabalho. O [Luís] Netinho, que continua connosco [na equipa técnica], também tem a humildade de continuar a trabalhar e a querer a nossa evolução. Levei isso comigo e chegou a minha vez. É uma responsabilidade tremenda entrar em campo e ser capitão cheio de miúdos em campo a ter de ganhar o jogo. Não tenho de me preocupar só em fazer um grande jogo, mas também com eles para dar uma grande resposta aos adeptos. É uma responsabilidade gigantesca, até no dia-a-dia, mas acredito que fui sempre bem-sucedido. Os miúdos estão no caminho certo e vão dar muitas alegrias e conquistas aos adeptos.
Como define este grupo, agora que está de saída?
É um grupo de guerreiros, de Leões. Acreditam e batalham. Vão conquistar coisas grandes aqui.
Foi sempre um jogador conhecido pela entrega e garra. Faz parte da sua personalidade?
Um Leão é assim mesmo, não dá um passo atrás. Sem rendição ou retirada. Não existe amanhã, é vencer ou morrer. Esse tem de ser o sentimento. Quando temos um resultado que não esperamos, é um luto e uma tristeza na Academia no dia seguinte e esse sentimento é horrível. Por isso, lutamos por cada jogo como se fosse o último. Digo até à minha esposa que o meu coração é de Leão. Quando entro em campo, transformo-me num Leão.
O que representou ter sido capitão do Sporting CP?
Foi único. A primeira vez foi na UEFA Champions League, num momento difícil em que tínhamos vários jogadores lesionados e muitos jogos. Quando recebi a notícia, foi incrível. Olhei para trás e pensei em tudo o que passei, tudo o que lutei para chegar a este momento. Estava preparado para aquilo, sabia que algum dia podia chegar. Sempre tive a humildade de ouvir e aprender muito com os nossos capitães. Dei o meu melhor, tanto dentro como fora de campo e foi uma honra. Foi a cereja no topo do bolo.
Foi sempre bem apoiado e protegido pela estrutura e pelo universo Sportinguista, mesmo nos momentos mais complicados?
Sim e motiva-nos ainda mais a sermos melhores. Dá mais vontade de crescer, evoluir e provar o meu valor. Os momentos mais difíceis fortalecem. Ninguém quer passar por eles, mas podem-nos tornar melhores.
Sente que evoluiu desde que chegou ao Sporting CP, em 2021?
Muito, nem há comparação. Quando cheguei, sabia que, para vencer aqui, seria muito difícil e tive de evoluir em tudo. Condição física, mental, espiritual, tudo. O meu trabalho gerou estes frutos maravilhosos.
Tem pensado muito em tudo o que viveu nestes cinco anos?
Parece que foi muito mais. Ter conquistado três títulos nacionais em cinco anos é muito bom e penso muito nesses momentos de festa. A despedida é difícil, mas fica mais fácil ao perceber que o meu dever está cumprido. Deixa-me mais tranquilo.
Do que vai ter mais saudade?
Há pouco, estava a conversar com quem trabalha na portaria da Academia. Estavam a dizer para não me ir embora sem me despedir deles. Sentimos esse carinho de todos, até porque sempre tentei ser assim com todos também. Há uma amizade que fica para além do futebol. A nossa carreira é muito curta e passa muito rápida, mas as amizades ficam. Vou ter saudades dos nossos jantares de jogadores, dos nossos momentos no balneário. É tudo muito bom.
Vai ficar ligado à história do Clube. Tem noção disso?
Ainda não consigo ter essa dimensão, mas fico emocionado por, no futuro, trazer os meus filhos aqui e dizer que fiz parte desta equipa vitoriosa e que conquistei estes troféus. Deixa-me feliz. A história foi escrita e vai ser eterna.
Já disse que vai continuar a ser um adepto. Vai sofrer ainda mais à distância?
Quando não jogo, nem consigo dormir em casa e tenho dores de cabeça devido à tensão. Prefiro muito mais estar dentro de campo, fora fico muito nervoso. Em casa, o Teteu chora quando perdemos. Todos sentimos muito isso e vamos continuar a sentir da mesma forma.
O que representa o Sporting CP para si e para a sua família?
É a extensão da minha família e da minha pessoa. Já todos perceberam como sou, sempre sincero e verdadeiro na luta pelos objectivos do Clube e pelo bem da minha família. O Sporting CP representa tudo na minha vida.
"O Sporting CP representa tudo na minha vida"
Tem alguma mensagem para os Sportinguistas?
