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“Nas asas do desejo” é a manchete do Jornal Sporting

Por Jornal Sporting
12 Abr, 2018

No dia em que se disputa a segunda mão dos quartos-de-final da Liga Europa, o semanário verde e branco lança a partida frente ao Atlético de Madrid, com outros destaques a não perder

A edição n.º 3671 do Jornal Sporting, que esta quinta-feira saiu para as bancas, dá destaque à vitória da equipa de futebol do Sporting CP frente ao Paços de Ferreira. "Nas asas do desejo", pode ler-se na manchete, alavancando a equipa para conseguir conquistar um resultado histórico frente ao Atlético de Madrid.

No semanário verde e branco desta semana pode ficar a par da conquista do apuramento para a final-four da Liga Europeia, por parte da equipa de hóquei em patins do Sporting CP,

Destaque, ainda, para a habitual cobertura à actualidade leonina, além dos conteúdos de sempre: os feitos da equipa de juniores de futebol feminino que, desde a criação, só somou vitórias.

Por fim, não perca o poster dedicado aos campeões europeus de goalball.

Foto D.R.

"Causa ou Consequência?"

Por Jornal Sporting
05 Abr, 2018

Editorial do Director do Jornal Sporting na edição n.º 3670

Cada vez mais se torna evidente que vivemos, a nível global, numa crise de valores que implica e revela outros males maiores que afectam profundamente a nossa Sociedade. Também por isso, é com algum incómodo que assistimos a que queiram considerar o desporto, e em particular o futebol, como o mal de todos os males. 

A tendência é abordar o futebol de forma isolada, sem considerar que o futebol é, ele próprio, um reflexo da própria Sociedade. Esta abordagem é recorrente, seja por explorar o tema pela rama, por falta de conhecimento ou por simples demagogia. Mas mais grave ainda é que, por vezes, é feito intencionalmente para desviar atenções e defender interesses opacos. 

A Comissão de Cultura, Comunicação, Juventude e Desporto organizou, na passada terça-feira, uma Conferência Parlamentar subordinada ao tema “Violência no Desporto”. O primeiro painel – A Violência no Desporto Vista pelas Organizações do Fenómeno Desportivo – teve a participação dos presidentes da FPF, Liga, Confederação do Desporto, APAF, Sindicato dos Jogadores e dos Comités Olímpico e Paralímpico. Entre os convidados, esteve o Presidente Bruno de Carvalho, o qual teve oportunidade de relembrar que já em 2013, naquela casa, esteve reunido com todos os Grupos Parlamentares, apresentando um conjunto de propostas para a melhoria do futebol, na qual se incluía precisamente, entre as diversas temáticas, a violência no desporto.

Por esta ser uma temática com que o nosso Clube muito se tem preocupado, sobre a qual, aliás, tem produzido um válido e aprofundado trabalho, não podemos estar de acordo com uma das ideias-chave ventiladas que faz da punição a base da resolução dos problemas da violência. Dito isto, quem quiser de facto atacar a fundo os problemas do futebol, tem de, em primeiro lugar, perceber a sua origem e o que realmente os provoca. Caso contrário, não irá muito além de medidas profilácticas que apenas podem momentaneamente atenuar sintomas, mas não os solucionar e uma vez mais adiar uma necessária e premente intervenção estruturante. 

Como referiu o Presidente Bruno de Carvalho, o maior activo do fenómeno futebol são os seus adeptos. Sem tirar relevância naturalmente a jogadores e outros protagonistas, considerou que são os adeptos quem devem ser a primeira prioridade, salientando a sua preocupação pelos milhões de adeptos que por este mundo fora se têm afastado do futebol. Isto sim, é um problema que a todos nos deve preocupar, no sentido de percebermos as suas razões, para que possamos tomar medidas que possam inverter esta realidade. Acreditamos que mais transparência e mais verdade desportiva podem contribuir decisivamente.

