Your browser is out-of-date!

Update your browser to view this website correctly. Update my browser now

×

Taxonomy term

Foto Isabel Silva

João Gião: "Foi o clube certo na hora certa"

Por Sporting CP
17 Jan, 2026

Treinador da equipa B abordou percurso no Clube em entrevista à Sporting TV

Ainda não completou um ano na liderança da equipa B de futebol do Sporting Clube de Portugal, mas João Gião já tem entre os seus méritos uma histórica subida de divisão e nesta época de regresso à Liga 2 – sete anos depois – levou a equipa até um impressionante segundo lugar no final da primeira volta.

Em conversa com a Sporting TV, o técnico passou em revista todo o seu percurso de Leão ao peito, clube em que assumiu pela primeira vez o cargo de treinador principal, e abordou as especificidades de comandar uma equipa B, as dificuldades e diferenças encontradas na Liga 3 e, agora, na Liga 2 e detalhou a forma como é feita a liderança, a gestão e a preparação de jovens jogadores no projecto verde e branco sempre com a equipa principal no horizonte.

Os marcos de relevo conseguidos em pouco tempo à frente da equipa B
"São dez meses, mas já parecem dez anos. Sinceramente, vinha com muito entusiasmo, conhecia os jogadores que tínhamos e acreditava que podíamos realizar algo diferente, como acabámos por conseguir na época passada. Foi um marco a subida a um patamar [a Liga 2] que permite outro tipo de competitividade a estes jogadores. Esta época tem, de facto, superado as nossas expectativas, se olharmos à classificação e aos resultados meramente desportivos. Se esperava? Não esperava que estivéssemos tão bem classificados [segundo lugar], mas esperava que fossemos competitivos e competentes como temos sido. Conhecia a mentalidade, a competitividade e a qualidade que temos no grupo."

Importância da experiência acumulada em diferentes funções e diversos contextos nacionais e internacionais (França, Suíça, Guiné-Bissau, Malásia)
"A nível pessoal, não tinha uma data ou idade fixa para começar como treinador principal. Queria que acontecesse e que eu estivesse preparado e, por isso, quis acumular o máximo de experiências e que fossem o mais ricas e diferenciadas possível. Daí o meu percurso ser algo alternativo. Essas funções deram-me ferramentas para desempenhar este cargo em particular, porque estive muitos anos ligado à formação, sobretudo como coordenador técnico, quer em Portugal, quer fora."

O 'sim' à equipa B do Sporting CP
"Diria que foi o clube certo na hora certa. Fui-me preparando e quando surgiu o Sporting CP nem olhei para trás. Já tinha tido uma ou outra possibilidade e achei que não estavam reunidas todas as condições. Com o Sporting CP, pelo clube e as funções em questão, achei que era a cereja no topo do bolo. Era uma equipa B e eu vinha do contexto do futebol profissional como adjunto, mas já tinha passado como coordenador técnico e treinador na formação, portanto havia essa mescla de preparação com o contexto do Sporting CP. Sendo o clube que é, com uma base muito sólida a nível estrutural e directivo, quer até pelo momento desportivo, era uma conjuntura extremamente favorável. Assim que surgiu a hipótese, para mim, foi o cenário ideal."

A subida à Liga 2 em 2024/2025
"Sabia das vantagens de ter uma equipa B na Liga 2 e todos estávamos conscientes de que era um passo importante. A pressão era mais externa, porque este é um clube grande. Não preparamos jogos unicamente com todas as ferramentas para ganhar o próximo jogo, porque a equipa B obriga a olhar para uma série de premissas durante a semana: há jogadores para potenciar e que precisam do momento de jogo, mesmo que às vezes as suas características até não sejam as mais adequadas; jogadores que aqui ou ali estão limitados por tempo para estarem disponíveis na equipa A. Temos de lidar com tudo isso, mas internamente nunca deixamos de perceber a pressão externa num clube grande como o Sporting CP. A cultura de vitória e exigência temos de colocá-la e passá-la diariamente aos jogadores. Sabem que temos de ser competitivos e tentar ganhar o jogo. Em termos de expectativas, temos de estar preparados mentalmente para momentos em que toda a gente espera que estejamos a ganhar, independentemente de estarmos num contexto de equipa B, especial, com muita volatilidade de jogadores. É uma equipa B, mas não deixa de ser um clube grande e de ter essa exigência."

Alcançar a subida de divisão com a equipa mais jovem em prova na Liga 3
"Muito mérito dos jogadores, muito jovens, mas muito maduros - alguns deles com dez anos de cultura Sporting CP. Mérito de muita gente que os formou e de outros treinadores que tiveram ao longo da época. Subir a partir da Liga 3 é realmente difícil, ainda mais no formato de fase final reduzida, onde a margem de erro é muito curta. Soubemos lidar muito bem com essa pressão e também tivemos a sorte que, aqui ou ali, é necessária para alcançar este objectivo. Muito mérito, mas temos de ser humildes e reconhecer que também tivemos essa 'estrelinha'. Mérito muito grande dos jogadores, que viraram jogos determinantes e empatamos outros em que estivemos a perder. Lembro-me do jogo com o CF 'Os Belenenses', em que estivemos a perder 1-0 até ao último minuto e eles estavam na luta connosco. Empatamos no último minuto, bem como ganhámos ao Atlético CP nos últimos minutos. Houve momentos de muita crença e união, nomeadamente de um grupo de jovens que na sua maioria ainda está connosco este ano. Uniram-se em prol de um objectivo maior para dar esta felicidade aos adeptos do Sporting CP depois de sete anos [fora dos escalões profissionais]."