Quando cheguei, vinha de um momento muito difícil e muitos não acreditavam no meu potencial. Lutei muito para provar o meu valor e as conquistas foram o reflexo disso, mas o legado que deixo é essa vontade de vencer e defender o Clube. Todos os jogadores que vierem têm de ter isso, têm de querer o melhor para o Clube. Espero que esta fase tão boa que vivi aqui não acabe. Que nunca percamos esta aura que se criou nestes últimos anos. Agradeço por todas as mensagens, todo o carinho. Lutei, entreguei-me e dei o meu máximo. Fiz tudo o que podia fazer pelo Clube e saio de cabeça erguida. Gratidão eterna e que o Clube possa continuar vencedor.
O que é que diria a si próprio se pudesse falar com a sua versão de 2021?
Nem nos meus melhores sonhos pensaria que podia sair daqui com tantas conquistas e tanto carinho dos adeptos. Diria para trabalhar e acreditar porque a recompensa virá.
O título do livro que fala sobre estes cinco anos é ‘Missão Cumprida’?
‘Missão Cumprida’. Saio daqui, mas o meu coração é sempre de Leão.
TÍTULOS
Liga 2020/2021
“Foi o campeonato da superação e do acreditar.”
Supertaça 2021
“Continuidade. Vínhamos de um bom momento e continuámos.”
Taça da Liga 2021/2022
“Sentimento único. Foi o meu primeiro título como titular e virámos o jogo num dérbi.”
Liga 2023/2024
“Diferente do de 2020/2021. Mostrou que não foi sorte nem ‘estrelinha’.”
Liga 2024/2025
“O Bicampeonato reforçou isso mesmo. Mostrou que o Sporting CP está noutro momento e vai continuar a ser vitorioso.”
Taça de Portugal 2024/2025
“Era a que faltava. Mais uma vez num dérbi, com uma aura diferente. Conseguimos virar o jogo com a minha família no estádio e foi muito especial.”
MEMÓRIAS
Apresentação
“Felicidade tremenda.”
Estreia
“A minha hora chegou e estava preparado.”
Primeiro golo
“A minha família estava no estádio e poder proporcionar isso foi espectacular.”
Primeira vez que foi capitão
“Muita responsabilidade, mas preparado.”
Estreia na UEFA Champions League
“O resultado não foi bom, mas emocionei-me. É um momento com que sonhamos desde miúdos. Aprendemos muito com aquele jogo e as nossas exibições evoluíram depois.”
Vencer grandes equipas europeias
“Sentimento incrível de perceber que o Sporting CP é, realmente, tão grande como os maiores da Europa.”
Tornar-se o jogador do Sporting CP com mais jogos na UEFA Champions League
“É único estar num clube gigantesco e atingir esta marca na competição onde estão os melhores.”
Ser Campeão em Alvalade com os adeptos presentes
“Para além disso, foi o Bicampeonato. Com adeptos e família no estádio. Fico arrepiado, é inexplicável. Foi especial e valorizou ainda mais o meu percurso aqui no Sporting CP.”
A equipa principal de futebol do Sporting Clube de Portugal voltou aos treinos esta quinta-feira, estando já a preparar a recepção ao FC Famalicão para a 22.ª jornada da Liga Portugal (domingo, 15 de Fevereiro, 20h30, Estádio José Alvalade).
Rui Borges chamou os jovens Eduardo Felicíssimo, Gabriel Silva e Manuel Mendonça aos trabalhos na Academia Cristiano Ronaldo.
Os Bicampeões Nacionais voltam a treinar em Alcochete esta sexta-feira.
Após o empate em casa do FC Porto (1-1), a equipa principal de futebol do Sporting CP voltou aos treinos, esta terça-feira, na Academia Cristiano Ronaldo, em Alcochete.
Os titulares no clássico realizaram trabalho de recuperação, como é habitual, enquanto os restantes jogadores do plantel treinaram normalmente às ordens de Rui Borges. As atenções estão viradas para a recepção ao FC Famalicão no próximo fim-de-semana.
Depois de um dia de folga, os Leões regressam ao trabalho na quinta-feira de manhã, à porta fechada, na Academia.
No final do empate (1-1) da equipa principal de futebol do Sporting Clube de Portugal na visita ao FC Porto, Rui Borges marcou presença na conferência de imprensa no Estádio do Dragão e respondeu às perguntas dos jornalistas.
