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Foto José Cruz

Ao oitavo jogo, Jesus criou o lateral

Por Jornal Sporting
14 Jul, 2017

Fábio Coentrão adaptou-se à ideia do técnico leonino para jogar mais recuado e projectou a carreira rumo a Madrid

A religião Cristã advoga que Deus descansou ao sétimo dia, depois de seis jornadas empenhadas na criação do Mundo. Paralelismos bíblicos à parte, a verdade é que Jorge Jesus não precisou de muito tempo para apostar em Fábio Coentrão na ala esquerda… bem mais atrás do que o canhoto das Caxinas perspectivava. Na oitava jornada da época de 2009/2010, diante do Nacional, Coentrão carregou no botão do elevador e ganhou metros atrás e à frente, potenciando o jogo ofensivo do Benfica, ele que andara ‘perdido’ por empréstimos sucessivos (Saragoça, Rio Ave e Nacional). A derrota em Braga, cinco dias depois, não retirou a confiança de Jesus, sendo que Carlos Queiroz reconheceu-lhe a capacidade de mais-valia, levando-o ao Mundial da África do Sul, onde foi o mais brilhante de uma cinzenta campanha nacional, afirmando até que tinha sido ele a detectar o potencial de Fábio para a posição.

Na segunda época como titular no plantel encarnado, foi o baluarte perante a dificuldade evidente de alguns dos jogadores que se haviam destacado em 2009/2010. Não estranhou, portanto, que o Real Madrid viesse a Lisboa para juntar o lateral a Pepe e Cristiano Ronaldo. Mourinho beneficiou da polivalência, apostando em Coentrão na faixa, mas também como interior esquerdo na época que culminou com o título histórico dos ‘blancos’, com recorde pontual (100). Paulo Bento aproveitou e o lateral, um dínamo fundamental no Euro-2012, foi um dos sete totalistas da caminhada até à meia-final (perdida para a Espanha). Mais 30 jogos na temporada seguinte, antes de as lesões e as opções técnicas lhe retirarem o espaço que Marcelo foi cada vez mais reclamando para si. A partir daí, 43 jogos nas três últimas temporadas de Real Madrid e uma passagem com 19 jogos e três golos no Mónaco. Coentrão chega a Alvalade para relançar a carreira e provar que pode voltar a ser considerado um dos melhores na posição de lateral-esquerdo. Se competiu com aquele que se tem assumido como o mais forte no Mundo (Marcelo), pretende-se que seja dono e senhor da esquerda verde e branca.

O talento a extremo

Fábio Coentrão fez o seu percurso de formação no Rio Ave desde os iniciados até ‘pegar de estaca’ na equipa sénior, referenciando-se como uma das maiores armas de todos os escalões por onde passou, sempre partindo da posição de extremo. O canhoto ambientou-se perfeitamente, tanto a jogar à esquerda como à direita. Dono de um drible imprevisível, destacou-se pelos remates em arco, depois das diagonais competentes, e pelas acelerações velozes, que antecediam cruzamentos letais. Coentrão é um jogador de vertigem e aporta também essa característica quando joga mais recuado, daí a sua importância contra equipas com blocos mais fechados.

Ser leão desde pequenino

Gerou-se uma ideia incorrecta de que Fábio Coentrão prestara ‘juras de amor’ ao Benfica. Em 2007, antes de ingressar nos rivais da 2.ª Circular, o ainda extremo foi sintomático quanto ao vínculo afectivo que nutre pelo Sporting: “O que senti quando li? [suposto interesse do Sporting em 2007] Deu-me uma coisa especial, estranha! Sou Sportinguista desde pequenino e, obviamente, não consigo ficar indiferente", disse ao MaisFutebol. Já na passada quarta-feira, após o primeiro treino na Academia, o internacional português foi peremptório: "Vesti outras camisolas, mas sempre fui feito de Sporting". Bem-vindo, leão!

Agressivo e forte na cobertura

Coentrão é particularmente forte na capacidade de desequilibrar à frente, mas concede à lateral uma saída fluente na primeira fase da construção, arranjando soluções individuais com bola no pé. Sem bola, é extremamente agressivo, não concede espaço na marcação nem na rotação dos adversários. Condiciona bem o espaço interior e protege as costas dos centrais e o segundo poste como ninguém, principalmente quando não em duelo aéreo. Se ataca bem e defende bem, quais as dúvidas sobre o português? Resta esperar que a condição física não o prejudique.

