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Foto José Lorvão

Rúben Amorim: "Não há noites perfeitas, mas hoje esteve lá perto"

Por Sporting CP
12 Abr, 2024

Técnico reagiu à vitória categórica frente ao Gil Vicente FC

Após a goleada do Sporting CP por 0-4 em casa do Gil Vicente FC, Rúben Amorim, treinador dos Leões, fez o rescaldo do encontro em conferência de imprensa, falando primeiro sobre o ambiente e a fase positiva que a equipa está a viver.

“No mesmo estádio onde fomos eliminados da Taça de Portugal por uma equipa da III Divisão [Varzim SC] e onde não conseguimos ganhar [0-0 com o Gil Vicente FC] no ano passado, passado um ano estamos a viver isto, que não acabou, mas há este sentimento entre nós e isso revela que o clube está muito saudável. Agora, peço o mesmo para Vila Nova de Famalicão, num jogo que pode ser um passo importante para nós”, começou por dizer na sala de imprensa do Estádio Cidade de Barcelos, antes de analisar o desenrolar do jogo.

“Entrámos com uma velocidade muito grande, pressionámos muito a saída do Gil Vicente FC, fomos ganhando bolas e criando situações, controlámos a profundidade do Depú e definimos bem na primeira parte. Resolvemos logo aí o jogo. A segunda parte foi mais de gestão, podíamos ter tido mais qualidade, mas houve mais mexidas e experimentámos outras coisas. Arriscámos mais um bocado, porque há jogadores que precisámos que joguem e correu bem”, resumiu o treinador verde e branco, que realçou também a importância de marcar sempre mais golos para manter essa vantagem em caso de um eventual empate pontual.

“O querer mais deles é a minha obrigação, tem de ser o meu papel. Não sinto que estamos com uma grande vantagem, vejo o ambiente e a festa dos adeptos, mas sinto sempre o nervosismo de que nada está feito e é muito importante a diferença de golos, porque estamos empatados no confronto directo [com o SL Benfica]. Não sei o que vai acontecer, portanto temos de fazer muitos golos”, apontou Amorim, considerando ainda que houve “coisas que faltaram com o SL Benfica” e hoje a equipa esteve “muito melhor”.

Apesar disso, o treinador do Sporting CP sublinhou a importância da entrada logo a marcar para o desfecho tranquilo da partida. “O jogo resolveu-se rápido, as bolas entraram e tudo se torna mais fácil, mas há jogos que não começam assim. O importante é manter a calma, a qualidade da equipa e estar preparados para dias maus também”, referiu Rúben Amorim, frisando, a seguir, que, embora tivesse “uma ideia diferente” de como o Gil Vicente FC se apresentaria, o triunfo conseguido “tem que ver com a fome dos jogadores para ganhar jogos e para ganhar o campeonato”, traçou. “Não há noites perfeitas, mas hoje esteve lá perto”, acrescentou.

São já seis as vitórias seguidas do Sporting CP na Liga, onde segue líder isolado. Numa fase como esta, o papel do treinador deve ser “tentar equilibrar as coisas”, de acordo com as palavras de Amorim. “Quando estamos mal temos de ser os primeiros a influenciar o grupo, com essa energia para o levantar, e agora é o contrário. Toda a gente está muito contente, por isso tenho de ser muito exigente em todos os momentos”, atirou, embora tenha estendido esse papel a toda a estrutura: “Não é só o treinador, temos uma estrutura que já passou por muito e, por isso, não damos nada por garantido”.

Já sobre as tarjas exibidas nas bancadas a pedir a continuidade de Rúben Amorim no comando técnico dos Leões, o treinador apontou para o futuro próximo. “Estarei cá para o FC Famalicão, para seguirmos em frente, também com o Vitória SC e assim sucessivamente”, disse, completando: “Não sinto que acabei o ciclo, tenho vontade e, acima de tudo, não há porta grande para sair. Nós estamos numa pequeninha, que foi a época passada, porque esta não acabou. Queremos ganhar e, depois, seguir em frente com o resto”.

Quando questionado sobre a ausência de Matheus Reis da ficha de jogo, adiantou que o defesa brasileiro “sentiu uma dor no último treino” e, além disso, pode ser uma “baixa importante” nos “próximos dois jogos”, apontou, embora ressalvando próximas avaliações clínicas.

Para fechar a conferência de imprensa, Amorim já olhou para o jogo que se segue, frente ao FC Famalicão para voltar a acertar o calendário dos Leões, dois meses depois. “Antes não contava, agora é o contrário: é o jogo que pode dar-nos um passo muito importante para o que falta. Fizemos a nossa gestão, é um jogo muito difícil e os jogadores sentem que pode ser um jogo muito importante nas contas do campeonato”, concluiu o técnico.