O Director International Football Association Board (IFAB), Lukas Brud, afirmou na última edição do Congresso Internacional The Future ao Football (TFOF) relativamente à exibição de imagens do VAR, já implementada na Liga Americana de Futebol (MLS), que não há, por parte daquele organismo, quaisquer objecções para que tal aconteça em Portugal. Por seu lado, o Presidente Fernando Gomes, veio agora reafirmar na Conferência Parlamentar que os regulamentos não permitem a passagem de lances duvidosos nos écrans dos estádios, adiantando ainda que na sequência das intervenções no TFOF, está em contacto com o IFAB sobre esta temática. Percebe-se assim que não havendo impedimento do IFAB, mas apenas dos regulamentos em Portugal, então a passagem das imagens do VAR nos ecrãs dos estádios, permitindo maior transparência e escrutínio, depende tão só da vontade política da FPF para tal. Sendo assim, a simples alteração dos regulamentos, torna-o viável, permitindo aos adeptos acompanharem em tempo real as incidências do VAR, introduzindo mais transparência e valorizando o seu papel.  

Fica também claro que na organização actual do futebol, os clubes não estão a ter o reconhecimento da sua real importância e do seu contributo nas suas múltiplas dimensões. 

Quem quiser debater e resolver seriamente estas temáticas não se pode deixar levar pelo ruído, ou seja, não se pode preocupar apenas com o fumo e esquecer o fogo que lhe dá origem. Sobretudo quando as cortinas de fumo são provocadas por cartilhas estrategicamente trabalhadas, tendo por base a propaganda e o terrorismo comunicacional tentando abafar os crimes que estão a ser investigados.

Boa leitura!

Foto DR

"Invasão a Madrid" é a manchete do Jornal Sporting

Por Jornal Sporting
04 Abr, 2018

Semanário verde e branco lança a primeira mão dos quartos de final da Liga Europa, que se jogará nesta quinta-feira à noite

O Jornal Sporting desta semana apresenta como grande destaque a deslocação à capital espanhola que a equipa de Jorge Jesus vai fazer, em conjunto com mais de três mil Sportinguistas que irão ao novo estádio do Atlético de Madrid apoiar os leões.

Além da 'excursão' realizada a propósito da Liga Europa, o semanário verde e branco realiza como chamadas de capa a vitória da formação de andebol na Luz, frente ao Benfica, as medalhas de Anri Egutidze e de Jorge Fonseca no Grand Prix de Tblisi e a conquista do Torneio da Pontinha pela quinta vez consecutiva.

O jornal que irá para as bancas nesta quinta-feira traz ainda a habitual cobertura da actualidade leonina, mas não apenas: além dos conteúdos de sempre, existe uma entrevista exclusiva a Rita Fontemanha, jogadora da equipa sénior de futebol, e um póster dos heptacampeões nacionais de natação. 

Razão de ser: 96 anos tão actuais

Por Jornal Sporting
31 Mar, 2018

Primeira edição, então quinzenal e denominada Boletim Sporting Clube de Portugal, prova o quão actual se mantém a filosofia da publicação leonina e a mais antiga do Mundo em termos de clubes. Faz este sábado 96 anos que o caminho começou a ser percorrido

Pode parecer mentira, mas lendo atentamente o primeiro número do Boletim Sporting, que teve a sua edição de estreia a sair à rua a 31 de Março de 1922 – três meses depois de o professor Mário Moniz Pereira se ter feito Sócio do Sporting, menos de um ano depois de nascer – para se perceber o quão actual continua o mote que serviu para o pontapé de saída da primeira publicação leonina e a mais antiga do Mundo, no que a clubes diz respeito.

O Clube sentiu necessidade de informar os seus associados de tudo o que se passava, não apenas em termos de decisões da Direcção e respectivos comunicados aos Sócios como também os resultados alcançados pelas várias equipas que defendem as cores do Clube. "Procederemos por forma que o Boletim seja um duradouro arquivo histórico de tudo o que ao S.C.P. interesse", pode ler-se no original, ainda que não, naturalmente, com esta grafia.