O gosto especial por marcar no Dragão

O Estádio do Dragão foi sempre terreno apetitoso para o veneno do canhoto. No Nacional, conseguiu um bis que originou um inesperado triunfo de 3-0. O segundo golo é ainda hoje um dos melhores no campeonato da última década. Marcou ainda pelo Rio Ave e pelo Benfica, somando um registo imponente de quatro tentos no reduto azul e branco. Esse ‘descaramento’ alia-se à experiência, componentes vitais para conseguir desempenhos condignos nos jogos de maior exigência: dérbis e clássicos.

Foto José Cruz

O defesa mais rápido do que Messi

Por Jornal Sporting
14 Jul, 2017

Depois de Fábio Coentrão, o Sporting garantiu a contratação de Jérémy Mathieu, outro jogador habituado a fazer parte do elenco de um dos principais clubes europeus

Mathieu soma vários anos de experiência ao mais alto nível e chega ao Sporting como um reforço sonante para o plantel de Jorge Jesus. Com as características pretendidas pelo técnico leonino, o ex-Barça distingue-se sobretudo pelas capacidades físicas. Além da agressividade que imprime nos duelos, tanto no chão como no ar, tem uma velocidade muito acima da média para a posição que ocupa no terreno (em 2014, foi mesmo o mais rápido nos testes do Barcelona, superando Messi, e em 2016 terminou em segundo, apenas atrás de Neymar), o que facilita a missão de controlar o espaço nas suas costas. 

Podendo actuar como central ou como lateral-esquerdo, Mathieu oferece diversas possibilidades a Jorge Jesus, seja no habitual 4-4-2 ou num eventual sistema com três defesas, já testado nesta pré-época. Os planos do míster ainda são uma incógnita nesta altura, mas a polivalência e versatilidade do canhoto permitem adaptações frequentes e que não comprometerão o sucesso colectivo. 

A nível ofensivo, o internacional francês também possui soluções diferenciadas de outros elementos do plantel. Não sendo especialmente habilidoso em termos técnicos, apresenta qualidade de sobra para desequilibrar na saída de bola, seja através de um passe vertical ou através da condução. Nas bolas paradas, capítulo em que é forte, será sempre uma ameaça para a baliza adversária. 

Uma carreira com sucesso tardio

Poucos se recordarão, mas Jérémy Mathieu já sabe o que é vencer em Alvalade. Fê-lo no dia 1 de Dezembro de 2004, quando ainda representava o Sochaux, equipa gaulesa que bateu os leões num desafio da Taça UEFA. Na altura, o francês era um jovem bastante promissor e parecia ter capacidade para chegar a clubes com outras aspirações. O salto a nível interno não tardou e a mudança para Toulouse foi um passo inteligente no seu crescimento. Ao lado de figuras conhecidas, como Moussa Sissoko ou André-Pierre Gignac, Mathieu fez parte de uma das equipas mais interessantes da Ligue 1 e viria a conquistar atenções pela Europa fora. 

A carreira de Mathieu prosseguiu no Valencia CF, onde teve a primeira experiência fora do país. Num patamar competitivo bem mais exigente, não só pelo nível de jogo mas também pela pressão da afición, o francês afirmou-se como um jogador de craveira internacional. Após cinco temporadas no Mestalla, jogando maioritariamente como lateral-esquerdo, o Barcelona chegou-se à frente e garantiu a sua contratação. Aos 30 anos, já numa fase em que poucos esperariam que desse o salto, Mathieu atingiu o ponto mais alto do seu percurso e permitiu um encaixe de 20 milhões de euros ao clube 'che'. 

No primeiro ano com as cores blaugrana, o canhoto fez mais de 40 jogos e foi uma peça importante na conquista do triplete, marcando, inclusive, um dos golos que decidiu o El Clásico com o Real Madrid. Se tiver um impacto semelhante no ano de estreia de leão ao peito ninguém se ficará a queixar. 

A segunda temporada não foi tão feliz, até porque foi impedido de dar o seu contributo à equipa devido a uma lesão no joelho, que também o afastou do Euro 2016. Ainda assim, convém não esquecer que fez parte das primeiras escolhas de Didier Deschamps para uma das posições em que existe mais qualidade na selecção gaulesa.  

