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Foto João Neves, UEFA

Sporting CP está na final da UEFA Futsal Champions League

Por Sporting CP
08 maio, 2026

Leões de Nuno Dias triunfaram nas grandes penalidades

A equipa de futsal do Sporting Clube de Portugal está na final da UEFA Futsal Champions League, após triunfo nas grandes penalidades frente ao FS Cartagena (2-2 no tempo regulamentar e 3-3 no prolongamento). Seguem-se, agora os espanhóis do IB Palma Futsal - que venceram os franceses do Étoile Lavalloise MFC por nas meias-finais, igualmente no desempate por pontapés de penálti - no derradeiro encontro que vai decidir o Campeão Europeu, marcado para as 17h00 (hora de Portugal continental e Madeira) de domingo, 10 de Maio.

Os Leões de Nuno Dias conseguiram a brilhante passagem ao jogo de atribuição do troféu com uma exibição heróica, em que recuperaram de desvantagem de dois golos que se registava na primeira parte, recuperaram no segundo tempo; no prolongamento o Sporting CP esteve em vantagem, sofreu o empate e nas grandes penalidades, foi Gonçalo Portugal a vestir a capa de um dos heróis, ao entrar para defender a sexta grande penalidade, de Osamanmussa, seguido do momento de apoteose Leonina, quando Felipe Valério marcou e assegurou a passagem do Sporting CP à final da prova que decorre em Pesaro, Itália.

Com cinco segundos e logo na bola de saída do FS Cartagena, Wesley ganhou a bola e isolou-se. Só a defesa de Chemi evitou o golo do Sporting CP, como aconteceu no seguimento do canto, em que o guarda-redes evitou com dupla defesa os remates para golo de Diogo Santos e a recarga de Tomás Paçó, num primeiro minuto fortíssimo da equipa Leonina orientada por Nuno Dias, com três oportunidades de golo.

Com 17’22 para o intervalo, numa saída de bola perfeita, Pauleta ganhou espaço e serviu Zicky, com o remate a ser interceptado por um jogador do FS Cartagena. O Sporting CP jogava um futsal de muito bom entrosamento, mas faltava a melhor finalização às jogadas. Chemi continuava a travar os remates Leoninos, com a tentativa de Diogo Santos, com 14’49, a esbarrar novamente nos reflexos do guarda-redes do FS Cartagena. Quase no lance a seguir, foi Bernardo Paçó a evitar um golo da formação campeã espanhola, com uma excelente defesa.

Com 11’38, Tomás Paçó atirou para nova boa defesa de Chemi, com o Sporting CP a ficar ainda mais perto do golo na sequência da bola parada. Pauleta rematou de pé direito, já com o guarda-redes da equipa espanhola no chão, mas Francisco Cortés salvou a bola quase sobre a linha de golo. O Sporting CP foi bastante dominador na primeira parte e voltou a criar perigo já dentro dos últimos dez minutos, primeiro num remate de Diogo Santos e logo a seguir, num outro remate de Diogo Santos defendido por Chemi, bem como a recarga de Zicky.

Com 8’37 para jogar e completamente contra a corrente do jogo, Waltinho abriu o marcador para a equipa espanhola, no seguimento de um lance de insistência. O Sporting CP criou perigo de imediato, com novo remate de Diogo Santos, mas que voltou a não levar a direcção da baliza do FS Cartagena.

Com o golo do FS Cartagena, o jogo entrou numa dimensão ainda mais física, com a formação espanhola a forçar nos limites da dureza e Wesley a sentir isso na pele. Mas foi o Sporting CP a ficar à beira da sexta falta (a quinta), com 4’55 para o intervalo. Com 3’29 para o descanso, Bruno Pinto recarregou às malhas laterais um remate de Tomás Paçó e com o cinismo espanhol, Francisco Cortés fez o 2-0 para a equipa espanhola, com 2’14 para jogar, à boca da baliza, após lance de Gonzalo Castejón.

O Sporting CP pediu imediatamente pausa técnica, pois era preciso recuperar de novo golo de desvantagem, mas a equipa Leonina não estava a conseguir superar a presença na baliza de Chemi, que evitou novo golo aos Leões, agora com Tomás Paçó isolado. Faltava 1’34 para o intervalo. Registava-se a desvantagem Leonina por 2-0 no marcador ao final dos primeiros 20 minutos da partida. O emblema de Alvalade tinha, ao intervalo, 17 remates à baliza num total de 26 tentativas, mas sem marcar e estava claro que a eficácia fazia toda a diferença, pois o FS Cartagena teve quatro remates à baliza e marcou dois golos.