A urgência de ver retratado na imprensa, com a dignidade que as ocasiões exigiam – e continuam a exigir! –, os feitos alcançados pelo Sporting tornou-se na alavanca que José Serrano, Mendes Leal e Júlio Araújo usaram para levar à criação do Boletim, nascido das tertúlias leoninas que aconteciam no Café Martinho, em frente à Estação do Rossio e não muito longe da antiga sede nos Restauradores, antes mesmo de se mudarem definitivamente para o Palácio Foz, em 1933.

A filosofia e a ambição continuam intactas no Jornal Sporting e não só: "Vencer a indiferença da maioria tem sido preocupação constante desta Direcção", lê-se no número 1 do Boletim Sporting, em 1922.

[Para mais reportagem do aniversário, ler a edição n.º 3669, já nas bancas]

 

 

 

 

Foto DR

Entrevista a Rúben Ribeiro em destaque no Jornal Sporting

Por Jornal Sporting
29 Mar, 2018

96.º aniversário do semanário verde e branco, a abertura da nova Loja Verde, o rescaldo do IV ‘The Future of Football’ e os nacionais de natação também merecem atenção

Prestes a completar este sábado o 96.º aniversário, a mais recente edição do Jornal Sporting, que esta quinta-feira saiu para as bancas, recorda nas duas primeiras páginas edições históricas do Jornal mais antigo do Mundo ao nível de clubes.

A edição n.º 3669 do semanário verde e branco destaca, também, a entrevista a Rúben Ribeiro, jogador da equipa principal de futebol às ordens do míster Jorge Jesus. “Pelo bom futebol, a minha ambição sempre foi o Sporting”, pode ler-se na machete.

Leia ainda o rescaldo da IV edição do congresso 'The Future of Football', realizada, pela primeira vez, no Pavilhão João Rocha.

As 14 medalhas de ouro, nove de prata e nove de bronze conquistadas pela natação leonina nos Nacionais individuais na Madeira também merecem atenção.

Por fim, não perca ainda a reportagem da inauguração da nova Loja Verde, em pela Rua Augusta.

Estes e muitos outros temas para ler no Jornal Sporting, esta quinta-feira nas bancas.

Foto DR

“A sorte dá muito trabalho”

Por Jornal Sporting
29 Mar, 2018

Editorial do Director do Jornal Sporting na edição n.º 3669

A semana terminou, e começou, em festa! Na sexta-feira passada, completaram-se cinco anos que a equipa liderada pelo Presidente Bruno de Carvalho foi eleita pela primeira vez. Neste dia, foi inaugurada a nova Loja Verde, na baixa lisboeta, junto ao elevador de Santa Justa. Os Sportinguistas inundaram a Rua Augusta, tornando-a numa correnteza verde e branca, onde a alegria, entusiasmo e orgulho foram notas dominantes. Na segunda-feira seguinte, assinalaram-se cinco anos da tomada de posse dos órgãos sociais sufragados em 2013 e fez-se a inauguração da exposição temporária no Museu Sporting sobre o saudoso Prof. Mário Moniz Pereira.

Estamos, naturalmente, satisfeitos e orgulhosos pelo trabalho efectuado, mas não deslumbrados. Sabemos bem das exigências e responsabilidades, bem como das adversidades que teremos de superar para manter o Sporting no rumo certo. 

Quando evocamos os cincos anos da primeira eleição da equipa liderada por Bruno de Carvalho, tal como na Pirâmide de Maslow em que a hierarquização das necessidades parte dos níveis mais básicos e só depois de estes estarem satisfeitos é que se passa para níveis hierárquicos superiores, a realidade hoje vivida no Clube situa-se em níveis de exigência tal que muitos ignoram ou não se lembram das necessidades básicas que se sentiam em 2013.