O fim de ciclo na Catalunha marca o início de uma etapa em Alvalade. De Barcelona chega um defesa habituado a treinar e a jogar com os melhores e, sobretudo, com muita vontade de prolongar o sucesso que alcançou nos últimos anos. 

Foto César Santos

“Queremos mais 50 títulos, mas em menos de cinco anos”

Por Jornal Sporting
14 Jul, 2017

Miguel Albuquerque venceu 50 títulos desde que assumiu, há pouco mais de cinco anos, o cargo de responsável máximo pela secção. Agora, já traçou o objectivo: ganhar outros 50… em menos tempo

Jornal Sporting – Depois de uma longa suspensão, o Miguel poderá em breve regressar ao banco. É mais difícil acompanhar à distância ou na quadra, junto à equipa?

Miguel Albuquerque
– É mais difícil longe. As emoções são completamente diferentes, mas de qualquer das maneiras deu para perceber que ver o jogo da bancada dá-nos uma percepção completamente diferente da que nós temos lá em baixo. Muitas vezes vivemos muito mais a emoção do que a razão e ver o jogo na bancada dá-nos esse distanciamento e essa frieza ao ver os jogos. No banco por vezes tenho a sensação de que o jogo está muito mau quando não foi, e o contrário também.

Que conclusões tirou a partir dessa frieza da bancada?

Deu-me uma ideia e uma visão do jogo diferente. Foram muitos anos a ver os jogos no banco, raramente os via na bancada, e percebi que às vezes é bom distanciarmo-nos um pouco e perceber o jogo de uma forma diferente. De qualquer forma, acho importante a presença no banco porque os líderes devem estar sempre junto das suas tropas e devemos ser sempre nós a sair na frente quando há algum problema.

Há sensivelmente um ano, em entrevista ao Jornal Sporting, transmitiu alguma estranheza em relação à mudança na punição da regra dos jogadores formados localmente. Mesmo com ela, um ano depois, o Sporting sagrou-se campeão…

A minha opinião é a mesma, e não tem a ver com a punição da regra, mas com a regra, que não protege jogador português absolutamente nenhum. Posso ter vários jogadores na equipa que são formados localmente, mas não podem representar a Selecção Nacional. Logo aí cai por terra o argumento da federação que diz que o jogador português tem de ser protegido, bem como as selecções nacionais. Mais: isto castra completamente a competitividade das equipas porque não nos coloca em pé de igualdade perante equipas de outras ligas onde não existe essa restricção. Coloca-nos em situações onde só podemos usar cinco jogadores nessas condições um ano inteiro e depois vamos enfrentar equipas que podem usar os jogadores que querem, as vezes que querem.

Apesar de não se ter sentado no banco, é um elemento próximo do grupo. Sentiu que essa limitação nas convocatórias dificultou a vida ao Sporting?

Senti, primeiro, que deu uma competitividade maior ao plantel porque todas as semanas havia incerteza sobre as convocatórias. Acho que o Nuno acabou por gerir da melhor forma a situação. O que sempre lhe disse é que, desde que decida em consciência para aquilo que são os interesses do Sporting, estaria sempre a decidir bem. Foi o que fez.

Como é que os jogadores lidaram com a situação? Compreenderam ou gerou alguma instabilidade?

Não pode gerar instabilidade, toda a gente sabe as regras do jogo e os jogadores estão cá para representar o Sporting e para o fazer da melhor forma possível. Se jogam ou não, não é uma decisão deles nem minha, é do treinador.

Apesar da conquista do Campeonato e da Taça da Liga, o Clube acabou por perder a Taça de Portugal e a Supertaça para o Benfica a quem, de resto, o Sporting não chegou a vencer. Dada a superioridade demonstrada ao longo da época pela equipa leonina, como é que se explica essa falta de vitórias no confronto directo?

