Técnico fez o rescaldo da partida frente ao Lusitânia de Lourosa FC (4-0)
João Gião, treinador da equipa B de futebol do Sporting Clube de Portugal, analisou o triunfo por 4-0 frente ao Lusitânia de Lourosa FC, encontro invariavelmente marcado pelas duas expulsões dos visitantes antes dos 25 minutos. Ainda assim, o treinador verde e branco considerou que a equipa “teve um caudal ofensivo muito grande” mesmo antes de estar em superioridade numérica.
"Fomos superiores até às expulsões. É até o período mais atractivo para quem viu o jogo. As expulsões decorrem, também, daquilo que provocámos durante esse tempo: a primeira surge num lance em que voltámos a aparecer na cara do guarda-redes. A partir daí, o jogo é, claro, completamente diferente, mas fomos sérios e rigorosos, e chegámos ao golo da forma que tínhamos de chegar. Criámos uma vantagem confortável porque respeitámos o jogo e o adversário. Às vezes, em idades mais jovens, pode haver tendência para que isso não aconteça, mas não foi o caso. Já na parte final, nos últimos 20 ou 25 minutos, o jogo teve muitas paragens e podíamos ter dado mais andamento, mas, no geral, foi uma vitória muito justa", começou por analisar, em declarações à Sporting TV.
"Chegar com muita gente à área é algo que fazemos sempre, independentemente de estarmos ou não em vantagem numérica. Isso foi acontecendo. Eventualmente, aqui ou ali, nos últimos vinte minutos, podíamos ter dado mais, mas acho que é perceptível que assim não tenha sido", finalizou o técnico.
Já Rafael Nel, autor do segundo golo do encontro, destacou a forma como a equipa soube "aproveitar bem a vantagem" que também ajudou a provocar.
"Ambas as equipas entraram fortes, mas conseguimos impor o nosso jogo desde o início e, consequentemente, houve a expulsão. No geral, fizemos um bom jogo e estivemos sempre por cima", disse, mostrando-se também satisfeito pelo segundo tento consecutivo na Liga Portugal 2.
"Estou confiante, mas é sempre pela equipa que tenho atrás de mim. Este golo é o resultado de nos ajudarmos todos", afirmou, repartindo o mérito com os companheiros. A fechar, o avançado preferiu não olhar para a classificação, garantindo que o foco se mantém no processo.
“Focamo-nos em cada partida. Damos todos as mãos e é mais fácil assim”, rematou.
A equipa B de futebol do Sporting Clube de Portugal recebeu e venceu, ao final da manhã de sábado, o Lusitânia de Lourosa FC por 4-0, em jogo relativo à oitava jornada da Liga Portugal 2. Um reencontro, agora e pela primeira vez no patamar superior, entre dois emblemas que, em 2024/2025, carimbaram a subida de divisão e fizeram, em paralelo, o trajecto até às competições profissionais.
Para esta partida frente aos Leões do norte, João Gião promoveu cinco alterações em relação ao onze inicial que visitara e vencera o SC Leixões: Francisco Silva, Eduardo Felicíssimo, Flávio Gonçalves e Rômulo Júnior voltaram a ser opção, enquanto Paulo Cardoso foi lançado pela primeira vez na titularidade.
Os verdes e brancos entraram “com a pica toda” e, ainda antes do primeiro minuto, construíram o primeiro lance de perigo, com algum contributo da defensiva visitante. Flávio Gonçalves, como uma flecha pela direita, recuperou uma bola perdida na área e cruzou para um desvio que não chegou - a bola percorreu toda a área, caprichosa, mas o aviso estava dado.
Aos cinco minutos, agora pelo lado contrário, Paulo Cardoso surgiu igualmente veloz, entrou para dentro e obrigou Vítor Hugo à primeira boa defesa da manhã, desviando para canto. Já aos sete, o camisola 87 voltou a visar a baliza, num remate cruzado que finalizou uma jogada de transição rápida; desta vez, o esférico passou não muito longe do poste esquerdo.
Com fulgor ofensivo nos minutos iniciais, o Sporting CP voltou a ameaçar aos nove: pelo corredor central, Manuel Mendonça disparou uma bomba de fora da área para nova intervenção importante do guardião lusitanista. Apostando maioritariamente no contra-ataque, o Lusitânia de Lourosa FC ainda não criara perigo ao quarto de hora, com a defensiva Leonina, num bloco compacto, a resolver sem dificuldades as escassas investidas adversárias.
Aos 20 minutos, surgiu o primeiro lance capital: Manuel Mendonça, desmarcado na profundidade, foi abalroado por Vítor Hugo, o último homem, à entrada da grande área. A equipa de arbitragem apontou inicialmente para a marca de grande penalidade, mas após revisão expulsou o guarda-redes e assinalou livre directo, considerando que o lance travou uma clara ocasião de golo.