As diferenças encontradas na Liga 2
"É uma diferença grande para a Liga 3. O nível dos jogadores sobe três ou quatro patamares e os melhores clubes da Liga 2 são muito mais próximos dos da I Liga do que os melhores da Liga 3 comparativamente aos da Liga 2. É o aproximar da exigência que os jogadores vão encontrar na equipa A, essa foi a grande conquista da subida. Têm de pensar mais rápido, o nível de preparação física é muito mais alto e o erro paga-se mais caro. O Sporting CP não deixou de formar jogadores para o topo sem ter a Liga 2, o salto era maior, mas agora isto faz com que o processo seja mais rápido e internamente temos mais certezas quando avaliamos um jogador. Olhando para os nossos confrontos com o FC Vizela, o Académico de Viseu FC ou o CS Marítimo, que estão recheados de jogadores de I Liga, ao comparar os nossos jovens jogadores dá-nos um grau de fiabilidade maior."

A excelente resposta do plantel apesar do 'salto'
"Recebemos alguns jogadores novos, perdemos outros fundamentais, por isso, grosso modo a equipa é basicamente a mesma, mas houve um crescimento evolutivo grande. Os jogadores jovens têm isso: às vezes o crescimento é exponencial de um ano para o outro, além de outros factores. Entrámos muito bem no campeonato, conseguimos instalar-nos rapidamente lá em cima e ter rendimento suficiente para fazer uma primeira volta que considero de sucesso. Estamos actualmente a passar por uma fase menos positiva e as derrotas que temos tido acontecem porque estamos na Liga 2. Fomos extremamente competitivos, fizemos o mesmo para ganhar, mas com falhas de concentração ou pouco rigor numa bola parada acabámos por ser penalizados com um golo e não conseguimos ganhar."

Conjugar a evolução dos jogadores com a busca pelos resultados 
"Temos de conseguir conjugar tudo isso e neste patamar não dá para 'tirar o pé'. Temos de continuar a colocar jogadores que ainda não estejam no patamar de rendimento de uma Liga 2, mas precisam de jogar vários jogos para se adaptarem à realidade. Se não corrermos esse risco, nunca estarão preparados. Hipoteticamente, um treinador que esteja numa outra equipa, por exemplo, optaria por colocar um central mais rápido frente a um avançado rápido, aqui não. O nosso central tem de se adaptar a essa adversidade, porque para poder almejar a equipa A tem de passar por essa dificuldade e saber defender-se."

A subida de jogadores importantes fruto das necessidades da equipa A
"Esse é o nosso objectivo. Encantado da vida por já termos cinco jogadores da equipa B que se estrearam na A, num plantel tão forte como o do Bicampeão Nacional. É muito gratificante para nós. Como é lógico, esta fase de muitas ausências na A tem efeito em cadeia em nós e isso vai impactar o desempenho da nossa equipa, mas tem sido importante para ver outros jogadores que eventualmente não teriam a oportunidade tão cedo. Já estreamos o Rafael Mota e o Lucas Taibo, por exemplo, frente a uma frente de ataque forte como a do Académico de Viseu FC. Temos dado oportunidades a outros e temos continuado a ser competitivos, esse é o sinal mais importante que temos de extrair."

Perfil e características de um jovem jogador para ser mais-valia na equipa A
"Não há ilusões, a primeira é a qualidade e ponto final. Para lá da questão técnica, táctica e física, há uma dimensão que considero muito importante: a estrutura mental. Com a exigência actual do futebol, com tempos de recuperação curtos para ter níveis de rendimento muito altos de três em três dias, só um jogador muito resiliente à dor, ao esforço, à crítica e à fadiga, consegue sobressair. Todos os jogadores que chegaram e se impuseram na equipa A no ano passado [Geovany Quenda e João Simões] ou os que têm aparecido nesta têm essa dimensão muito vincada."

Manter os 'pés no chão' dos jovens que fazem a estreia na equipa principal
"Sempre com a verdade e a realidade. Levo-os sempre a ver as placas [dos jovens que se estrearam] que temos na Academia, onde há uma série de jogadores que se estrearam e não deram continuidade, outros que saíram e já nem profissionais são. A maioria dos casos é de sucesso, no Clube ou fora, mas temos de lhes explicar tudo isso, que nem todos os caminhos foram felizes. Chegar lá e estrear-se não é o mesmo que ser jogador da equipa A em definitivo. É um grande 'banho de humildade', e o míster Rui Borges faz o mesmo do seu lado e isso ajuda."

Relação com Rui Borges
"Temos uma relação muito informal e muito facilitada, quer com o míster, quer com os elementos da equipa técnica que também fazem essa 'ponte'. O míster, sempre que está disponível, vem ver os nossos jogos, e mesmo os treinos. Estamos muitas vezes à conversa, falamos todos os dias, porque há um fluxo a gerir e uma troca de informações diária. É uma relação muito simples e fluída."

Uma lista de 30 jogadores utilizados até ao momento na presente Liga 2, mas que promete não ficar por aqui
"Estou convencido que sim, quase de certeza e eventualmente já na próxima jornada. É o nosso caminho. Acho que o recorde de uma equipa B do Sporting CP é 37, não sei se chegaremos a esse número, mas com 30 a meio da época diria que estamos bem encaminhados."

O desafio acrescido de liderar uma equipa na UEFA Youth League
"Obriga-nos a uma gestão e organização grandes, porque temos de gerir a actividade de duas equipas em simultâneo. Na mesma semana preparamos dois jogos e com dois grupos diferentes. O que tenho levado é a possibilidade de conviver com outros jogadores que, em condições normais, não poderíamos ter um conhecimento tão profundo."

Final perfeito para a presente temporada: vencer a Liga 2 ou ver os 'seus' jovens a brilhar na equipa A?
"Tem de ser sempre a segunda. Vamos entrar em todos os jogos com a mesma mentalidade, para ganhar e impondo a nossa forma de jogar, é a isso que nos obriga o ADN do Sporting CP, e depois o nosso objectivo principal será sempre desenvolver individualmente jogadores e acelerar o seu processo para que possam estar disponíveis, com as competências e capacidades necessárias, para o míster Rui Borges."