Porque a memória é um alicerce do futuro, nomeadamente para que não se cometam os erros do passado e destes se retirem lições aprendidas que nos tornem mais conhecedores e robustos para os desafios a enfrentar, recordamos aqui alguns episódios. Poucos se lembrarão que, contrariamente a todos os membros da sua equipa, o Presidente Bruno de Carvalho não tomou posse, no dia 27 de Março de 2013, mas sim na véspera. Esta antecipação deveu-se à gravidade extrema em que o Clube então vivia, pelo que só por aqui se percebe a mudança drástica a que assistimos…

De um Clube desrespeitado, descrente, com Sócios e adeptos afastados, com o orgulho ferido, situação desportiva e financeira calamitosa, passámos para uma recuperação extraordinária que os Sócios vieram, aliás, a reconhecer e a premiar com o seu voto nas eleições de 2017 e mais recentemente, na última AG, de 17 de Fevereiro de 2018.

Quem for honesto e queira fazer uma análise séria e objectiva, verifica que melhorámos em todas as dimensões do nosso Clube. Vivemos, actualmente, uma situação robusta no plano desportivo e financeiro; temos um Clube em expansão a nível global, marcando a agenda internacional (p.e. TPO ou VAR); reconhecemos os nossos ídolos tão injustamente esquecidos (veja-se o caso de Peyroteo e a criação dos Prémios Honoris); aumentámos o número de Sócios, quase duplicando a sua cifra, chamando simultaneamente a nós figuras galácticas, como Cristiano Ronaldo e Cantona; reforçámos este Jornal, que celebra esta semana o 96.º aniversário, e criámos a Sporting TV; aumentámos o património, concretizando o sonho de milhões, construindo o Pavilhão João Rocha; quase duplicámos o número de modalidades praticadas, não esquecendo o desporto paralímpico; ganhámos mais seis títulos europeus por equipas (em quatro modalidades distintas); aumentámos decisivamente a nossa competência e competitividade com as nossas modalidades na liderança ou na disputa das mesmas.

Tratou-se de uma recuperação extraordinária num ambiente e contexto particularmente difíceis, pelo que, parafraseando Moniz Pereira, “a sorte dá muito trabalho”. 

É verdade sim, há um titulo que todos procuramos e ainda não conseguimos, o de Campeão Nacional, em futebol sénior masculino (pois no feminino já estamos a caminho do “bi”). Partimos, em 2013, de uma situação em que ficámos na 7.ª posição e arredados da Europa. Neste período, no entanto, já estivemos muito perto (15/16) mas não chegámos lá, apesar de termos batido o recorde de pontos alcançados. Talvez a muita informação que ultimamente tem vindo a público possa ajudar a perceber a sua razão. Mesmo assim, conquistámos uma Taça de Portugal (14/15), uma Supertaça (15/16) e, já esta época, a Taça da Liga. Neste momento, estamos em três frentes, situação que há muito por esta altura não vivíamos. 

Somos muito mais que um Clube de futebol! A nossa grandeza, e aquilo que nos torna na maior potencia desportiva mundial, é prova disso mesmo. Sabemos, e não escamoteamos, que o futebol é o seu principal motor, pelo que todos, legitimamente, nos questionamos: se conseguimos ganhar em todas modalidades, por que razão não vencemos ainda no futebol? Pensamos que a resposta não se fica apenas por termos sido menos competentes…

Faça-se justiça! Sabemos que ainda não conseguimos, mas todos sentimos que estamos cada vez mais perto. 

Boa leitura!

Sai um processo para a mesa do fundo…

Por Jornal Sporting
22 Mar, 2018

Editorial do Director do Jornal Sporting na edição n.º 3668

A solidariedade é um gesto nobre. Como já aqui relatámos, Gelson Martins, ao ver um amigo numa situação difícil, quis manifestar-lhe o seu apoio. Decidiu num jogo tirar a camisola e exibir uma mensagem de fraternidade na celebração de um golo, tendo o árbitro consequentemente lhe exibido um segundo cartão amarelo e a respectiva ordem de expulsão. 