Na conversão, Rodrigo Dias atirou de pé direito, em jeito mas com pouca força, à figura do recém-entrado Ricardo Moura, que defendeu “em manchete”, de forma eficaz mas pouco ortodoxa. Em superioridade numérica, o Sporting CP lançou-se para o ataque e, aos 25 minutos, nova decisão da equipa de arbitragem deixou os visitantes reduzidos a nove elementos: Josué Sá foi expulso por palavras. Com os ânimos naturalmente exaltados, o cronómetro foi avançando e o futebol só regressou à Academia Cristiano Ronaldo por volta da meia hora.
Aos 31 minutos, José Silva construiu bem pela direita e centrou tenso para o coração da área, onde Mesquita, na tentativa de corte, obrigou o seu guarda-redes a uma boa defesa, evitando o golo.
Como seria de esperar, a qualidade do jogo decaiu após as expulsões. O Sporting CP manteve o domínio e a posse, mas perdeu algum critério na organização ofensiva. O Lusitânia de Lourosa FC, fechado em bloco, foi aguentando a pressão até sucumbir aos 41 minutos: Rodrigo Dias, pela esquerda, cruzou largo e milimetricamente para a cabeça de Flávio Gonçalves, que assinou um belíssimo golo de cabeça para inaugurar o marcador.
Aos 44’, os dois intervenientes do primeiro golo voltaram a combinar bem e o Sporting CP esteve perto de ampliar a vantagem: Rodrigo Dias serviu o camisola 58 à entrada da área, mas o avançado não acertou bem na bola e rematou longe do alvo.
Já para lá do tempo regulamentar, os jovens Leões chegaram ao segundo golo, numa excelente jogada de José Silva, que cruzou com conta, peso e medida para Rafael Nel marcar o seu terceiro golo na prova - não sem que o esférico ainda embatesse no ferro e no guarda-redes Ricardo Moura antes de entrar.
Ao intervalo, o Sporting CP vencia por 2-0 um Lusitânia de Lourosa FC que, reduzido a nove, resistira cerca de quinze minutos ao natural maior volume ofensivo verde e branco.
Na segunda parte, João Gião retirou os dois marcadores e lançou Gabriel Silva e Rafael Besugo, mas foi o Lusitânia de Lourosa FC quem criou o primeiro lance de perigo, obrigando Francisco Silva a desviar para canto um forte disparo de Luís Rocha.
Aos 47 minutos, na resposta, Paulo Cardoso foi desmarcado por Eduardo Felicíssimo, percorreu todo o meio-campo ofensivo e cruzou-rematou da direita, sem que nenhum colega conseguisse desviar. Três minutos depois, Manuel Mendonça ultrapassou um adversário com um toque delicioso e rematou para nova boa mancha de Ricardo Moura.
O Sporting CP voltava a ganhar ascendente e o terceiro golo surgiu aos 52’: na esquerda, Paulo Cardoso cruzou largo para José Silva, que à meia-volta rematou de pé esquerdo, cruzado, sem hipótese para o guardião. Mais um belíssimo golo do lateral, que se estreou a marcar na última jornada com outro tento de belo efeito.
Com meia hora por jogar, Rafael Pontelo e Mauro Couto foram chamados a jogo e, pouco depois, o Sporting CP chegou ao quarto golo, igualando os números da goleada conseguida em Matosinhos: Gabriel Silva apareceu isolado na cara do guarda-redes, após desmarcação de Manuel Mendonça, e fez um chapéu perfeito para o seu primeiro tento no segundo escalão.
Com pouco mais de vinte minutos por jogar, João Gião promoveu a estreia absoluta de Daniel Costa. Aos 73’, foi contudo o também estreante Francisco Silva a brilhar, voando para desviar um remate de Fabinho e fechando a baliza verde e branca a sete chaves.
Controlando o jogo sem dificuldades, o Sporting CP manteve um ritmo médio-baixo, mas aos 76 minutos Rodrigo Dias - talvez o melhor em campo - voltou a tentar o golo, com um remate rasteiro e de meia distância que passou perto do poste esquerdo.
Os Leões voltaram a criar perigo aos 89’: Eduardo Felicíssimo, atento à sobra, rematou de primeira à entrada da área, obrigando Ricardo Moura a mais uma intervenção segura.
Por cima até ao apito final, os comandados de João Gião foram sérios e competentes do primeiro ao último minuto. Com mais um triunfo folgado e a baliza novamente inviolada, o Sporting CP mantém-se na liderança da prova, assume à condição o posto de melhor ataque isolado e continua a ser também a melhor defesa, com apenas três golos sofridos em oito jornadas.