Foto Peter Spark

João Gião: "Temos de reagir e ultrapassar este momento"

Por Sporting CP
11 Jan, 2026

Técnico falou após o desaire com o FC Porto B

Após a derrota frente ao FC Porto, o técnico João Gião considerou que a ineficácia na primeira parte acabou por ser determinante no desfecho do clássico, sublinhando também a reacção dos dragões no arranque da segunda metade.

"Fizemos uma primeira parte muito boa, mas ficámos, uma vez mais, a dever na finalização. Tivemos quatro ou cinco oportunidades para fazer o 2-0 e temos de as conseguir concretizar para ter outra vantagem no marcador", começou por analisar em declarações ao Porto Canal, antes de apontar as dificuldades sentidas pelos Leões após o intervalo.

"Não entrámos bem na segunda parte. Os cartões amarelos condicionaram-nos e podia eventualmente ter mexido nos médios amarelados. Isso retirou-nos alguma agressividade. O FC Porto, a perder, reagiu, empurrou-nos para trás e acabou por chegar ao empate numa bola parada", explicou.

O treinador destacou ainda os primeiros 15 minutos da segunda parte como decisivos. "Houve alguma falta de agressividade nossa nesse período e o FC Porto foi feliz a marcar os dois golos. Depois disso, e até ao fim, tentámos reagir, mas jogou-se pouco, houve muitas paragens e muito antijogo. Ainda assim, acreditámos até ao fim", resumiu.

João Gião reconheceu também que a equipa atravessa um momento menos positivo, mas mostrou confiança na capacidade de resposta do grupo.

"Não estamos num bom momento e temos de dar a volta. Sabíamos que, mais tarde ou mais cedo, passaríamos por uma fase assim. Agora temos de saber reagir, não ficar agarrados a este período, analisar o que fizemos de menos bom nesta fase e agarrarmo-nos a tudo o que temos feito de muito bom ao longo do campeonato. Temos de dar uma resposta colectiva, saber passar por este momento e ultrapassá-lo", concluiu.

Foto Peter Spark

Eficácia portista trava Leões

Por Sporting CP
11 Jan, 2026

Equipa B perdeu na visita ao FC Porto (2-1)

No passado domingo, a equipa B de futebol do Sporting Clube de Portugal perdeu com o FC Porto por 2-1, em jogo da 16.ª jornada da Liga Portugal 2. Num clássico sempre emotivo, que não se disputava desde 2018, os jovens Leões protagonizaram uma exibição segura durante largos períodos, mas acabaram por não conseguir evitar a reviravolta dos dragões.

Com a promessa de chuva a abater-se sobre o Estádio Luís Filipe Menezes, o primeiro sinal de algum perigo surgiu à passagem dos seis minutos. Na sequência de um lance de bola parada bem trabalhado pelos pupilos de João Gião, Rodrigo Dias cabeceou, mas ligeiramente por cima da trave portista.

A resposta do FC Porto surgiu aos nove minutos, com João Teixeira a rematar de calcanhar, com elevada nota artística mas sem força, para Francisco Silva encaixar de forma segura.

Vivo e repartido entre os dois meios-campos, o clássico jogava-se com intensidade e alternância, mas voltou a inclinar-se para o lado verde e branco aos 11 minutos. Numa jogada de insistência, Eduardo Felicíssimo apareceu à boca da baliza para cabecear com selo de golo, valendo o providencial corte de Gabriel Brás em cima da linha, a negar o primeiro tento da tarde.

O Sporting CP cresceu no jogo e, aos 19 minutos, voltou a estar muito perto de inaugurar o marcador. Num lance algo caricato, o guardião Gonçalo Ribeiro não conseguiu segurar um atraso e só por muito pouco a bola não acabou no fundo das redes.

Começava a cheirar a golo e, aos 23 minutos, José Silva teve nos pés mais uma flagrante ocasião. Sozinho, com espaço e já na pequena área, após um bom cruzamento pela esquerda, o camisola 55 precipitou-se e rematou ao lado, num lance que pedia melhor desfecho.

A insistência acabaria por dar frutos pouco depois, aos 27 minutos. E que frutos! Na ressaca de um pontapé de canto, Samuel Justo encheu o pé e - de primeira e de fora da área - disparou para um verdadeiro golaço. A bola saiu tensa, colocada, e só parou no canto superior direito da baliza de Gonçalo Ribeiro, coroando a estreia a marcar na temporada do médio de 21 anos e confirmando o ascendente Leonino na partida.

O FC Porto reagiu bem à desvantagem e três minutos depois, já sob um esperado aguaceiro, João Teixeira recebeu no meio e rematou rasteiro, também de fora da área, para uma excelente defesa de Francisco Silva. Com mais posse nesta fase, os dragões continuaram a rondar a baliza verde e branca, mas sem conseguir assustar o guarda-redes português.

Tanto que, até ao intervalo, a melhor ocasião para marcar pertenceu mesmo ao Sporting CP. Já aos 45 minutos, Rafael Nel ficou a centímetros da emenda, após um bom cruzamento vindo da direita, e por muito pouco não aumentou a vantagem.

Assim se fechou uma primeira parte marcada pela maturidade competitiva dos jovens Leões, capazes de transformar domínio em golo - mas a dever à eficácia - e de gerir com critério os momentos seguintes. Num clássico sempre equilibrado, um futebol afirmativo e um instante de inspiração individual fizeram a diferença.

Mas ainda faltavam 45 minutos e o FC Porto entrou novamente mais assertivo no encontro. Aos 48 minutos, André Miranda cruzou, com conta, peso e medida desde a direita, para a cabeça de Kauê Rodrigues, que desviou directamente para as mãos de Francisco Silva.