Não se explica por uma razão muito simples: o nosso campeonato é ganhar títulos, não é ganhar ao Benfica. Ganhar ao Benfica é o mesmo que ganhar a outra equipa qualquer. Neste momento todos os clubes querem ganhar é ao Sporting pelo que fizemos nos últimos anos, em que participámos nas últimas oito finais consecutivas, das quais ganhámos seis. Isso faz com que todos nos queiram ganhar. Nós não: não queremos ganhar ao Benfica ou ao Braga ou ao que quer que seja, nós queremosé ganhar títulos. Se o fizermos sem ganhar ao Benfica, sinceramente não estou minimamente preocupado. É um facto que perdemos a supertaça, que foi um jogo atípico porque os jogadores tinham chegado das selecções há pouco tempo, e depois perdemos também a Taça de Portugal da forma que todos vimos, no desempate dos penáltis, mas não me preocupa minimamente. Se me disserem que para o ano somos campeões sem vencer o Benfica, assino já por baixo.

Leia mais na edição impressa do Jornal Sporting, já nas bancas.

Foto DR

Estágio na Suíça em destaque no Jornal Sporting

Por Jornal Sporting
13 Jul, 2017

A análise aos reforços leoninos, o arranque dos trabalhos do futebol feminino e a entrevista a Miguel Albuquerque também merecem atenção

Após um primeiro teste no Algarve, que terminou com um empate a uma bola e muitas indicações no bloco de notas de Jorge Jesus, os jogadores do Sporting CP, juntamente com a equipa técnica, fizeram as malas e rumaram à Suíça para um estágio de preparação para a época 2017/18. 

Mais de uma centena de Sportinguistas estiveram no aeroporto de Genebra para receber a equipa. Entre a multidão, encontrámos várias famílias que esperaram pelos jogadores durante horas. "Há razões que a própria razão desconhece"... Uma reportagem de Sofia Oliveira a não perder, até porque traça ainda um balanço dos primeiros dias dos leões em terras helvéticas.

De seguida, tenha em atenção a análise aos dois novos jogadores do Sporting CP: Fábio Coentrão e Jérémy Mathieu, dois reforços à lupa por Frederico Bártolo e Tomás da Cunha.

Não perca ainda um trabalho de André Pacheco sobre o arranque da oficina das leoas às ordens de Nuno Cristóvão. A equipa de futebol feminino verde e branca está focada em manter o domínio a nível interno numa época em que há um ingrediente especial para as campeãs nacionais: a participação na Liga dos Campeões.

Por último, leia a entrevista de João Almeida Rosa a Miguel Albuquerque, que completou na época 2016/17 um leque de 50 títulos oficiais desde que assumiu, há pouco mais de cinco anos, o cargo de responsável máximo pela secção de futsal. Virado para o futuro, como sempre, já traçou o objectivo: ganhar outros 50… em menos tempo.

Estes e outros destaques a ter em conta na edição do Jornal Sporting, já nas bancas.

No pasa nada

Por Jornal Sporting
13 Jul, 2017

Editorial do Director do Jornal Sporting na edição n.º 3632

É  continuar a assobiar para o lado porque não se passa nada! Três secretários de Estado demitiram-se por terem aceitado o convite de uma empresa privada para assistirem à final do Euro 2016 que teve lugar em França e que levou a nossa Selecção Nacional a sagrar-se campeã europeia. Nestes casos, embora se considere que não seria pelas viagens que os secretários de Estado alterariam as suas decisões políticas, houve o entendimento que esta não foi a conduta adequada para os cargos que exerciam, pelo que assumiram as respectivas consequências e demitiram-se.

Talvez agora as virgens ofendidas, os “encartilhados”, os hipócritas e alguns ingénuos percebam melhor o que estava, ou melhor, o que está em causa no caso “vouchers dourados”. Há, no entanto, para já, pelo menos, uma questão que distingue os casos anteriores, é que contrariamente ao primeiro, nos “vouchers dourados” não houve, para já, qualquer tipo de consequência. Mas se não é considerado adequado um secretário de Estado aceitar uma oferta de uma entidade privada com quem se relaciona, e sobre a qual toma decisões, já o será no caso nos nossos eternos rivais com os “vouchers dourados”?

