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Foto Pedro Zenkl

Regresso ao trabalho na Academia Sporting

Por Sporting CP
04 maio, 2020

Trabalho realizado com distâncias de segurança

A equipa principal de futebol do Sporting Clube de Portugal voltou ao trabalho esta segunda-feira na Academia Sporting, tendo mantido sempre as distâncias de segurança entre os jogadores conforme recomendação da Direção-Geral de Saúde (DGS).

Rúben Amorim utilizou os dois relvados da ala profissional e as respectivas zonas intensivas para dividir o plantel em vários grupos de trabalho sectorizado. Com a presença dos elementos do plantel sub-23 Matheus Nunes, Eduardo Quaresma, Nuno Mendes, Joelson Fernandes, Tiago Tomás e Gonçalo Inácio, o treino contou com trabalho com e sem bola. De fora estiveram apenas Luiz Phellype e Renan Ribeiro, ainda a cumprir os programas de recuperação das respectivas lesões.

Antes, à chegada, os jogadores, equipa técnica e restante staff foram sujeitos a testes de despistagem. Todos se apresentaram em condições de frequentar o espaço destinado à equipa principal. Estes procedimentos de segurança e de trabalho vão continuar por tempo indeterminado.

O grupo volta a trabalhar esta terça-feira, às 10h00, na Academia Sporting.

Plantel seguro nos trabalhos na Academia

Por Sporting CP
03 maio, 2020

Adopção de novas regras reforça protecção da equipa

Tendo em conta o levantamento do Estado Emergência e a completa ausência de casos de COVID-19 no plantel e restante staff do plantel principal do Sporting Clube de Portugal – os resultados dos exames efectuados na semana passada assim o revelaram – a equipa continua a trabalhar na Academia Sporting, respeitando sempre as medidas emitidas pelas autoridades competentes, nomeadamente a Direção-Geral da Saúde.

As medidas de segurança adoptadas a partir de dia 4 de Maio são:

- Após a chegada à Academia, jogadores, equipa técnica e restante staff terão um ponto de controlo para despistagem, nomeadamente através de medição de temperatura e questionário de saúde. Esse controlo será feito diariamente, antes da entrada na ala profissional;

- Os jogadores utilizarão os seus quartos individuais para se equiparem antes do treino, onde já estará tudo o que é necessário. Os quartos individuais voltarão a ser utilizados após o treino para a higiene pessoal.

- Todo o material necessário nas sessões de trabalho será higienizado antes e depois de ser utilizado.

- A sala de refeições foi reorganizada de forma a que exista o distanciamento social exigido. O facto dos jogadores chegarem espaçadamente também contribui para que nunca exista um grande aglomerado de pessoas no mesmo local. Após a utilização de cada um dos espaços nesta refeição, os mesmos serão desinfectados. O pessoal de apoio no refeitório terá obrigatoriamente de utilizar máscara;

- Depois do treino, continuarão a ser disponibilizadas aos jogadores e staff refeições que poderão levar para casa, devidamente acondicionadas e seleccionadas pela equipa de nutrição, com a escolha a ser feita em função dos menus diários preparados;

- No ginásio trabalharão pequenos grupos respeitando as normas de distanciamento, tendo existido uma reorganização do local;

- Nos relvados (quatro), será feito trabalho por sectores, continuando a ser respeitado o distanciamento anteriormente definido;

- Os balneários dos jogadores, treinadores, departamento clínico e staff não serão utilizados, estando encerrados e sendo substituídos pelos seus quartos individuais;

- Todos os espaços, utilizados ou não, serão higienizados por pessoal especializado e de acordo com as normas sanitárias, antes do início dos trabalhos e após a saída de todos;

- Apenas estará presente na Academia Sporting o staff estritamente necessário para o funcionamento diário da equipa. Caso as funções de cada um obriguem a permanecer nos gabinetes, será obrigatória a utilização de máscaras, previamente distribuídas;

- Os trabalhos apenas decorrerão durante a manhã, devendo depois disso ser feito o regresso a casa para continuidade do isolamento social.