Trago de novo este episódio para realçar que por mais nobres que sejam os nossos gestos, estes, em determinadas circunstâncias, têm inevitáveis consequências. 

A propósito, a recente solidariedade e confiança renovadas pela administração do Benfica no seu representante e director jurídico, Paulo Gonçalves, poderá ser também, para alguns, um gesto a enaltecer. No entanto, este não deixará também de ter, em função do próprio desfecho do caso “e-toupeira”, as respectivas consequências. A atitude unânime e cúmplice de manter Paulo Gonçalves terá, caso se provem as gravíssimas acusações, consequências directas tanto para a Direcção como para o próprio clube da Luz. Isto porque se tornaram consciente e solidariamente responsáveis ao caucionarem todas as suas condutas.

Ainda a propósito daquela decisão, vieram a público notícias contraditórias sobre as verdadeiras razões de o Benfica ter mantido Paulo Gonçalves. Esta poderá não ter sido apenas por solidariedade dos seus pares, mas por uma eventual insinuação daquele poder vir, caso o deixassem cair, a transformar-se numa espécie de “garganta funda”, revelando alegadamente informação altamente comprometedora. 

Tem sido, no mínimo, curiosa a posição mantida, sem dúvida coerente, relativamente a outras figuras secundárias do Benfica, que debaixo dos holofotes mediáticos, dos “e-mails” e da justiça, continuaram e continuam a merecer a confiança dos dirigentes encarnados. Veja-se as tribunas de propaganda que dispõem nos media, em Guerra permanente. Provavelmente fica a dever-se a um eventual receio similar àquele que supostamente poderá estar na base de manter Paulo Gonçalves. 

Como trememos de medo face às ameaças persecutórias dos responsáveis da Luz de instauração de processos judiciais, face a tudo o que se diz, ou que se possa dizer e suspeitamos mesmo, sobre aquilo que se possa pensar, vamos ficar por aqui. Mas não sem antes deixar um alerta, as ameaças estão a ser disseminadas em larga escala, nomeadamente em programas televisivos. Em directo, um representante vermelho tentou condicionar toda e qualquer intervenção, com a consequente limitação da liberdade de expressão, dos restantes intervenientes em debate, seguindo a máxima “em Guerra vale tudo”, mas isto são pormenores que não interessam, pois não? A ERC, Sindicato dos Jornalistas e o CNID terão por certo a resposta…

Ouve-se por aí dizer que o Gabinete de Processos (ou será de Crise?) está activíssimo, ao que parece, por serem premiados em função do número de processos instaurados. Têm já alegadamente na mira administradores de um grupo de comunicação social, jornalistas, blogers e simples cidadãos. Foi mesmo noticiado que o clube da Luz terá processado um blogue por violação de segredo de justiça, por este ter citado fontes abertas que até identificou correctamente como mandam as boas práticas jornalísticas, sem a tal estar vinculado. Perante isto, ainda afirma o líder encarnado que a paródia acabou?

Enquanto o Gabinete de Processos (ou de crise?) se entretém em atirar em tudo quanto mexe, tendo o mérito de estimular a economia pelo volume de trabalho que proporciona, não descura a sua principal missão, a actividade propagandística. Para tal, segue uma estratégia clássica mas potenciada pelas redes sociais. O processo é simples, um jornal amigo dá noticia de capa, esta é citada por outros media e vai-se transformando e ganhando vida própria nas redes sociais.

Como se sabe as “fake news” proliferam nas redes, com a veracidade e credibilidade das fontes a não serem tidas em conta. Segundo Sinan Aral (autor de um estudo sobre o twitter e professor da Escola de Gestão de MIT Sloan), as histórias falsas no Twitter são 70% mais propensas a serem partilhadas do que as verdadeiras, afirmando que, no estudo, "a grandeza da enorme diferença na velocidade, amplitude, (e) profundidade com que as notícias falsas se espalharam em comparação com a verdade foi surpreendente” ou seja,  "uma mentira pode viajar meio caminho à volta do mundo, enquanto a verdade está colocada nos seus sapatos".

