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Foto Isabel Silva, José Lorvão

Com muita audácia e eficácia para voltar em grande aos triunfos

Por Sporting CP
04 maio, 2026

Versão demolidora reencontrada diante do Vitória SC (5-1)

De volta ao Estádio José Alvalade, a equipa principal de futebol do Sporting CP bateu o Vitória SC por 5-1, esta segunda-feira à noite, no jogo que fechou a 32.ª e antepenúltima jornada da Liga.

Para voltar ao caminho dos triunfos, três jornadas depois, os Leões de Rui Borges souberam ser audazes e, também, eficazes para ‘dinamitar’ rapidamente uns arrojados vimaranenses. Nos primeiros 45 minutos, o Sporting CP já se tinha reencontrado com a sua melhor versão, saindo a vencer por 3-0 e, depois, continuou a aproveitar o ‘filão’ no ataque à profundidade para chegar sem resposta à ‘mão cheia’ de golos, assinados por Gonçalo Inácio, Daniel Bragança, Maxi Araújo, Luis Suárez e Luís Guilherme.

Desta forma, a formação verde e branca aproveitou o empate do rival directo em Vila Nova de Famalicão para ‘colar-se’ ao SL Benfica na classificação (76 pontos), embora as águias continuem no segundo lugar fruto da vantagem no confronto directo.

Para enfrentar o sétimo classificado, um conjunto orientado por Gil Lameiras e que chegou moralizado após duas vitórias consecutivas e um total de quatro jogos sem perder (3V 1E), Rui Borges operou duas alterações ao ‘onze’ apresentado diante do CD Tondela (2-2): Gonçalo Inácio - após dois jogos de fora por lesão - regressou e saltou para a titularidade e Francisco Trincão também voltou a ser opção inicial, saindo Georgios Vagiannidis e Geovany Quenda para o banco de suplentes.

Antes do apito inicial, o relvado de Alvalade foi palco de homenagens. Rita Fontemanha, que teve direito a ‘corredor de honra’ por parte do plantel das Leoas, encerrou oficialmente a sua carreira de futebolista após dez temporadas consecutivas de Leão ao peito e, depois, Eduardo Quaresma assinalou a marca atingida de 100 jogos ao serviço do Clube. Já durante o intervalo foi a vez de as bancadas – 32439 espectadores presentes - aplaudirem as equipas de hóquei em patins (Taça de Portugal) e de ginástica rítmica (Campeãs Nacionais) e suas respectivas conquistas recentes.

Iniciada a partida, o Vitória SC começou por tomar conta da bola e até fez o primeiro remate enquadrado, mas o Sporting CP trouxe a lição bem estudada e uma jogada de ‘laboratório’ - executada de forma exemplar - bastou para fazer o 1-0, logo aos nove minutos. ‘Pote’, na cobrança de um livre frontal, limitou-se a picar a bola para a entrada ao segundo poste de Luis Suárez, que junto à linha final tocou para dentro da área e, completamente sozinho, o capitão Gonçalo Inácio correspondeu de cabeça para a emenda fatal. Tudo bem feito e o proveito foi total, mas não ficou por aqui, apesar dos condicionamentos criados pelos pressionantes vimaranenses.

Aos 24’, o 2-0 chegou com eficácia máxima e novamente em grande estilo. Depois de Francisco Trincão, Suárez e Hidemasa Morita terem combinado ao primeiro toque e sem deixar a bola cair, o japonês ainda isolou Daniel Bragança com mestria e a finalização também foi à altura. No frente-a-frente com Charles, o médio formado em Alcochete fez um ‘chapéu’ bem medido para voltar a pôr Alvalade a festejar.

E se a pontaria parecia desde logo reencontrada, laivos das melhores qualidades ofensivas dos comandados de Rui Borges voltaram a vir ao de cima. Assim, menos de dez minutos depois, o 3-0 esteve à vista e por duas vezes. Bragança teve nos pés uma grande chance, mas ‘estatelou’ a bola no guardião depois de ter tirado dois adversários do caminho com classe, enquanto, logo a seguir, Trincão tentou fazer um novo ‘chapéu’ a Charles e viu a bola sair muito perto do poste, mas ao lado.