Análise ao jogo
"Nos 90 minutos, fomos uma equipa muito mais equilibrada e senhora do jogo. Faltou-nos ser mais agressivos na procura da baliza do FC Porto, mas sempre com o jogo controlado. Foi um jogo de expectativa, é natural, mas connosco por cima. Entrámos muito bem, com personalidade, a ter bola e a empurrar o FC Porto. A partir dos 15 minutos, o FC Porto equilibrou o jogo. Melhorámos outra vez na parte final da primeira parte e entrámos melhores na segunda, mas voltou a faltar agressividade no último terço. O FC Porto marca no único lance na nossa baliza na segunda parte. Depois corremos atrás do prejuízo e merecíamos e o empate. Acaba por ser pouco, apesar de não criarmos grandes oportunidades, porque estivemos mais perto da baliza do FC Porto do que o FC Porto da nossa baliza. Muito orgulhoso do que a equipa fez."
"São duas grandes equipas, um bom jogo. Sabíamos que, em pequenos pormenores, qualquer uma das equipas pode resolver o jogo. A equipa esteve muito bem nos processos defensivo e ofensivo para anular o adversário. O Luis [Suárez] não estava a 100%, jogou a segunda parte com problemas físicos, mas quis continuar e ainda bem porque fez o golo."
Liga Portugal
"É um ponto na nossa caminhada. Os jogos que faltam vão ser difíceis para toda a gente. Vamos procurar fazer uma segunda volta extraordinária. A primeira foi boa, mas não chegou para estarmos em primeiro e temos de fazer melhor."
Golos tardios
"Estrelinha? Só o meu avô. Somos a equipa com mais ataques, golos marcados e acções na área adversária. É natural que façamos golos no primeiro ou no último minuto. Criamos mais do que os outros e estamos mais perto de o fazer."
Resultado
"Não saio satisfeito, queria ganhar. Fomos melhores em tudo. O empate, para mim, já é pouco."
Francisco Trincão e Pedro Gonçalves
"Os grandes jogadores jogam em qualquer lado e deram uma resposta fantástica. Vamos mudando, percebendo algumas coisas e falando com os jogadores. São jogadores diferenciados que dão resposta em qualquer parte do campo."
Luis Suárez
"Teve um desconforto muscular,"
Lesões
"O Geovany Quenda está de fora há algum tempo e a equipa fez boas exibições. Não tem a ver com as ausências. Claro que [os lesionados] são importantes e nos dão mais soluções, mas as exibições da equipa têm sido muito boas. Aqui ou ali não tão intensas, mas a qualidade, ideia e comportamento de cada um estão lá sempre. Estou muito feliz pelo que a equipa tem produzido."
Adeptos
"Uma palavra de agradecimento aos nossos adeptos. Muito obrigado por nos terem apoiado como sempre. Que acreditem tanto como nós nas nossas vitórias."
Sporting CP divide pontos em casa do FC Porto (1-1)
A equipa principal de futebol do Sporting Clube de Portugal empatou, esta segunda-feira, a um golo em casa do FC Porto para a 21.ª jornada da Liga Portugal.
Os dois golos surgiram já na metade final, com o tento dos Bicampeões Nacionais a surgir já bem depois dos 90' e por intermédio de Luis Suárez. Assim, o Sporting CP continua a quatro pontos dos dragões na perseguição à liderança do campeonato.
Para o encontro entre os dois primeiros classificados da prova, Rui Borges fez várias alterações em relação as titulares com o AFS pra a Taça de Portugal: João Virgínia, Georgios Vagiannidis, Eduardo Quaresma, Ricardo Mangas, Giorgi Kochorashvili, Luís Guilherme e Daniel Bragança deram lugar a Rui Silva, Iván Fresneda, Ousmane Diomande, Maxi Araújo, Hidemasa Morita, Geny Catamo e Pedro Gonçalves.
Num dia de muita chuva e nevoeiro, os muitos e ruidosos Sportinguistas presentes no Estádio do Dragão viram o emblema de Alvalade entrar por cima, mais dominador e a trocar bem a bola. O primeiro ataque com algum perigo surgiu aos 9', quando o FC Porto conseguiu o primeiro corte, mas sucumbiu à reacção verde e branca e Pedro Gonçalves só não ficou em posição perigosa para finalizar porque surgiu o corte para canto.
Cautelosos, os dois conjuntos não estavam a permitir ocasiões claras nas áreas. Aos 16', tal ficou perto de acontecer quando Luis Suárez procurou lançar Pedro Gonçalves, mas o último defesa cortou no momento certo - impedindo, assim, o internacional português de ficar isolado. Na resposta, Alan Varela apareceu na meia-lua para rematar ao lado da baliza de Rui Silva.
Aos 24', foi a vez de Geny Catamo concluir novo contra-ataque com um remate em que faltou bastante pontaria. Pouco depois, Pedro Gonçalves lançou Iván Fresneda com magia e este, também da direita, procurou assistir um colega, mas sem sucesso. Do outro lado, e de muito longe, Alberto Costa falhou o alvo de forma clara mais perto do minuto 40.