Pandemia de COVID-19

Por Sporting CP
30 Abr, 2020

Plantel principal e equipa técnica sujeitos a novos testes

A formação principal do Sporting Clube de Portugal, incluindo a equipa técnica e respectivo staff, realizou esta quinta-feira, nas instalações da Academia Sporting, a segunda sessão de testes à COVID-19.

Foram novamente realizados testes serológicos (análises ao sangue) e de PCR através de colheita nasofaríngea (zaragatoa).

Estes testes enquadram-se no protocolo de regresso aos treinos que foi definido com o objectivo de proteger todos os profissionais de um possível contágio do vírus.

Vírus da COVID-19

Por Sporting CP
24 Abr, 2020

Sporting CP testou imunidade da equipa profissional e restante staff

O Sporting Clube de Portugal realizou testes serológicos (sangue) ao SARS-CoV-2 a todo o plantel profissional e staff para aferir de possível imunidade ao vírus.

Verificou-se um teste positivo para IgG (imunoglobulina G – anticorpo) com IgM negativa, que indica provável imunidade adquirida desse atleta.

De salientar que o atleta se manteve sempre totalmente assintomático.

Restantes exames, nomeadamente PCR por colheita nasofaríngea e orofaringe (zaragatoa) serão efectuados antes do início dos treinos formais em grupo, conforme indicação do grupo de estudo da Liga Portugal.

Foto SP Audiovisuais

Trabalho individual na Academia

Por Sporting CP
20 Abr, 2020

Jogadores voltaram a trabalhar ao ar livre seguindo todas as recomendações da DGS

O Sporting Clube de Portugal abriu, nesta segunda-feira, a Academia de Alcochete para os jogadores terem a oportunidade de realizar trabalho individual ao ar livre, abandonando assim, alguns deles, as restrições inerentes aos espaços individuais de que dispõem em casa para a realização do mesmo.

Todas as recomendações da Direção-Geral da Saúde foram, obrigatoriamente, cumpridas e até aumentadas. Nesse sentido, nenhum jogador esteve a menos de 10 metros de outro.

Em cada campo trabalharam apenas dois jogadores – meio campo para cada um –, com o aconselhamento do preparador físico Gonçalo Álvaro e do responsável pela Unidade de Performance Francisco Tavares e a supervisão do médico Nuno Loureiro.

Todos os jogadores aproveitaram a possibilidade concedida e respeitaram as indicações dadas: chegaram equipados de casa, seguiram para os diversos campos, correram com e sem bola e regressaram directamente às viaturas para voltarem a casa.

Além dos jogadores da equipa principal, trabalharam na Academia Sporting os jovens Nuno Mendes, Joelson Fernandes, Eduardo Quaresma, Gonçalo Inácio, Matheus Nunes e Tiago Tomás.

Foto Pedro Zenkl

Neto: "A indefinição mata-nos, mas o pensamento tem de estar na saúde"

Por Sporting CP
08 Abr, 2020

À conversa com a Sporting TV, o central deu conta do primeiro mês de confinamento, elogiou a formação verde e branca e ainda o novo treinador do Sporting CP

O futebol parou há cerca de um mês em Portugal e o Sporting Clube de Portugal foi dos primeiros clubes a recolher-se. Por isso, a equipa principal de futebol está prestes a cumprir um mês de confinamento.

Ainda assim, à conversa com a Sporting TV, Luís Neto disse que “o acompanhamento por parte do Sporting CP tem sido muito bom” e falou sobre a rotina do último mês: “As grandes diferenças na minha vida passam por não ir à Academia e a ausência de jogos porque, por norma, eu já costumo passar muito tempo em casa, mas num dia ou outro torna-se mais complicado”.

“Treino em casa logo pela manhã, depois faço ioga, meditação e outras actividades, como kickboxing, para estar bem física e psicologicamente. Isso tem ajudado a preencher o vazio de não poder estar no meu local de trabalho”, contou, admitindo que tem sido difícil estar privado de fazer aquilo que gosta.