Os dragões acabariam por empatar na jogada seguinte. Aos 50 minutos, na sequência de uma bola parada, Dinis Rodrigues bateu um canto tenso na direita e, já na pequena área, João Teixeira saltou mais alto do que a defensiva verde e branca, repondo a igualdade no marcador.

A resposta do banco Leonino foi imediata, com João Gião a não esperar para mexer no jogo. O técnico lançou Kauã Oliveira para dar mais pujança ao meio-campo, mas os dragões consumaram mesmo a reviravolta em dez minutos de enorme fulgor ofensivo.

Aos 55 minutos, João Teixeira, endiabrado, arrancou pela direita e tocou para Dinis Rodrigues, que cruzou para a entrada da área. Gonçalo Sousa, lançado ao intervalo pelo técnico portista, rematou à meia-volta para o 2-1, sem hipótese de defesa para Francisco Silva.

Os Leões assumiram então maior iniciativa, à procura de inverter o rumo dos acontecimentos, e Rodrigo Ribeiro foi ganhando protagonismo na frente, mas sem a contundência habitual. Claramente insatisfeito, João Gião arriscou desde o banco e lançou Mauro Couto e Lucas Anjos aos 67 minutos, promovendo um ajuste táctico.

Podia ter resultado: três minutos depois, Kauã Oliveira surgiu ao segundo poste para finalizar, após a bola atravessar toda a área, mas a execução do brasileiro não foi a melhor e o golo do empate acabou por escapar.

Do outro lado, o FC Porto - a explorar bem os espaços em transição ofensiva - esteve perto de fazer o 3-1 aos 76 minutos, mas o remate de Trofim Melnichenko passou por cima da trave da baliza dos visitantes.

Num último esforço, João Gião promoveu nova dupla substituição, lançando Gabriel Silva e Rafael Besugo, e, apesar do maior controlo, o Sporting CP continuava sem conseguir criar lances claros de perigo: aos 82 minutos, Mauro Couto alvejou a baliza de Gonçalo Ribeiro, mas a bola sofreu um desvio e saiu pela linha de fundo. Na sequência do pontapé de canto, foi o FC Porto quem esteve perto de sentenciar a partida, valendo então Francisco Silva, com uma intervenção pouco ortodoxa, a negar o golo a Trofim Melnichenko.

Com o tempo a esgotar-se, o Sporting CP continuou à procura do empate, mas encontrou sempre uma linha defensiva portista bem organizada. Já em período de compensação, Rafael Besugo ainda desviou de cabeça ao lado, antes de André Miranda, na resposta, desperdiçar a última grande ocasião da partida. O apito final confirmou o triunfo dos portistas, num clássico decidido, em muito, pela eficácia de um lado e pelas oportunidades perdidas do outro.

Sporting CP: Francisco Silva, Rodrigo Ribeiro (Rafael Besugo, 78’), David Moreira, Rodrigo Dias, José Silva (Mauro Couto, 67’), Eduardo Felicíssimo (Kauã Oliveira, 51’), Paulo Cardoso, Manuel Mendonça [C] (Lucas Anjos, 67’), Rafael Nel, Lucas Taibo e Samuel Justo (Gabriel Silva, 78’). Treinador: João Gião. Disciplina: cartão amarelo para Eduardo Felicíssimo (29’), Samuel Justo (37’), Kauã Oliveira (78’) e Gabriel Silva (85’).

Foto Sérgio Martins

João Gião: "Vamos dar uma boa resposta"

Por Sporting CP
10 Jan, 2026

Equipa B do Sporting CP joga este domingo o clássico em casa do FC Porto B, para a 16.ª jornada da Liga Portugal 2

A equipa B do Sporting CP desloca-se este domingo a casa do FC Porto, onde a partir das 15h30 no Olival defronta a formação B dos dragões para a 16.ª jornada da Liga Portugal 2. Na antevisão à partida, o técnico da formação Sportinguista, João Gião, lançou os dados para os meios de comunicação do Clube, começando por enquadrar o momento da formação que orienta.  

“Vimos de um momento, se calhar, menos positivo do nosso percurso esta época. Sabíamos e tínhamos antecipado que como era lógico em função das características que tem a nossa equipa B e do nosso projecto, que este momento haveria de chegar. É aproveitá-lo para crescer, dar a volta a isso, lidar com isso. Só aparecer agora é sinal de que fizemos as coisas muito bem durante muito tempo e temos de continuar a acreditar no nosso processo, como temos feito. Apesar de não termos resultados positivos nos últimos três jogos, continuamos a ser a mesma equipa competitiva, perdemos os jogos, mas em qualquer das derrotas e em função de alguns acontecimentos do jogo podíamos perfeitamente não ter perdido. Nenhuma das derrotas foi inequívoca. Perdemos nos limites, peço-lhes sempre isso, a perder que seja nos limites e, portanto, isso deixa-nos confiantes para aquilo que vem por aí e para fazermos um bom jogo já nesta jornada”.

O técnico explanou as dificuldades que a equipa B Leonina perspectiva encontrar na casa do FC Porto B. “É um jogo com características emocionais diferentes, em casa de uma equipa B, também. Vamos tentar impor o nosso jogo, sermos iguais a nós próprios, competitivos, contra uma equipa que vem de um bom momento. Começou mal a época, mas equilibrou bem nos últimos jogos a sua performance. Tem características diferentes da nossa equipa B, utiliza alguns jogadores mais experientes. É uma equipa que está num bom momento e a jogar em casa vai querer ganhar o jogo. Nós vamos com a nossa mentalidade, iguais a nós próprios, competitivos e tenho a certeza de que vamos dar uma boa resposta”. 