Sporting CP: Francisco Silva [GR], David Moreira (Rafael Pontelo, 60’), Eduardo Felicíssimo, Rodrigo Dias, José Silva (Daniel Costa, 67’), Manuel Mendonça [C], Samuel Justo (Mauro Couto, 60’), Rômulo Júnior, Flávio Gonçalves (Rafael Besugo, 45’), Rafael Nel (Gabriel Silva, 45’), Paulo Cardoso. Treinador: João Gião. Disciplina: cartão amarelo para Rafael Nel (45+4’), Gabriel Silva (82’), Daniel Costa (86’) e Rafael Besugo (90+3').
Equipa B recebe Lusitânia de Lourosa FC (sábado, 11h00)
Após mais de duas semanas de paragem, a equipa B de futebol do Sporting Clube de Portugal regressa à acção na Liga 2, este sábado (11h00), para enfrentar o Lusitânia de Lourosa FC no Estádio Aurélio Pereira, em partida relativa à oitava jornada.
Na última ronda, os jovens Leões deram uma resposta cabal em Matosinhos (0-4), após um desaire caseiro com o CS Marítimo, para assumiu a liderança da classificação (15 pontos).
“Quando perdemos, perdemos nos limites e isso dá-nos bons indicadores. Assim, estamos mais perto de dar resposta a resultados menos positivos e foi o que aconteceu com o Leixões SC. Tinha a certeza de que íamos fazer um grande jogo, porque conheço bem os meus jogadores. Esta é a mentalidade que temos tido lá dentro e não nos vamos desviar dela”, atentou o treinador João Gião na antevisão feita aos meios de comunicação Leoninos.
Embora feliz pelo volume ofensivo que a equipa tem demonstrado, o técnico lembrou que a equipa B é também a menos batida da Liga 2, com apenas três golos sofridos em sete jogos. “Todos os momentos do jogo são importantes”, sublinhou, especialmente tendo em conta o exigente desafio que perspectiva diante do Lusitânia de Lourosa FC.
“É uma equipa competitiva e muito competente, e um 'velho conhecido', porque já os defrontamos na fase final da Liga 3 da época passada. Tem estado muito bem fora de casa e está a fazer um campeonato competente, num lugar tranquilo [décimo classificado com nove pontos]. É um adversário muito forte, com jogadores experientes nesta liga e reforçaram-se muito bem”, detalhou, sem esquecer que continuam “realmente fortes” nas bolas paradas. “Esperamos grandes dificuldades”, sentenciou João Gião.
Já sobre a liderança isolada que os recém-promovidos jovens Leões detêm actualmente, o treinador verde e branco está surpreendido? “Sim e não”, respondeu, passando a justificar-se. “Não nos podemos esquecer que vimos da Liga 3 e mais de 90% dos jogadores são os mesmos, portanto não era algo evidente até numa fase ainda de adaptação a um campeonato muito mais forte. Agora, estava confiante que íamos ser muito competitivos e disputar todos os jogos para vencer”, disse, por fim.
Por seu turno, o médio Samuel Justo considerou que o primeiro lugar actual “é uma pressão boa” que a própria equipa está a colocar. “Temos união e ambição para ganhar todos os jogos”, acrescentou antes de se debruçar sobre o adversário que se segue.
“Tem bastantes vitórias fora e é uma equipa que nos vai criar bastantes dificuldades. Teve muitas mudanças [no plantel], mas manteve o treinador e algumas dinâmicas. São muitos fortes nos esquemas tácticos e têm um futebol directo e objectivo”, projectou Samuel Justo, embora não esconda a confiança que move o grupo verde e branco nesta fase.
“Temos dado sempre boas respostas, especialmente depois de derrotas. Demonstra muito como é a nossa a equipa. Não nos vamos abaixo”, destacou, apelando, por fim, ao apoio dos adeptos na Academia Cristiano Ronaldo.
“Temos tido boas casas e a Liga 2 também proporciona isso. Precisamos desse apoio e dessa ajuda, é o apelo que faço”, finalizou o jovem centrocampista.
Os bilhetes para o embate entre a equipa B do Sporting CP e o Lusitânia de Lourosa FC, a contar para a oitava jornada da Liga 2, serão gratuitos e exclusivos aos Sócios do emblema Leonino.
Cada Associado poderá levar um acompanhante e levantar os bilhetes à entrada da Academia Cristiano Ronaldo, em Alcochete.
O encontro está marcado para as 11h00 deste sábado, 25 de Outubro, no Estádio Aurélio Pereira.