Boa leitura!

Títulos e vitória frente ao Rio Ave em destaque

Por Jornal Sporting
22 Mar, 2018

Futebol, goalball, natação atletismo, congresso TFOF e os cinco anos de Bruno de Carvalho à frente do Sporting CP fazem manchete nesta edição n.º 3668

A edição n.º 3668 do Jornal Sporting que este quinta-feira saiu para as bancas traz em manchete a vitória frente ao Rio Ave, em Alvalade, referente à 27.ª jornada da Liga NOS. "Da raça que não se verga", pode ler-se em destaque, com Gelson Martins a beijar o leão rampante, após ter inaugurado o marcado.

No entanto, o fim-de-semana passado foi também de conquistas, desde logo com o títuo europeu goalball; com os campeões nacionais de natação com o seu sétimo ano consecutivo sem rival (masculinos); e nos Nacionais de corta-mato longo, que decorreu em Monforte, com a dobradinha (masculinos e femininos), tendo as leoas de garra ocupado todos os lugares do pódio.

Esta edição marca igualmente o arranque da IV edição do congresso 'The Future of Football' e, por último mas não menos importante, uma reportagem de quatro páginas sobre os cinco anos de Bruno de Carvalho à frente do Sporting Clube de Portiugal, com dados, quadros, números e curiosidades que marcam um tempo de viragem em Alvalade com a nova liderança leonina.

Estes e outros assuntos, a não perder!

Foto José Cruz

"O ambiente no Sporting é de outro Mundo”

Por Jornal Sporting
15 Mar, 2018

Matevsz Skok é o mais recente guardião da baliza do andebol leonino. Tem 31 anos e 1,88 metros de altura, uma dimensão recheada de uma personalidade atípica, ‘louca’, mas fascinada com o Clube que encontrou em Alvalade

JORNAL SPORTING – A curiosidade é comum a todos os Sportinguistas: como se define enquanto jogador?
MATEVSZ SKOK
– Normalmente, quem se cruza comigo define-me como um ‘maluco’. Todas as conversas acabam com as pessoas estupefactas comigo. Penso que isso me liga ao andebol, um jogo emocionante que tem a ver com a minha personalidade. O meu pai também jogou, e foi daí que veio o meu interesse. Moldei-me muito com este desporto. 

Ficou surpreendido com o interesse do Sporting, um Clube eclético, na sua contratação?
Toda a gente diz que, na Europa, as pessoas só se interessam com futebol, e era mesmo isso que também pensava. Quando soube do interesse, comecei a perceber que o andebol também importa, que tem boas equipas que jogam muito bem e fiquei muito entusiasmado. 

O que conhecia dos leões?
Falei com alguns atletas que passaram por cá e outros que ainda cá estão. Já sabia do novo pavilhão, tinham-me contado da grandiosidade dele e é inevitável falarem dos adeptos, que estão espalhados pelo país inteiro.

Leia a entrevista na íntegra na edição impressa do Jornal Sporting, esta quinta-feira nas bancas

Foto DR

Alegadamente, um gabinete de crise…

Por Jornal Sporting
15 Mar, 2018

Editorial do Director do Jornal Sporting na edição n.º 3667

A crise é descrita, em diferentes manuais, como uma mudança repentina que altera o estado de normalidade de uma organização, alterando as suas rotinas e equilíbrio natural. As crises podem ter inúmeras proveniências: causas naturais, tecnológicas, de mercado, má conduta, entre muitas outras. Estas, por sua vez, podem dar origem a diferentes tipos de crises, como por exemplo, de litigância, jurídico-legais ou reputacionais.

Há várias ferramentas e instrumentos de apoio à gestão de uma crise no sentido de minimizar o seu impacto negativo, possibilitando uma gestão mais eficaz ou até mesmo evitá-la. Para isso, é necessário trabalhar de forma preventiva antes mesmo das crises eclodirem. A gestão de crise está, assim, intimamente correlacionada com a gestão de risco. Quando se gerem cenários de crise, o primeiro passo é a elaboração de uma matriz de risco. Esta assenta na exposição ao risco, probabilidade de ocorrência e impacto causado, caso o risco identificado venha de facto a ocorrer.

