Reacção à primeira mão dos quartos-de-final da EHF Champions League
Em conferência de imprensa, após o jogo, o treinador Ricardo Costa fez o rescaldo do empate com o Aalborg Håndbold (31-31) nesta primeira mão dos quartos-de-final da EHF Champions League.
Hipóteses de apuramento após o empate
“Vou ser muito transparente. Muito orgulho e muito contente com a minha equipa, disse-lhes isso no balneário. Se era importante ganharmos por dois ou com três e sair daqui super happy [muito contentes]? O que é que isso significa? Estamos empatados no intervalo [da eliminatória] entre dois jogos e eu acredito que a minha equipa é capaz de ganhar em Aalborg. A dificuldade é imensa, porque do outro lado está uma equipa de super-craques. Se eu tivesse de idealizar um jogo seria exactamente como aconteceu. Não acreditava que fossemos ganhar por dez, nem acreditava que a eliminatória ia sair resolvida daqui. Se era importante o André [Kristensen] para o último livre de sete metros? Para mim, não, e parabéns pelo jogo que fez. As sensações que eu tenho? Podemos fazer mais e melhor, há muita coisa para corrigir, mas estamos onde queremos. O importante é ganhar no sábado, sermos Campeões e irmos à Dinamarca com as nossas legítimas expectativas.”
A aposta no 7v6 em certos momentos do jogo
“Foi improviso completo (risos). Não, não. Sabem que eu não gosto de jogar em 7v6, mas o Aalborg Håndbold defende muito bem e nós tentámos surpreendê-los um pouco e abrir mais espaços para situações de 1v1. Não é algo que façamos durante 60 minutos, apenas numa parte do jogo. O Aalborg Håndbold jogou menos em 7v6 do que é habitual, quando o fez fizemos dois golos de baliza vazia.”
Trocas entre Edy Silva e Christian Moga
“Nos primeiros 10 ou 15 minutos, precisámos de recuperar defensivamente, especialmente o pivô que estiver a jogar no ataque. O Victor Romero não pode defender em posição central, significa que o Moga teria de atacar, mas como normalmente não o faz, tínhamos de escolher um pivô capaz de fazer as duas coisas. Sabíamos que o Moga, pela altura, pode condicionar mais o remate exterior adversário, mas numa parte inicial, em que podia haver contra-ataques, decidimos assim [pelo Edy Silva].”
A segunda mão na Dinamarca
“O jogo fora é sempre diferente, sem os nossos adeptos, que hoje nos ajudaram. Jogámos realmente bem em Plock, por exemplo, o empate dá-nos o alento de que podemos estar a 60 minutos de Colónia. Sabemos da dificuldade, mas acreditámos a cem por cento nisso. (…) Hoje estivemos ao nível exigido e lá temos de ser a mesma equipa.”
Livre de sete metros no fim negou vitória na primeira mão dos ‘quartos’ (31-31)
Num Pavilhão João Rocha cheio e ao rubro, a equipa de andebol do Sporting CP empatou 31-31 com os dinamarqueses do Aalborg Håndbold, esta quarta-feira, na primeira mão dos quartos-de-final da EHF Champions League. Assim, para qualquer uma das equipas, a passagem para a final-four está à distância de uma vitória na Dinamarca.
Para os Leões de Ricardo Costa, o empate acaba por ser mais amargo, não só porque foi em casa, mas também pela forma como os nórdicos – finalistas vencidos da prova em 2020/2021 e 2023/2024 – o alcançaram. Graças a uma entrada de rompante na segunda parte, o Sporting CP chegou a estar a vencer por cinco golos, porém viu essa vantagem reduzir-se nos derradeiros instantes e o empate deu-se já no último lance do jogo, um livre de sete metros. A nível individual, André Kristensen (13 defesas em 35) e Kiko Costa (12 golos) rubricaram exibições de grande nível.
Neste duelo entre bicampeões de Portugal e Dinamarca, o Sporting CP abriu as hostilidades por Edy Silva, mas seria o conjunto escandinavo a assumir mais vantagens (curtas) no arranque. Uma diferença que se alargou antes dos dez minutos para 4-7, fruto de duas faltas assinaladas consecutivamente ao ataque dos Leões e que o Aalborg Håndbold - com eficácia total - soube capitalizar.
