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Português, Portugal
Foto César Santos

“Estes jogadores foram autênticos leões”

Por Jornal Sporting
27 Fev, 2018

Jorge Jesus não poupou nos elogios aos seus pupilos após o triunfo frente ao Moreirense. Pelo meio, pediu mais apoio e ainda criticou a expulsão de Petrovic

Poucos minutos depois da vitória ‘arrancada a ferros’ na recepção ao Moreirense (1-0), Jorge Jesus, treinador do Sporting CP, considerou que os seus jogadores foram “dignos” de vestir a Listada verde e branca. Não faltaram elogios à raça leonina, assim como críticas à expulsão de Petrovic.

"Mais uma vitória difícil, mas é muito fácil expulsar os jogadores do Sporting. Mais uma vez, a jogar com 10. Os adeptos não souberam ajudar a equipa. Começaram a assobiar quando estava a jogar com 10 e precisava de ajuda. Há que partilhar o sacrifício que os jogadores tiveram hoje. Metade da equipa está doente e não pôde jogar. Em vez de perceberem isso, foi ao contrário. Mais uma vez, os meus jogadores mostraram que são dignos de vestir esta camisola. Estamos nas frentes todas e queremos disputar todas as decisões", começou por dizer o técnico dos leões, que não teve vida fácil em construir o onze inicial para esta partida, fruto de um preenchido boletim clínico.

"Como é óbvio, assim custa mais. Ristovski, Piccini, Fábio Coentrão, Palhinha e William, todos com um ataque gripal fora da equipa. Mais o Doumbia que jogou meio abanado e com febre, mas tinha de ir para o jogo. Com um jogador a menos… Os meus jogadores foram espectaculares. Os adeptos lá bateram palmas depois de estarmos a ganhar 1-0", acrescentou, lamentando alguns ‘assobios’ à equipa leonina, muito por culpa da ansiedade e do nervosismo criados com a incerteza no resultado final.

"Só para lembrar… O Sporting está nos 16 avos de final da Liga Europa, está a disputar o campeonato, na meia-final da Taça de Portugal, já ganhou a Taça CTT. Está nas frentes todas e é isto que tem de ser qualificado e acrescentado. Esta equipa não vira a cara. Merece ter sorte, carinho, mas não é só quando ganha. Hoje ganhou mais uma vez, mas merece ter carinho", sublinhou Jorge Jesus, apontando a mira de seguida à expulsão por acumulação de amarelos de Petrovic, que a meio da segunda parte deixou os leões reduzidos a dez.

"Foi injusta. Este quatro árbitro, José de Almeida, mandou o árbitro expulsar o Petrovic, a dizer que era jogada de amarelo. Se virem as imagens, ele não toca no Tozé. Um lance de dúvida… era o momento certo para o Sporting CP ficar com menos um e ter mais dificuldades. Mas estes jogadores foram uns autênticos leões e mereceram que os ovacionassem e não assobiassem", explicou, mostrando-se ainda indignado com a ‘perda’ de Gelson Martins para o clássico com o FC Porto, depois de o jogador leonino ter sido expulso durante os festejos do único golo da partida, aos 92’ – tirou a camisola de jogo e viu o segundo amarelo.

“Gelson? [suspiro] O que hei-de dizer? Emocionou-se. Ofereceu o golo ao Rúben Semedo e na sexta-feira vai para a bancada. Vai para ao pé do Rúben Semedo…", rematou.

Foto César Santos e José Cruz

Aguenta, coração (de leão)...

Por Jornal Sporting
27 Fev, 2018

Gelson Martins apontou o único golo da partida frente ao Moreirense já em período de descontos (1-0)

Agridoce. Adjectivo de dois géneros. 1. Amargo e doce ao mesmo tempo; 2. Figurado que causa ao mesmo tempo tristeza e alegria. Tendo em conta a explicação sempre produtiva da Infopédia, podemos dizer-lhe, caro leitor, que este foi o sentimento expresso por qualquer Sportinguista após o triunfo suado do Sporting CP frente ao Moreirense (1-0), já em período de descontos.

