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Foto Isabel Silva

Ode ao azar

Por Sporting CP
17 Jun, 2026

Leões perdem o segundo jogo da final (2-5)

A equipa de hóquei em patins do Sporting Clube de Portugal perdeu com o SL Benfica por 2-5, esta quarta-feira, no segundo jogo da final do Campeonato Nacional. À procura de igualar a eliminatória, os Leões de Edo Bosch somaram uma quantidade incrível de azares e, menos eficazes do que os encarnados, não conseguiram evitar a derrota no Pavilhão João Rocha, que fixou a série em 0-2.

O técnico verde e branco apostou num cinco inicial com Xano Edo, Rafael Bessa, Danilo Rampulla, ‘Nolito’ Romero e Facundo Navarro. Contudo, longe da baliza de Constantino Acevedo nos minutos iniciais, os Leões viram os rivais inaugurar cedo o marcador. Mérito para José Miranda que, com uma arrancada desde a meia-pista encarnada, conduziu pela direita, aproximou-se da baliza de Xano Edo e, com uma "picadinha", fez o primeiro golo aos cinco minutos.

Naturalmente insatisfeito com o arranque da partida, o treinador do Sporting CP pediu o primeiro time-out do encontro no minuto seguinte e lançou, também, Alessandro Verona e Henrique Magalhães em rinque. Apesar de algumas dificuldades, os Leões iam tentando ultrapassar a bem organizada defensiva benfiquista e, aos 7’, ‘Nolito’ visou a baliza encarnada. Sem sucesso, já que, com uma entrada muito forte em jogo, o SL Benfica conseguiu sempre suster os avanços anfitriões e, aos 9', ampliou a vantagem, novamente por intermédio de José Miranda.

A correr atrás do prejuízo, Facundo Navarro encontrou espaço e testou os reflexos de Constantino Acevedo, que levou a melhor no duelo entre argentinos. Na resposta, foi Lucas Ordoñez a estar muito perto do golo, mas valeu Xano Edo a fechar os caminhos para a sua baliza.

Sem conseguir construir com critério, os Leões tentavam a sua sorte na meia-distância - aos 14’, ‘Nolito’ armou o remate de muito longe e, logo depois, Facundo Bridge seguiu-lhe o exemplo -, mas nada parecia correr bem aos verdes e brancos.

Dito e feito: aos 18 minutos, numa boa jogada individual, Alessandro Verona avançou pelo corredor direito, flectiu para zonas interiores e rematou para o golo. A equipa de arbitragem considerou, contudo, que a bola foi desviada por Rafael Bessa com a ajuda do patim e anulou o tento verde e branco.

Os Leões conseguiram, ainda assim, recuperar algum controlo do jogo e, aos 21 minutos, Facundo Navarro ficou muito perto de reduzir: o camisola 33 rodou sobre um adversário e disparou fortíssimo, obrigando o guarda-redes benfiquista a mais uma boa intervenção.

Contudo, o intervalo chegou mesmo com o 0-2 a persistir no marcador e com os Leões a precisarem de reagir a um primeiro tempo onde, pouco afoitos, permitiram ao SL Benfica construir um resultado confortável.

No regresso dos balneários, o Sporting CP surgiu mais pressionante e, aos 32’, conseguiu transformar essa superioridade em golo: rápida transição defesa-ataque de Alessandro Verona que, com o apoio de Facundo Bridge e Danilo Rampulla, conduziu e, no frente a frente com Constantino Acevedo, rematou fortíssimo para o 1-2.

Durou pouco a alegria verde e branca, porém, porque no minuto seguinte as águias voltaram a marcar. Pela esquerda, Roberto Di Benedetto rematou para uma primeira boa defesa de Xano Edo; a bola ganhou altura, ressaltou na rede de fundo e sobrou para o stick de Gonçalo Pinto, que só precisou de empurrar para o terceiro golo dos visitantes.

Aos 34 minutos, o mesmo Gonçalo Pinto viu o primeiro cartão azul do encontro, mas a sorte teimava em fugir aos Leões: a jogar em power play, Danilo Rampulla acertou com estrondo no poste da baliza encarnada e, na resposta, o SL Benfica beneficiou de um livre directo e fez o 1-4, por Lucas Ordoñez, aos 35’.

Naturalmente abalados, os verdes e brancos continuaram à procura do milagre e, a poucos segundos de terminar o power play, Danilo Rampulla sofreu uma grande penalidade. Chamado à conversão, o avançado não conseguiu bater o guardião das águias, desperdiçando a oportunidade de reduzir a diferença... e, na insistência, viu Facundo Navarro acertar novamente nos ferros da baliza encarnada.

O cúmulo do desacerto foi reforçado por um par de intervenções decisivas de Constantino Acevedo, cada vez mais influente no resultado. Aos 39’, também Xano Edo protagonizou duas brilhantes e consecutivas defesas, mantendo os Leões na disputa, e aos 42’ a dupla de "Facundos" correspondeu à chamada: primeiro remate de Bridge, de muito longe, e desvio oportuno de Navarro, à boca da baliza, a assinar o 2-4.

Com cinco minutos por jogar, Xano Edo voltou a brilhar e negou o golo a Roberto Di Benedetto, mas não conseguiu impedir o hat-trick de José Miranda aos 48’. Um mal nunca vem só, costuma dizer-se, e pouco depois o Sporting CP atingiu a décima falta. O guardião verde e branco travou o livre directo de Lucas Ordoñez e evitou males maiores, mas em under play até ao final da partida e com pouco tempo, os Leões não conseguiram mesmo reverter o resultado.

Com as contas da eliminatória mais difíceis, o Sporting CP dará o tudo por tudo para vencer no Pavilhão da Luz, no terceiro jogo da final, marcado para o próximo sábado, às 15h00.

Sporting CP: Rafael Bessa, Diogo Barata, Danilo Rampulla, Alessandro Verona, Facundo Navarro, Xano Edo [GR], Facundo Bridge, Henrique Magalhães, Zé Diogo Macedo [GR] e Gonzalo ‘Nolito’ Romero [C]. Treinador: Edo Bosch. Disciplina: cartão amarelo para Rafael Bessa (3’), Gonzalo ‘Nolito’ Romero (25’), Edo Bosch (34’).