No segundo tempo, Bernardo Paçó tentou com 16 segundos jogados o golo, com Chemi a defender e quando não era Chemi, era um jogador da equipa espanhola a salvar sobre a linha um remate de Tomás Paçó, logo no lance a seguir. Até que com 18’40 para o final, Zicky, depois de rodar na área, fez o 2-1, num grande golo, após assistência de Diogo Santos.

Estava relançado o jogo para a equipa Leonina de Nuno Dias. No lance, Chemi lesionou-se e teve de ser substituído na baliza da equipa espanhola por Chispi. Quase a seguir ao golo Leonino, Zicky ganhou algum espaço na área, com o remate a sair à malha lateral, o mesmo destino que teve um remate de Pauleta, após reposição lateral de Alex Merlim.

Com 15’50, foi Wesley a obrigar Chispi a boa defesa, até que com 15’45 para o final, Felipe Valério flectiu da esquerda para o meio e rematou forte para o 2-2 no marcador para delírio dos muitos Sportinguistas presentes na Vitrifrigo Arena, em Pesaro (um pouco mais de 2400 no total).

Com 15’04 para o final, um lance de grande execução de Zicky por pouco não deu a reviravolta no marcador. Só dava Sporting CP, em cinco minutos sufocantes da equipa Leonina. Tomás Paçó obrigou Chispi a boa defesa, com 13’40 para o final, em remate de pé esquerdo. A menos de 11' do fim, foi Bruno Pinto a atirar ao poste, após assistência de Rocha, em mais uma grande oportunidade da equipa Leonina, que continuava com o sinal mais de perigo nas oportunidades criadas.

O ascendente no jogo foi sempre do Sporting CP, com muitíssimos remates à baliza – uma toada de todo jogo – e Rocha, em dois tempos, também ficou perto do golo, com cerca de seis minutos para o final. Mais uma vez, um corte ‘milagroso’ evitou o golo Leonino. Bernardo Paço continuava a tentar remates fortes e colocados e com cerca de 2’40 para o final, a equipa Leonina atingiu a quinta falta. Alex Merlim teve um remate perigoso dentro do último minuto de jogo e a seguir foi Tomás Paçó a obrigar Chispi a boa defesa. Seguiu-se uma pausa técnica para os Leões tentarem o golo, que não aconteceu e o jogo foi para prolongamento.

No prolongamento, já com ambas as equipas à beira da sexta falta (ambas tinham cinco faltas cometidas), o FS Cartagena ensaiou o guarda-redes avançado. Com 2’ para o intervalo do prolongamento, Tomás Paçó, num grande lance individual, flectiu para a zona central e aplicou um grande remate para o 2-3 no marcador a favor dos Leões.

Praticamente a seguir, Bernardo Paçó fez uma grande defesa, mas nada pôde fazer no lance a seguir, com Castejón a encostar para o 3-3, resultado que se registava nos primeiros cinco minutos do tempo extra. Com 3’53 para o final do tempo extra, Diogo Santos foi derrubado em falta quando se isolava. A equipa espanhola atingia a sexta falta, mas no livre directo, Tomás Paçó não conseguiu concretizar – defesa de Chispi.   

Apesar das várias tentativas do Sporting CP à baliza de Chispi, a bola teimava em não entrar – foram várias as defesas do guarda-redes do FS Cartagena – e a 2’35, foi revisto um lance em que Zicky pareceu ter sido agarrado na área, mas o árbitro entendeu que não houve irregularidade. Bernardo Paçó fez uma excelente defesa já nos últimos dez segundos e o jogo foi para grandes penalidades.

Aí, Waltinho iniciou a marcação, com golo, Bruno Pinto empatou para o Sporting CP, Dario Gil também concretizou, Rocha fez o 2-2, Pablo Ramírez também marcou, Tomás Paçó fez o 3-3, Tomaz Braga fez o 4-3, Diogo Santos empatou a quatro golos, Juninho fez o 5-4 Merlim igualou a cinco golos, Gonçalo Portugal (entrado) defendeu o remate de Osananmussa e Felipe Valério fez o 5-6, que garantiu a passagem do Sporting CP à final da UEFA Futsal Champions League.

Épica, memorável, à Sporting CP.

Sporting CP: Bernardo Paçó [GR], Tomás Paçó, Diogo Santos, Wesley França, Alex Merlim, Gonçalo Portugal [GR], João Matos [C], Pauleta, Felipe Valério, Ivan Chiskala, Bruno Pinto, Bruno Maior, Vinícius Rocha.