Ora atente no minuto 92': imperava o nulo no marcador, com muitos nervos à mistura, dentro e fora das quatro linhas, prolongando-se até às bancadas, quando Gelson Martins, assistido pelo jovem Rafael Leão, conseguiu finalmente bater o guardião Jhonatan, a 'muralha' do outro lado da 'força'. Explosão (natural) de alegria em Alvalade, que foi palco da 24.ª jornada da I Liga, embora, lá está, com um sabor agridoce.

É que o jogador leonino, consumido pela emoção de ter marcado o golo da vitória no último suspiro da partida (11.º remate certeiro esta temporada), tirou a sua camisola de jogo durante os festejos, de forma a homenagear o amigo Rúben Semedo, o que motivou a sanção de um cartão amarelo e, consequentemente, o vermelho, uma vez que já era o segundo daquela cor. Uma expulsão desnecessária (a primeira da carreira), diga-se de passagem, já que o retira do clássico da próxima sexta-feira frente ao FC Porto (25.ª ronda), que se perfila como um dos embates mais importantes da época.

Rapidamente a alegria do segundo triunfo consecutivo somado em período de descontos e em inferioridade numérica (dez jogadores), uma vez que o árbitro da partida, Tiago Martins, decidiu expulsar (mal) Petrovic aos 61' - não se percebe a atribuição do segundo cartão amarelo (?) -, deu lugar à tristeza. E assim o herói passou a vilão, de forma inglória. De resto, o embate acabou por ser um deja vu da visita anterior ao Tondela: muita garra de leão e 'descontos' impróprios para cardíacos.

Uma Petit 'revolução'

Sem margem de erro frente à ameaça do Moreirense (1-1 em Moreira de Cónegos), apesar do último lugar da tabela classificativa, e tendo em conta um boletim clínico caótico (William Carvalho, Fábio Coentrão, Ristovski e Palhinha estiveram ausentes devido a um síndrome gripal), o míster Jorge Jesus decidiu operar uma 'revolução' no onze inicial. Battaglia ocupou o lado direito do sector mais recuado (Piccini tem uma lesão muscular), assim como Acuña se encostou à esquerda, e Petrovic assumiu a posição seis. Na frente de ataque, Bas Dost, a contas com um problema na face posterior da coxa direita, deu o lugar a Doumbia, apoiado pelo fiel escudeiro, Montero.

Já Petit, o técnico adversário, optou, como é hábito, por uma frente móvel, sustentada por pontuais trocas posicionais e as transições rápidas inerentes ao seu estilo de jogo. Com tantas 'mexidas', as duas formações demoraram cerca de 20 minutos a 'conhecerem-se'. Após a natural fase de estudo, o ritmo aumentou e os leões começaram a criar oportunidades. Com a lateral esquerda a fazer lembrar uma 'via verde', no bom sentido, claro, Acuña e Bryan construíram os melhores lances da primeira parte. Aliás, foi o costa-riquenho quem isolou num primeiro momento Bruno Fernandes, que falhou (por muito) o alvo, e assistiu depois André Pinto, sem a pontaria desejada.

A subida de rendimento do Sporting acabou por eclipsar a estratégia contrária, que se fez valer em muitos momentos da infeliz matreirice do anti-jogo - começa a tornar-se uma constante. No reatar da partida, após o intervalo, os cónegos, que tentavam a todo o custo colocar a bola em zonas avançadas, ainda chegaram ao golo, prontamente invalidado pelo vídeo-árbitro (VAR). Como a verdade é como o azeite, vem sempre ao de cima, as imagens provaram a irregularidade no lance, protagonizada pela mão de Bilel (52').