Percebe-se assim que seja através da análise da matriz de risco que venha a ser preparada a resposta da organização, e respectivos planos de contingência, em função dos diferentes cenários que eventualmente se perspectivem. Toda esta informação, responsabilidades, procedimentos, meios e recursos para dar resposta a uma crise são sistematizados num documento que tem o nome de Manual de Gestão de Crise. O conceito de crise, tipologias, cenários, alertas e respostas estão nele tipificados, com a responsabilidade de intervenção claramente definidas para cada uma das situações. Um dos instrumentos previstos, em função da gravidade e da evolução da própria crise, é a necessidade de juntar, num mesmo local, aqueles que têm a capacidade legítima de decisão e de alocar os recursos necessários com a maior brevidade possível. Trata-se da constituição de um Gabinete de Crise a quem competirá, nos moldes definidos, a responsabilidade de gerir a crise instalada.

Dito isto, e conhecendo os nossos rivais tão bem esta realidade, foi com alguma surpresa que fomos confrontados com a declaração de Luis Filipe Vieira que iria, a partir de segunda-feira passada, contar com um gabinete de crise. Primeiro, porque a crise existe de facto e já é reconhecida para os lados da Luz há muito tempo, pelo que “das duas, três”: não souberam avaliar correctamente a situação por se considerarem impunes ou intocáveis; entraram em negação e meteram a cabeça na areia; ou então, haverá uma outra qualquer razão que a própria razão desconhece.

Curioso, ou não, é que o anúncio da criação do gabinete de crise não foi mais do que um ultimato, uma ameaça e tentativa de coacção, sobre aqueles que coloquem em causa ou questionem o que se está a passar, sejam eles quem forem. Desde adeptos, agentes desportivos, agentes da justiça e de investigação ou jornalistas... Quanto a estes últimos, clara e inequivocamente visados e intimados no seu direito à informação, à opinião e à liberdade de expressão, não escutámos, até agora, reacção alguma. Nem dos próprios, nem tão pouco das instituições que costumam ser tão diligentes no que respeita ao Sporting CP e ao seu Presidente, mesmo sem razão ou motivo para que se pronunciem, como foi o caso do Sindicato dos Jornalistas, do CNID ou da ERC, para não falar em outros.

Este gabinete de crise, como li algures, é constituído por juristas e mais juristas, reforçado com mais juristas, com a missão de atacar tudo quanto mexe numa estratégia de intimidação e eventual coacção, remetendo o caso para o que realmente é, embora queiram fazer parecer o contrário, um caso de polícia e de justiça. Este é para ser tratado pelos tribunais, não esquecendo a silenciosa justiça e disciplina desportiva. Não se trata, de facto, de uma crise comunicacional ou reputacional (esta é, quanto muito, a consequência) apesar de o lugar-tenente da propaganda de Vieira ser, aparentemente, o coordenador deste gabinete. 

As ameaças à justiça, tentando inverter papéis entre os titulares do direito e os eventuais prevaricadores, são de facto uma grande paródia. O líder da luz, nas suas persecutórias afirmações, diz que não quer acreditar na clubite da justiça. Sendo verdade as revelações feitas pelo Expresso, os responsáveis do Benfica teriam tido conhecimento prévio das buscas e outras diligências ao estádio da Luz que, entre outras coisas, revelam uma violação clara do segredo de justiça, mas não só. Aliás, ao que parece, existem mesmo alegadas toupeiras equipadas a rigor.

Pelo nosso lado, continuaremos a acreditar que a justiça, pese algumas toupeiras e outros eventuais bicharocos, continua tal como é simbolizada pelo equilíbrio de uma balança e vendada. Ou seja, cega não olhando a cores ou outras quaisquer diferenças.

Boa leitura!

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