João Gião garantiu mentalidade de muita ambição no jogo em casa dos dragões. “Não deixa de ser um ambiente diferente, porque é um ambiente de clássico. Dar uma boa resposta é o que as pessoas do Sporting CP e os adeptos esperam de nós e é essa mentalidade que temos de ter: encará-lo percebendo que este tipo de jogos tem um cunho emocional diferente dos outros, mas temos de o encarar da mesma forma, olhos nos olhos. É essa a mentalidade que temos tido em todos os jogos e é essa mentalidade que vamos apresentar”. 

Sobre aspectos a explorar no jogo, centrou a ideia de identidade à Sporting CP, de uma equipa igual a si própria e da qualidade do trabalho de treino na Academia Cristiano Ronaldo, em Alcochete.  

“Foi uma semana um bocadinho mais ‘limpa’, porque não tivemos nada a meio da semana, foi uma semana de fim-de-semana a fim-de-semana: muito trabalho, muita intensidade, muito andamento e preocupados em fazer crescer individual e colectivamente estes jogadores. Olharmos também para o adversário em termos estratégicos, que é o que temos feito em todos os jogos. O FC Porto B é uma equipa forte, melhorou, também em função de jogadores da equipa A que têm ‘baixado’ e que lhes têm dado muita qualidade em muitos momentos do jogo. Uma equipa com jogadores que podem resolver de um para um, forte nas transições, e que quando se instala tem qualidade para criar perigo perto da baliza adversária. Temos de estar preparados”.

Lucas Taibo, defesa da equipa B do Sporting CP, abordou também o que espera do jogo frente ao FC Porto B, em declarações aos meios de comunicação do Clube. 
“É um clássico, vai ser difícil, em casa deles, mas estamos confiantes de que somos superiores e que podemos ganhar o jogo. É um adversário forte, com qualidade no último terço do campo e trabalhámos muito para parar o ataque e fazer o que sempre temos feito para garantir um bom resultado”.

Foto Isabel Silva

João Gião: "O empate era o resultado que se ajustava mais"

Por Sporting CP
04 Jan, 2026

Treinador analisou desaire na Liga 2

Após o apito final, João Gião, treinador da equipa B de futebol do Sporting CP, abordou o desaire com o Académico de Viseu FC (1-2) em declarações à Sporting TV.

“Acho que o empate era o resultado que se ajustava mais. Entrámos bem, fizemos o 1-0 com uma boa jogada, mas depois o Académico de Viseu FC cresceu. Criou-nos dificuldades e demorámos a instalar o nosso jogo com muitos erros técnicos. Sofremos golo quando estávamos em posse de bola, mas a responsabilidade é minha, porque peço para arriscarem naquela zona. Na segunda parte entrámos bem, dominamos o jogo na maior parte do tempo e acabámos por sofrer golo numa segunda bola que devíamos ter controlado melhor”, resumiu, antes de realçar o esforço final da sua equipa.

“Tentámos acreditar até ao fim, falhámos oportunidades e não conseguimos chegar ao empate, que era ao mínimo que merecíamos perante um adversário muito forte. Tem gente na frente que faz a diferença e que pertencem a patamares superiores. Sabíamos que podiam penalizar os nossos erros e foi esse o filme do jogo”, apontou.

Já sobre as estreias de Lucas Taibo e Rafael Mota, o técnico verde e branco salientou que se trata de “continuar a dar espaço de progressão a jogadores que vêm de baixo” e elogiou a prestação de ambos. “Fizeram um muito bom jogo e não tinham um único minuto na Liga 2. Deram uma resposta fantástica e esse é o nosso caminho. Foram dos melhores da equipa”, enalteceu João Gião, que também comentou o regresso aos relvados de Daniel Bragança e Mateo Tanlongo.

“[Bragança] Entrou muito bem, com o nível que tem e com compromisso total com a equipa e o Clube. Esta também é uma missão nossa. Muito contente por ele e pelo regresso do Mateo Tanlongo”, sublinhou.

Por fim, sobre o actual momento negativo da equipa (três derrotas consecutivas), o treinador da equipa B disse que é o momento “de virar isto” depois de a equipa ter passado “só por momentos positivos” neste ano de regresso ao segundo escalão. “Perdemos, sabia que íamos passar por um momento mais complicado, é agora e vamos ter de o superar. É uma aprendizagem”, concluiu.

Também David Moreira, defesa dos jovens Leões, analisou a derrota no Estádio Aurélio Pereira.

“Acho que o resultado não dita o jogo. Estivemos muito bem, podíamos ter feito mais golos também, mas sabíamos que era um adversário muito competitivo. A nossas três derrotas consecutivas não dizem a equipa que somos, mas o bom do futebol é que podemos dar uma resposta já na próxima semana”, garantiu, prometendo uma resposta “com trabalho, sacrifício e união”.

Além disso, o polivalente futebolista também destacou a prestação dos estreantes. “O Samuel Justo e o João Muniz [ambos suspensos] são jogadores importantes, mas os que jogaram hoje deram uma boa resposta. Damos todos sempre o máximo”, salientou David Moreira.

Foto Isabel Silva

Volte-face na Academia Cristiano Ronaldo

Por Sporting CP
04 Jan, 2026

Equipa B sofreu reviravolta perante o Académico de Viseu FC (1-2)

No Estádio Aurélio Pereira, a equipa B de futebol do Sporting CP perdeu diante do Académico de Viseu FC por 1-2, este domingo, na primeira partida em 2026, a contar para a 17.ª jornada da Liga 2.

Num jogo muito equilibrado, este resultado permitiu aos viriatos igualar os jovens Leões no segundo lugar, ambos com 29 pontos, embora a equipa B tenham um jogo em falta. O CS Marítimo, que ainda não jogou nesta ronda, lidera a classificação com 33 pontos.

