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Foto José Cruz

São três doses de choco frito para a mesa cinco, se faz favor...

Por Jornal Sporting
14 Abr, 2017

Gelson Martins, William Carvalho e Bas Dost cozinharam a vitória do Sporting CP em Setúbal (3-0)

... à moda do leão, claro. As tradições são para se levar a sério, ainda para mais quando envolvem deslocações a Setúbal - até parecia mal não provar o prato típico. Mas calma, caro leitor, já lá vamos. Antes, importa contextualizar. O menu parecia saboroso, mas não muito barato, logo à partida de Lisboa: o Vitória, equipa local, orgulhava-se de não ter perdido nenhum dos dois jogos no campeonato frente a Benfica e FC Porto. Avisados para a possibilidade de a refeição, leia-se jogo, poder vir a ter um sabor amargo, o mister Jorge Jesus deu a receita logo no balneário, a equipa verde e branca meteu as mãos na massa... et voilàààà! Gelson Martins, William Carvalho e Bas Dost, os mestres da culinária, acabaram por cozinhar três doses de choco frito (3-0), servidas na mesa cinco do Bonfim. Sim, o número cinco não é ao 'calhas'. Simboliza o registo de vitórias consecutivas do Sporting CP no campeonato. Ou seja, respira-se saúde em Alvalade. O melhor momento de forma da época assim o diz - ingredientes a ter em conta em vésperas de dérbi.

Introdução feita, passamos a bola para o relvado. A segunda goleada seguida dos comandados de Jorge Jesus (4-0 ao Boavista e 3-0 aos sadinos) - algo que não acontecia desde Novembro -, obrigou a muito suor nos primeiros instantes da partida. Os pupilos de José Couceiro, que se apoiaram na 'genica' de Amaral e na classe técnica de João Carvalho, deram algumas dores de cabeça à defensiva leonina nos primeiros instantes da partida. Marvin, que estava 'à bica' para o próximo duelo com o Benfica, foi alvo de grande parte da atenção do conjunto da casa - não conseguiu evitar o cartão amarelo (31') e é uma carta fora do baralho contra os encarnados.

Apesar da pressão inicial, com o passar do tempo tudo mudou. O Sporting CP subiu no terreno e começou a explorar a frente de ataque. Numa dessas iniciativas, Bruno César ganhou a linha e tirou o cruzamento para a área contrária. A bola passou por Varela, o guardião do Vitória, e aninhou-se nos pés de Fábio Cardoso, que ficou sem saber o que fazer. O mesmo não se pode dizer de Gelson Martins, que lhe chamou um 'figo' e, sem pedir 'com licença', inaugurou o marcador (20') - 10.º encontro consecutivo a marcar para a formação verde e branca. Festa nas bancadas do Bonfim. Para os Sportinguistas, claro. Celebrações que poderiam ter sido maiores logo a seguir (23'), mas o árbitro João Pinheiro entendeu que o camisola 77 dos leões foi carregado em falta fora da área. No banco de suplentes leonino pediu-se grande penalidade, mas sem sucesso. Até ao intervalo, a estratégia passou por continuar a explorar os corredores, através das 'pilhas' de Gelson e Bruno César, mas o marcador não sofreu mais alterações.

Esperava-se uma resposta sadina no segundo tempo, o que não veio a acontecer. Em sentido inverso, Jorge Jesus deve ter ficado contente com aqueles que viriam a ser 15 minutos à Sporting CP. O nível de jogo produzido pela sua equipa aumentou, e de que maneira. Com maior dinâmica a meio-campo, foi com naturalidade que William Carvalho aumentou a contagem aos 55'. Mas atenção: de cabeça. O internacional português aproveitou um canto de Bruno César para subir ao segundo andar, entre os dois centrais contrários, e fuzilou Varela (segundo golo esta temporada e o 10.º com a listada verde e branca).