“Estamos sempre insatisfeitos, mas agora começamos a sentir que afinal estagiar e treinar todos os dias é bom e isso acaba por puxar o animal de hábitos que temos em nós e dá-nos ainda mais vontade de treinar e jogar”, afirmou, referindo: “Custa-nos estar longe da nossa paixão e de tudo que a envolve. Apesar de tentarmos compensar com o treino virtual e as novas tecnologias ajudarem a manter o espírito de grupo, isso não chega para compensar tudo”.

“Adoro treinar, jogar e competir, por isso acredito que aquilo que todos nós futebolistas estamos a sentir neste momento será mais ou menos aquilo que sentiremos quando já não jogarmos”, desabafou, dizendo que esta paragem forçada o tem feito pensar no final da carreira: “Sinto saudades de ir à Academia, do espírito de grupo e do local de trabalho. Por isso, até começo a pensar que quero esticar a carreira por mais um par de anos”.

Nesse sentido, o internacional português de 31 anos disse que está ansioso por voltar a jogar, mas justificou que neste momento há coisas mais importantes: “Estamos todos ansiosos, mas também a fazer aquilo que nos foi pedido – ficar em casa. A indefinição mata-nos por dentro, mas neste momento o pensamento tem de estar na saúde e não no futebol”.

Por isso, sem pensar no que acontecerá nas próximas semanas, Luís Neto recordou os primeiros meses de Leão ao peito: “Não vejo a época pelo número de jogos, mas, de um modo geral, estou muito feliz pela oportunidade que me foi dada e por poder presenciar de perto e todos os dias a grandeza do Sporting CP, um Clube que me habituei a gostar... e acho que isso se tem notado”.

Assim, atento ao Clube, o experiente central, além de ter elogiado os centrais do plantel Leonino, falou da formação verde e branca: “O Sporting CP está a ir pelo caminho certo. O futuro é a mescla de jogadores da formação, que sintam o Sporting CP e o representem com o sentimento de Liga dos Campeões, e os mais experientes. Precisamos de jogadores com fome e vontade de devorar o Mundo”.

“Os que mais conheço são o Joelson Fernandes e o Eduardo Quaresma, e ambos têm capacidade para integrar a equipa principal, mas o Sporting CP tem um grande e bom leque de opções. Por isso, acho que tem o futuro assegurado”, referiu.

Na mesma ocasião, Luís Neto falou do novo treinador, Rúben Amorim, deixando-lhe rasgados elogios: “A nível de mensagem o mister é muito positivo e a informação é clara e passa facilmente. E, pela personalidade que tem, consegue colocar-nos a todos dentro do mesmo objectivo. Além disso, o nível de treino e a intensidade, assim como as ideias, agradaram a todos e quando assim é, quando se acredita nas ideias do treinador, fica tudo mais fácil”.

Foto José Lorvão

João Lopes: "Os jogadores são bastante disciplinados"

Por Sporting CP
06 Abr, 2020

Nutricionista da equipa de futebol revela as indicações dadas ao plantel

João Lopes, nutricionista que acompanha diariamente a equipa principal do Sporting Clube de Portugal, revelou algumas das indicações alimentares dadas ao plantel orientado por Rúben Amorim que, à semelhança dos restantes habitantes em território nacional, encontra-se em isolamento social.

“Adoptámos algumas estratégias que passam pela pesagem regular, o estabelecimento de planos nutricionais adequados e apoio no que diz respeito às compras. Fornecemos também receitas aos atletas para tentar dinamizar um pouco a sua alimentação. Além disso, tentamos perceber, em conjunto com os preparadores físicos, se existem necessidades que têm de ser cumpridas conforme o treino que devem realizar em casa. Para esse efeito, recorremos aos nossos parceiros de nutrição com refeições produzidas de acordo com as necessidades de cada jogador ou mesmo com alguma suplementação que possa ser necessária”, começou por dizer.