De facto com o “manto sagrado” que os protege, como dizem “nuestros hermanos”, no pasa nada. O modus operandi, apesar de denunciado, continua a permitir que os seus responsáveis continuem impávidos e serenos a cumprirem o seu habitual expediente. Veja-se, por exemplo, os últimos episódios com a directora executiva da Liga, Sónia Carneiro, em que as práticas habituais da actual gestão do nosso rival dão uma vez mais o ar da sua graça. Esta que é a mesma que lhes permite continuarem a usar as denúncias de que são alvo como argumento das suas campanhas publicitárias, um sentimento típico de quem goza e tem um sentimento de impunidade. Resta saber apenas até quando…

Enquanto isto, como denúncias não pagam dívidas, há que continuar a criar cortinas de fumo para desviar as atenções, anunciando investimentos em universidades, ninhos de empresas e centros de investigação & desenvolvimento. Acreditamos que não tardará também uma estação orbital, sim, porque astral já terão por certo, pois esta fará parte do quotidiano… ou será bruxaria?

A propaganda, essa, continua cada vez mais intensa, com o vermelho a dominar boa parte da comunicação social. E não se pense que é com a cor da nossa Selecção Nacional, nem com a evocação da conquista europeia que agora completou um ano. Embora aqui se continue a fazer passar que um jogador oriundo da formação rival vale por 10 dos nossos, precisamente o número dos jogadores oriundos da nossa Academia que integraram os catorze jogadores utilizados na final de Paris. Por isso, apenas por ser curioso, sem questionarmos a transparência ou a metodologia dos Prémios da Liga, debrucemo-nos sobre a coerência da sua atribuição. Vejamos, por exemplo, o caso de Gelson Martins, nomeado para “jogador revelação do ano” e simultaneamente também para “jogador do ano”, sendo o único a ser nomeado para esta categoria entre os três que foram nomeados para a “revelação do ano”. A lógica diz-nos que se nenhum dos outros dois tiverem lugar nos três melhores da Liga, que é o prémio maior, então num prémio de outro patamar o nomeado para “jogador do ano” vence naturalmente o prémio revelação, certo? Errado, pois não foi isso que aconteceu com Gelson, e nem será necessário revelarmos qual a cor da equipa do jogador que venceu, pois os leitores já perceberam há muito!

A nossa equipa de futebol já iniciou os seus trabalhos, estando neste momento na Suíça, onde decorre a pré-época e onde estão a ser realizados jogos de preparação com equipas de topo. Uma primeira nota que aqui queremos registar é o apoio incondicional que, uma vez mais, os melhores Sócios e Adeptos do mundo têm demonstrado à nossa equipa desde a sua chegada a terras helvéticas.

Na próxima segunda, a nossa Sporting TV completa três anos, depois de em 17 de Julho de 2014, pelas 19:06 ter dado início às emissões regulares, sete dias por semana, 24 horas por dia. Actualmente, somos distribuídos em Portugal em todas as plataformas, e estamos a alargar a nossa presença internacional, sendo os conteúdos da Sporting TV também já presença assídua em voos de longo curso de algumas companhias aéreas. Nestes três anos temos vindo a crescer nas audiências e em qualidade, um caminho a continuar. Parabéns a todos quantos tornaram a Sporting TV possível e àqueles que diariamente trabalham afincadamente para levar aos Sportinguistas, tal como aqui no Jornal, toda a verdade verde no branco.

Boa leitura!

Foto César Santos

"Um ‘até logo’ é bem melhor do que um adeus"

Por Jornal Sporting
07 Jul, 2017

Uma temporada foi suficiente para Léo Jaraguá, de regresso ao Cazaquistão após o período de empréstimo do Kairat Almaty, ficar apaixonado pelo Sporting

JORNAL SPORTING – A pergunta é inevitável: de mala pronta para as férias, e já depois de ter terminado o período de empréstimo ao Sporting, encara esta saída como um adeus ou um até já?
Léo Jaraguá – Como um até logo. Não posso falar em adeus porque tenho muita vontade de voltar e defender o Sporting. Quero mesmo muito voltar. Sem dúvida que um ‘até logo’ é bem melhor do que um ‘adeus’.

Chegou ao Sporting na condição de quarto melhor jogador do Mundo, com dois títulos da UEFA Futsal Cup no palmarés, confirmando toda a sua qualidade nas quadras portuguesas. Olhando para trás, sente que valeu a pena?
Pessoalmente, foi muito bom. Vim para Portugal na esperança de evoluir, crescer e tornar-me melhor. Penso que no final desta época foi isso que aconteceu. Gostei muito de trabalhar no Sporting. Só tenho pena, e fico triste, de não ter ajudado a equipa na final da UEFA Futsal Cup, em que não conseguimos o título e também nas finais do campeonato, por estar lesionado.