Foi então que os irmãos Costa entraram e acção e, à passagem do quarto de hora, Martim e Kiko reduziram o marcador para a margem mínima (9-10), a qual se foi arrastando teimosamente durante os minutos seguintes. Até apareceram as primeiras falhas técnicas dos dinamarqueses, mas o empate não se concretizou apenas e só porque o guardião Niklas Landin fechou a sua baliza a tudo: defendeu um livre de sete metros de Kiko e levou a melhor no cara-a-cara com Orri Þorkelsson e Victor Romero.
Do outro lado, emergiu também André Kristensen entre os postes, assumindo o lugar que começou por ser de Mohamed Ali, mas na frente, perante o poderio físico adversário, faltou critério a ligar e, também, a finalizar, o que fez com que o golo de diferença continuasse a imperar (11-12).
Mais uma vez, não se chegou ao empate e, na resposta a uma bola no poste de Martim Costa, o Aalborg Håndbold aproveitou para voltar a respirar, usando e abusando do seu remate exterior implacável – com Juri Knorr à cabeça. 12-15 a cinco minutos do intervalo, mas o melhor ficou reservado para o fim da primeira parte.
A uma (rara) tentativa nórdica desenquadrada seguiram-se os golos de Salvador Salvador e Natán Suárez que devolveram a vida aos Leões. Já com as bancadas em ebulição, Kristensen travou com o pé uma nova investida adversária e Kiko Costa foi até ao fim para repor finalmente a igualdade (16-16) a escassos segundos da buzina. Uma recompensa merecida e tudo de volta à ‘estaca zero’ para os seguintes 30 minutos, onde a reentrada foi à Leão - e o Pavilhão João Rocha rugiu como nunca até então.
Para dar início a cinco minutos verdadeiramente alucinantes, Martim Costa deu a liderança ao Sporting CP logo a abrir, Kristensen agigantou-se para acumular defesas seguidas – ainda contou uma vez com a ajuda do poste - e, de repente, Kiko, Natán e Salvador multiplicaram a vantagem para 22-17 perante um Aalborg Håndbold atónito.
Só a exclusão momentânea de Mamadou Gassama travou este ímpeto verde e branco e, assim, o campeão da Dinamarca conseguiu reduzir a diferença (23-20) e, depois, reencontrar-se no jogo (24-22). Agora a ter de mandar no resultado, não tremeu o pulso aos comandados de Ricardo Costa, especialmente porque o guardião norueguês – defendeu mais dois livres de sete metros – e Kiko Costa continuaram a brilhar com intensidade. Ao assinar o 28-23 que repôs a margem de cinco golos, o camisola 6 atingiu os dez golos na partida.
Só que um novo período de inferioridade numérica do Sporting CP – exclusão de Pedro Martínez – permitiu uma reacção do Aalborg Håndbold (28-25) e tudo voltou a reequilibrar-se à entrada para os últimos dez minutos, com apenas dois golos a separar as duas equipas (29-27). A situação de inferioridade numérica até se inverteu, porém os Leões não só não a aproveitaram a seu favor – Salvador, de longe, acertou na barra da baliza deserta - como viram o adversário crescer um pouco mais. Kristensen ainda adiou por uma vez o empate dinamarquês, mas concretizar-se-ia a cinco minutos do fim com 29-29.
Chegados à fase crítica, o jogo ficou mais atribulado – mais exclusões de parte a parte – e tudo se resumiu a margens mínimas. Þorkelsson, a partir da linha dos sete metros, deu uma vantagem ao Sporting CP (30-29), algo que a barra não permitiu na hipótese seguinte, mas uma ‘bomba’ de muito longe de Kiko Costa forçou mesmo o 31-30 a 35 segundos do final. Depois, tentou-se de tudo para defender a vitória e respectiva vantagem mínima, mas desta vez o Aalborg Håndbold não tombou no João Rocha, como em Fevereiro. O empate foi resgatado in extremis, graças a um livre de sete metros no último suspiro.
