Equipa leonina lutou durante os 60’ de jogo, mas acabou por ser traída na decisão de seguir em frente na Taça de Portigal através de grandes penalidades
A equipa de hóquei em patins do Sporting CP perdeu frente ao FC Porto (5-5 nos 50 minutos regulamentares mais 10 de prolongamento, com 3-0 nos penáltis), este domingo, no Pavilhão João Rocha, em jogo a contar para os oitavos-de-final da Taça de Portugal. Numa partida extremamente disputada do início ao fim por ambas as equipas, o FC Porto acabou por ser mais feliz nas grandes penalidades.
O encontro até começou com um FC Porto a ameaçar cedo (4’), mas foi do stick de Henrique Magalhães que surgiu o primeiro golo (5’), numa jogada de contra-ataque conduzida por Pedro Gil pela direita do rinque. O resto do primeiro tempo continuou com Ângelo Girão a presentar os 2.139 espectadores com defesas extraordinárias, permitindo chegar ao intervalo com a vantagem de um golo.
No segundo tempo, a equipa portuense entrou melhor concretizando o primeiro golo (30’) por itermédio do argentino Reinaldo Garcia e o segundo, logo de seguida, por Jorge Silva (33’), passando para a frente do marcador. Após o desconto de tempo pedido pelo Sporting CP, a equipa voltou com garra suficiente para Matias Platero, de remate directo, chegar ao golo (45’). Nos últimos três minutos da partida, ainda houve tempo suficiente para Reinaldo Garcia fazer o 2-3 e João Pinto repor o empate que permitia continuar a discussão no prolongamento.
Com o Pavilhão inteiro a cantar, numa só voz 'O nosso amor, a nossa fé!', Vítor Hugo, inspirado, fez o primeiro golo (53’). A luta continuou com a equipa azul e branca a chegar, não só ao empate, mas também para a frente do marcador com golos de José Costa (4-5). A luta continuou e, numa jogada estratégica, após a defesa de Ângelo Girão, a equipa comandada por Paulo Freitas, sem guarda-redes, apostou num cinco para quatro que resultou no golo de Vítor Hugo, a quatro segundos do fim do prolongamento. Estava feito o empate (5-5). O Pavilhão João Rocha entrou em delírio, autêntico vulcão verde e branco em erupção!
Com a equipa leonina a impor um grande espírito defensivo durante toda a partida, os penáltis acabaram por ser fatais para os leões. Caio, Vítor Hugo e João Pinto a não conseguir ir mais além do que as barras adversárias contra a eficácia extrema dos dragões.