Descontos de 'perder a cabeça'

Com a incerteza no marcador a gerar nervosismo e, sobretudo, muita ansiedade, os comandados de Jorge Jesus até podiam ter chegado mais cedo ao golo, não fosse a falta de eficácia de Gelson Martins ou Doumbia ter 'atrapalhado' em zonas de finalização. Em sentido inverso, Rui Patrício calçou as luvas de super-herói para defender de forma magistral um desvio à queima-roupa, já dentro da área, do central André Micael (56').

Se as coisas já estavam difíceis, pior ficaram quando Petrovic foi 'obrigado' a abandonar, como lhe explicámos no início, o terreno de jogo. A jogar com menos um, valeu a raça de um leão ferido, que teima em seguir o seu caminho contra tudo e contra todos. Mesmo que mais com o coração do que com a cabeça, como viria a comprovar Gelson Martins na parte final, o Sporting deu mais uma prova de vida no campeonato. É até à última gota de suor!

Boletim clínico

Por Jornal Sporting
27 Fev, 2018

Informações médicas do futebol profissional

O departamento médico do futebol profissional do Sporting CP, liderado pelo dr. Frederico Varandas, divulga as seguintes informações clínicas:

Bas Dost - lesão muscular na face posterior da coxa direita

Piccini - lesão muscular nos adutores da coxa direita

Podence - fratura de lisfranc no pé esquerdo

William - síndrome gripal

Fábio Coentrão - síndrome gripal

Ristovski - síndrome gripal

Palhinha - síndrome gripal

Convocados para o Sporting CP-Moreirense

Por Jornal Sporting
26 Fev, 2018

Lista de jogadores eleitos pelo míster Jorge Jesus para o encontro da 24.ª jornada da I Liga

O treinador da equipa principal de futebol do Sporting Clube de Portugal, Jorge Jesus, divulgou esta segunda-feira a lista de jogadores convocados para a recepção desta noite ao Moreirense, referente à 24.ª jornada da I Liga, que se irá realizar em Alvalade, pelas 21h.

Confira a lista de jogadores convocados:

1 – Rui Patrício
4 – Sebastian Coates
5 – Fábio Coentrão
6 – André Pinto
7 – Rúben Ribeiro
8 – Bruno Fernandes
9 – Marcos Acuña
11 – Bruno César
14 – William Carvalho
15 – Lumor Agbenyenu
16 – Rodrigo Battaglia
18 – Romain Salin
20 – Bryan Ruiz
25 – Radosav Petrovic
27 – Josip Misic
37 – Marcus Wendel
40 – Fredy Montero
77 – Gelson Martins
88 – Seydou Doumbia
92 – Cristiano Piccini
93 – Rafael Leão

Foto César Santos

Sporting CP soma e segue

Por Jornal Sporting
21 Fev, 2018

Leões de Paulo Freitas venceram por 3-1 na deslocação a Tomar

A equipa de hóquei em patins do Sporting CP visitou e venceu esta quarta-feira o SC Tomar, por 3-1, à passagem pela 16.ª jornada do Campeonato Nacional da 1.ª Divisão da modalidade.

Os leões inauguraram o marcador aos 15', por intermédio de Matías Platero, e dilataram a vantagem seis minutos depois, através de Caio. 

João Sardo ainda reduziu para a formação da casa no primeiro tempo (23'), mas Toni Pérez selou o resultado final em 3-1 para o conjunto verde e branco na segunda metade (33').

Com este resultado, o Sporting CP passa a somar 43 pontos, menos um do que o líder Benfica, ocupando o segundo lugar da tabela classificativa.

Foto José Cruz

"É importante estarmos todos juntos"

Por Jornal Sporting
21 Fev, 2018

Jorge Jesus aproveitou a antevisão ao Astana para pedir união aos Sportinguistas, de forma a mostrar a identidade e o poder do Sporting CP

“Vamos entrar para vencer”. O pontapé de saída do Sporting CP para o duelo da segunda mão dos 16 avos-de-final da Liga Europa, frente ao Astana, em Alvalade (18h), foi dado esta quarta-feira por Gelson Martins, que desvalorizou o triunfo conquistado no primeiro confronto no Cazaquistão (3-1). O importante, referiu, é voltar a ganhar e carimbar o passaporte para a próxima fase.