Na edição anterior, tanto o Sporting CP como o Aalborg Håndbold caíram nos ‘quartos’ da Champions e, agora, um dos dois terá a oportunidade de ficar com uma vaga na final-four de Colónia, a um triunfo de distância. Antes de tudo se decidir na Dinamarca, daqui a uma semana, o sonho europeu verde e branco fica em pausa, porque o Tricampeonato Nacional já está na mira. Na recepção ao FC Porto deste sábado (21h00), um empate chega para festejar o título no Pavilhão João Rocha.
Sporting CP: Edy Silva (2), Carlos Álvarez (1), Kiko Costa (12), Natán Suárez (3), Jan Gurri (1), Pedro Martínez, Salvador Salvador [C] (3), Orri Þorkelsson (2), Mamadou Gassama (1), André Kristensen [GR], Diogo Branquinho, Filipe Monteiro, Christian Moga, Martim Costa (5), Mohamed Ali [GR], Victor Romero (1)
Capitão também fez a antevisão ao duelo com o Aalborg Håndbold
Com a final four da EHF Champions League no horizonte. É assim, garante Salvador Salvador, que a equipa de andebol do Sporting Clube de Portugal encara o duelo com o Aalborg Håndbold, que esta quarta-feira às 17h45 tem o primeiro acto no Pavilhão João Rocha.
Em antevisão aberta aos meios de comunicação social, o capitão e porta-voz do grupo Leonino começou precisamente por reconhecer essa ambição.
"Quando nos vemos nos quartos-de-final da Liga dos Campeões, é óbvio que temos sempre a expectativa de ir em frente, de continuar a nossa caminhada. Acima de tudo, vamos manter-nos fiéis a nós mesmos e continuar o trabalho que temos vindo a fazer até aqui: competir contra as melhores equipas do mundo. O Aalborg Håndbold não foge à regra", frisou o lateral-esquerdo, que conhece bem o adversário.
"Já os apanhámos na fase de grupos e temos noção da dificuldade que é jogar contra esta equipa, uma equipa que está mais do que habituada a estes palcos, muito mais do que nós. É uma equipa extremamente forte e com ambições bem vincadas, que quer marcar presença na final four. Tem jogadores muito experientes, mas também outros mais jovens que têm vindo a aparecer cada vez mais", analisou, antes de dissecar mais profundamente os dois jogos frente aos dinamarqueses que os Leões fizeram já em 2025/2026.
"É uma equipa extremamente forte na transição, correm imenso. São jogadores com um poderio físico acima da média, que defendem bem e rematam bem de fora. Têm muitos aspectos positivos. O jogo lá foi um pouco complicado para nós, mas aqui foi diferente. Tivemos uma primeira parte abaixo, mas conseguimos dar a volta na segunda", lembrou. O caminho para a vitória, esse, será replicar aquilo que de melhor foi feito em Fevereiro (35-33).
"Acima de tudo, queremos defender muito bem, não deixar o Aalborg Håndbold confortável no jogo e marcar os golos que temos marcado sempre. Temos tido bastante eficácia a nível ofensivo", apontou, ansioso também por entrar em quadra e desfrutar do momento.
"Queremos muito jogar estes dois jogos, jogar esta eliminatória e fazer o melhor possível para tentarmos estar na final four da Liga dos Campeões", disse o internacional português, confiante de que o percurso que a equipa tem feito a nível nacional é também ‘um empurrão extra’.
"Vitórias trazem sempre confiança e nós, a nível nacional, felizmente temos tido bastantes. Também temos conseguido aclimatar esse sucesso a nível nacional com algum sucesso internacional. Estamos a tentar melhorar a cada dia que passa, a cada semana que passa, a cada jogo que passa. Neste momento, estamos mais maduros, temos mais experiência", sublinhou. E para esse crescimento muito contribuiu, também, "o grande desgosto" que, na passada temporada, a equipa verde e branca sofreu nos quartos-de-final da Liga dos Campeões, onde então caiu aos pés do Nantes HBC.