Como foi vestir a Listada verde e branca?
Foi muito gostoso. Fiquei apaixonado por vestir a camisola do Sporting.

Realizou quase 30 jogos de leão ao peito, tendo apontado 11 remates certeiros. Sentimento de dever cumprido?
Acredito que poderia ter sido um pouco melhor. Depois da fase de adaptação, comecei a render mais. O problema é que assim que fiquei bem lesionei-me.

Qual considera o seu momento alto nesta passagem por Alvalade?
Foi na altura em que vencemos a Taça da Liga. E também posso falar na UEFA Futsal Cup. Até à meia-final, fizemos grandes jogos.

Ainda assim, regressa ao Kairat Almaty com os galões de campeão nacional português…
Festejámos muito. Apesar de não ter jogado, fiquei muito feliz. Cheguei com o Sporting campeão e estou a sair com o Sporting a ser campeão novamente.

Leia mais na edição impressa do Jornal Sporting, já nas bancas

Foto César Santos

Filho de Gil sabe patinar

Por Jornal Sporting
06 Jul, 2017

Pedro e Killyan. Diz-se que estão para o hóquei como o peixe para a água. Sem nunca largarem o stick, pai e filho falaram ao Jornal Sporting sobre a herança de família

Killyan nasceu com uns patins calçados. Gil, Killyan Gil, sinónimo de legado no hóquei, de quem tem de gostar de hóquei. Ironia das ironias: Killyan não adorava aquelas botas com rodinhas. “Quando ele era pequenino, tinha dois anos e tal, levei-o até à pista para lhe pôr os patins. Não quis. Começou a chorar”, contou Pedrito, como é conhecido no seu mundo. Sim, porque Pedro Gil não foi feito para o hóquei. Pedro Gil é feito de hóquei. Aos quatro anos e meio quando, por entre as sombras das ruas de San Sadurní d’Anoia (província de Barcelona), via os miúdos trocarem a bola de futebol pelos sticks quando se encaminhavam para a porta do pavilhão. “Vivia ao lado do recinto. Era só atravessar a estrada. Costumava observar os meninos a chegar com os sticks pendurados nos sacos. Na escola, também havia hóquei. Era o desporto rei no meu povo”, relatou o eterno número nove da selecção espanhola, dono de uma carreira ímpar. Estava escrito nas entrelinhas… filho de Gil tinha de saber patinar. E sabe. 

Superada que estava a fase da negação, pois Killyan tem ar de quem não gosta que lhe imponham alguma coisa, foi o ‘aprendiz de feiticeiro’ a procurar o calçado que rejeitara em tempos. “Um dia, calçou os patins e foi sozinho. É normal, via-me a mim e ao tio. O interesse acabou por surgiu naturalmente. Nunca lhe pedi nada”, assumiu o pai, sob o olhar aprovador do 'discípulo', que actualmente já soma várias internacionalizações ao serviço da famosa La Roja (sub-17) com apenas 15 anos. Os genes trataram mesmo de desenhar o percurso de Killyan. Espanha, Itália e Portugal são alguns dos países de onde tem vindo a retirar diferentes ensinamentos, sempre guiado pelos passos de Pedro.

Há quem diga que muitos hoquistas profissionais têm inveja do seu currículo. Bem… pelo menos hão-de cobiçar o seu ‘professor’. “Comecei a gostar da modalidade porque é muito rápida. Depois, claro, via vários jogos do meu pai e adoro a técnica dele. Fui praticando nos vários clubes que ele representou: Noia [Espanha], Valdagno [Itália], Forte dei Marmi [Itália], Porto e, agora, Sporting. Em Espanha, ensinaram-me imensa técnica. Mais tarde, em Itália, principalmente aspectos tácticos. Finalmente, de Portugal, retirei a patinagem, porque se patina de forma excelente neste País. Gosto de estar no Sporting. Sinto uma grande diferença a nível individual comparativamente com a temporada passada”, revelou o ‘pequeno Gil’, carregado de independência na voz. Na verdade, esse é um conceito que lhe assenta que nem uma luva.