“Em casa ainda temos mais essa obrigação, até porque não está nada garantido. Vamos dar o nosso melhor”, começou por dizer o extremo leonino em exclusivo aos órgãos de informação leoninos, referindo que a formação verde e branca encontra-se num bom momento de forma. “A vitória frente ao Tondela [2-1] deu ainda mais ânimo e confiança à equipa”, sublinhou, passando a bola ao míster Jorge Jesus, que alertou para a imprevisibilidade do desporto-rei, mesmo em situações de vantagem no marcador.

“É uma almofada, mas não podemos adormecer nela. Vamos para o segundo jogo com essa vantagem, mas o futebol é fértil em surpresas”, afirmou o técnico leonino, antes do treino realizado pelo plantel verde e branco no relvado de Alvalade, que será palco do novo embate. Um factor que irá mudar o cenário da eliminatória.

“No Cazaquistão, a estratégia de jogo e até a velocidade no sintéctico era diferente. Agora estamos muito mais preparados, até porque a vantagem permite-nos ter outra tranquilidade táctica daquela que tivemos no início do primeiro jogo”, explicou.

Por último, um apelo a todos os Sportinguistas: “Os jogadores gostam de jogar com o Estádio de Alvalade cheio. É muito bonito e ajuda a equipa a ser mais forte, a partilhar o espectáculo com os adeptos. É importante estarmos todos juntos para mostrarmos a nossa identidade e poder”, concluiu.

Comunicado Sporting Clube de Portugal

Por Jornal Sporting
20 Fev, 2018

O Presidente Bruno de Carvalho e os comentadores concordam que é fundamental defender o Clube

Tendo em conta as condições colocadas pelo Presidente do Sporting Clube de Portugal na Assembleia Geral do passado dia 17, os comentadores Sportinguistas reconhecem que o sentimento da generalidade dos Sócios e Adeptos do Clube exigia esta tomada de posição.

O Presidente Bruno de Carvalho e os comentadores concordam que é fundamental defender o Clube, perante uma Comunicação Social que, genericamente, tem desrespeitado de forma sistemática a Instituição e o bom nome dos seus dirigentes, concluindo ser do interesse do Sporting CP que o Presidente mantenha, tal como até aqui, a defesa intransigente dos superiores interesses do Sporting CP pelos meios que entenda convenientes.

Os comentadores esperam que nos seus espaços de intervenção mediática, e na generalidade da Comunicação Social, não voltem a ser ultrapassados limites que ponham em causa o bom nome do Sporting Clube de Portugal, bem como do seu Presidente e restantes Órgãos Sociais. 

A Direcção do Sporting Clube de Portugal
André Dias Ferreira
Augusto Inácio
Carlos Anjos
Eduardo Garcia
Fernando Mendes
Hélder Amaral
Jaime Mourão Ferreira
José de Pina
Litos
Manuel Fernandes
Paulo Andrade
Rui Regueiro 

Foto José Cruz

"Se sair, saio de cabeça erguida"

Por Jornal Sporting
15 Fev, 2018

Presidente Bruno de Carvalho mostrou-se feliz pelo resultado em Astana, mas admitiu a possibilidade de deixar o Sporting CP após a AG de sábado

Bruno de Carvalho, Presidente do Sporting CP, admitiu esta quinta-feira, após o triunfo frente ao Astana (3-1), que este pode ter sido o último jogo que assistiu na condição de Presidente do Clube verde e branco. Em causa está a Assembleia-Geral, marcada para este sábado, no Pavilhão João Rocha, que se irá revelar determinante para o seu futuro em Alvalade. Em cima da mesa está a alteração dos estatutos, a aprovação do regulamento disciplinar e a continuidade dos órgãos sociais.