"Conseguimos acabar a fase de grupos em segundo, conseguimos trazer a decisão da eliminatória para a nossa casa, fizemos um excelente jogo fora, no qual perdemos apenas por um golo, e tínhamos a grande expectativa de poder passar. Não aconteceu, mas acima de tudo temos de aprender com o que aconteceu. É a segunda vez apenas, pelo menos neste formato, que o Sporting CP marca presença nestes quartos-de-final", lembrou. E, por isso mesmo, importa pensar um passo de cada vez.
"Neste momento, o nosso foco está nestes primeiros 60 minutos, mas sabemos que independentemente do que acontecer em nossa casa, o jogo não se vai decidir aqui, vai ser decidido lá. Porém, queremos fazer um excelente primeiro jogo para depois voltar a fazer outro grande jogo lá", atirou.
A entrar na derradeira fase da época, e com três jogos muito importantes no espaço de uma semana, a exigência e o cansaço não assustam Salvador Salvador.
"Nestes últimos dois anos, temos jogado Liga dos Campeões e Campeonato Nacional e tivemos de nos habituar a jogar de quatro em quatro dias, a saber gerir o cansaço, as emoções, a adrenalina. É uma questão de hábito e a malta está bastante bem. As vitórias ajudam, o ambiente no balneário é fantástico, temos os pés no chão, mas também temos noção da oportunidade que temos diante de nós: jogar os quartos-de-final da EHF Champions League. Não é todos os dias. Queremos muito divertir-nos e vamos fazer tudo para conseguir ganhar".
Para alcançar esse objectivo muito contribuirá o apoio do Pavilhão João Rocha, com lotação já esgotada para mais um duelo europeu de excelência.
"Venham acompanhar-nos. É mais uma excelente tarde europeia e tenho a certeza de que será um jogo bastante divertido de se ver. Venham apoiar-nos, fazer o que fazem sempre nos jogos de EHF Champions League. Já sei que os bilhetes estão esgotados, por isso tenho a certeza que vai ser um ambiente fantástico", rematou.
Técnico fez a antevisão do duelo com o Aalborg Håndbold (quarta-feira, 17h45)
Os impossíveis não existem para a equipa de andebol do Sporting Clube de Portugal, que, esta quarta-feira às 17h45, disputa com o Aalborg Håndbold a primeira mão dos quartos-de-final da EHF Champions League. À procura de um inédito lugar na final four da mais prestigiada competição de clubes do mundo, os Leões de Ricardo Costa abrem a eliminatória num Pavilhão João Rocha com lotação esgotada. Já a viagem à Dinamarca, casa de um dos eternos candidatos a vencer a prova, está agendada para o dia 6 de Maio.
Em antevisão aberta aos meios de comunicação social, o técnico verde e branco não escondeu "a ambição máxima", consciente, porém, das dificuldades que se antecipam. Esta temporada, Leões e dinamarqueses já se cruzaram em duas ocasiões e o saldo é equilibrado: uma vitória para cada lado. A última pertenceu ao Sporting CP e aconteceu em Fevereiro, precisamente no palco do próximo duelo (35-33).
"Diria que não há muito a surpreender, relativamente aos jogos que tivemos já contra o Aalborg Håndbold. Sabemos a dificuldade. Sabemos que o Aalborg Håndbold tem jogadores que fazem parte da Selecção da Dinamarca, uma selecção que tem dominado o panorama internacional do andebol", começou por destacar Ricardo Costa, confiante de que só "60 minutos muito fortes em casa" podem abrir caminho a um "sonho" que tem tanto de "difícil" quanto de "audaz".
Daí que, para o treinador, o caminho para um resultado positivo resida, precisamente, no equilíbrio entre a razão.
"Claro que é um sonho, mas diria que temos de jogar com o menor sentimento possível. Temos um ano de jogos ao mais alto nível. Sabemos aquilo que temos de fazer e jogar com demasiado sentimento pode polir-nos o pensamento, polir as nossas acções. Por isso, acho que neste momento o mais importante é fazermos aquilo que temos vindo a fazer e não atribuir ao jogo esse significado", apontou,
Muito próximo de garantir a conquista do Tricampeonato e a fazer uma época brilhante em todas as frentes, Ricardo Costa sublinhou ainda que, para o seu grupo, o foco está apenas no jogo da próxima quarta-feira. A motivação, essa, sobrepõe-se ao cansaço – e o técnico conta com todos, por igual.