Técnico adjunto analisou o triunfo frente ao SC Leixões
Pedro Figueiredo, treinador-adjunto da equipa B do Sporting Clube de Portugal, reagiu à goleada aplicada pelos Leões ao SC Leixões no Estádio do Mar. Em declarações à Sport TV após o encontro, o técnico destacou o 'trabalho e a luta' dos seus jogadores.
"Apresentámos a qualidade que tínhamos de apresentar nos diferentes momentos do jogo e com alguns regressos à equipa. O Kauã [Oliveira], por exemplo, não jogava desde o ano passado na equipa B. Hoje regressou e deu uma resposta brutal. Houve 'malta' que também já não estava no onze há algum tempo e que hoje jogou e deu igualmente uma resposta incrível", começou por referir, elogiando a atitude de todo o grupo.
"Acho que, acima de tudo, valemos por isso: por tentar, em cada jogo, dar uma boa resposta e ser competitivos. Fomos felizes com os golos, grandes golos, mas fizemos muito por isso. Os jogadores estão de parabéns. Mereceram este momento que viveram aqui hoje, contra um clube histórico, um grande do futebol português. A personalidade que tivemos aqui hoje, que os rapazes tiveram, é de valorizar", sublinhou.
O técnico destacou ainda a força colectiva da equipa, num jogo no qual João Gião não pôde estar no banco.
"Faz sempre falta, claro, mas reforça o valor do grupo. Hoje também faltou o Mauro [Couto] lá dentro, que vinha a jogar e a ter rendimento, e a equipa deu uma resposta brutal. Claro que o mister João Gião faz falta, mas valemos por todos, e hoje foi demonstrativo disso", reforçou.
Por fim, Pedro Figueiredo deixou uma nota sobre os objectivos da equipa na Liga Portugal 2.
"Muito mais do que a liderança, o importante é o jogo, os jogadores e ter este símbolo ao peito. Ou seja, entrar para cada jogo e tentar sempre que os jogadores se superem ao máximo, que o jogo seja sempre melhor do que o anterior. E, nessa perspectiva, o desafio continua: tentar manter a qualidade que apresentámos aqui hoje em alguns momentos. Não há jogos perfeitos, e continuamos a ter coisas a melhorar", concluiu.
Equipa B venceu o Leixões SC no Estádio do Mar (0-4)
A equipa B de futebol do Sporting Clube de Portugal venceu, esta tarde, o Leixões SC por 0-4, no Estádio do Mar. Com esta goleada, os jovens Leões voltam a assumir a liderança da Liga Portugal 2, somando agora 15 pontos em sete jornadas. Num jogo dominado pela eficácia verde e branca, a equipa de João Gião - hoje ausente por castigo - mostrou provas de grande maturidade e construiu um triunfo incontestável.
Aos nove minutos, Manuel Mendonça deu o primeiro aviso, obrigando Miguel Morro a uma defesa apertada depois de um cruzamento perfeito de Salvador Blopa. Pouco depois, foi o próprio Blopa a surgir em posição de finalização, cabeceando com perigo por cima da trave. Na resposta, Bryan Róchez tentou empurrar o Leixões para a frente, criando duas boas ocasiões – um remate frontal e um cabeceamento perigoso – mas sem sucesso.
A insistência Leonina acabou por ser premiada aos vinte minutos. Rodrigo Ribeiro, lançado por Manuel Mendonça, protagonizou uma jogada individual de encher o olho: ultrapassou vários adversários e finalizou com classe, inaugurando o marcador.
A avalanche ofensiva não ficaria por aí. Quatro minutos mais tarde, José Silva assinou o seu primeiro golo como profissional; e que estreia! O lateral puxou da linha para o meio e, de pé esquerdo, desferiu um remate fortíssimo de fora da área, sem hipótese para o guarda-redes. Um golo para ver e rever do jovem de 20 anos.
Com a vantagem consolidada, o Sporting CP passou a controlar o ritmo, enquanto o Leixões SC se viu dividido entre a pressa de reagir e a falta de lucidez para o fazer. O resultado, à meia hora, espelhava a diferença: os Leões assertivos, a atacar com critério, e um adversário ansioso, sem conseguir estabilizar o seu jogo.
Só perto do intervalo é que os leixonenses voltaram a criar perigo. Aos 43 minutos, Simãozinho arriscou de longe e obrigou Diego Calai a uma boa intervenção, voltando o guarda-redes a brilhar no canto seguinte ao afastar o perigo da pequena área. Já nos descontos, Rodrigo Ribeiro teve nos pés a hipótese de ampliar a vantagem, num lance de belo recorte técnico, mas o remate saiu ligeiramente por cima.