Para enfrentar a equipa mais concretizadora da prova e que vinha da sua primeira derrota (1-2 SL Benfica B) após cerca de três meses de invencibilidade, João Gião - por força de várias ausências - prometeu estreias e assim foi ao apostar num ‘onze’ verde e branco com um total de quatro mexidas e várias novidades. Rafael Mota (estreia absoluta na B), Lucas Taibo (estreia no segundo escalão), José Silva e Eduardo Felicíssimo foram titulares - ao invés de João Muniz (suspenso), Bruno Ramos, Lucas Anjos e Samuel Justo (suspenso) - e, a partir do banco, Daniel Bragança somou aqui os seus primeiros minutos em 2025/2026 após a grave lesão sofrida em Fevereiro do ano passado e também Mateo Tanlongo fez a sua estreia na época.

E até não podia ter sido melhor a entrada em cena dos jovens Leões, que depois de dois jogos sem marcar só precisaram de oito minutos no primeiro jogo do novo ano para ‘facturar’. Manuel Mendonça colocou no apoio vertical feito por Rafael Nel e este, de primeira, soltou para uma corrida desenfreada de Paulo Cardoso que só terminou com a bola no fundo das redes e o 1-0 no marcador. Foi o segundo golo na Liga 2 do extremo chegado esta temporada à Academia.

Só que esta vantagem não durou mais do que escassos minutos. Já depois de um cabeceamento à barra ter deixado um primeiro aviso sério por parte dos viseenses, Kahraman aproveitou da melhor forma a recarga a um remate de André Clóvis (melhor marcador do escalão) defendido para repor o empate antes do quarto de hora.

De imediato, o Académico de Viseu FC ainda conseguiu forçar erros para apanhar o Sporting CP em ‘contrapé’, embora sem causar verdadeiro perigo, mas os jovens Leões responderam assumindo-se mais controladores com bola e nada mudou até ao intervalo. Até ao fim dos primeiros 45 minutos, só se voltou a ver baliza com um remate de muito longe de Álvaro Zamora para defesa de Diego Callai.

Algo mais agitado foi o arranque do segundo tempo, com mais aproximações a ambas as balizas, mas com as respectivas defesas a evitarem sempre males maiores. E foi já à passagem da hora de jogo que João Gião refrescou o meio-campo com a entrada simultânea de Tanlongo e o desejado – e muito aplaudido – regresso de Daniel Bragança aos relvados.

De seguida, do lado verde e branco, Mauro Couto até surgiu em excelentes condições para rematar com o seu pé esquerdo, mas pegou muito mal na bola, enquanto a formação visitante foi bem mais eficiente e chegou à reviravolta aos 70 minutos – confirmado minutos depois após revisão do VAR. O cruzamento de Soufiane Messeguem foi bem medido e João Guilherme, ao segundo poste, só teve de encostar.

Um golpe duro ao qual Gião procurou responder com as entradas de cariz ofensivo de Rayan Lucas, Lucas Anjos e Gabriel Silva e os jovens Leões partiram para cima do Académico de Viseu FC, contudo já sem clarividência, nem tempo útil, apesar da reacção esforçada para inverter o rumo dos acontecimentos. À entrada da área, Gabriel Silva ficou muito perto do empate, já nos descontos, na derradeira chance, porém o forte pontapé saiu ligeiramente ao lado da base do poste.

Assim, confirmou-se a terceira derrota consecutiva da formação verde e branca. Na próxima jornada da Liga 2 há clássico de equipas B: o Sporting CP visita o FC Porto para fechar a primeira volta da prova.

Sporting CP: Diego Callai [GR], José Silva (Lucas Anjos, 77’), Rafael Mota (Mateo Tanlongo, 61’), Lucas Taibo, David Moreira, Paulo Cardoso, Eduardo Felicíssimo, Kauã Oliveira (Rayan Lucas, 77’), Manuel Mendonça [C] (Daniel Bragança, 61’), Mauro Couto (Gabriel Silva, 77’), Rafael Nel

Foto Sérgio Martins

Bilhetes para o embate da equipa B com o Académico de Viseu FC

Por Sporting CP
03 Jan, 2026

Estádio Aurélio Pereira é o palco da partida

Os bilhetes para o embate entre a equipa B do Sporting CP e o Académico de Viseu FC, a contar para a 17.ª jornada da Liga Portugal 2, serão gratuitos e exclusivos aos Sócios do emblema Leonino.

Cada Associado poderá levar um acompanhante e levantar os bilhetes à entrada da Academia Cristiano Ronaldo, em Alcochete.

O encontro está marcado para as 11h00 deste domingo, 4 de Janeiro, no Estádio Aurélio Pereira.

Foto Isabel Silva

João Gião: "Espero um adversário extremamente competitivo"

Por Sporting CP
03 Jan, 2026

Equipa B recebe o Académico de Viseu FC este domingo (11h00)

A equipa B de futebol do Sporting Clube de Portugal entra pela primeira vez em campo em 2026 este domingo, às 11h00, frente ao Académico de Viseu FC, em encontro a contar para a 17.ª jornada da Liga Portugal 2. No Estádio Aurélio Pereira, estarão frente a frente o segundo e o terceiro classificados, a melhor defesa e o ataque mais eficaz da prova, num duelo que se prevê de grande qualidade e emoção.

Na antevisão ao encontro, o treinador João Gião começou por sublinhar que a paragem competitiva e a época festiva não afastaram a equipa do foco imediato.

"Foram 13 dias de paragem, com as festividades pelo meio, mas nunca deixámos de estar ligados. Parámos três dias no Natal, mas no feriado do dia 1 já estávamos a trabalhar. Tirando o facto de termos estado algum tempo sem jogo, nada mudou", garantiu o técnico, que antecipa um Académico de Viseu FC forte e fiel à sua identidade, mesmo após uma derrota que interrompeu um ciclo positivo de onze jogos sem perder.

