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Foto João Pedro Morais

Leão abnegado sai da Luz sem margem de erro na final

Por Sporting CP
21 Jun, 2026

Sporting CP reagiu a quase tudo e caiu nos penáltis (8-7 e 5-5 a.p.)

De reacção em reacção até à crueldade nos penáltis. A equipa masculina de futsal do Sporting CP deslocou-se à Luz e perdeu com o SL Benfica no desempate por penáltis por 8-7 após o 5-5 registado no final do prolongamento, este domingo à noite, no terceiro jogo da final dos play-offs da Liga.

Depois de uma verdadeira montanha-russa de emoções com um final muito amargo, o Sporting CP está obrigado a vencer o próximo dérbi, no Pavilhão João Rocha, marcado para quinta-feira (20h30), de maneira a forçar um quinto e último duelo pelo título. A águias estão em vantagem na disputa por 2-1.

Na Luz, foi com ataques rápidos e lançamentos directos que as duas equipas abriram as hostilidades e o perigo rondou desde logo as duas balizas: Tomás Paçó acertou no poste nos primeiros minutos, período em que Bernardo Paçó, do outro lado, já somava intervenções importantes. Depois, as oportunidades foram mais espaçadas, mas igualmente soberanas. Uma ‘mancha’ rápida de Bernardo negou o golo a Arthur num cara-a-cara, enquanto Ivan Chishkala, nos mesmos moldes, até superou Léo Gugiel com a sua finalização, porém a bola saiu a rasar o poste.

O dérbi continuou equilibrado e a fazer ‘faísca’ até que a bola parada começou a fazer toda a diferença a favor do SL Benfica, mais eficaz. Fruto de um livre em zona frontal, Bruno Pinto até teve primeiro a hipótese do 0-1 para o Sporting CP, mas acertou mal na bola e o lance deu em contra-ataque encarnado apenas parado em falta. Na cobrança, André Coelho atirou a contar e inaugurou o marcador aos 11 minutos.

Um ‘filme’ que se repetiu apenas breves instantes depois: nova bola parada para a equipa da casa e novo golo, desta feita com Diego Nunes a aparecer para o encosto ao segundo poste. Mas igualmente imediata foi, também, a reacção verde e branca.

A partir de uma reposição lateral, Zicky devolveu a Alex Merlim e o capitão, sem hesitar apesar de se encontrar em posição difícil, ‘fuzilou’ Léo Gugiel para fazer o 2-1 e voltar a ligar os Leões ao encontro. E os comandados de Nuno Dias só não responderam em pleno porque a barra negou o empate a Felipe Valério.

Além disso, uma desatenção defensiva foi suficiente para ver a desvantagem de dois golos voltar ao resultado - embora não por muito tempo. Um passe errado permitiu a Carlos Monteiro isolar-se e fazer o 3-1 a quatro minutos e meio do intervalo, mas até lá não ficou sem resposta. Felipe Valério, descaído na esquerda, assistiu Pauleta na área de forma primorosa e o camisola 10 correspondeu apontando o 3-2 para manter a discussão bem acesa.

Até ao derradeiro instante da primeira parte a luta foi feroz, os dois guarda-redes foram chamados a intervir, a barra ainda repeliu uma ‘bomba’ de André Coelho e a margem mínima seguiu para os segundos 20 minutos.

Aqui, o Sporting CP continuou a correr atrás do resultado e viu o ferro - agora o poste a Diogo Santos - negar outra vez a hipótese do empate. Por outro lado, uma mão salvadora de Bernardo Paçó, pouco antes, também impediu que o SL Benfica dilatasse novamente a vantagem por Arthur. Proeza que o guardião ainda repetiu não uma, mas duas vezes consecutivas perante remate de Afonso Jesus e recarga de Carlos Monteiro.

Com o avançar do relógio, o dérbi entrou numa fase mais calculista, com muita procura no jogo de pivô e duelos sucessivos, mas menos oportunidades, sobretudo do lado verde e branco. Além disso, Nuno Dias sofreu um contratempo com a saída de Wesley lesionado, embora ainda tenha voltado à quadra mais tarde.

Já a oito minutos do fim foi Rocha, num lance de insistência, a voltar a ligar o sinal de perigo, esbarrando, contudo, em Léo Gugiel. Parecia que o Sporting CP podia ganhar novo ascendente, mas teve de continuar de reacção em reacção. Mais um desentendimento em zona defensiva abriu o caminho do golo para as águias, que fizeram o 4-2 por André Coelho quando Bernardo Paçó ainda não tinha recuperado a sua posição.

Mesmo assim, os Leões não se deram por vencidos e desta vez a resposta foi a valer e tudo num abrir e fechar de olhos. Logo a seguir, Pauleta, impiedoso na cara do golo, marcou o 4-3 para não deixar o jogo fugir e, breves instantes depois, voltou a ‘facturar’ a partir de zona frontal para fazer o hat-trick e soltar a euforia a verde e branco na Luz. Com mais de quatro minutos para jogar, finalmente a igualdade voltou ao marcador (4-4) e já não se desfez antes do soar da buzina.

Houve prolongamento, mas a chave deste terceiro jogo da final ainda ficaria por encontrar. O Sporting CP até começou por somar mais finalizações no alvo, só que uma saída em contra-ataque de Higor valeu ao SL Benfica para retomar a dianteira no marcador, na primeira parte, com o 5-4.

Relegados mais uma vez para o papel de perseguidor, desta vez os comandados de Nuno Dias apostaram em Merlim como guarda-redes avançado já no segundo tempo e apesar do esforço o golo do empate pareceu não chegar. Mas chegou. A meio minuto do fim, o SL Benfica cometeu a sua sexta falta e Tomás Paçó, chamado a converter o livre directo sem barreira, teve total frieza e silenciou a Luz com o 5-5.

Tudo teria de se resolver nos penáltis, capítulo em que os Leões até começaram por ser absolutamente irrepreensíveis. Bruno Pinto, Rocha, Tomás Paçó e Felipe Valério marcaram as suas cobranças, pelo meio Bernardo Paçó ainda defendeu a de Afonso Jesus, mas no decisivo Merlim não conseguiu bater Diogo Carrera. A vitória verde e branca escapou aí e caiu para o lado encarnado definitivamente quando Zicky falhou a oitava conversão.

Quinta-feira, às 20h30, no Pavilhão João Rocha, dá-se o quarto capítulo desta discussão e pela primeira vez já pode ter carácter decisivo. Tem a palavra novamente o Pavilhão João Rocha.

Sporting CP: Bernardo Paçó [GR], Miguel Malhão, Tomás Paçó, Zicky Té, Diogo Santos, Wesley, Pauleta, Allan Guilherme, Felipe Valério, Ivan Chishkala, Pedro Silva [GR], Bruno Pinto, Alex Merlim [C], Rocha