Apesar de admitir que “grandes restrições podem funcionar inversamente, comprometendo o sistema o sistema imunitário e os objectivos dos atletas”, João Lopes lembra que, ainda assim, é necessário resistir à tentação.  

“A vontade de petiscar pode surgir meia hora após uma refeição completa. Tendo isso em conta, fornecemos aos jogadores estratégias no sentido de combater estas situações, seja através de snacks saudáveis ou de suplementação. Um iogurte ou lacticínios, produtos com alto teor de proteína, ou uma gelatina sem açúcar, não perturbam o balanço total de calorias diárias”, contou.

Com o regresso aos treinos e à competição a ser, para já, uma incógnita, o nutricionista assegura que não é necessário “adoptar estratégias drásticas, até porque, por norma, os jogadores do Sporting Clube de Portugal são bastante disciplinados no aspecto alimentar”. “Nessa altura (do regresso), faremos todas as avaliações necessárias para perceber o estado actual dos atletas e trabalhar a partir daí”, referiu.

Foto Pedro Zenkl

"Estamos a treinar à espera de ser chamados a qualquer momento

Por Sporting CP
01 Abr, 2020

Gonçalo Álvaro assegurou que os Leões estão a trabalhar de forma intensa

Em entrevista à Sporting TV, Gonçalo Álvaro, preparador físico da equipa principal de futebol do Sporting Clube de Portugal, abordou o actual momento vivido com a pandemia de COVID-19. O membro da equipa técnica de Rúben Amorim admitiu que "é uma situação que ninguém esperava", mas revelou que o grupo tem trabalhado para regressar ao activo assim que possível.

"É uma situação única na nossa história e apanhou-nos desprevenidos. Não saber quando vamos voltar à competição ou, sequer, aos treinos no terreno deixa-nos aquém de estabelecer objectivos concretos. Prescrevemos exercícios para que os atletas mantenham a forma para caso sejam chamados daqui a uma semana, duas semanas ou um mês, apresentem níveis físicos razoáveis e não tenham perdido muito em relação ao que queríamos", começou por dizendo, passando depois a explicar o que foi feito ainda antes da quarentena do plantel.

"Quando começaram a aparecer as questões de saúde pública, a unidade de performance reuniu de imediato. O nosso director clínico João Pedro Araújo teve a responsabilidade de nos dar as guidelines em relação ao que se passa. Em equipa, organizámos um treino para diminuir ao máximo os efeitos negativos que esta paragem poderia trazer aos atletas", referiu.

Questionado sobre os treinos que a equipa está a realizar, Gonçalo Álvaro descreveu o dia-a-dia de trabalho de todo o grupo. "Temos um microciclo organizado de segunda a sábado. Fazemos treinos de manhã, online, em que estamos todos na presença uns dos outros. Treinamos em grupo e fazemos uma sessão todos juntos. Temos ainda o trabalho compensatório enviado por nós. (...) Quando chegam à sala [de videoconferência], eles têm o momento social deles. A equipa continua e é preciso manter o contacto entre as pessoas. Depois desse período social, o treino começa com organização e disciplina. O treino é aplicado e respeitado, naturalmente. No fim da sessão, os jogadores voltam à parte mais social e de espírito de grupo, que é tão fundamental neste período", frisou, acrescentando ainda que há "a preocupação do desenvolvimento dos mais jovens, que ainda não atingiram patamares iguais aos mais velhos". "Temos trabalho específico para eles de forma a continuarem o percurso de alta competição e não estagnarem com esta paragem", adiconou.

Em relação ao momento em que os treinos no relvado vão voltar a ser uma realidade, não sendo ainda conhecida essa data, o preparador físico admitiu que vai ser necessário algum tempode trabalho no relvado porque há exercícios impossíveis de realizar em casa: "Existem muitas componentes no futebol. Em casa, não estamos a treinar a componente de grupo, como por exemplo as estratégias tácticas. A nossa principal preocupação é manter o sistema central apto. Depois, na relva, há que fazer o trabalho táctico e ainda uma posição muito específica no futebol, que é o número de acelerações e desacelerações a que o atleta é sujeito. Isto tem muito a ver com as mudanças de direcção, com as travagens, com o bater na bola, com o roubar a bola. Não é possível reproduzir isto em casa, naturalmente, e eles precisam de ter um estímulo no terreno semelhante ao do jogo. Preocupamo-nos com todas as características físicas, mas vamos precisar de uma adaptação quando regressarmos aos treinos no relvado."