"Espero um adversário igual àquilo que tem sido sempre: extremamente competitivo, muito forte nas transições e no último terço. É o melhor ataque da Liga, com um plantel claramente feito para subir e com o melhor marcador do campeonato. O Clóvis tem quase tantos golos sozinho como algumas equipas colectivamente. Individualmente, é uma equipa fortíssima, cresceu muito com a mudança de treinador e a sequência de jogos que tem tido recentemente espelha bem a qualidade individual e colectiva. Foi para esse Académico de Viseu FC que nos preparámos", elogiou o treinador verde e branco.

Com várias ausências no plantel, João Gião vê nessas impossibilidades uma oportunidade para continuar a cumprir a missão formativa da equipa B.

"Mais uma vez não vamos repetir um onze, ainda não é desta e estamos longe disso. Vamos, sim, promover a estreia de alguns jogadores, e esse também é o nosso papel. Alguns jogadores que ainda não tiveram a oportunidade de se estrear neste campeonato provavelmente vão tê-la neste jogo", antecipou, deixando ainda uma mensagem de bom ano aos Sportinguistas.

"[Desejo que] continuemos, enquanto Clube, a crescer e a ter os sucessos, principalmente na equipa A, que vivemos no passado ano. A nossa missão é tentar dar o nosso pequeno contributo para que isso possa ser uma realidade", rematou.



Também Mauro Couto abordou a pausa competitiva, considerando-a positiva para o grupo.

"Foi bom, porque passámos tempo com as nossas famílias e todos gostam e precisam disso. Em relação à preparação para o jogo, acabou por ser igual, porque tivemos a semana toda para o preparar. Treinámos bem, sempre com o mesmo objectivo", começou por dizer o médio, que espera agora um desafio exigente com os viseenses.

"É uma equipa muito combativa e vai ser um jogo muito difícil. Respeitamos muito o adversário, como todos. Estavam numa série de onze jogos com as coisas a correr bem e tiveram agora um último resultado negativo, mas isso também não quer dizer nada. São uma equipa perigosa nos momentos ofensivos", analisou o jovem Leão, que lembrou que frente a frente estarão a melhor defesa e o ataque mais concretizador da prova.

"Pode ganhar qualquer um, mas esperamos que seja a defesa. Somos a melhor defesa porque temos muita competência, não só na linha defensiva, mas em toda a equipa, que ajuda sempre nesse processo. Em contrapartida, eles têm muitos golos e jogadores perigosos na frente. Nós temos as nossas armas e acho que vai ser um duelo engraçado, um bom jogo nesse aspecto. Espero que a equipa cumpra defensivamente, porque assim dificultamos-lhes a tarefa", manifestou.

Exemplo da ligação permanente entre a equipa B e o plantel principal, Mauro Couto tem sido frequentemente chamado por Rui Borges para integrar o trabalho da equipa A, experiência que muito valoriza.

"É sempre bom passar tempo com eles, treinar com eles e ir a jogo. São experiências que, mesmo não entrando, ficam para a vida toda e valorizam-nos. É também um sinal de que o trabalho da equipa B é reconhecido. Já fui eu, como já foram muitos outros este ano. É sempre bom sentirmos que a equipa principal olha para nós”, explicou, garantindo que o foco se mantém totalmente no imediato. “Foi uma experiência positiva, mas agora estou focado no próximo jogo da equipa B", frisou.

A fechar, Mauro Couto deixou os seus desejos para 2026, com a saúde no topo das prioridades.

"Espero que seja um ano com muita saúde para todos. No futebol, que haja poucas ou nenhumas lesões, que é o mais importante, para que toda a gente esteja sempre pronta para ajudar a equipa. Depois, claro, que consigamos cumprir os nossos objectivos, continuar a evoluir, formar e desenvolver jogadores, para estarem cada vez mais próximos da equipa principal", rematou.

Foto João Pedro Morais

Eduardo Felicíssimo renova até 2030

Por Sporting CP
29 Dez, 2025

Médio de 18 anos prolonga ligação ao Clube

Eduardo Felicíssimo renovou contrato com o Sporting Clube de Portugal até 2030. Aos 18 anos, o médio prolonga a ligação ao Clube num momento de afirmação competitiva e não esconde a satisfação por continuar o seu percurso de Leão ao peito.

"Sinto-me muito feliz, estou muito contente por continuar a representar este Clube. É mais um passo em busca dos meus objectivos, continuar a escrever a minha história, demonstra também muito da confiança do Clube em mim. Estou muito agradecido por isso e quero continuar a trabalhar todos os dias para chegar aos meus objectivos", disse o médio no momento da assinatura do contrato, em declarações aos meios verdes e brancos.

A par da felicidade pelo momento, Eduardo Felicíssimo encara esta aposta como um sinal claro de responsabilidade acrescida, algo que assume com naturalidade e compromisso.

"É uma demonstração da confiança do Clube em mim. A responsabilidade é acrescida agora, mas posso garantir que vou trabalhar diariamente para estar ao meu melhor nível", afirmou.

Numa tradicional altura de balanços, o jovem Leão reviveu um 2025 marcante e de muitas conquistas. Da estreia na equipa principal à festa no Marquês de Pombal, passando pela subida de divisão com a equipa B, o médio viveu um ano de crescimento acelerado.

"Foi muito bom. Aproveitei ao máximo todos os momentos que experienciei. Acredito que consigo alcançar mais. Vou em busca disso, mas acho que foi um ano bastante bom. Desejo muitos mais anos assim", manifestou.

Há seis anos no Sporting CP, Eduardo Felicíssimo mostrou-se sobretudo grato pelo apoio de toda a estrutura da Academia Cristiano Ronaldo.

