Rui Borges: "Saímos penalizados pelo que foi a parte final do jogo"
02 Jan, 2026
Treinador analisou empate em conferência de imprensa
Após o empate em Barcelos (1-1) a abrir o ano, Rui Borges, treinador do Sporting CP, fez o rescaldo do duelo com o Gil Vicente FC em conferência de imprensa.
Análise global do jogo
“Acaba por ser subjectivo, são os ‘ses’, mas sim, podíamos ter feito o 0-2 para ‘matar’ um pouco o jogo e não deixar o Gil Vicente FC crescer. Entramos muito bem na segunda parte e na primeira parte controlámos o jogo. O Gil Vicente FC tentou transições e bolas paradas, onde nos criaram mais perigo, e nós conseguimos quebrar a pressão adversária, mas faltou-nos alguma qualidade. Chegámos ao golo num ataque à profundidade que devíamos ter tentado mais vezes e, depois, na segunda parte entrámos muito bem, mas a partir dos 20 minutos deixámos o jogo ‘partir’ e o Gil Vicente FC entrou em contra-ataques, naquilo em que são perigosos. Não fizemos o 0-2, a expulsão condiciona, tentámos ajustar e nem tempo tivemos, porque acabámos por sofrer o empate. Depois, foi mais com o ‘coração’ para as duas equipas.”
Sobre a exibição feita em Barcelos
“Tivemos 64% de posse de bola, tivemos qualidade na primeira construção, mas faltou-nos mais qualidade no último terço. Mais até na primeira parte, porque na segunda entrámos muito bem e fomos fortíssimos. Depois, devíamos ter instalado e desgastado mais o Gil Vicente FC, mas perdemos bolas e deixámos o Gil Vicente FC entrar em contra-ataques, mas o perigo do adversário até foi mais em bolas paradas. Não vamos definir sempre bem, mas a equipa esteve proactiva.”
Soluções para contrariar a forma como o adversário fechou os caminhos por dentro
“O importante era quebrar a primeira pressão e instalar-nos no meio-campo adversário para obrigá-los a estar mais longe da nossa baliza. Podíamos ter variado mais com bolas mais longas e não rasteiras e a passar por muitos jogadores. Faltou-nos isso mais na primeira parte, mais do que a velocidade. A primeira parte foi menos dinâmica, a segunda melhor, mas dentro do que foi pedido a equipa fez um bom jogo. Saímos penalizados pelo que foi a parte final do jogo.”
As muitas ausências tiveram impacto?
“Não serve de desculpa. Podíamos ter feito o 0-2 e estaríamos aqui a falar de outra coisa, mas não fomos capazes. Deixámos uma equipa que está a fazer um belíssimo Campeonato acreditar até ao fim, no seu estádio, a expulsão condicionou e fez com o adversário acreditasse ainda mais. Não me vou lamentar pelas ausências. Quero ter toda a gente, como é lógico, era importante, mas a equipa bateu-se bem e teve qualidade. (…) Não adianta pensar em quem não está. Já estou a pensar no jogo com o Vitória SC para a Taça da Liga, porque não tenho o Inácio [expulso] e não temos centrais. É o que é, jogamos com 11 e vamos ser competitivos e manter a qualidade, com certeza.”
Efeito do empate nas contas do topo da tabela
“No ano passado tivemos oito pontos de vantagem e passámos para o segundo lugar. Falta muito Campeonato e estamos apenas focados no que podemos controlar e fazer.”
Pontos perdidos na recta final dos jogos com SC Braga e Gil Vicente FC
“São dois jogos específicos. Aqui estávamos com dez e o Gil Vicente FC, naqueles minutos a seguir, cresceu teve mérito em chegar [ao empate] enquanto nos organizávamos. Com o SC Braga foi um penálti, um lance na área. Acabámos por sair penalizados, mas o jogo é isto.”