Golpes sucessivos que a equipa de Guimarães, no entanto, não sentiu e continuou a mostrar-se afoita – e a expor-se defensivamente, também. Além de ter continuado a ter mais bola (45%-55% ao intervalo), também ameaçou mais seriamente a baliza de Rui Silva, que teve de se aplicar para fazer duas defesas – a segunda, enorme - a remates venenosos de Miguel Nogueira a partir da meia-direita.

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Os Leões responderam de imediato com uma transição rápida que tinha tudo para ser mortífera, mas Suárez, que acertou muito mal na bola, não conseguiu dar a melhor conclusão ao contra-ataque conduzido a alta velocidade por Geny Catamo. O espaço existente nas costas do Vitória SC continuou apetecível e, à segunda, o Sporting CP aproveitou mesmo - uma constante - para fazer o 3-0 já em período de compensação.

Zeno Debast encontrou a desmarcação de Maxi Araújo na profundidade pelo corredor central e o uruguaio, chegado à área, ainda ‘sentou’ o último defesa antes de finalizar com muito sangue-frio. O golo, inicialmente, foi anulado por fora-de-jogo, mas com o auxílio do VAR a decisão foi revertida, valeu mesmo e deu o melhor fim a uma primeira parte de muita audácia. E a segunda não seria muito diferente.

O reatamento do encontro, que trouxe Luís Guilherme em vez de Morita do lado verde e branco, até foi repartido e o Vitória SC contou com a primeira ocasião soberana de golo, desperdiçada por Diogo Sousa já na cara de Rui Silva. Quem não tremeu no cara-a-cara, pouco depois, foi o melhor marcador da Liga, Luis Suárez, mantendo o jogo no seu curso. Isolado por ‘Pote’, finalizou com frieza à hora de jogo para fazer o 4-0 e o seu 26.º na prova.

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Uma nova e forte ‘machadada’ no resultado, cuja fórmula voltou a ser repetida com sucesso, numa segunda parte já de maior gestão verde e branca, mas não por isso deixou de funcionar o marcador. Aos 74’, Suárez trocou a ‘pele’ de goleador pela de assistente e, aproveitando também o muito espaço nas costas da defesa adversária, serviu o 5-0 de bandeja a Luís Guilherme – de volta aos golos após longa ausência por lesão.

Depois de Nuno Santos, que já tinha entrado, Geovany Quenda e Giorgi Kochorashvili, bem como Ousmane Diomande, foram apostas de Rui Borges a partir do banco para uma fase da partida sem história.

Até final, o golo continuou a rondar, sobretudo, a baliza de Charles, que com uma mão negou um à meia-volta a Suárez e ainda viu o colombiano, depois, ficar muito perto de marcar de cabeça. Ainda assim, foi o Vitória SC a ser (muito) feliz para chegar ao tento de honra, aos 85’, graças a um autogolo caricato de Zeno Debast ao tentar atrasar a bola para Rui Silva com um passe que saiu demasiado transviado.

Ficou, no entanto, a fantástica resposta dos Leões em Alvalade, garantindo que vão continuar em busca da subida definitiva ao segundo lugar e respectivo acesso às pré-eliminatórias da UEFA Champions League. Na próxima jornada, a penúltima, segue-se a deslocação a Vila do Conde para enfrentar o Rio Ave FC.

Sporting CP: Rui Silva [GR], Eduardo Quaresma, Zeno Debast, Gonçalo Inácio [C] (Ousmane Diomande, 82’), Maxi Araújo, Hidemasa Morita (Luís Guilherme, 46’), Daniel Bragança, Pedro Gonçalves (Giorgi Kochorashvili, 78’), Geny Catamo (Nuno Santos, 70’), Francisco Trincão (Geovany Quenda, 78’), Luis Suárez