"Tem sido uma aventura muito boa. Estou muito agradecido às pessoas que trabalham aqui, por me ajudarem todos os dias. São pessoas que trabalham para que estejamos no nosso melhor e tenho sentido que tem sido uma evolução muito boa. Contribuíram para que alcançasse os meus objectivos e acredito que ainda posso conseguir mais", sublinhou.

Questionado sobre o rápido crescimento da sua geração, o médio apontou a base que sustenta esse caminho, assente em valores simples e consistentes.

"A humildade e o trabalho diário. Temos de trabalhar todos os dias com os pés bem assentes na terra. Acredito que é o mais importante para conseguirmos alcançar os nossos objectivos e nunca pensar que está feito ou que estamos satisfeitos. Só assim conseguimos alcançar mais coisas bonitas", considerou.

Na presente temporada, Eduardo Felicíssimo soma dez presenças pela equipa B, afirmando-se como uma das opções regulares no meio-campo orientado por João Gião. Em paralelo, é totalista na equipa que representa o Sporting CP na UEFA Youth League, num contexto de elevada exigência competitiva e internacional, onde a consistência tem sido uma das marcas do seu desempenho.

"Tenho a minha cabeça alinhada e o meu objectivo é, dia após dia, conseguir evoluir como jogador e como pessoa, para alcançar os meus objectivos e para alcançar os objectivos do Clube. O trabalho diário é o mais importante, com todas as pessoas que trabalham e que nos ajudam, ouvir todos os mais velhos, ouvir todas as pessoas que querem o nosso bem e continuar a trabalhar sem pensar no resto", explicou.

Sobre o trabalho em paralelo com João Gião e Rui Borges, treinador que o lançou na equipa principal, o jovem médio destacou a exigência e o contributo diário dos dois técnicos, fundamentais para a sua evolução no terreno de jogo.

"Acho que ambos desejam que seja mais intenso, que tenha um jogo rápido, para contribuir com as minhas capacidades de passe e ajudar na defesa. Ajudam-nos muito e querem sempre que estejamos ao nosso melhor nível. Tem sido muito bom trabalhar com os dois para aprender e continuar a evoluir todos os dias", referiu.

A fechar, Eduardo Felicíssimo deixou ainda uma palavra dirigida aos Sportinguistas, sublinhando a importância do seu apoio.

"Quero agradecer aos Sportinguistas por todo o apoio. São incansáveis de todos os jogos. Posso garantir que vou dar o meu melhor diariamente para que consigamos atingir os nossos objectivos", rematou.

Foto Isabel Silva

João Gião: “Resultado muito penalizador”

Por Sporting CP
22 Dez, 2025

Técnico analisou derrota no Seixal

 

João Gião considerou "muito penalizador" o desfecho do dérbi frente ao SL Benfica (1-0), sublinhando a superioridade do Sporting CP na primeira parte e o impacto decisivo das duas expulsões na segunda metade do encontro.

Na análise à partida, o técnico dos Leões destacou o domínio verde e branco antes do intervalo. "Acho que foi uma primeira parte em que fomos claramente melhores do que o nosso adversário. Conseguimos ligar bem o jogo e criar duas ou três oportunidades claríssimas de golo, uma delas escandalosa, em cima da linha. Nem sei como é que não fizemos aquele golo", começou por dizer, em declarações à Sporting TV.

"Acabamos por ser muito penalizados num penálti, numa mão num canto que estava completamente controlado, e chegamos ao intervalo a perder 1-0 numa primeira parte em que temos três ou quatro oportunidades claríssimas, enquanto o SL Benfica, sinceramente, não me lembro de nenhuma", reforçou, admitindo ainda assim que terá de rever o jogo.

Sobre a segunda parte, o treinador reconheceu uma entrada menos intensa do Sporting CP, embora considere que, enquanto houve igualdade numérica, as melhores ocasiões continuaram a ser do seu conjunto. 

"Não entrámos com a mesma energia da primeira parte, mas ainda assim, e enquanto o jogo esteve equilibrado, a única oportunidade clara é nossa, numa situação do Mauro [Couto], já dentro da área, que acaba por rematar à figura", lamentou, explicando que a partida ficou definitivamente "condicionada" com as duas expulsões.

"A partir do momento em que ficamos reduzidos, o jogo fica completamente condicionado e torna-se muito mais fácil para o adversário controlar", explicou, antes de destacar a resposta emocional da equipa. "Mesmo assim, tenho muito orgulho naquilo que os jogadores foram capazes de fazer. Nunca deixaram de acreditar, fomos até ao fim, ainda tivemos algumas aproximações perigosas e uma crença muito grande", elogiou. 

Apesar da frustração pelo resultado, João Gião deixou uma mensagem de confiança no grupo e no projecto. "Fico orgulhoso da atitude, mas muito triste pelo resultado, que acho muito penalizador para aquilo que foi o jogo. Com menos dois jogadores é muito difícil, é impossível pressionar da mesma forma, acabamos empurrados para trás, a sofrer e a tentar sair em transição ou através de bolas paradas", disse também, garantindo que esta derrota "não pode abalar" o percurso da equipa.

"Já tivemos momentos menos bons e [sabíamos que] não íamos ganhar sempre. O nosso projecto é diferenciado e isso não muda nada", afirmou, antes de destacar a consistência defensiva da equipa e as lições positivas a retirar do encontro.

"Continuamos a dar uma boa resposta defensiva. Sofremos um golo de penálti e, mesmo depois, não me lembro de muitas oportunidades do adversário. O jogo foi repartido, o SL Benfica tem qualidade, mas as melhores oportunidades, até em igualdade numérica, foram nossas, e é isso que retiramos deste jogo", resumiu.

Páginas

Subscreva RSS - Equipa B