O intervalo chegou com o Sporting CP em vantagem clara e merecida. O Leixões SC entrou a tentar assumir o jogo com posse e iniciativa, mas bastaram alguns minutos para os Leões imporem a sua eficácia. Em duas investidas rápidas e bem desenhadas, os comandados de João Gião marcaram de rajada e deixaram a equipa da casa em sobressalto. A formação leixonense procurou reagir, mas encontrou pela frente um Sporting CP compacto, seguro nas coberturas e sereno a gerir a vantagem.
Mal arrancou o segundo tempo e o Sporting CP já voltava a fazer estragos. Aos 48 minutos, Salvador Blopa rasgou o campo com um passe vertical que isolou Rafael Nel na profundidade. Frente a frente com o guarda-redes, o avançado Leonino manteve a frieza e finalizou com classe, assinando o 0-3 e dando sequência a um contra-ataque desenhado com precisão.
O lance surgiu num momento em que o Leixões SC tentava ajustar o seu esquema táctico para reagir à desvantagem, mas a eficácia verde e branca voltou a ditar a narrativa do jogo.
Aos 56 minutos, os Leões pediram grande penalidade por falta na área, e, após revisão das imagens, a decisão confirmou-se: penálti a favor do Sporting CP e uma oportunidade de ouro para Rodrigo Ribeiro bisar na partida. Chamado a converter, o avançado atirou com precisão, assinando o 0-4 ainda antes da hora de jogo.
Com cerca de 25 minutos por jogar, o Sporting CP refrescou a equipa, lançando Kauã Oliveira, Paulo Cardoso e Gabriel Silva. Pouco depois, aos 70 minutos, foi a vez de Flávio Gonçalves entrar em campo. Nessa fase, o ritmo da partida já tinha abrandado: o conjunto verde e branco limitava-se a gerir a confortável vantagem, enquanto o Leixões SC, desgastado e sem argumentos, não se mostrou capaz de reagir.
Aos 76 minutos, Rafael Pontelo também entrou para o lugar de José Silva, numa altura em que o jogo já se jogava em ritmo baixo e sem lances de grande nota. Só aos 84 minutos o Leixões SC voltou a ameaçar, com Ricardo Valente muito perto de reduzir, não fosse a intervenção brilhante de Diego Calai. O guardião Leonino assinou uma defesa de outro nível, negando aquele que seria o golo de honra dos anfitriões.
Já perto dos 90 minutos, Diego Calai voltou a segurar o esférico com segurança, após um livre directo cobrado por Salvador Agra, garantindo que a sua baliza permaneceria a zeros até ao apito final.
Sporting CP: Diego Calai [GR], David Moreira, João Muniz, Rodrigo Dias, José Silva (Rafael Pontelo, 76’), Rafael Besugo (Kauã Oliveira, 65’), Samuel Justo, Salvador Blopa (Paulo Cardoso, 65’), Manuel Mendonça [C], Rafael Nel (Gabriel Silva, 65’) e Rodrigo Ribeiro (Flávio Gonçalves, 70’). Treinador: João Gião. Disciplina: cartão amarelo para Rodrigo Ribeiro (45’) e João Muniz (83’).
A equipa B de futebol do Sporting Clube de Portugal desloca-se, este domingo (15h30), a Matosinhos para enfrentar o Leixões SC, em partida relativa à sétima jornada da Liga Portugal 2.
Em antevisão feita aos meios de comunicação Leoninos, o treinador João Gião começou por realçar as boas sensações deixadas na última jornada, apesar do desaire com o CS Marítimo (0-1). “Não há vitórias morais, mas foi um jogo bem conseguido da nossa parte. Não me lembro de termos criado, em outro jogo, tantas oportunidades claras”, lembrou, antes de projectar o embate frente a “um dos plantéis mais fortes desta Liga, com um ‘onze-base’ muito experimentado na I Liga” e que tem no Estádio do Mar “um terreno tradicionalmente difícil”.
“Esperamos um ambiente com muita gente, favorável à equipa da casa e isso também nos atrai, porque temos de saber dar resposta, sendo iguais a nós próprios. Temos de transcender-nos e impor o nosso jogo”, atirou João Gião, sem esconder que a semana de preparação decorreu a “duas velocidades” devido à UEFA Youth League. “É normal, porque aqui trabalhamos para desenvolver individualmente jogadores para que possam chegar à equipa A”, acrescentou.
Ainda assim, o técnico verde e branco reforçou a sua confiança na equipa para conseguir um bom desempenho frente ao Leixões SC, actual décimo classificado. A equipa B, por sua vez, ocupa o terceiro lugar da tabela. “A equipa já nos provou que, depois de um momento adverso, responde sempre bem. Sei que vamos ser intensos, agressivos e competitivos, e isso é a base de tudo. A equipa que temos dá-me essa segurança. Depois, serão as incidências do jogo, a parte estratégica e técnica, e temos de estar ao melhor nível, também”, detalhou.
