Entrega total sem prémio em Gondomar
26 Abr, 2026
Derrota com o SL Benfica na final da Taça de Portugal (5-6)
No Pavilhão Multiusos de Gondomar, a equipa de futsal do Sporting CP perdeu com o SL Benfica por 5-6, este domingo, na final da Taça de Portugal.
Se as águias foram sempre capazes de fazer muito com pouco graças à sua eficácia, os Leões pecaram nesse aspecto, apesar do volume ofensivo criado e de terem corrido incessantemente atrás do resultado. Assim, o Sporting CP não conseguiu voltar a ser feliz em Gondomar, onde venceu a Supertaça que abriu esta temporada e, agora, falhou a revalidação da Taça de Portugal.
Iniciado o sexto dérbi entre Leões e águias da época, uma desatenção custou caro logo nos primeiros três minutos. Depois de Diogo Santos ter frustrado uma primeira transição encarnada, à segunda o SL Benfica capitalizou através de Carlos Monteiro, que só teve de finalizar para uma baliza já deserta. As águias foram mais ameaçadoras nos primeiros instantes, com Pany Varela a ficar muito perto do golo, mas a resposta verde e branca por Pauleta, que chegou ligeiramente tarde para a emenda final, também activou o sinal de alerta.
Já o SL Benfica, mais eficaz, aproveitou mais um contra-ataque para fazer o 0-2 aos oito minutos, graças a pontapé seco e cruzado de Kutchy, rápido a sair para o ataque. Uma margem que, no entanto, não durou nem um minuto. Léo Gugiel ainda defendeu o primeiro remate de Alex Merlim, porém Rocha foi letal na recarga e lançou a resposta verde e branca.

O guardião encarnado, a seguir, aventurou-se no ataque e se com um remate de longe (à trave) ficou perto de marcar, depois deixou a baliza à mercê de Diogo Santos, mas o ala errou o alvo. O Sporting CP estava a subir de rendimento, somou aproximações perigosas, porém uma bola parada bastou às águias para voltarem a marcar. Numa reposição lateral endossada na área, Jacaré desviou de cabeça para o 1-3.
De novo, os comandados de Nuno Dias não se deixaram abater e só não conseguiram uma nova resposta imediata porque embateram num obstáculo férreo. A trave negou o golo a Felipe Valério, após ter tirado da frente o último defesa, e fez o mesmo a remate de Bruno Pinto na sequência de uma bola parada. Gugiel, depois, também adiou o 2-3, que, no entanto, chegou com justiça ainda na primeira parte.
A ligação directa entre Bernardo Paçó e Zicky funcionou pelo ar, com o pivô a rodar e finalizar com sucesso, levando a desvantagem pela margem mínima para o segundo tempo.
Já sem Rocha entre as opções - de braço ao peito por ter saído maltratado de um lance na primeira parte - a reentrada não podia ter sido mais penalizadora. Com apenas 20 segundos decorridos, Gugiel colocou tenso na área e Lúcio desviou com sucesso para o 2-4, marcador aumentado poucos minutos depois com um remate frontal e rasteiro de Carlos Monteiro.

Embora o Sporting CP tenha mostrado capacidade para reagir uma e outra vez, o SL Benfica continuou a fazer muito com pouco no ataque para manter-se no controlo. Diogo Santos até reduziu logo (3-5), mas Pany Varela também marcou (3-6), uma diferença contradita novamente pelos Leões, graças a um livre directo rasteiro de Alex Merlim (4-6).
Com o dérbi a um ritmo alucinante de acontecimentos, o Sporting CP voltou a puxar dos galões em quadra, mas esbarrou em Gugiel e, depois, em André Correia. O primeiro foi ao chão negar um golo certo a Zicky Té e, já com o SL Benfica a ver cada falta transformar-se em livre directo sem barreira, levou a melhor na cobrança de Tomás Paçó. Proeza que André Correia repetiu, a seguir, perante conversão de Bruno Pinto, além de fazer a diferença durante a massacrante fase de superioridade numérica protagonizada pelos Leões – Higor foi expulso por segundo amarelo.

Mais do que nunca, tentou-se de tudo do lado verde e branco, bem como o guarda-redes avançado à entrada para os últimos três minutos, mantendo o jogo sempre na sua quadra ofensiva. Uma aposta que, ainda assim, só deu frutos a escassos 12 segundos do fim e na resposta a um falhanço de Lúcio de baliza aberta, castigado com golo de Bruno Pinto na transição. A entrega dos Leões foi total até à última buzina, mas insuficiente para conseguir uma última vida na final.
No regresso à Liga que se segue, o Sporting CP visita o CR Leões de Porto Salvo para encerrar a fase regular, antes de disputar a final-four da UEFA Futsal Champions League.
Sporting CP: Gonçalo Portugal [GR], Tomás Paçó, Zicky Té, Diogo Santos, Wesley, Pauleta, Felipe Valério, Bernardo Paçó [GR], Ivan Chishkala, Bruno Pinto, Alex Merlim [C], Rocha