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Foto José Lorvão

Micael Sequeira: "Não temos nada a perder, só temos a ganhar"

Por Sporting CP
16 Fev, 2026

Técnico do Sporting CP fez antevisão à 2.ª mão dos quartos de final da UEFA Women’s Europa Cup, em casa do Hammarby IF

Na antevisão ao jogo desta quarta-feira da equipa feminina de futebol do Sporting CP na Suécia, o treinador da formação Leonina, Micael Sequeira, mostrou plena confiança na reviravolta da eliminatória por parte do grupo que orienta e alertou para a importância dos primeiros minutos da partida.

Expectativas para jogo na Suécia

“Ir com a vontade e crença de que é possível ganhar porque felizmente o futebol já nos proporcionou isso. Da nossa parte, é fazer o que se deve fazer nesse momento, perante muitos adeptos. As jogadoras estarem tranquilas, procurarem fazer bem as suas acções, procurar cumprir o plano de jogo e ir à procura de fazer um golo. Disse no final do jogo, que tal como elas ganharam cá, acredito 100 por cento que podemos ganhar lá. O jogo aqui foi muito equilibrado, a diferença foi que elas aproveitaram uma grande oportunidade que tiveram na segunda parte, nós não aproveitámos as duas boas oportunidades que tivemos na 1.ª parte e o jogo resumiu-se a isso. Com as características que elas têm, uma equipa possante, fisicamente muito forte, mas temos de tentar contrariar isso. Acredito que podemos ter uma vantagem por o campo ser maior. Nós, sendo uma equipa mais técnica e tendo mais tempo para jogar, penso que pode ser uma vantagem, contando, também, com uma pressão muito forte do adversário. Estou muito optimista. As diferenças existem em termos de historial, de organização do futebol feminino, há uma diferença muito grande da Suécia para cá, a competitividade da Liga é completamente diferente, as nossas jogadoras não estão habituadas a este ritmo, a esta intensidade. Se calhar temos de olhar primeiro para dentro e tentar mudar isso no futebol feminino em Portugal para que possamos estar mais preparados para estes momentos. Mas independentemente dessa diferença que existe, continuo a acreditar que é possível, acreditando que possamos surpreender a Europa".

Preparação para o jogo e confiança

“A confiança das jogadoras está como a do treinador. Continuo a acreditar muito nas jogadoras, se calhar uma percentagem mínima é que acredita que somos capazes de dar a volta a esta eliminatória, mas o mais importante é que nós cá dentro, nós Sporting CP, nós que lidamos todos os dias com o grupo de trabalho, acreditamos que é possível porque já o provámos em jogos e em eliminatórias anteriores. Tivemos essa força quando ninguém esperava. Temos de nos ajudar mutuamente, ‘vestir o fato macaco’ muitas vezes, neste jogo vai ter de ser. Vamos ter de ser uma equipa de trabalho, de crença, de acreditar e cumprir muito bem os pequenos pormenores que falharam aqui. Procurámos trabalhar esta semana, acreditando que isso possa fazer a diferença para este jogo. A confiança está boa, não há razões para não estar. Estamos nos quartos-de-final, é uma competição [UEFA Women’s Europa Cup] em que defrontamos uma equipa fortíssima, mas olho muito para dentro e acredito que temos muita coisa a favor neste jogo". 

Situação de Cláudia Neto

“Infelizmente ainda não temos a Cláudia Neto. Não recuperou, com muita pena nossa. Estamos a falar de uma Cláudia Neto que já conseguiu estar neste patamar e que foi campeã. É uma jogadora que faria muita diferença, pela experiência que tem, pela qualidade que tem e mais triste estou pela forma como perdemos a Cláudia Neto, numa competição interna. Perdemos uma jogadora, a jogadora que fez a falta, dez minutos depois fez golo, e isso é que me deixa um bocado triste. Que ela [Cláudia Neto] faria muito jeito, faria”. 

Frio na Suécia e preparação em condições climatéricas adversas (temperaturas negativas)

“Acredito que no estádio não se vá sentir tanto, porque é fechado. O relvado tem aquecimento, o que aumenta a temperatura por isso não se vai sentir tanto no próprio jogo, o que é uma vantagem o estádio proporcionar essas excelentes condições. O que pode ter peso e pode funcionar a nosso favor é o facto de eles meterem 10, 15 mil espectadores e estarem ansiosos por resolver rápido porque ganharam aqui, acreditam que são melhores e que podem ganhar facilmente esta eliminatória. Se com o decorrer do tempo conseguirmos equilibrar e finalizar, ser eficientes nas oportunidades, aí pode funcionar a nosso favor. É o que acredito que pode acontecer. Temos de fazer por isso, temos de lutar por isso, acreditar muito, partir amanhã para lá optimistas, muito confiantes, acredito muito que podemos cumprir aqui um feito histórico de eliminar uma equipa daquela dimensão e ir às meias-finais desta competição, que seria óptimo, fundamentalmente para as jogadoras, pelo trabalho que têm tido, numa época desgastante, porque não estamos habituados a estas andanças de jogar de três em três dias e este ano fomos submetidos a isso. Também é um crescimento da nossa parte e seria muito importante elas conseguirem passar esta eliminatória”. 

Factor casa do Hammarby IF e motivação para a equipa da Suécia

"Elas [Hammarby IF] podem tirar partido disso, mas no futebol por vezes isso é mais prejudicial do que pode beneficiar a equipa. Vai depender de como vai decorrer o jogo. Se entrarmos organizados, com energia, pressionantes, a criar dificuldades e tivermos a ‘estrelinha’ de marcar um golo, acho que depois pode funcionar a nosso favor. Se a história do jogo for diferente, se elas fizerem um golo primeiro e depois com todo o entusiasmo, motivação por ser primeiro jogo em casa, com o apoio dos adeptos, claro que depois pode ser a favor delas. Depende de como vai decorrer o jogo. O mais importante é as jogadoras irem focadas só no que devem fazer, abstraírem-se completamente do ambiente que está à volta e ir à procura de fazer o melhor possível. O melhor possível é tentar ganhar, não podemos fugir a isso. Não temos nada a perder neste momento, só temos a ganhar. Muita gente não acredita em nós, mas acredito muito que podemos surpreender. É a isso que me agarro, na vontade das jogadoras, na nossa convicção, no trabalho que fizemos e irmos à luta”.    

Trunfo da juventude

“Se fizermos a média de idades do último jogo (pouco mais de 20 anos), baixámos muito a média de idades em relação à época anterior. É uma equipa jovem. No último jogo, o meio-campo tinha média de idades de 19 anos, a linha de quatro que jogou tirando a Andreia Bravo, de 20 anos, era tudo abaixo dos 20 anos. Isso é positivo porque temos uma energia renovada na equipa e vamos à procura disso. Esse é o nosso papel. Foi o nosso objectivo de criar uma equipa diferente, uma equipa nova. Permite ficar optimista em relação ao futuro, acreditando que com essa irreverência, consigam ajudar a passar esta eliminatória. Estamos a preparar o futuro e há que seguir esse caminho. É nisso que estamos focados”.