Gonçalo Álvaro lembrou também que os "atletas são pessoas normais" e que, tal como a população em geral, "não sabe quando vai poder sair de casa", mas que o trabalho tem sido feito de forma a assegurar uma boa resposta quando os treinos presenciais regressarem. "O nosso foco é permanecer ligados. Ainda não desligámos o modo competitivo para esta época. Os atletas sabem que estão em casa, mas que preparamos diariamente o treino deles. Eles sabem que vão competir a qualquer momento e que não podemos falhar nesse período. São atletas profissionais e que mais gostam de fazer é competir e ganhar. Estamos a treinar à espera de ser chamados a qualquer momento. Não desligámos o chip da competição e estamos prontos", prometeu.

Por fim, Gonçalo Álvaro dirigiu-se aos Sócios e adeptos do Sporting CP. "Posso garantir a todos os Sportinguistas que temos pessoas muito competentes em várias áreas e que, com as reuniões que fizemos antes desta fase, organizámos o nosso plano para que estivéssemos sempre num estado de competição, ou seja, que não perdêssemos o foco e que minimizássemos o facto de estarmos em casa. O trabalho que está a ser feito é fantástico. Estamos preparados para voltar a trabalhar no terreno, para competir e para acabar este campeonato, se for o caso", finalizou.

Foto José Lorvão

Jovane Cabral: "Espero que toda a gente fique em casa"

Por Sporting CP
28 Mar, 2020

Declarações do jovem Leão

Em casa a cumprir a quarentena devido à pandemia de COVID-19, Jovane Cabral é mais um dos elementos do plantel principal de futebol do Sporting Clube de Portugal que tem estado arredado dos treinos e dos jogos. Em entrevista aos órgãos de comunicação Leoninos, o atleta formado na Academia Sporting admitiu que têm sido dias complicados, mas que tem trabalhado para não perder o foco.

"Não tem sido fácil, mas tenho feito os meus treinos e tento aproveitar estes dias para trabalhar a mente e o físico. (...) Não dá para trabalhar muito, mas tento fazer o máximo. Tenho treinado de manhã com o acompanhamento do Sporting CP. Tenho gostado muito e é sempre bom", começou por dizer.

O extremo admitiu que "treinar em casa e treinar na Academia Sporting são coisas completamente diferentes", pelo que já tem muitas saudades do futebol. "Treinar no campo, com bola, é sempre melhor. Tenho muitas saudades da bola. (...) Jogar é sempre bom, assim como estar com os adeptos e as pessoas do Clube", frisou.

Depois de uma lesão, Jovane Cabral estava a ganhar forma e espaço na equipa verde e branca, pelo que "foi pena" esta interrupção, "mas o importante agora é a saúde". "Quando a época recomeçar, logo veremos. Tento sempre fazer o meu melhor para ajudar o Sporting CP. (...) A meu ver, ainda não atingi o meu máximo. Acho que consigo fazer muito mais do que o que já fiz. Espero demonstrá-lo o mais brevemente possível", acrescentou.

Sobre Rúben Amorim, o jogador de 21 anos assegurou que é um treinador "com boas ideias". "Dá confiança aos mais novos. Tem pouco tempo no Sporting CP, mas acho que vai correr tudo bem. (...) Nós temos de colocar as ideias dele em jogo e acho que vamos conseguir grandes coisas", proferiu, antes de descrever como têm sido os dias em quarentena em casa.

"Tenho falado com os meus colegas, como o [Rafael] Camacho, o [Gonzalo] Plata ou o Wendel. Falamos e PlayStation. (...) Treino de manhã e depois almoço. Faço a minha comida, que gosto de cozinhar, e depois descanso. À tarde, acabo o treino e faço alongamentos", contou.