Por fim, João Gião apelou à presença dos Sportinguistas do Norte no Estádio do Mar. “Têm-nos acompanhado fora e em bom número. Mais uma vez, pedimos aos nossos adeptos que possam estar presentes e que, quando estivermos por cima, sejam eles a impor o ambiente, onde vão estar em minoria mas vamos certamente ouvi-los”, apontou.
Depois, também Manuel Mendonça, médio e capitão dos jovens Leões, corroborou o “foco de ganhar em Matosinhos”. “Depois de não termos conseguido vencer no último jogo, queremos jogar para ganhar, com vontade e humildade”, sublinhou, esperando um “bom desafio” em Matosinhos.
“[Leixões SC] É uma equipa com jogadores muito experientes e com um ambiente bom, vai ser um bom desafio e tudo isso faz-nos estar muito ‘ligados’ no jogo”, considerou o centrocampista de 20 anos, que também apelou à presença dos Sportinguistas. “Gostamos de ter sempre os nossos adeptos por perto e, por isso, quem puder aparecer, será mais uma ajuda para nós”, atirou Manuel Mendonça.
Após o desaire (0-1) da equipa B de futebol do Sporting Clube de Portugal contra o CS Marítimo, Pedro Figueiredo analisou o encontro na zona de entrevistas rápidas da Sporting TV.
"Foi um jogo na lógica do que estes rapazes têm feito. Se calhar um dos nossos melhores jogos deste ano, com muita qualidade com e sem bola e a criar oportunidades. Mesmo depois da expulsão, lutámos imenso contra uma bela equipa, que está a fazer um bom campeonato, joga bem e quer subir. Há muitas coisas boas a tirar deste jogo. A qualidade, a entrega e os valores Sporting CP têm de estar lá até ao fim e foi evidente que estiveram", disse.
O treinador-adjunto verde e branco garantiu que "o colectivo do Sporting CP superou o meio-campo forte" do CS Marítimo e reforçou que ficou muito satisfeito com o rendimento do grupo.
"Estivemos sempre muito próximos e sofremos quando tivemos de sofrer, porque o CS Marítimo sabe jogar, mas sempre que a bola foi nossa conseguimos meter o nosso jogo. Criámos muitas situações de golo ou de definição do último passe. Como disse, foi dos nossos melhores jogos ou o melhor. Agora, somos o Sporting CP e queremos ganhar os jogos todos e, nessa perspectiva, não ficamos felizes", admitiu.
Por fim, Pedro Figueiredo falou sobre Samu, guardião visitante: "O guarda-redes do CS Marítimo fez o trabalho dele, defendeu bem e tem mérito. Ter sido eleito o melhor em campo revela o que foi o jogo".
David Moreira, capitão dos Leões, também esteve na zona de entrevistas rápidas: "Já sabíamos que ia ser um jogo muito competitivo, duro, de duelos e que ia exigir muito de nós. Acho que o resultado não ditou o que foi o jogo. Estivemos muito bem, com a nossa identidade sempre lá em cima. Mesmo com dez, não se notou essa diferença. Tivemos o azar do penálti e outra oportunidade para empatar, mas não baixámos os braços e lutámos até ao fim".
A equipa B de futebol do Sporting Clube de Portugal perdeu, este sábado, por 0-1 na recepção ao CS Marítimo para a sexta jornada da Liga Portugal 2. Muito bem disputado quase até ao fim, o jogo ficou marcado por um penálti inexistente marcado quando já tinha sido exibido um cartão vermelho directo aos jovens Leões.
Começou melhor o CS Marítimo, que criou a primeira ocasião logo ao segundo minuto, quando Alexandre Guedes, ex-Leão, rematou cruzado com a bola a sair ao lado. Pouco depois, foi Simo, à entrada da área, a falhar a baliza verde e branca, mas a ficar perto.
Na resposta, o Sporting CP criou a melhor ocasião do primeiro tempo: lançado em velocidade e com qualidade pela esquerda, Salvador Blopa avançou no terreno e assistiu Mauro Couto, que atirou para grande defesa do guarda-redes Samu. Cheirou a golo no Estádio Aurélio Pereira.
O encontro continuou equilibrado e habitualmente bem jogado em Alcochete, com o emblema de Alvalade, aos 20', a voltar a ameaçar, desta feita num bom passe de Rodrigo Ribeiro, que havia sido solicitado na profundidade, para Mauro oCuto, que atirou para defesa (bem mais fácil do que a anterior) do guarda-redes do CS Marítimo.