"Todos os atletas têm de estar prontos para competir ao mais alto nível e ajudar, seja um minuto, dez minutos ou 30. Os jogadores têm sido capazes de entender a importância de cada um neste grupo, que é alargado, e para mim é fácil fazer essa gestão quando todos estão preparados. Por isso, temos de continuar a fazer o que temos vindo a fazer. Conto com todos e todos estão preparados em cada momento para jogar", atirou, a fechar.
Rescaldo a triunfo do Sporting CP em casa do SL Benfica por 28-40
Após o dérbi, em que o Sporting CP venceu o SL Benfica no Pavilhão da Luz por 28-40, o técnico da formação Leonina, Ricardo Costa, fez a análise do jogo em conferência de imprensa.
Análise ao jogo
“Foi um jogo, em que principalmente nos primeiros dez minutos, onde o SL Benfica não jogou de sete contra seis e no qual nós nos encontrámos muito bem defensivamente, quando entrámos a ganhar por 4-0. O SL Benfica cresceu um pouco, veio para sete contra seis, mas julgo que não demos grandes hipóteses ao SL Benfica, mesmo em situação de superioridade numérica, marcámos muitos golos de baliza vazia, o Ali [guarda-redes] fez uma boa exibição, quando foi solicitado e acho que o resultado expressa a diferença entre as duas equipas, não a diferença de valor, mas o que foi o jogo em si. Obviamente um SL Benfica diferente do que estávamos à espera, num pavilhão diferente do que estávamos à espera, estávamos à espera de um pavilhão cheio, com outros jogadores. O SL Benfica infelizmente não pôde alinhar com os melhores, nós gostamos de jogar com os melhores e na máxima força, não foi possível, não sei se esta é a diferença entre as duas equipas, eu julgo que não é. Acho que o SL Benfica é muito maior do que esta diferença, mas foi o que aconteceu no jogo. Muito feliz pelos meus atletas, foram sérios do princípio ao fim e cada vez mais perto do grande objectivo que é sermos Tricampeões Nacionais, falta um ponto, seja onde for nos três últimos jogos, esse é o objectivo”.
Jogo de meio da semana com o Aalborg Handbold para a EHF Champions League
“Não é um jogo em que o treinador precise de motivar o que quer que seja, nem acho que o resultado de hoje tenha muito a ver com a EHF Champions League. O que falei no balneário é que temos a oportunidade de jogar um dos jogos mais bonitos, que poucos jogadores têm acesso a jogá-lo, por isso, mais do que aquela responsabilidade que nós sentimos, também sentimos que é um gozo enorme ter o Pavilhão cheio, com os nossos adeptos, a acalentar o sonho, mais uma vez, de podermos entrar numa final-four da EHF Champions League. Fizemos muita coisa bem feita ao longo da época e vamos à procura da nossa sorte perante uma equipa que é favorita, sabemos disso, sabemos que é uma equipa que já esteve muitas vezes na final-four e nós partimos, se calhar com um pouco mais de experiência do que no ano passado, sabemos o que é jogar este tipo de jogos e oxalá isso possa ser útil para nós nestes dois jogos. Pelo meio teremos um jogo do Campeonato, infelizmente acho que o planeamento não está muito pensado para um embate de EHF Champions League, não tinha de haver um jogo que pode ser de festa de um título no meio de uma eliminatória com o Aalborg Handbold. Acho que não faz sentido e acho que quem está a comandar o andebol tem de fazer mais, tem de fazer melhor, tem de cuidar do que é o nosso produto. Não podemos apontar nada aos nossos atletas, os treinadores também têm feito a sua parte e acho que em termos de calendário não faz sentido, mas é o que é, lá estaremos quarta, sábado, quarta”.
Significado de 50 jogos sem perder a nível nacional
“O bolo está em casa, mandei fazer um bolo de chocolate. É um número redondo, faço 50 anos este ano, por isso é um belo número”.
