Rui Borges: "Chegamos à vitória com muito querer"
24 Jan, 2026
Técnico realçou "vitória justa, mas difícil"
No final do jogo em casa do FC Arouca, Rui Borges, treinador do Sporting CP, analisou o suado triunfo por 1-2 em conferência de imprensa.
Análise ao jogo e o importante apoio dos adeptos
“Agradeço aos adeptos porque foram incansáveis. Têm sido incríveis, sempre. É muito fruto da energia que passaram que conseguimos esta vitória difícil, mas acho que foi merecida por tudo o que fomos fazendo ao longo do jogo. Podiam-nos ter saído caros os primeiros dez minutos da segunda parte. O FC Arouca podia ter virado o jogo, mas o Rui [Silva] fez uma grande defesa. Tirando isso, controlámos o jogo, fomos tentando criar e podíamos ter definido melhor. Ao intervalo, alertámos, porque sabíamos que era importante entrar bem, mas não entramos assim tão bem e o FC Arouca cresceu. Depois, fomos correr atrás do prejuízo, acreditando sempre, mudando e tentando acrescentar algo diferente. Chegamos à vitória com muito querer, vontade e atitude competitiva. Foi justa, mas difícil.”
Importância de mudar o ‘chip’ da UEFA Champions League para a Liga
“É uma incógnita, por mais que tentemos alertar e manter a malta ‘viva’. A mensagem foi muito por aí, ontem, hoje e ao intervalo. Sabíamos que ia ser difícil por tudo: pelo tempo, o relvado, o nosso cansaço acumulado… Era um jogo que ia exigir muito mais de nós até que o do PSG. Parte muito deles [jogadores] também individualmente, nós podemos alertar e mostrar-lhes que o jogo vai ser difícil. A verdade é que eles estiveram ‘ligados’, entrámos muito bem e a primeira parte foi muito boa. Depois, inexplicavelmente, entrámos mal na segunda e aqueles dez minutos podiam-nos ter deixado a perder, e não pode. Temos de perceber o que temos de fazer para que isto não aconteça.”
As mudanças de posição tentadas no ataque e a exibição de Luís Guilherme
“É um miúdo com muita qualidade, sabemos o que ele é, mas estamos todos ainda na aprendizagem. Ele em função da equipa e vice-versa, nós a tentar perceber o que pode dar dentro do colectivo. Pelas ausências, achámos que ali à esquerda podia ser a solução inicial, mas ele dá-nos também a direita e o interior. Esteve bem inicialmente no jogo interior, mas demasiado baixo e o Trincão também percebe bem essas zonas. No momento do golo, o Trincão estava mais alto, ‘prendeu’ o lateral e a bola entra nas costas no Maxi Araújo. Ao intervalo, voltámos ao normal, demos mais largura ao Luís e, para mim, fez uma segunda parte soberba.”
A produção goleadora de Luis Suárez
“Disse que ia marcar uma era porque, quando o identificamos, sabíamos o que nos podia dar. Os golos são a consequência do seu trabalho. A sua atitude competitiva é acima da média. Mais do que os golos, o importante é que jogo após jogo não baixa essa atitude. Tem sido importante. Depois, tem faro e uma ambição enorme para fazer golo.”
A expulsão de Matheus Reis
“Não sei. A malta festejou toda ali a ‘quente’, não sei se disse alguma coisa, não sei. Como entrou toda a gente em campo, não sei. Aqui ou ali, o FC Arouca foi perdendo algum tempo nas reposições de bola, normal que a malta possa estar mais em stress, mas não sei o que foi.”
Regresso de Pedro Gonçalves após lesão
“O ‘Pote’, o Ousmane [Diomande], o Zeno [Debast] estão condicionados no tempo de jogo. Em relação à posição, foi uma leitura do momento. O Trincão tem-se sacrificado pela equipa em todos os jogos, com muitos minutos e é natural que sinta um desgaste maior. Sentimos isso e colocámos o ‘Pote’ ali, porque a posição dele é aquela também e o Luís Guilherme estava a dar-nos desequilíbrios. Entrou muito bem, é muito inteligente, e feliz por tê-los todos de volta, porque tornam a equipa muito mais forte. Tirei o Matheus e pus o Zeno porque tem uma capacidade de decisão acima da média e podia ajudar-nos a encontrar linhas de passe mais fundas contra o bloco médio-baixo do FC Arouca.”