O técnico verde e branco falou sobre a final four da Taça da Liga
Rui Borges esteve presente em conferência de imprensa para fazer a antevisão ao jogo das meias-finais da Taça da Liga frente ao Vitória SC, agendado para esta terça-feira às 20h00. O técnico verde e branco falou também do reforço Luís Guilherme, da onda de lesões na equipa e do regresso de Daniel Bragança.
Contratação de Luís Guilherme
"É um jogador que identificámos para o imediato, mas acima de tudo para o futuro. Foi uma oportunidade que tivemos. É um miúdo em quem vemos muito potencial, que nos pode dar soluções em mais do que uma posição e é um acrescento ao grupo em termos de qualidade técnica, personalidade e carácter. Tem muito a ver com a nossa equipa.
No West Ham United FC jogava mais à esquerda, no SE Palmeiras à direita, a sua formação foi a dez, e dá-nos soluções em várias posições. Daí dizer que se enquadra na nossa equipa, porque também o Francisco Trincão, o Pedro Gonçalves e o Fotis Ioannidis, por exemplo, são assim.
Claro que vai demorar algum tempo a perceber as dinâmicas da equipa, daí dizer que é um jogador para agora, mas se calhar mais para o futuro, pela sua margem de progressão, pela sua idade e pela sua qualidade. Poderá ou não ir já a jogo."
Disputar a final-four da Taça da Liga
"Os jogadores estão focados. Percebem que pode ser a disputa de um título. Queremos muito ganhar, a equipa tem sempre a ambição de estar nas finais, disputar os troféus, e é isso que queremos muito.
Agora, é focar na Taça da Liga e depois, mais à frente, voltar a focar-nos no campeonato. Queremos competir, e eles demonstram sempre isso, apesar do resultado do jogo de Barcelos. Querem é competir, jogar e mostrar aquilo que são enquanto equipa."
Será um jogo diferente do recentemente disputado com o Vitória SC
"Vai ser um mês de Janeiro e um início de Fevereiro bastante intenso. Muitos jogos, não temos todas as soluções e esperamos que voltem o mais rápido possível, porque há uma sobrecarga para outros atletas que se pode tornar perigoso. Entramos num espaço que não controlamos, de lesões musculares pela sobrecarga. Mas é esperar que apareçam mais soluções e que volte quem está de fora para nos ajudar.
Será um jogo totalmente diferente do do campeonato. É um jogo a eliminar, o Vitória SC com toda a certeza quer disputar a final da Taça da Liga e ganhar um troféu pela sua massa associativa e a grandeza do clube. Será um jogo muito competitivo, acredito que em alguns momentos mais calculado, porque ambas as equipas querem estar na final.
É um Vitória SC que, apesar de tudo, e às vezes não se dá tanto valor, está a fazer um belíssimo campeonato, apesar de todas as mudanças que teve. É a única equipa que ganhou internamente ao FC Porto, eliminou-os desta competição. Vai exigir muito de nós e nós, dentro do que temos disponível, faremos um bom jogo, um jogo bastante competente e não fugindo de que gostamos: ter qualidade de jogo e ter bola, produzir muito."
Lesão de Ricardo Mangas
"Não sei dizer ao certo a extensão de tempo [para a ausência]. Vou atirar para o ar, e o doutor se calhar vai matar-me, mas diria que entre tres a quatro semanas desde a lesão. Acredito que seja por aí."
Recuperação de Zeno Debast e opção no centro da defesa
"Está em processo final de recuperação, felizmente, acredito que nos próximos dias começará a treinar normalmente com o grupo.
Dentro das possibilidades, encontraremos uma solução. Há os miúdos da equipa B, que têm feito um belíssimo campeonato e estão preparados para dar resposta se forem chamados pelo treinador da equipa principal."
Regresso de Daniel Bragança
"Muito feliz pelo seu regresso e foi explícito: quase todo o grupo estava presente no momento em que o Dani entrou em campo, o que exemplifica bem a força desta equipa, a amizade que existe.
Feliz por vê-lo voltar bem, acredito que nos ajudará no futuro. Já está a treinar connosco há alguns dias e tem apenas de ganhar confiança e perder o natural receio que ainda possa existir. Estes minutos na equipa B foram importantes por isso. Nos próximos tempos, com toda a certeza, já estará disponível para a nossa exigência de equipa principal."
João Virgínia
"Vou dizer o que digo sempre em relação aos guarda-redes: não é um dado adquirido que este jogue uma competição, o outro jogue a outra. No momento e dentro daquilo que é a estratégia e a orientação de jogo, tomamos a decisão que acharmos melhor."
Comentar arbitragens
"Já disse que não falo sobre arbitragem, por mais que das outras partes o façam. Tento abstrair-me ao máximo. Todos erram: jogadores, treinadores, árbitros. Faz parte. Sou daqueles que acredita sempre na parte boa das coisas e nunca nas negativas. Por isso, espero que o ruído não se faça sentir e que se valorize mais o futebol português, o nosso campeonato. Mais do que qualquer ruído que possa condicionar quem quer que seja.
Mas tenho notado algo diferente. Tenho visto que só a mim perguntam se vi os lances duvidosos, só o perguntam ao treinador do Sporting CP. É focarmo-nos naquilo que controlamos. Acima de tudo, que sejamos competentes para continuar o nosso trajecto."
‘Orgulho ferido’ após derrota na final passada
"Não tem a ver com orgulho e sim com a ambição da equipa. O ano passado perdemos nos penáltis, algo muito específico, mas não fomos tão competentes nesse aspecto. Queremos é estar lá a disputar as competições, estar nas finais.
A época passada não conseguimos ganhá-las todas, mas o futebol é isso: é seguir, levantar e voltar a lutar para estar novamente nas finais. É isso que queremos muito amanhã: disputar o jogo, contra uma boa equipa, para estarmos na final. E, depois sim, conseguirmos vencer a competição. Eles não se cansam de ganhar e querem é acrescentar história ao Sporting CP."
Maxi Araújo opção a lateral ou médio
"O Maxi tem-nos dado as duas soluções. Dadas as ausências, e em termos de características, ele tem conseguido dar resposta numa e noutra posição. Dentro do que será o jogo e perspectivando aquilo que será o Vitória SC, pode jogar numa posição ou outra. Uma coisa é certa: vai jogar. Se vai jogar a lateral ou a médio/extremo, ainda vamos decidir."
Nova onda de lesões
"Os que demoram mais a recuperar são lesões traumáticas que não controlamos. O máximo que podemos olhar é para as lesões musculares e - felizmente - não temos tido muitas. É o próprio jogo que é de contacto e cria estes problemas.
Temos a CAN esta época, que também condicionou a dinâmica da equipa com dois jogadores importantes, mas o staff e a estrutura de performance e departamento médico têm sido excepcionais.
Em relação ao que não controlamos, não podemos fazer nada. É seguir e acreditar nos que estão. A gestão é difícil de existir, porque para além de não termos tantas soluções, e entrarmos numa linha vermelha de sobrecarga, esta é a fase mais crítica da época, com muitos jogos e algum acumular de fadiga.
Pode haver esse risco de maior lesão, mas ainda acho que é diferente do que acontecia na época passada. Temos de saber contrariar estas coisas menos positivas que acontecem no caminho e a equipa tem dado uma boa resposta. Isso deixa-me feliz."