Triunfo do Sporting CP em casa do SL Benfica por 28-40 na 3.ª jornada da fase final de apuramento de campeão
A equipa de andebol do Sporting Clube de Portugal venceu esta sexta-feira o SL Benfica por 28-40, na 3.ª jornada da fase final que apura o Campeão Nacional da modalidade e está a um empate de somar o terceiro título nacional consecutivo.
Os Leões orientados por Ricardo Costa continuam a marca supremacia no panorama nacional da modalidade, onde totalizam por vitórias todos os jogos realizados em diferentes competições esta temporada.
Mais uma demonstração de enorme qualidade colectiva caracterizou a exibição do Sporting CP, que teve soluções para todos os momentos de jogos e para todas as nuances tácticas da equipa do SL Benfica.
Um primeiro parcial de 0-4, com duas recuperações de bola de Pedro Martínez e dois golos de contra-ataque, além de outros dois de ataque organizado, diziam bem da vontade Leonina em continuar a prolongar a invencibilidade interna.
A resposta do SL Benfica fez-se com dois golos consecutivos, com Sporting CP a marcar mais três golos, a partir de uma defesa com magníficas trocas nas marcações. Voltou a defender muito bem o Sporting CP, com um admirável sentido de entreajuda.
Com 13’35 jogados e vantagem de 4-8, o Sporting CP dominava o jogo e o marcador, a anteceder uma pausa técnica pedida pelo SL Benfica para procurar conter as acções ofensivas da formação Leonina orientada por Ricardo Costa.
Apesar de o SL Benfica atacar de sete contra seis, o Sporting CP ia dando uma lição de como bem defender e tinha ainda Mohamed Ali em evidência, ao defender livres de sete metros (um) e entradas aos seis metros, sobretudo da ponta, por parte do SL Benfica.
Um golo de Victor Romero, no último segundo, estabeleceu o resultado ao intervalo, numa vantagem do Sporting CP de 12-18 ao intervalo, com a equipa Sportinguista a marcar importantes diferenças no jogo e no resultado em relação ao rival.
No segundo tempo, uma entrada às direitas por dois canhotos, com um golo de Francisco Costa e outro de Carlos Álvarez deu oito golos de vantagem à equipa Leonina, que continuava a dar espectáculo, com mudanças de velocidade em posse de bola que fazem parte das boas prácticas de qualquer manual de bem jogar andebol.
O Sporting CP lançava-se para uma boa diferença no marcador, até porque Mohamed Ali continuava a estar em bom plano em entradas aos seis metros de jogadores benfiquistas. A equipa das águias explorava mais as entradas nas pontas, o Sporting CP ia jogando um andebol mais a todo o campo.
Quando Mohamed Ali fez duas defesas consecutivas no mesmo ataque e Carlos Álvarez marcou um golo a partir da posição de pivô para o 18-26, o Sporting CP arrancava em definitivo para mais uma vitória, em nova excelente exibição dos Bicampeões Nacionais.
19-28, após golo de Natán Suárez, levou a um desconto de tempo pedido pelo SL Benfica, com 40 minutos de jogo.
O Sporting CP tinha uma vantagem promissora na entrada para os últimos 20 minutos e com dez golos de vantagem a dez minutos para o final, a equipa de Ricardo Costa ‘pré-anunciava de maneira categórica a vitória, consumada em números finais de 28-40, sempre com o Sporting CP a defender bem e a encontrar boas soluções de ataque e com o último golo do jogo, mesmo no último segundo, a ser marcado por Victor Romero, tal como tinha feito no último segundo da 1.ª parte.
Os Bicampeões Nacionais deram mais um grande passo rumo ao ambicionado Tricampeonato, com um desempenho de equipa digno de todos os elogios. Falta, no máximo, um empate para o Sporting CP conquistar o terceiro Campeonato Nacional consecutivo.
Sporting CP: André Kristensen [GR], Mohamed Ali [GR], Natán Suárez (1), Pedro Martínez (1), Diogo Branquinho (1), Orri Þorkelsson (1), Mamadou Gassama (2), Carlos Álvarez (4), Edney Silva (1), Christian Moga, Victor Romero (3), Emil Berlin (1), Francisco Costa (7), Salvador Salvador [C] (8), Martim Costa (5), Jan Gurri (5).