Seis minutos depois, Alan Ruiz também quis aparecer na fotografia dos melhores momentos do jogo e sacou da cartola uma trivela de génio para Bas Dost... 'Na na na na BAS DOST' (cante ao ritmo de Thunderstruck' dos AC/DC). Sim, marcou. Ou seja: uma sexta-feira aborrecida na vida do holandês. São já 28 golos em 26 jogos (Messi que se cuide). Números que impressionam ainda mais se tiver em conta que Dost já tem mais remates certeiros do que do que mais de metade das equipas da I Liga. Dez, no total: Boavista (27), V. Setúbal (27), Paços de Ferreira (26), Arouca (26), Feirense (25), Estoril (25), Moreirense (24), Belenenses (22), Nacional (19) e Tondela (19).

Com o 3-0 no bolso, o Sporting CP arrumou a 'viola' no bolso e baixou o ritmo de jogo. O assunto estava resolvido - o apito final apenas o confirmou um pouco mais tarde. Resultado à parte, que crescido está este leão.

Nota: Milhares de Sportinguistas pintaram Setúbal, esta tarde/noite, de verde e branco. Que ambiente fantástico, proporcionado por um amor a uma só voz. É graças aos Sócios e adeptos do Clube que chegamos à conclusão que: o Sporting CP é capaz de ser a única equipa que visita um estádio adversário e consegue jogar sempre em casa. Bravo, leões!

Foto José Cruz

Na Liga só os leões têm Bom (fim) ante o 'papa-grandes'

Por Jornal Sporting
14 Abr, 2017

Os 6-0 dos leões em 2016 não se revêem nesta época, já que os sadinos somaram quatro pontos frente ao Benfica e dois diante do FC Porto. A boa senda do Sporting passará por ser o único grande a garantir o pleno

Setúbal encerra a possibilidade de garantir a segunda vitória no Campeonato Nacional ante o Vitória e de quebrar a força que o oponente tem exibido nos jogos grandes. A eliminação na Taça da Liga nesse mesmo estádio avisa para os perigos, mas basta olhar para o registo dos sadinos diante de Benfica e FC Porto para perceber o grau de dificuldade. José Couceiro empatou na Luz e venceu o Benfica no Bonfim, travando também, com dois empates, o FC Porto, apenas o segundo emblema a conseguir igualar no Dragão.

Tradição não é só choco frito
O Bonfim já provou ser um ‘veneno’ para os leões nesta época e o reduto dos sadinos resultou em 36 resultados negativos para o Sporting, 17 dos quais derrotas. As 32 vitórias em 68 jogos para os de Alvalade sustentam a dificuldade habitual da deslocação à ‘terra do choco frito’, reforçada pela competência defensiva dentro de portas, apenas com nove golos concedidos em 14 partidas. Nada que faça prever o volumoso 6-0 da época anterior, em que o Sporting ficou perto de igualar o melhor triunfo em Setúbal (7-0 em 1945/1946). Quanto ao momento de forma actual, dois ângulos: uma vitória em nove jogos ou uma série de três jogos sem perder, nas quais se contam um triunfo ante o Moreirense e dois empates forasteiros em terrenos difíceis (Porto e Vila do Conde).

Personalidade sustentada
O Vitória faz um trajecto tranquilo, necessitando de três pontos (ou que Nacional e Moreirense não vençam os seis jogos que restam) para carimbar matematicamente a permanência. Em 10.º lugar, poucos objectivos restam, tendo o Rio Ave, no sétimo e a quatro pontos, como melhor hipótese de alcançar. Uma equipa revela a sua personalidade quando os números exibem uma regularidade assinalável. Os sadinos têm a quinta melhor defesa, com 27 golos sofridos, número igual ao dos leões e, tal como o Chaves, tem um score igual em tentos marcados e sofridos. Tanto em casa como fora, apresenta uma média de 10 remates por jogo, tendo na exploração dos flancos a principal arma, canalizados de igual modo (80% dos ataques são conseguidos nas alas, 40% em cada um dos lados). A dupla de médios-centro, ajudada pelo posicionamento interior de Costinha, permite a recuperação de bola avançada. O Vit. de Setúbal é das melhores equipas a variar o centro de jogo, contando com a visão de João Carvalho (Benfica) e a técnica e inteligência nas diagonais de João Amaral. Edinho alia eficácia (6 golos em 20 jogos) e mobilidade num ataqueque pode ter também a velocidade de Nuno Santos, outro cedido pelo Benfica. No eixo defensivo,Venâncio e Fábio Cardoso formam uma dupla interessante, mas a defesa sadina é, na totalidade, um dos segredos para o sucesso. Entre os postes, Varela quererá impedir o terceiro triunfo seguido dos leões no Bonfim para a Liga NOS e garantir que, de Setúbal, o Sporting só leve um aperitivo de choco frito e não a refeição completa.