Aos 37', os madeirenses também ficaram perto de inaugurar o marcar num livre de Martín Tejón em que a bola parece ter tocado no poste Sportinguista. Do outro lado, aos 40', Eduardo Felicíssimo cabeceou para as mãos de Samu após cruzamento longo de David Moreira.
Até ao intervalo, destaque para o remate de longe de Marco Cruz, outro antigo jogador do Sporting CP, para boa defesa de Diego Calai para canto. Ainda assim, no final da primeira parte, o nulo prevalecia.
O equilíbrio e a intensidade continuaram para o segundo tempo. Mais uma vez, foi o CS Marítimo a criar as primeiras chances, como o remate de Raphael Guzzo para defesa de Diego Calai (48') ou a investida Xavi Grande, de longe, a sair ao lado (52').
O Sporting CP respondeu numa boa jogada colectiva que permitiu a Salvador Blopa tentar a sua sorte com um tiro perigoso. Aos 59', Flávio Gonçalves cruzou para João Muniz cabecear para fora e, cinco minutos, João Gião mexeu pela primeira vez ao trocar Rodrigo Ribeiro por Rafael Nel.
Já depois de um remate de Samuel Justo por cima, Adrián Butzke protagonizou duas oportunidades para os visitantes. Na primeira, falhou alvo, sendo que a segunda só não resultou em golo por Diego Calai defendeu e o poste ainda ajudou. Perante as ameaças contrárias, o Sporting CP voltou a mexer, agora com as entradas de Manuel Mendonça e Rafael Besugo para as saídas de Flávio Gonçalves e Samuel Justo com 20 minutos até aos 90.
O conjunto verde e branco voltou a tomar as rédeas do desafio e, em dois minutos, teve duas oportunidades claras que só não deram em golo porque Samu voltou a aparecer. O guardião do CS Marítimo saiu e travou a finalização de Rafael Nel as 74' e, novamente no cara-a-cara com o ponta-de-lança, realizou uma bela defesa aos 76'.
A tarefa Sportinguista ficou bem mais complicada aos 79', quando o árbitro Diogo Rosa decidiu expulsar Eduardo Felicíssimo com cartão vermelho directo e deixou os Leões com menos um até ao apito final.
Logo a seguir, uma grande defesa de Diego Calai negou o golo a Raphael Guzzo e David Moreira impediu o 0-1 na recarga de Adrián Butzke com um belo corte, mas o árbitro David Rosa decidiu assinalar uma falta inexistente de Mauro Couto e, assim, conceder um pontapé de penálti ao CS Marítimo. Na conversão, Simo apontou o único golo do desafio.
Mauro Couto e José Silva deram lugar a Paulo Cardoso e Gabriel Silva para os instantes finais e o Sporting CP, a perder e com menos um em campo, deu tudo para chegar, pelo menos, ao empate. Aos 89', e em grande posição, Rafael Nel voltou a testar Samu, o melhor elemento dos forasteiros.
Até ao final do desafio, o resultado não viria sofrer mais alterações. Assim, o Sporting B vai, na próxima jornada, visitar o Leixões SC.
Sporting CP: Diego Calai [GR], José Silva (Gabriel Silva, 87'), David Moreira [C], João Muniz, Rodrigo Dias, Eduardo Felicíssimo, Samuel Justo (Rafael Besugo, 71'), Mauro Couto (Paulo Cardoso, 87'), Salvador Blopa, Flávio Gonçalves (Manuel Mendonça, 71') e Rodrigo Ribeiro (Rafael Nel, 64').
Equipa B do Sporting CP recebe CS Marítimo, este sábado, às 11h00, para a jornada 6 da Liga Portugal 2
A Liga Portugal 2 está de regresso para a equipa B do Sporting CP, depois do interregno para a realização de uma eliminatória da Taça de Portugal. A formação B Leonina recebe este sábado o CS Marítimo, a partir das 11h00, na Academia Cristiano Ronaldo, em Alcochete, a culminar duas semanas de trabalho com alguns cuidados mais específicos, detalhou João Gião, técnico da equipa B do Sporting CP, em declarações aos meios de comunicação do Clube.
“Foi um período a três, quatro velocidades, no sentido em que tivemos jogadores que compõem o nosso plantel e que entraram em diversas competições, inclusivamente alguns na Premier League International Cup também. Condiciona um pouco a preparação exclusiva do jogo com o CS Marítimo, mas no nosso processo há coisas mais importantes do que única e exclusivamente preparar estrategicamente o jogo com o CS Marítimo. Para além da Premier League International Cup, tivemos jogadores nos sub-23, tivemos também jogadores a disputarem a UEFA Youth League na semana passada. Podem não ter tanto espaço na IIª Liga e precisam de continuar a competir, de se desenvolverem individualmente e isso sobrepõe-se à preparação única e exclusivamente estratégica do jogo com o CS Marítimo”.
