Sporting CP B - SA Benfica
Sporting CP B - CSJ Brito
"O Campeonato Nacional é o mais importante"
10 Dez, 2017
Hugo Silva refere a tristeza pela saída de cena da Taça, mas identifica a prova principal da época, na qual a equipa somou mais uma vitória
Para o treinador do Sporting CP, Hugo Silva, era vital manter a senda vitoriosa no Campeonato Nacional e o técnico verde e branco destacou a seriedade dos jogadores: "Temos de encarar todas as equipas com o máximo de respeito. Espinho é a capital do voleibol. Sabem jogar bem, prova disso é a classificação que têm. As pessoas acham que são equipas mais fáceis. Basta olhar para a Taça de Portugal e ver o jogo do Sp. Espinho com o Vit. Guimarães, ninguém esperava um resultado daqueles".
Para o timoneiro do voleibol leonino a derrota na Taça está ultrapassada, vincando o foco na Divisão de Elite neste ano de regresso: "São jogos distintos. Não gostamos de perder, muito menos os Sportinguistas. Ficámos com a sensação de que podíamos ter ganho facilmente. Fomos inocentes, permitimos que dessem a volta. Teve momentos muito bons e foi um hino à modalidade. Queremos mais desses jogos. Agora, a Taça é secundária, mas importante, contudo há que entender colectivamente que o Campeonato Nacional é o mais importante, no qual temos argumentos para lutar e chegar uma final para ganhar".
Para Ricardo Teixeira, treinador da Associação Académica de Espinho, reconheceu a competência e o espírito combativo dos jogadores, vincando a "superioridade" do Sporting CP e a dificuldade de contrariar a "grande diversidade do ataque" leonino.
Reacção pela senda vitoriosa
10 Dez, 2017
Voleibol leonino somou o 10.º triunfo por 3-0 perante uma competente defesa da Associação Académica de Espinho
A equipa de voleibol do Sporting CP derrotou a Associação Académica de Espinho por 3-0 e segura o segundo posto e a perseguição à liderança, a apenas um ponto.
Depois da eliminação na Luz para a Taça de Portugal, os leões sabiam da importância de reagir à adversidade, enfrentando uma equipa aguerrida, cuja classificação (10.º lugar) não espelha a qualidade na recepção e no bloco. O começo da 14.ª jornada dificilmente poderia ser melhor com um 7-3 explícito da superioridade verde e branca, atacando bem as bolas mais curtas. Mantendo um nível alto no serviço, o Sporting CP dificultava a tarefa da Associação Académica de Espinho, contruindo uma vantagem confortável de 22-16. Os últimos 10 minutos do primeiro tiveram uma reacção da equipa nortenha, condicionando através do bloco um ataque ansioso do leão. O 22-19 ainda poderia deixar dúvidas, mas o entrada de rede João Simões assumiu protagonismo partilhado com a zona central (Robinho acima de todos) e garantiu o 25-21 ao fim de 25 minutos.
A turma de Espinho entrou a ganhar no segundo parcial e levou o encontro até a uma igualdade a 11. Contudo, o cansaço de uma defesa assinalável começou a fazer-se sentir e os leões descolaram, fazendo 14 pontos contra quatro do adversário, num segundo parcial finalizado com 25-15, em 23 minutos. A paciência do Sporting CP dera frutos e tanto Lourenço Martins como Iván Márquez somavam pontos na rede.
Sem grandes alterações, o Sporting CP prosseguiu o domínio com um início de 5-1, pautando-se posteriormente um equilíbrio nos jogos de serviço, com desperdício de ambas as partes. José Pedro Monteiro, no lugar de distribuidor de Miguel Maia, continuou a servir da melhor maneira João Simões (oito pontos) Robinho (10) e Lourenço Martins (10), este último o maior destaque do terceiro parcial.
O Sporting CP usufruirá de uma pausa competitiva, voltando a competir na Divisão de Elite a 22 de Dezembro, diante da Associação Académica de São Mamede.
Acad. Viseu vs Sporting CP B 21ª Jornada 2018 362276
"Com estes adeptos conquistaremos grandes coisas"
10 Dez, 2017
Bruno Fernandes agradecido pelo carinho... dos dois lados das bancadas e orgulhoso da família leonina
O médio leonino Bruno Fernandes voltou a casa, na deslocação do Sporting CP ao Bessa. Os axadrezados tinham sido a sua última casa em Portugal, a qual não esqueceu, tendo até uma tarja a si dedicada: "Foi uma vitória muito importante, por ser um estádio difícil como é o do Bessa. É sempre bom voltar a casa, cresci muito aqui como pessoa, jogador. Deram-me praticamente tudo e tenho muito a agradecer. É uma honra sair aplaudido tanto pelos adeptos do Boavista como do Sporting CP".