Concentração no Alto dos Moinhos às 18h15 e abertura de portas às 18h30
O Sporting Clube de Portugal informa os Sócios com bilhete para o jogo de andebol contra o SL Benfica, referente à 3.ª jornada da fase final do Campeonato Nacional, que a concentração dos adeptos Leoninos está marcada para as 18h15, junto à estação de Metro do Alto dos Moinhos, antes do devido acompanhamento policial até ao Pavilhão n.º 2 da Luz.
Com o arranque do dérbi marcado para as 19h30 desta sexta-feira, 24 de Abril, a abertura de portas do recinto de jogo está prevista para as 18h30.
É, assim, aconselhável a chegada o mais cedo possível por parte dos Sócios e adeptos que se desloquem pelos seus próprios meios.
Mais se informa que todas as viaturas estacionadas nas imediações da estação de Metro do Alto dos Moinhos estarão sob supervisão policial.
Andebol visita o Pavilhão n.º 2 da Luz esta sexta-feira (19h30)
A equipa de andebol do Sporting Clube de Portugal visita o SL Benfica esta sexta-feira (19h30), em jogo da terceira jornada da fase final do Campeonato Nacional. O jogo foi antecipado por indicação das autoridades competentes, que alegaram questões de segurança.
Em antevisão ao dérbi eterno, que se jogará no Pavilhão n.º 2 da Luz, Ricardo Costa destacou a exigência do duelo e a importância do encontro nas contas do título.
"Esperamos um adversário difícil, como sempre. Um SL Benfica forte, com várias nuances de jogo, tanto na situação de 7 contra 6 como no 7 contra 5. É uma equipa que ultimamente tem defendido muito mais 5 para 1 do que propriamente 6 para 0", começou por dizer o técnico, em declarações aos meios de comunicação do Clube, destacando a "importância" deste que é o primeiro dos três duelos entre Leões e águias agendados até final da época.
"Numa luta pelo campeonato que julgo longe de decidido, conquistar pontos fora é fundamental para nós. Vamos encarar este jogo com essa seriedade, porque queremos vencer", garantiu o técnico, satisfeito também com a semana 'limpa' de trabalho, que serviu para limar detalhes e recuperar fisicamente os atletas.
"Foram dias de preparação, porque temos muitos jogos pela frente. Ainda temos a parte final do campeonato, os quartos-de-final da EHF Champions League e a final da Taça de Portugal. Foi uma boa semana de trabalho, onde nos focámos em muitos aspectos. Como disse, é uma vitória de que precisamos na luta pelo campeonato", explicou Ricardo Costa, consciente das dificuldades que os encarnados podem provocar.
“O SL Benfica foi a última equipa a conseguir vencer-nos [a nível interno], precisamente num cenário muito parecido com estas condições onde estamos. Foi já na temporada passada, mas é um resultado de que nos lembramos. Respeitamos ao máximo o SL Benfica e um dérbi é sempre um dérbi, independentemente até do momento das equipas. É um jogo que todas as equipas querem vencer, por isso esperamos um encontro difícil diante de um bom adversário”, referiu.
Com os Leões ainda invictos nas competições nacionais, o técnico reforçou que o Sporting CP quer "ganhar todos os jogos e todos os troféus em disputa".
"Se é absolutamente necessário ganhar os jogos todos e chegar invictos ao final da temporada? Não. Agora, se queremos perder algum jogo? Também diria que não. Por isso, é focarmo-nos naquilo que o jogo nos pode dar. Queremos ganhar o próximo, que é o mais importante. Estamos a jogar fora, mas queremos contar com o apoio dos nossos adeptos; que nos ajudem, porque são sempre necessários para uma possível vitória", concluiu.
O Sporting Clube de Portugal informa que se inicia às 16h00 desta quinta-feira, 23 de Abril, a venda de bilhetes para o dérbi entre a equipa de andebol e o SL Benfica referente à terceira jornada da fase final do Campeonato Nacional.