“Dos quatro objetivos que tínhamos, continuamos fortes em três e um já conquistámos. Sinto-me feliz porque sei que a nação Sportinguista está feliz com este resultado; feliz por ter voltado ao banco, o sítio onde me sinto bem, onde estou ao pé do grupo; feliz porque fui assistindo aos resultados das nossas modalidades, e continuam pujantes; mas ao mesmo tempo triste porque sinto que pode ter sido o último jogo que fiz como Presidente do Sporting CP e isso custa-me bastante”, começou por dizer aos jornalistas o líder leonino.

“Acho que as pessoas ainda não perceberam o que está em causa: uma questão de gratidão, de confiança, do reconhecimento… continuo a ver muitas dúvidas e muita gente a falar e não sei se as pessoas estão focadas para aquilo que pode, de facto, acontecer. Espero que a Assembleia-Geral seja concorrida, por isso arranjámos a possibilidade de, se o Pavilhão João Rocha ficar cheio, haver a deslocação de pessoas para o Multidesportivo. Mais importante do que os estatutos, que apenas nos aumentam a responsabilidade, pois tiram-nos margem financeira, porque nos dão responsabilidade ao nível de futuras eleições, um regulamento disciplinar sem a maior questão", acrescentou, prosseguindo no discurso.

"Sinto que as pessoas não têm a verdadeira noção. Por isso, em vez de estar aqui eufórico, como costumo estar, sinto uma tristeza muito grande, depois do trabalho de cinco anos, se no dia 17 não for feito o reconhecimento a este trabalho que fizemos. Mas, pelo menos, se sair saio de cabeça erguida e com orgulho do trabalho que fiz, do trabalho dos órgãos sociais, de deixar um Clube da forma que deixámos aos Sportinguistas", frisou.

Por último, o Presidente Bruno de Carvalho pediu "militância" aos Sportinguistas. "Enquanto pessoas que trabalham 24 horas pelo Clube, temos de ter a gratidão e reconhecimento das pessoas. Não tem a ver se as pessoas acreditam, tem a ver se a minoria silenciosa se torna na maioria ruidosa. E a tal militância que necessito. Mas orgulho do trabalho que foi feito”, rematou.

Foto José Cruz

"Ao intervalo corrigimos e podíamos ter feito mais do que três golos"

Por Jornal Sporting
15 Fev, 2018

Jorge Jesus considerou o triunfo em Astana importante e deu os parabéns aos seus jogadores pela reviravolta no marcador

"Fizemos uma segunda parte muito forte e felizmente conseguimos recuperar". As palavras de Jorge Jesus, treinador do Sporting CP, no rescaldo ao triunfo frente ao Astana (3-1), referente aos 16 avos-de-final da Liga Europa, não deixam dúvidas quanto à história do encontro. Os leões entraram a perder e saíram a ganhar, com 'puxões' de orelhas do míster pelo meio.

“Queríamos ter alguma segurança na eliminatória e foi importante levarmos para Lisboa esta vantagem de golos. Grandes equipas já jogaram neste estádio e não saíram daqui com uma vitória. É verdade que foi uma primeira parte completamente diferente da segunda. Fomos surpreendidos pela velocidade do Astana na primeira meia hora. Não só por maus posicionamentos como também pela forma como os jogadores do Astana disputavam cada lance. O nosso corredor do lado esquerdo quase não existia. Não deu para pedir time-out [risos]… Não era fácil corrigir. Ao intervalo falámos e acabámos por fazer três golos e podíamos ter feito mais”, começou por dizer o técnico verde e branco, em conferência de imprensa, sublinhando que as correcções no posicionamento dos leões foram a 'chave' para a vitória.

“Não foi só o sintéctico em sim [em termos de adaptação] que foi um problema. Foram também os jogadores do Sporting CP que não estavam focados no jogo. A intensidade da equipa do Astana foi muito alta. A velocidade do sintéctico, a que eles estão habituados, também nos surpreendeu. Mas também estávamos mal posicionados tacticamente. Ao intervalo corrigimos, melhorámos na segunda parte e podíamos ter feito mais do que três golos”, frisou, acrescentando por entre sorrisos: "Temos de ter cuidado com os amortecedores de alguns jogadores".