Quanto à permanência na liderança da Liga NOS, o camisola n.º 8 dos leões explica o que tal significa e de onde vem a concentração nos objectivos. "Simboliza aquilo que é a equipa. O que nos interessa é a nossa união, sabemos o que queremos dentro do balneário e quais são os nossos objectivos, sempre focados nisso. Acredito que daqui até ao fim, faremos coisas ainda muito melhores. Feeling? É meu que o dele esteja certo para podermos continuar assim, só preocupados em vencer, só com o nosso futebol, o nosso jogo. Assim, e com o apoio destes adeptos aqui do Norte, que nos encheram de orgulho e apoiaram-nos até ao final, conseguiremos conquistar grandes coisas", rematou.
"Adeptos podem estar orgulhosos de nós"
10 Dez, 2017
Bas Dost, autor de dois dos três golos leoninos na vitória no Bessa, aponta o alvo para uma vitória já no próximo jogo com o Vilaverdense
Bas Dost. Sem apresentações, autor dos dois últimos golos do Sporting CP, na vitória por 3-1, no Bessa, analisou o encontro, incluindo o seu desempenho, não poupando elogios à equipa e ao que têm vindo a fazer esta época. "Estou muito cansado porque têm sido semanas difíceis, com muitos jogos e o Boavista em casa é sempre um jogo complicado. Jogámos há quatro dias com o Barcelona e não é fácil, mas isto é para verem o que podemos fazer. Podemos não ter jogado de forma fantástica, mas foi o suficiente. Para mim, hoje foi um dos meus piores jogos, só que consegui marcar o 2-0, com o joelho – e não me interessa como marco –, já não fazia um golo destes há tanto tempo e adorei. A equipa está de parabéns. Tem sido fantástica esta época, estou muito orgulhoso dela. Vejam a época passada, toda a gente estava triste com o 3.º lugar e agora os adeptos podem estar orgulhosos de nós".
Precisamente para a bancada Norte, lotada pela família leonina, o Bota da Prata explicou os festejos: "Não é propriamente a melhor para celebrações, mas a sensação é outra. Marcando, podemos sempre celebrar directamente com eles. Não precisamos de virar para lado algum".
Quanto ao desfecho da 14.ª jornada da Liga NOS, o avançado holandês falou já não apenas na jornada seguinte, mas ainda ao compromisso da Taça de Portugal. "O FC Porto pode ganhar, que é a equipa mais forte, mas nunca se sabe. Também contra o Desp. Aves ninguém esperava que perdessem pontos. Para mim, não importa. O que importa é a vitória do Sporting CP no próximo jogo frente ao Vilaverdense, e depois com o Benfica. Já estou desejoso por esse jogo".
Sobre o sorteio para a Liga Europa: "Fizemos um trabalho fantástico na Liga dos Campeões. Tivemos num grupo difícil e fizemos sete pontos. Sim, tenho confiança que podemos chegar mais longe, mas é preciso alguma sorte com os sorteios. Não sei com quem poderemos calhar, mas pouco interessa: em Alvalade temos de mostrar o que sabemos fazer e vamos fazê-lo", rematou.
"Jogo começou a ser ganho em Barcelona"
09 Dez, 2017
Jorge Jesus elogiou o pragmatismo da equipa, destacando que o descanso de Gelson, Dost e Fábio Coentrão na Liga dos Campeões fez diferença ante o Boavista
Jorge Jesus explicou em conferência de imprensa que o triunfo por 3-1 no Bessa começou a ser construído em Camp Nou, salientando que o Sporting CP tem sido uma equipa cada vez mais pragmática: “O objectivo foi atingindo sabendo que não é fácil aqui ganhar. Começou a ser ganho em Barcelona. A estratégia que colocámos, os três melhores jogadores que não pus de início [Coentrão, Dost e Gelson Martins] provou-o. O Gelson esteve endiabrado, se não fizesse o que fiz em Barcelona, não tinha ganho aqui. Estamos na corrida para o título e é fundamental ganhar. Sabendo que ganhas, continuas em primeiro. Foi fundamental para o foco e a equipa está com uma mentalidade de campeão. Somos mais realistas, mais pragmáticos”.
Para o técnico verde e branco, identificaram-se algumas lacunas ao intervalo, vincando-se a dificuldade do Boavista no que toca à ocupação de espaço e à perda de tempo.
