Torcida Verde celebra 33.º aniversário
11 Nov, 2017
Grupo organizado de adeptos comemorou em conjunto com vários jogadores e treinadores do Clube verde e branco
A Torcida Verde celebra, neste sábado, 33 anos de vida. Nesse sentido, o grupo organizado de adeptos reuniu-se na sua sede, situada no Estádio José Alvalade, durante o dia de forma a comemorar a data e a conviver entre os seus e com a presença daqueles por quem tantas vezes cantam: os jogadores e treinadores. Gonçalo Vieira e Luís Martins, da equipa B; Manuel Coimbra, José Costa e Nuno Lopes, dos bês de hóquei em patins; Cláudio Pedroso, do andebol; Djô e Divanei, ambos do plantel de futsal, estiveram com os adeptos.
Luís Carlos, fundador da Torcida Verde, acompanhou todo o percurso destas mais de três décadas de vida e diz que o tempo mudou o Mundo do futebol e, como consequência, os seus adeptos. Ainda assim, sublinha que as convicções não se alteraram e as motivações também não. "São 33 anos de luta, luta, luta. Quero agradecer especialmente às pessoas que vieram de fora de Lisboa. Para nós é um orgulho que eles continuem a acreditar que o Sporting CP possa ser um clube dos adeptos. É para isso que estamos cá", referiu, deixando para segundo plano os resultados - apesar de afirmar gostar muito de vencer -, elevando os valores em que acredita e que defende desde o início.

"Há pessoas que não têm tantas capacidades para vir, mas aparecem. São essas pessoas que nos motivam. Isso é que são adeptos. Não aqueles consumidores, que estão cá quando o Clube ganha ou faz contratações sonantes. Aqui, tentamos promover os adeptos militantes", disse, sublinhando sempre a importância de o Clube de Alvalade continuar a pertencer aos Sócios, num discurso com pontos comuns ao de Luís Martins, treinador da equipa B de futebol.
"Estes 33 anos fazem-me lembrar um pouco a minha juventude como adepto do Sporting CP, no antigo estádio. A Torcida Verde é desse tempo, é uma claque carismática. É disto que o futebol e a sociedade portuguesa precisam: de gente comprometida, com bons valores. É com orgulho e prazer que aqui estou. O Clube são os adeptos", disse o técnico português, sem esquecer a importância dos Sportinguistas no projecto da formação, no qual está inserido. "Formar sem as claques seria impensável", atirou.

Também Cláudio Pedroso concordou com o que havia sido dito anteriormente e diz não se esquecer de que estas são as pessoas que estão sempre atrás de quem veste de verde e branco. Neste sábado, a realidade foi a oposta. "Está a ser fantástico estar aqui. Também temos de agradecer a estas pessoas que passam o ano todo connosco. É nosso trabalho vir aqui e conviver com eles. Qualquer jogador sabe que, quando vem para o Sporting CP, tem responsabilidades acrescidas por envolver estes adeptos. Recordo-me de que, quando não tínhamos pavilhão, eles estavam lá sempre, fosse onde fosse", relembrou, agradecendo a lealdade aos membros do grupo organizado de adeptos.











Bruno de Carvalho explicou a evolução do emblema verde e branco, vincando a importância da ligação aos adeptos, até pela vertente financeira, e comprovada pela escolha do equipamento alternativo desta época da equipa de futebol: “Tínhamos quase todos os jogadores em fundos, tivemos de melhorar a academia, apostar numa voz forte, uma vez que estávamos a sair do palco. Provámos que era possível fazer dinheiro no futebol. Reduzimos metade dos custos, conseguimos o segundo lugar e entrámos na Liga dos Campeões, quando há muitas épocas que não lá estávamos. É bom ver que, sendo os únicos com um mandato totalmente positivo em termos de resultados financeiros, somos uma marca global e financeiramente muito bem. No futuro, vai perder-se esta dimensão estratosférica do futebol. Os melhores elementos são os fãs e queremos honrar o Clube e a história, dando-lhes mais valor. O nosso segundo equipamento foi desenhado pelos adeptos e tem, em braille, os nossos valores. Sabemos da nossa responsabilidade social”.