Por último, Jorge Jesus felicitou os seus jogadores pelo triunfo moralizador. “Quando se ganha, como é óbvio, as equipas saem sempre moralizadas. Os jogadores do Sporting CP estão de parabéns. Vamos para Lisboa com mais confiança, embora sempre duvidosos, porque no futebol tens de jogar sempre até ao fim”, concluiu.

Foto José Cruz

Por um se perde, por três se ganha

Por Jornal Sporting
15 Fev, 2018

Sporting CP até entrou a perder no Astana Arena, mas uma entrada forte no segundo tempo permitiu aos leões quebrarem o gelo na capital do Cazaquistão

O título desta crónica sustenta a história do encontro. É que o Sporting CP até começou com o pé esquerdo no duelo frente ao Astana, referente à primeira mão dos 16 avos-de-final da Liga Europa, mas terminou com os braços no ar, junto à linha de fundo, a festejar com dezenas de Sportinguistas presentes nas bancadas uma importante vitória (3-1). O mesmo que dizer que foi preciso os leões deixarem no balneário, ao intervalo, o fato de gala, por troca com o fato-macaco. Uma fórmula que teve resultados práticos e imediatos.

Após uma viagem de mais de 6.000 quilómetros, a mais longa em competições europeias, os comandados de Jorge Jesus, mesmo que precavidos, acabaram por acusar o desgaste da viagem nos primeiros 20 minutos, em que o conjunto adversário aproveitou para dar um ar da sua graça. Pelo meio, ainda surgiram os naturais problemas de adaptação ao piso sintéctico, bem visíveis ao nível da recepção e disputas de bola.

Talvez por todos estes factores, o Astana acabou mesmo por chegar ao golo logo aos 7', intermédio de Marin Tomasov. Tudo começou na marcação rápida de um livre lateral, que apanhou a defensiva leonina desprevenida e em contra-pé. Solto de marcação, o camisola 14 dos cazaques recebeu bem a bola e rematou sem hipóteses de defesa para Rui Patrício. Em desvantagem numa fase tão inicial do encontro, os leões revelavam inúmeros problemas na primeira fase de construção, pautadas por falta de concentração e, sobretudo, desatenções no último terço do terreno.

Com William Carvalho 'amarrado' no miolo e Bryan Ruiz muito apagado no apoio a Doumbia, foi Bruno Fernandes quem pegou na batuta da equipa leonina entre os 20' e os 30'. Gelson ajudou, quase sempre com recurso à sua velocidade, nas transições. Na baliza, Patrício teimou em negar as novas intenções de golo do Astana. A mudança de ritmo deixava antever uma segunda parte completamente diferente dos primeiros 45', o que se viria a confirmar.

Com uma entrada a todo o gás, os leões só precisaram de 15 minutos para virarem a eliminatória. Primeiro, foi Bruno Fernandes a empatar o marcador através de uma grande penalidade, a castigar uma mão dentro da área de Yuriy Logvinenko (48').

Sem perder tempo, Gelson Martins aumentou a contagem dois minutos depois (50'), após um belo trabalho individual de Acuña.

Por último, Doumbia selou o resultado final, coroando um contra-ataque exemplar da formação verde e branca (55'). Oportunidades que colocaram justiça no encontro, tal a diferença de qualidade entre as duas equipas.

Sem carregar em demasia no acelerador, e já com alguma gestão do plantel por parte do míster Jorge Jesus, o Sporting CP até podia ter dilatado a diferença, não fosse a falta de eficácia ter 'atrapalhado' quer no último passe, quer no derradeiro remate.

Ainda assim, o apito final permitiu ao Sporting CP levar na bagagem de regresso a Lisboa uma vantagem confortável, que serve de excelente indicador para a qualificação para a próxima fase.

O futuro o dirá, já na próxima quinta-feira, em Alvalade, palco da segunda mão.

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