“O Boavista tem conteúdo táctico desenvolvido. É difícil jogares com equipas com marcação tão directa. Da minha parte, não deixo de dizer que tem boa equipa e que montou uma estratégia adequada para não deixar jogar os jogadores mais proeminentes da nossa equipa. O Idris acompanhou sempre o Bruno Fernandes, por exemplo. Quebraram o ritmo de jogo e acabaram penalizados pelo golo que sofrem nos descontos da primeira parte. Cada vez que a bola ia para o guarda-redes perdiam-se 30 segundos”, reitera Jorge Jesus, antes de garantir a vontade em continuar a superar marcas históricas [melhor arranque em 23 anos], mas com títulos para amostra: “Temos batido recordes. Só falta ser campeão, ganhar títulos, que é o meu propósito. Essa vontade de aproximar o Sporting dos rivais. Nestes 2/3 anos temos feito uma recuperação grande, estamos no caminho certo. Isso é o mais importante. Queremos lutar em todas as frentes. No primeiro ano [2015/2016), tivemos de ganhar muitas vezes fora e esta equipa é mais experiente, sabe lidar com a pressão do jogo. Continuamos fortes emocionalmente e não é fácil marcarem-nos”.
A terminar, uma palavra para os adeptos: “Só um grande clube traz tanta gente ao Bessa. Foram importantes. Dominámos completamente e foi importante termos os adeptos atrás da baliza”.
Três mergulhos para a almofada da liderança
09 Dez, 2017
Dois lances de bola parada e três abordagens perfeitas na finalização valem permanência no primeiro lugar
A deslocação ao Bessa, tradicionalmente difícil para o Sporting CP, não defraudou as expectativas de equilíbrio, com os leões a somarem a terceira vitória consecutiva, mantendo-se invictos na prova ao derrotarem o Boavista por 3-1, em partida referente à 14.ª jornada da Liga NOS. A principal arma foi o veneno do rival: a bola parada.
‘Se não podes vencê-los, junta-te a eles’: o mote para o esquema táctico boavisteiro, semelhante ao do leão sem derrotas no Campeonato Nacional. Os axadrezados condicionaram a saída de bola do Sporting, com Fábio Espinho e Rochinha a pressionarem alto, juntamente com os extremos. A dupla de meio-campo policiava Bruno Fernandes, desaparecido no primeiro tempo. Assim, o oitavo classificado da Liga NOS esteve confortável, recuperando até em zona subida, sempre que os leões procuravam, sem sucesso, jogar em Daniel Podence, deambulando por todo o ataque. Aos 19’, a partir de um cruzamento da esquerda, Rochinha encostou com perigo, a única tentativa de bola corrida do Boavista no primeiro parcial.

Um minuto volvido e Gelson cruzou para Bruno César, titular no lugar de Acuña. O brasileiro simulou e abriu espaço à subida do caxineiro Fábio Coentrão, a vítima preferencial da assobiadela do Bessa.
Percebendo que o miolo estava trancado, a opção passou pelo improviso nas laterais: Piccini obrigou Vagner a rechaçar aos 35’ e, aos 43’, a defesa boavisteira afasta o golo da cabeça de Podence (diga-se com impetuosidade máxima), com Bruno César a acertar no defensor.

Podence e Gelson bem haviam tentado explorar a profundidade e, ao cair do pano do primeiro tempo, Bas Dost sinalizou Rui Patrício. Foi preciso o holandês reafirmar a vontade ao guardião, mas a bola chegou-lhe. Dost penteou, servindo Podence na direita. O avançado deambulou, tirou da frente Talocha e temporizou. ‘Estaria à espera de Dost!’, talvez pensassem os jogadores do Boavista. Só que o cruzamento foi tão inteligente quanto o drible, dirigindo-se ao segundo poste, no qual Coentrão, como hábil conhecedor das leis da física, mergulhou para o relvado, cabeceando para a vantagem ao intervalo, no segundo remate enquadrado com a baliza de Vagner.

No segundo tempo, Jorge Jesus pediu que os extremos jogassem dentro e com mais homens na zona nevrálgica, o Sporting CP controlou a bola e lançou contra-ataques. Podence serviu Dost, que quis oferecer a Bruno Fernandes, a primeira transição desperdiçada. Acuña (por Bruno César) foi a jogo e quando Battaglia corria para a área, por troca com Podence, já Mathieu cabeceava ao poste, ressaca aproveitada por Dost, que em mergulho de pés empurrou para o segundo com 63 minutos volvidos.

Aos 65’, Coates perdeu a bola na zona central, que continuava bem pressionada pelo Boavista, e Rochinha desenvolveu um lance de 3x2 que Mateus não negou. Se o 2-1 poderia afectar o leão, a verdade é que o rei da selva desferiria o golpe final à pantera aos 67’. A mesma receita: Mathieu ganhou nas alturas e Bas Dost, desta vez com a canela esquerda, lançou a euforia no Bessa, após livre de Bruno Fernandes. O meio-campo verde e branco tomou conta das operações; Bruno ainda perigou com um cruzamento que quase surpreendeu Vagner (76’) e os axadrezados só por Rochinha voltaram a assustar, ainda que Rui Patrício só tenha sido obrigado a intervir em cruzamentos.
Antes de o FC Porto se deslocar a Setúbal, a liderança permanece em Alvalade, agora com 36 pontos. Segue-se o Vilaverdense na quarta-feira para a Taça de Portugal.
