Equipa voltou aos treinos, após vitória na UEFA Champions League
A equipa principal de futebol do Sporting Clube de Portugal voltou aos treinos na manhã desta quarta-feira, horas depois do triunfo frente ao Manchester City FC, por 4-1, na fase de liga da UEFA Champions League.
As atenções já estão, agora, viradas para o desafio deste domingo, no reduto do SC Braga, a partir das 18h45, para a 11.ª jornada da Liga.
Na sessão de trabalho desta quarta-feira, os titulares do jogo frente à formação inglesa fizeram trabalho de recuperação, enquanto os restantes fizeram treino normal.
O Sporting CP regressa aos trabalhos na sexta-feira de manhã, na Academia Cristiano Ronaldo, à porta fechada.
Declarações no final do triunfo sobre o Manchester City FC
Na conferência de imprensa após a vitória da equipa principal de futebol do Sporting Clube de Portugal sobre o Manchester City FC por 4-1, Rúben Amorim analisou o encontro que marcou a sua despedida do Estádio José Alvalade.
"É muito importante e é visto em todo o mundo. Ganhámos por três golos de vantagem. Estivemos a perder, mas hoje estava escrito que tinha de ser assim. Não há muita explicação. Não conseguimos ter bola na primeira parte, estivemos muito precipitados, eles ganharam os duelos todos e empurraram-nos para dentro da baliza, falharam golos. Foi difícil, mas chegámos ao empate e isso acalmou toda a gente. Mudámos coisas ao intervalo, mas a reviravolta não teve a ver com isso porque marcámos na primeira jogada e conseguimos o penálti na segunda. Hoje, tinha de ser assim. Toda a gente que esteve aqui nos últimos quatro anos merecia esta noite. Foi uma noite especial, mas há que não parar no tempo. Não podemos ficar a olhar para esta vitória como se fosse um acaso. Sei o quão é especial, mas temos de seguir em frente e pensar no jogo em Braga", começou por dizer aos jornalistas no Auditório Artur Agostinho.
Lembrando que viveu "momentos muito marcantes" em Alvalade, o treinador Leonino não escondeu a emoção e a felicidade: "Há quatro anos perdemos 1-4 com o LASK e hoje estamos a fazer este resultado. A forma como os jogadores me levantaram ao ar... Não esperava outra coisa deles porque sei o que fiz por eles e, principalmente, o que fizeram por mim. É um momento que vou guardar para a vida. Merecíamos, todos, ter um momento assim. Estava escrito que tinha de me despedir de Alvalade assim, mas o melhor momento que já vivi em Alvalade foi quando perdemos com o Manchester City FC e toda a gente aplaudiu no fim. Isso é muito mais marcante do que ganhar".
Em relação ao futuro da equipa e do Clube, Rúben Amorim não tem dúvidas de que os Sportinguistas devem ter esperança.
"É sempre difícil substituir um treinador, principalmente quando se está a ganhar. O treinador que vier terá uma herança boa porque tem gente muito boa a trabalhar com ele, tem um ambiente muito bom no estádio, está no play-off... A exigência torna tudo muito difícil, mas vai ter muita gente a apoiá-lo e nunca se vai sentir sozinho. Foi muito importante para mim, nunca me senti sozinho. Vai ter um Clube estruturado, que ganhou nos últimos anos, muito apoio das bancadas e um público inteligente. Tenho a certeza de que os adeptos vão dar tempo ao próximo treinador", proferiu.
Questionado sobre a possibilidade de marcar presença nos eventuais festejos do Bicampeonato, Rúben Amorim negou: "Vou ter sempre uma ligação especial ao Clube, mas não venho ao Marquês. Não teria coragem de fazer isso, mas vou ficar muito feliz por eles. É como se estivesse lá".
A equipa principal de futebol do Sporting Clube de Portugal recebeu e venceu, esta terça-feira, o Manchester City FC por 4-1 na quarta jornada da fase de liga da UEFA Champions League. Viktor Gyökeres, com um hat-trick, e Maxi Araújo fizeram os golos de um dos mais icónicos triunfos europeus da história do Clube.
Um Estádio José Alvalade cheio presenciou, ainda antes do apito inicial, uma homenagem a Rúben Amorim, que orientou os Leões pela última vez em casa. O treinador operou duas alterações nos titulares, colocando Matheus Reis e Hidemasa Morita nos lugares de Gonçalo Inácio e Daniel Bragança, e começou o encontro diante de um sempre forte Manchester City FC que contava com Matheus Nunes (jogador verde e branco entre 2019 e 2022) no onze.
Cumprido um minuto de silêncio em memória das vítimas das cheias na região de Valência, em Espanha, começou o desafio... da pior forma. Logo aos quatro minutos, um erro de Hidemasa Morita permitiu que Phil Foden atirasse para o fundo das redes e inaugurasse o marcador.
Favorito, o Manchester City FC não se conteve com o tento marcado e exerceu grande domínio, principalmente na posse de bola, mas o Sporting CP teve uma enorme oportunidade aos oito minutos: isolado por Pedro Gonçalves, Viktor Gyökeres surgiu na cara de Ederson e tentou picar a bola, mas o guarda-redes defendeu.
Pouco depois, Erling Haaland atirou para grande defesa de Franco Israel, sendo que Savinho também tentou a sua sorte a seguir. Mais perto da meia-hora Phil Foden bateu o pontapé de canto e Erling Haaland, ao segundo poste, cabeceou para Viktor Gyökeres cortar em cima da linha de golo. Franco Israel voltou a ganhar o duelo com Erling Haaland e Bernardo Silva, aos 36 minutos, atirou cruzado para fora, anda que tenha passado perto.