Por fim, Jovane Cabral deixou um conselho aos Sportinguistas. "Espero que toda a gente fique em casa e que se proteja para que tudo fique bem", concluiu.

Foto José Lorvão

João Pedro Araújo: "Salvaguardar a integridade física"

Por Sporting CP
28 Mar, 2020

Director-clínico do Sporting CP comenta a nova realidade e a possibilidade de as provas regressarem

O director-clínico do Sporting Clube de Portugal, João Pedro Araújo, esteve à conversa com vários meios de comunicação social para falar sobre as problemáticas do novo dia-a-dia dos atletas Leoninos, referindo que nunca foi ideia do Clube colocar a equipa a treinar em Alcochete.

“Entendemos que o futebol tinha uma palavra muito grande a dizer, de responsabilidade social. Quisemos estar na vanguarda desse exemplo que temos de dar, e, por isso, nunca quisemos abrandar as medidas. A realidade não é igual para todos os clubes e por isso também podíamos ser injustos, daí a necessidade de um acordo generalizado. Para já vamos manter esta rigidez de deixar os atletas em casa, que tem a ver também com o exemplo que queremos passar”, disse.

Nesse sentido, coube ao staff verde e branco encontrar a melhor forma de manter os atletas activos e tentar arranjar forma de não atrasar alguns processos de recuperação, de forma a não causar problemas aos jogadores: “Foram seleccionados os casos de gravidade, nos quais a falta de tratamento podia ter consequências e podia deixar sequelas. O caso mais revelante, que vinha de uma cirurgia extensa, era o do Luiz Phellype. Só ele é que está a ser tratado nas instalações do Sporting CP. Os outros, com lesões menores ou já na fase final de recuperação, continuaram os programas em casa. O Renan estava num patamar intermédio e vem pontualmente à Academia”.

Na mesma ocasião, e numa altura que ainda não se sabe em concreto se as provas se dão por encerradas ou não, João Pedro Araújo falou na necessidade de dar tempo aos jogadores antes de os jogos começarem.

“Vamos ter de necessidade de uma mini pré-época. Vai ter de ser tudo bem planeado, pois estamos a falar de uma preparação para realizar o resto do campeonato de uma forma condensada. Os atletas estão a sofrer de destreino e depois vão ter muitos jogos seguidos, de grande exigência”, começou por dizer, acrescentando: “Penso que conseguiremos encontrar uma solução, mas não podemos empurrar os atletas para este calendário sem a devida preparação. Podemos estar a cometer um erro grave e depois podem surgir lesões com consequências para as carreiras dos jogadores. Não podemos ignorar essa questão”.

“Queremos concluir o campeonato de forma responsável, sem colocar os atletas em risco desnecessário”, justificou, comentando também a necessidade de haver algum espaçamento entre os jogos: “Precisaremos sempre de três dias completos. Se tivermos um jogo ao domingo, só podemos voltar à competição na quinta-feira. Jogar domingo, quarta e depois sábado é claramente insuficiente. Colocará todos os atletas em risco de lesão. Esse risco existe sempre, mas a ciência diz-nos que aumentamos o risco e podemos deixar sequelas. Com estes três dias de intervalo estamos a salvaguardar a integridade física”.

O certo é que o regresso nunca será fácil, no entender do director-clínico verde e branco, uma vez que além do corpo parado, os jogadores, como toda a população neste momento, vivem em isolamento social: “Alguns colegas têm levantado a questão de uma eventual fobia no retorno inicial aos treinos, e será normal. A denominada agorafobia, depois de um isolamento extenso. São situações algo desconhecidas, que não foram estudadas na população desportiva, mas certamente que estamos atentos a isso. Neste período há uma certa ansiedade e daí também as sessões de treino em grupo, com todos ligados em vídeo. Depois vai ser necessário um retorno muito criterioso para controlar fobias que possam surgir”, referiu.

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