Leia mais na edição impressa do Jornal Sporting, esta quinta-feira nas bancas

Foto D.R.

IV Gala Honoris Sporting faz a manchete do Jornal Sporting

Por Jornal Sporting
06 Jul, 2017

111.º aniversário do Clube foi celebrado numa noite de muitas emoções. Destaque ainda para uma entrevista ao treinador de futsal Nuno Dias e para a contratação de Doumbia

“111 anos de uma história ímpar”. É esta a grande manchete do Jornal Sporting desta semana, com o destaque desta edição é ir, como é natural, para a IV Gala Honoris Sporting e para o 111.º aniversário do Clube leonino. Uma noite de muitas emoções e de muitas surpresas que foi acompanhada ‘in loco’ pelos jornalistas André Pacheco, Hugo Alegre, João Almeida Rosa e Sofia Oliveira (página 2 a 7).

Realce ainda nesta edição para a contratação do avançado internacional pela Costa do Marfim Seydou Doumbia, com a jornalista Sofia Oliveira a apresentar o cartão-de-visita do jogador que chega a Alvalade por empréstimo dos italianos da Roma (página 9).

Outro dos grandes destaques da edição desta semana do semanário é a entrevista que o jornalista João Almeida Rosa fez ao treinador bicampeão nacional de futsal, Nuno Dias (página 12 e 13).

Não perca estes e outros assuntos que marcaram a vida do universo Sporting no Jornal Sporting, que já está nas bancas.

Foto José Cruz

“Só me concentro no processo porque o resultado não controlo”

Por Jornal Sporting
06 Jul, 2017

Dos três cursos superiores às três nomeações para melhor treinador do Mundo, Nuno Dias tem mais títulos ganhos do que anos de carreira

Jornal Sporting – Começou a tirar o curso de treinador enquanto ainda era jogador. Quando é que pensou nisso pela primeira vez?
Nuno Dias – Já era professor na altura e há sempre essa vontade de enveredar pela carreira de treinador. Aí nem sonhava representar o Sporting. Foi passo a passo. Tirei o primeiro e o segundo nível enquanto ainda jogava e, à medida que o gosto pelo treino cresceu, surgiu a oportunidade de tirar os seguintes. Agora aqui estamos, no melhor Clube português da modalidade.

Foi para a Rússia ser adjunto já depois de ter sido treinador principal. Isto pode parecer um passo atrás. Foi assim?
Só para quem acha que o adjunto é alguém que está ali para distribuir coletes e carregar pinos. Para quem entende o treinador-adjunto como um membro de uma equipa técnica em que as tarefas são bem definidas e divididas – e foi assim que o convite me foi feito –, tendo cada um o seu momento do jogo e do treino, certamente percebe que não dei um passo atrás. Ainda hoje é assim que trabalho. Para se perceber melhor, fui ser adjunto do Paulo Tavares que, nesse ano, tinha sido eliminado por mim em Portugal. 

Diz que o que atingiu enquanto jogador custou mais do que aquilo que atingiu como treinador. Vendo os títulos que venceu como técnico e não como jogador, parece estranho…
É estranho e não é. Se virmos que estou no melhor Clube, com todas as condições, obviamente que aquilo que consegui como atleta teve de ser forçosamente mais difícil. Estive num contexto completamente amador, onde as conquistas eram mais complicadas. Esta época, no Sporting, tivemos apenas uma derrota. Num clube amador isto é impossível. No Instituto D. João V vencemos a Taça de Portugal e a Supertaça, estivemos nas meias-finais da Liga e foi tudo graças a muito esforço. Claro que aqui também o é, mas no Sporting é uma obrigação. 

O que é que nos diz a tese de mestrado “Representatividade dos Exercícios de Treino em Relação ao Jogo no Futsal”?
Foi mais um estudo que fiz, com a orientação do Bruno [Travassos], que agora é treinador do Fundão, e que para mim foi muito importante. Conseguir perceber, e era esse o grande objectivo, se aquilo que treinava tinha ou não alguma ligação com o que acontecia em jogo. Foram analisadas quase 1.500 tarefas de treino e todos os golos de uma época de forma a perceber objectivamente se a quantidade de tarefas de treino que distribuímos por cada momento do jogo tinham ou não algo a ver com o número de golos, marcados e sofridos, a partir desses mesmos momentos. No fim, felizmente para quem é treinador, percebi que existe essa relação: quanto mais se treina determinada situação, maior é a probabilidade de ocorrer sucesso através dela. 

