Rui Borges: "Vitória não merece contestação"
21 Fev, 2026
Técnico agradeceu a presença dos adeptos em Moreira de Cónegos
Em conferência de imprensa após a partida, Rui Borges analisou a vitória em Moreira de Cónegos (0-3) e destacou a personalidade da equipa num campo tradicionalmente difícil. O treinador agradeceu ainda o apoio dos adeptos e falou sobre o regresso de Fotis Ioannidis.
Análise ao jogo
"Um campo difícil, algo mole, mas a equipa não se escondeu do início ao fim do jogo. Quis ter qualidade perante uma boa equipa - a quem se dessemos espaço e tempo ganharia confiança a jogar em sua casa - e não fugimos à nossa ideia de jogo.
Deixem-me dizer que, para mim, foi muito importante o apoio dos nossos adeptos: fizeram-nos sentir em casa, só via Sportinguistas em todo o lado nas bancadas, e foi muito importante a equipa sentir essa ambição dos adeptos, que passa para a equipa. Temos tido essa ambição independentemente do resultado. Podíamos ter feito mais, o Moreirense FC só tem dois lances já depois do 2-0, mas a história do início ao fim do jogo é Sporting CP, por mérito nosso e da mentalidade vencedora que os jogadores mostraram hoje."
Triunfo fácil?
"Foi um jogo difícil, ao intervalo estava 0-0. Controlámos o jogo, não deixámos o Moreirense FC chegar perto da nossa baliza, só teve um livre perto do final da primeira parte. Controlámos com bola, mas cada vez mais as equipas defendem bem, querem pontos. Na segunda parte voltámos a entrar bem, a procurar mais a baliza, mais dinâmicos, e o jogo acabou por se desenrolar, mas fizemos por isso. A vitória não merece qualquer contestação, a equipa não se escondeu e a energia esteve sempre em cima. Nunca baixámos perante um grande adversário, num campo difícil para nós nos últimos anos.
Nós é que tornámos o jogo fácil pela ambição e qualidade que tivemos. Feliz, acima de tudo, por ver a equipa, mesmo a ganhar, a não baixar os braços, ligada no momento defensivo e a partir para o momento ofensivo. Isso enaltece o espírito de família e união desta equipa."
Jogo especial para Rui Borges
"Para mim, é claramente muito especial. Vou ser grato ao Moreirense FC e às pessoas da sua estrutura por toda a minha vida. Deram-me a oportunidade de chegar à Primeira Liga num início de campeonato onde jogámos com os três grandes, num futebol muito fértil a despedir treinadores, e fizemos uma grande época.
Senti-me em casa, é um clube muito próprio e familiar, e pela amizade que tenho por todos e eles por mim, esse agradecimento estará sempre presente."
Boa exibição dificulta opções na frente/Pedro Gonçalves com lugar em perigo?
"O Pote é mais uma solução e tem de estar preparado para jogar ou não jogar, como qualquer outro. Dentro de cada estratégia e perante cada adversário pensaremos no que faz sentido, mas ficámos mais fortes. O Pote é diferenciado. Acima de qualquer coisa, é um jogador que a qualquer momento decide o jogo. Ter todos de volta torna o coletivo mais forte, mais vivo, mais exigente, porque eles sabem que a qualquer momento qualquer um pode jogar."
Regresso de Fotis Ioannidis
"Muito feliz por ver o Fotis voltar, muito feliz mesmo. É, também ele, especial e diferenciado. Em termos de carácter e personalidade, é fantástico no dia a dia, merece estar com o grupo e merece ajudar a equipa."
Família presente
"Fui festejar com a minha afilhada, que dá sorte; ganhamos sempre que está presente. Fui dar-lhe um beijinho. Fui dar também um beijinho a toda a minha família. Não estava o meu pai, que sofre muito, mas um beijinho para ele também. Acho que foi a primeira vez que o meu sobrinho veio a um campo de futebol ver o tio e deixa-me feliz ter os meus por perto."
Mensagem ao intervalo e pressão
"A única diferença na pressão é que o Geny [Catamo] estava a baixar a cinco e não tinha necessidade. Estávamos a bater-nos 4 para 3, com o Luís Guilherme alto e o Moreirense FC ganhava superioridade com o número 8 a jogar a seis. Nós estávamos a tentar ajustar, mas mesmo assim o Moreirense FC não conseguiu ligar.
Fomos fortes e, com bloco meio-alto, recuperámos mais bolas, mas se ajustássemos estaríamos ainda mais perto de conseguir ser agressivos em encurtamentos. O Geny não precisava de baixar tanto (…) porque isso podia criar-lhes uma superioridade de 3 para 2 em zona intermédia e nós não queríamos que acontecesse isso. Mesmo nessa pequena superioridade muito pouco ou nada eles conseguiram ligar, dada a intensidade da equipa."
Velocidade nos corredores
"Estávamos à espera, porque já aconteceu em Alvalade: melhorámos na segunda parte porque fomos mais dinâmicos e não parámos tantas vezes a bola. Se ganhamos superioridade num lado, temos de insistir nela. O que é que estava a acontecer à nossa esquerda e à direita do Moreirense FC? Eles estavam com dúvidas nas marcações e isso dava-nos espaço à largura para tomada de decisão, fosse do Maxi Araújo ou do Luís Guilherme. Quem não estivesse na largura tinha de rasgar, porque quem acompanhava esse rasgo era o médio deles, que não tinha capacidade para acompanhar os nossos dois homens.
Faltava chegar com mais gente à área e o [Francisco] Trincão acabou por aparecer em zona de penálti. Davam-nos espaço para cruzamentos, tínhamos de explorar e chegar com mais gente. Ao intervalo disse que tínhamos de insistir nisso, mas ser mais rápidos, porque estávamos a dar tempo para o Moreirense FC ajustar."