Algo desinteressante no que a oportunidades diz respeito, o clássico não deixava de estar intenso e os minutos finais do primeiro tempo voltaram a contar com um pequeno ascendente Leonino que se traduziu numa excelente jogada aos 45+3': Maxi Araújo tabelou com Francisco Trincão antes de cruzar para a área, onde nem Luis Suárez nem Geny Catamo conseguiram finalizar, mas ficaram perto.
Assim, o nulo prevalecia ao intervalo.
Tal como no início do desafio, o Sporting CP entrou melhor na segunda parte. Mais pressionante e com vontade de ter bola, conquistou vários pontapés de canto nos primeiros minutos, ainda que sem causar grande perigo. Mais recuado, o FC Porto preocupava-se mais em defender de forma sólida para sair no contra-ataque.
Aos 57', Iván Fresneda apareceu em zona de finalização depois de um bom lance e conseguiu o remate, mas a bola amorteceu num adversário e Diogo Costa conseguiu uma intervenção fácil. O clássico, entretanto, perdeu intensidade e velocidade, tendo a bola saído poucas vezes do meio-campo. Ocasiões evidentes, essas, nenhumas.
Inesperadamente, o FC Porto chegou à vantagem aos 77' e por intermédio de Seko Fofana depois de uma jogada de insistência. Imediatamente a seguir, Rui Borges tirou Hidemasa Morita para lançar Luís Guilherme.
O Sporting CP começou a procurar o empate e esteve muito perto de o conseguir aos 82', minuto em que Francisco Trincão atirou em arco e só não marcou por centímetros. Pouco depois, Geny Catamo e Pedro Gonçalves deram lugar a Daniel Bragança e Souleymane Faye.
Luís Guilherme também tentou a sua sorte, mas não acertou na baliza, e os Leões contaram com mais uma grande chance já aos 90+7', momento em que Morten Hjulmand só não marcou porque Alan Varela serviu de guarda-redes.
No entanto, e seguindo a tradição dos golos Sportinguistas em tempo de compensação, o Sporting CP conquistou um pontapé de penálti por mão na bola aos 90+8'. Chamado a converter, Luis Suárez permitiu a defesa de Diogo Costa, mas não desperdiçou a recarga e fez o 1-1. Foi o 26.º tento do colombiano em 2025/2026.
Não se jogou mais e 1-1 foi o resultado final, deixando tudo em aberto na luta pelo título.
Os Bicampeões Nacionais voltam a jogar no próximo domingo, recebendo o FC Famalicão em Alvalade para a Liga Portugal.
Sporting CP: Rui Silva [GR], Iván Fresneda, Ousmane Diomande, Gonçalo Inácio, Maxi Araújo, Morten Hjulmand [C], Hidemasa Morita (Luís Guilherme, 79'), Geny Catamo (Daniel Bragança, 84'), Pedro Gonçalves (Souleymane Faye, 84'), Francisco Trincão e Luis Suárez.
O Sporting Clube de Portugal informa os Sócios e adeptos que vão deslocar-se, na próxima segunda-feira, ao Estádio do Dragão, para o jogo entre a equipa principal de futebol e o FC Porto – marcado para as 20h45, com abertura de portas às 18h45 – que a concentração deve ser feita no Parque STCP Bonjóia. As viaturas particulares devem também estacionar nesta zona, seguindo as indicações das forças de segurança no local.
Às 18h00, dá-se a saída para o Estádio do Dragão no habitual cortejo devidamente supervisionado pelas forças de segurança. Este horário deve ser cumprido para que todos os Sportinguistas assistam ao início do jogo na bancada. Solicitamos a habitual cooperação com as equipas de segurança, tanto na deslocação como nos procedimentos de acesso ao estádio, nomeadamente na validação de bilhética e revistas.
Aconselhamos os detentores de bilhetes para a Porta 10, sector 46, a não usarem indumentária do Sporting CP, de forma a permitir o acesso directo a esta porta.
Informamos, ainda, que aos Sócios e adeptos do Sporting CP que não tenham bilhete, ou que possuam bilhetes para zonas não destinadas aos Sportinguistas, não lhes será permitido o acesso ao estádio, de forma a garantir a segurança de todos os intervenientes neste jogo.
Apelamos a todos os Sportinguistas uma conduta de total fair-play, elevando o bom nome do Sporting CP. Apelamos, também, a que não existam estragos ou pirotecnia, uma vez que o Sporting CP é o maior prejudicado nessas situações.