Vence muito, mas preocupa-se mais com o processo

Sendo o objectivo do treinador ganhar, no que é que se foca mais: processo ou resultado?
No processo. O resultado chega por via do processo. Só me concentro no processo, através de actividades no treino, porque o resultado não controlo. No jogo, mesmo existindo um Merlim, que de um momento para o outro resolve a partida, tudo surge a partir do que trabalhamos, e mesmo essas características individuais deles são potenciadas pelo que planificamos semanalmente. Depois é esperar que as coisas resultem em campo.

Nesse sentido, sente que as pessoas entendem bem as tarefas do treinador e o julgam convenientemente?
Algumas. Falta um pouco de cultura desportiva. É um passo que temos de dar de forma a entender melhor que por vezes a diferença entre ganhar e perder é tão pequena que temos de nos focar no processo. Quando jogamos muito bem e perdemos, a maior parte das pessoas não percebem que estamos muito perto do sucesso. E o contrário também. Costumo dizer que o que interessa é se a bola bate no poste e sai ou se bate e entra. Quando bate e entra, parece que está tudo muito bem feito; quando bate e sai, já parece que foi tudo mal feito. Não é assim, mas infelizmente é a realidade.

Fez 229 jogos, mais de 1.150 golos e tem mais títulos do que anos de carreira. Qual é o segredo?
Muita coisa [risos]. Primeiro é, como disse, o estar rodeado de qualidade. O Paulo Luís [treinador-adjunto] e o Raul Oliveira [treinador de guarda-redes] são extraordinários, todo o staff que nos acompanha também faz um grande trabalho, da rouparia à observação e análise, passando pela liderança do Miguel Albuquerque e do José Manuel. Depois, claro, o mais importante são os atletas. Nestes cinco anos tivemos grupos diferentes, mas todos muito bons e com uma característica única, que é a mais importante: a vontade de treinar e de aprender, apesar de muitos terem chegado com enorme experiência. Talvez algo contagiados por mim, mas tenho tido a felicidade de estar sempre bem rodeado, por bons atletas que são também excelentes seres humanos. Quem chega de fora só tem uma opção: ou é boa pessoa ou torna-se numa. Por isso os grupos são sempre extraordinários.

Leia mais na edição impressa do Jornal Sporting, esta quinta-feira nas bancas

Foto José Cruz

Conheça os locais e horários dos jogos na Suíça

Por Jornal Sporting
06 Jul, 2017

Fenerbahçe, Valência e Basileia serão os adversários do Sporting CP

Para além do jogo já agendado para amanhã, frente ao Belenenses, no Estádio do Algarve, pelas 20 horas, os leões têm igualmente a agenda do estágio de pré-época na Suíça totalmente preenchida, no que a encontros de preparaçãoo diz respeito.

O primeiro será logo ao segundo dia de trabalho em terras helvéticas, frente aos turcos do Fenerbahçe, na localidade de Renens, no Stade du Censuy, pelas 19h30 em Portugal. Os preços variam entre os 27,4 euros e 13,7 (este para jovens entre os cinco e os 16 anos).

Sem perder tempo, os comandados de Jorge Jesus voltam a entrar em acção no dia a seguir, desta feita frente aos espanhóis do Valência, em Martigny, no Stade D’ Octodure, também 19h30 em território luso, sendo que os bilhetes à venda estão divididos por: bancada (22,9 euros e 9,1) e tribuna (36,5 euros e 18,2).

O terceiro e último encontro será frente aos suíços do Basileia, no dia 15 de Julho, pelas 18 horas em Portugal, no Stade des Gréves, em Delley-Portalban e o preçário dos ingressos é igual do encontro anterior.

Recorde-se que a equipa principal de futebol do Sporting CP estará na sua terceira semana de trabalhos e na qual poderá ver-se já alguns dos reforços em acção. Um período importante na equipa, já que no dia em que defrontar o Basileia, estará precisamente a um mês de serem jogadas as primeiras mãos do play-off de acesso à fase de grupos da Liga dos Campeões, na qual estará o Sporting e cujo sorteio será a 4 de Agosto.

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