O jovem dianteiro personifica a inteligência com que Couceiro trabalha tanto o contra-golpe como os momentos de organização
ofensiva. Pelas alas Amaral desequilibra, mas são as diagonais e as trocas posicionais com João Carvalho que enriquecem a sua imprevisibilidade. Tem a melhor média de drible do clube e é o segundo melhor marcador (cinco tentos), apresentando perigo latente na meia-distância.

A campanha na Taça da Liga foi o ponto máximo de uma época sem grandes altos e baixos. Couceiro voltou a ser feliz no Bonfim, espelhando os seus princípios de organização defensiva, sempre com lucidez no ataque. É o único emblema que não perdeu nos dois jogos da Liga NOS com FC Porto e Benfica e a manutenção (quase) garantida é um justo prémio.

Foto César Santos

“Vamos estar preparados”

Por Jornal Sporting
14 Abr, 2017

Nuno Dias admitiu que foi difícil preparar o dérbi frente ao Benfica, mas salientou que os leões vão estar prontos

A equipa de futsal do Sporting CP, líder incontestado do Campeonato Nacional, joga este sábado o dérbi frente ao Benfica, no Pavilhão da Luz. O jogo da 23.ª jornada surge depois das partidas internacionais, o que deixou Nuno Dias sem muitos jogadores nas últimas semanas, algo que o técnico dos leões admitiu que foi complicado. “Estas duas semanas não foram fáceis, mas dentro dessas limitações conseguimos realizar um bom trabalho diário e acho que não vai ser por aí que alguma coisa possa não correr tão bem como desejamos. Sinto que os jogadores estavam com saudades de jogar uns com os outros. A alegria e a intensidade que colocaram no treino saltam à vista e leva-nos a crer que vamos estar preparados. Sabemos que vai ser um jogo difícil, mas independentemente de tudo vamos estar prontos para o que vamos enfrentar”, assinalou ao Jornal Sporting.

Os campeões nacionais lideram confortavelmente a Liga, mas apesar disso Nuno Dias recorda que um dérbi é sempre um jogo diferente do habitual, tendo realçado que espera que a sua equipa consiga deixar as emoções de parte. “Temos 10 pontos de vantagem, que podem ser só sete, pois temos um jogo a mais. Um dérbi é sempre um jogo especial. Nem sempre quem está melhor vence estas partidas. São jogos imprevisíveis, em que muitas vezes joga-se mais com o coração do que com a cabeça. São encontros que se tornam muito emocionais e o que nós queremos é retirar essa carga. Sabemos que se o conseguirmos fazer, e jogarmos mais com a cabeça, vamos realizar um bom jogo. Esse é o nosso objectivo, de maneira a que os jogadores se soltem e não pensem muito nisso.

Na paragem para as selecções, os verdes e brancos tiveram jogadores espalhados por vários países, conseguindo garantir o apuramento para o Europeu. O técnico leonino não deixou de os felicitar. “As três selecções onde tínhamos jogadores conseguiram o apuramento. Quero dar os parabéns aos nossos jogadores que representaram bem os seus países. O André Sousa, o Pedro Cary, o Anilton e o João Matos que ajudaram Portugal a conseguir o pleno de vitórias, o Leo que fez o mesmo com o Cazaquistão e o Merlim, o Fortino e o Cavinato que, embora tenham empatado um jogo, também conseguiram o apuramento directo pela Itália. Todos eles vão estar presentes no Europeu que se vai realizar na Eslovénia e isso retrata bem a qualidade dos nossos jogadores”, completou. 

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