O clube madeirense é o próximo adversário da equipa Sportinguista. Vem de eliminação na Taça de Portugal frente ao CF ‘Os Belenenses’, mas João Gião não acredita num rival que venha a Alcochete ‘ferido no orgulho’.
“Creio que não. Tive oportunidade de ver. O CS Marítimo rodou muito a equipa, assumindo que a prioridade deles é a IIª Liga. É um dos plantéis mais ricos desta IIª Liga quer em qualidade, quer em profundidade. Acho que vão voltar ao onze base deles, que tem sido o que têm feito no Campeonato e os resultados que têm conquistado também falam por si. Têm apenas menos dois pontos do que nós. Tiveram uma derrota na 1.ª jornada e desde aí, só têm um empate, o resto são vitórias. Têm uma equipa muito forte e em nada belisca o resultado que tiveram agora para a Taça de Portugal e o trajecto que têm feito no início da Liga 2”.
João Gião sente os jogadores da equipa B do Sporting CP cada vez mais adaptados para encararem a exigência da Liga 2 e a dificuldade dos adversários. “Sim adaptados. Temos feito um percurso interessante e sido competitivos, que é o mais importante. Haverá períodos em que as coisas não nos vão correr como têm corrido até agora e temos de estar preparados para isso. Já fui alertando para isso, é importante que todos estejamos conscientes disso pelas vicissitudes e particularidades de uma equipa B. Claramente é uma IIª Liga muito competitiva, com seis, sete candidatos [à subida]. É muito imprevisível esta Liga, mas não tenho dúvidas de que o CS Marítimo é um dos fortíssimos candidatos a subir de divisão, pela qualidade de jogo que apresenta, valia do plantel e clube histórico que é e vai dar tudo para regressar à Iª Liga”.
João Gião agradeceu ainda o grande apoio que tem sentido dos Sportinguistas nas bancadas, e que a equipa tem feito por merecer. “Acredito que se deve à qualidade e ao facto de eles se identificarem com a forma de estar da equipa, com a intensidade, agressividade da equipa, com os valores e não tanto só com o resultado. Quero acreditar que tem a ver com a qualidade, há algum tempo que não estávamos na IIª Liga e é a oportunidade de verem estes jogadores de norte a sul do país, num contexto já muito competitivo que é a IIª Liga. E acho que este aproximar de patamar entre equipa B e Iª Liga desperta esta curiosidade nos adeptos do Sporting CP. Espero que se mantenha e faço o apelo para que venham ao Aurélio Pereira, ver também o novo relvado que foi colocado agora, algo importante e ver o que de certeza vai ser um bom jogo, entre duas equipas que tentam jogar, que têm uma percentagem de tempo útil de jogo das mais elevadas da Liga, por isso, para quem gosta de futebol antevejo que seja um bom jogo de futebol”.
O técnico Leonino está também entusiasmado pelo regresso aos jogos na Academia Cristiano Ronaldo, com estreia de novo relvado. “Para o futebol que tentamos jogar, para a intensidade que tentamos meter no jogo, para a velocidade de circulação da bola, até para se aproximar do contexto de equipa A, por todas essas questões, esta intervenção no relvado agrada-nos muito e deixa-nos muito expectantes para sentir a nova relva”.
Gabriel Silva, jogador da equipa B do Sporting CP, fez também a antevisão do jogo diante da formação madeirense, para os meios de comunicação do Clube. “Estamos um grupo muito unido, todos com o mesmo objectivo, que é ganhar e agora nestes últimos dias juntámos o grupo todo para defrontar o CS Marítimo”, passando depois a uma avaliação do adversário de sábado: “Como eles não conseguiram a vitória para a Taça de Portugal, vêm aqui ainda mais para dar o máximo e tentar a vitória. Temos de entrar como nos jogos que temos ganho”.
A nível pessoal e colectivo, Gabriel Silva está feliz com o desafio da Liga Portugal 2. “Estamos em 1.º lugar por mérito, mas não estamos muito focados nisso. Temos entrado só com o objectivo de ganhar, não temos estado a olhar muito para a tabela e é continuar, jogo a jogo. Temos feito muito bem nos treinos e dentro de campo e estamos a formar uma grande equipa. Temos feito uma boa adaptação e cada vez que entramos dar o nosso máximo”, referindo que “a diferença de idades e a maturidade”, são as maiores dificuldades que tem sentido na Liga Portugal. 2.