SL BENFICA vs. SPORTING CP
25 DE ABRIL (SÁBADO) ÀS 14H00
PAVILHÃO N.º 2 DA LUZ, LISBOA
Os ingressos estarão disponíveis aqui com os seguintes critérios de venda:
Sócios com Gamebox Modalidades 25'26
23 de Abril – quinta-feira - das 16h00 às 17h59
Sócios sem Gamebox
23 de Abril – quinta-feira a partir das 18h00
Cada cartão de Sócio válido com a quota mínima de Março de 2026 permite a compra de um bilhete ao preço unitário de 10€ para a zona indicada a verde (ver imagem abaixo), sendo que a plataforma aceita no mesmo processo de compra até quatro números de Sócio.
Contamos com o teu apoio, em todos os momentos e em todo o lado!
Rescaldo ao triunfo da equipa de andebol do Sporting CP e apuramento para a final da Taça de Portugal
Após a passagem do Sporting CP à final da Taça de Portugal, o treinador da equipa de andebol, Ricardo Costa, fez a análise ao triunfo sobre o CS Marítimo por 42-28, na 2ª mão, realizada no Pavilhão João Rocha.
“É um jogo difícil pelas circunstâncias de jogo e pela situação de sete contra seis. Nós não entrámos muito bem, entrámos a falhar sete metros, remates da ponta, situações fáceis que nos podiam fazer entrar de forma confortável no jogo. Não o fizemos, o CS Marítimo, sim, na situação de sete contra seis teve muito boa eficácia de início”.
O técnico frisou a mudança da equipa após a pausa que pediu no banco de suplentes para reorganizar. “Após o time-out, acho que rectificámos alguns comportamentos, começámos a ser um pouco mais objectivos no nosso ataque e com a ajuda do André [Kristensen] que fez uma grande exibição, nós com as nossas boas ideias e esclarecidos no ataque fomos aumentando a nossa vantagem e acho que a nossa vitória é inquestionável”.
Ricardo Costa felicitou o adversário da tarde deste sábado e vincou o valor e mérito pela presença na quinta final da Taça de Portugal consecutiva para o Sporting CP.
“Dar os parabéns ao CS Marítimo, por esta eliminatória, pelo jogo na Madeira que foi muito bem conseguido da parte deles e é certo que marcar 24 golos [apontados pelo CS Marítimo na Madeira na segunda parte] é um score muito importante e que nós não gostamos. Acho que rectificámos algumas coisas hoje, mas acima de tudo salientar o esforço dos atletas e estamos numa inédita e consecutiva quinta final da Taça de Portugal, por isso o nosso objectivo não é apenas lá estar, é ganhar, mas o lá estar já tem muito valor e a seu tempo vamo-nos preparar para ganhar esta competição. Agora hão-de vir outras e que também são igualmente importantes. Muito contente pelo que conseguimos hoje, muito contente pelo que temos feito e muito contente por aquilo que podemos conquistar”.
Ricardo Costa salientou, ainda, a cadência elevada de jogos e a excelente resposta do grupo que orienta. “É o grande desafio desta equipa de, passo a passo, ir conquistando títulos. Temos marcado uma era no andebol português e queremos continuar a fazê-lo. Estamos no bom caminho, com os vários objectivos esta época todos em aberto, poucas equipas se conseguem gabar disso, de a um mês e meio do final da época estarmos na EHF Champions League, na luta pelo Campeonato, estarmos na luta pela Taça de Portugal e já conquistámos a Supertaça. Há que enaltecer o trabalho desta equipa, não é um trabalho meu, é de todos, da estrutura do andebol do Sporting CP, por isso, estou muito feliz por aquilo que temos conquistado, mas acima de tudo a responsabilidade daquilo que vem aí, que é muita e que queremos conquistar”.
O guarda-redes André Kristensen comentou, também, o jogo em forma de rescaldo para os meios de comunicação do Clube. “Foi um bom jogo, uma boa resposta da nossa parte após o jogo lá, onde talvez tenhamos perdido um pouco o foco na segunda parte. Queríamos corrigir isso para fazer a nossa melhor prestação desta vez e penso que a fizemos. Fizemos o nosso trabalho de forma muito profissional, estivemos sempre concentrados e isso foi bom”.