Finalmente, Alvalade explodiu. Depois de um brilhante trabalho de Geovany Quenda, que terminou com uma assistência de grande nível, Viktor Gyökeres voltou a aparecer perante Ederson e, mesmo muito pressionado por Jahmai Simpson-Pusey, finalizou ao seu jeito. Tudo empatado.
Ate ao intervalo, destaque para o bom contra-ataque verde e branco em que Francisco Trincão atirou para fora e ainda para o remate de Matheus Nunes defendido por Franco Israel.
O início do segundo tempo acabou por ser um dos melhores em toda a história do Sporting CP. Logo aos 20 segundos de jogo, Pedro Gonçalves e Maxi Araújo protagonizaram o lance do 2-1, com o português a assisti o uruguaio - que voltou marcar e a completar a reviravolta.
No minuto seguinte, Francisco Trincão foi derrubado na área britânica e o árbitro Daniel Siebert não teve dúvidas: penálti. Chamado a bater, Viktor Gyökeres voltou a fazer o que melhor sabe e não deu hipóteses a Ederson. Pela terceira vez, o Estádio José Alvalade explodiu. 3-1 no marcador.
Abalado pelos dois golos do Sporting CP, o Manchester City FC nunca conseguiu, na segunda parte, exercer o controlo da primeira, mas ainda teve direito a um pontapé de penálti por bola no braço de Ousmane Diomande. No entanto, a noite era Leonina e Erling Haaland acertou na trave. Quem esteve fora do estádio deve ter achado que os Campeões Nacionais marcaram novamente, dados os festejos Sportinguistas.
A 15 minutos do fim, Maxi Araújo, Hidemasa Morita e Matheus Reis deram lugar a Geny Catamo, Daniel Bragança e Jeremiah St. Juste e Viktor Gyökeres ficou muito perto do hat-trick em mais uma ocasião, mas Ederson defendeu para canto.
O feito foi mesmo conseguido pouco depois, quando o Sporting CP voltou a conquistar um pontapé de penálti por Geny Catamo ter sido derrubado na área visitante. Novamente na marca dos 11 metros, o avançado sueco fez o quarto dos da casa.
Ainda entraram Eduardo Quaresma e Conrad Harder (saíram Geovany Quenda e Francisco Trincão) e o Manchester City FC procurou, até ao fim, reduzir, mas sem sucesso. A expressiva vitória coube mesmo ao Sporting CP e por uns claros 4-1, significando mais três pontos na fase de liga da UEFA Champions League.
Os Leões voltam a entrar em campo no próximo domingo, visitando o SC Braga para a Liga Portugal.
Sporting CP: Franco Israel [GR], Zeno Debast, Ousmane Diomande, Matheus Reis (Jeremiah St. Juste, 74'), Geovany Quenda (Eduardo Quaresma, 85'), Morten Hjulmand [C], Hidemasa Morita (Daniel Bragança, 74'), Maxi Araújo (Geny Catamo, 74'), Francisco Trincão (Conrad Harder, 88'), Pedro Gonçalves e Viktor Gyökeres.
Forte apoio Sportinguista no Estádio José Alvalade
O Sporting Clube de Portugal informa que já não há bilhetes disponíveis para a recepção da equipa principal de futebol ao Manchester City FC.
Os Sportinguistas esgotaram os ingressos e prometem mais uma vez um grande apoio no Estádio José Alvalade. A partida é relativa à quarta jornada da fase de liga da UEFA Champions League e está agendada para as 20h00 de hoje, terça-feira, 5 de Novembro.
O Sporting Clube de Portugal informa que que já não tem bilhetes disponíveis para o jogo da equipa principal em casa do SC Braga, agendado para o próximo domingo, dia 10, às 18h45.
Em mais uma deslocação ao Norte do país, os Leões já sabem que podem contar, de novo, com o apoio máximo dos Sportinguistas, desta feita nas bancadas do Estádio Municipal de Braga, no embate referente à 11.ª jornada da Liga Portugal.
Capitão perspectivou mais uma jornada de UEFA Champions League
No Estádio José Alvalade, a equipa principal de futebol do Sporting Clube de Portugal vai enfrentar os ingleses do Manchester City FC, esta terça-feira (20h00), na partida referente à quarta jornada da fase de liga da UEFA Champions League.
Na véspera do encontro, Morten Hjulmand, médio e capitão dos Leões, foi o primeiro porta-voz da equipa – seguiu-se a antevisão de Rúben Amorim – e questionado a abrir sobre como encara este jogo, se contra um adversário a temer ou, acima de tudo, como uma grande oportunidade, não teve dúvidas em “escolher a segunda opção”.
“Penso que é o adversário mais difícil”, destacou o internacional dinamarquês, acrescentando: “Conhecemos a qualidade e a forma como jogam, portanto será um grande desafio”.
Instado a escolher o melhor jogador entre Erling Håland, avançado dos citizens, ou Viktor Gyökeres, o centrocampista Leonino foi peremptório: “Gyökeres, porque joga no Sporting CP”.
Depois, muito questionado sobre a saída próxima de Rúben Amorim para o Manchester United FC, Hjulmand não negou que “foi difícil” receber a notícia, mas acrescentou que é algo que “faz parte do futebol” e o plantel encara a mudança como “um desafio positivo”.
“Ganhar o campeonato sem o treinador será o nosso principal objectivo. A vida continua e agora queremos mostrar que já não precisamos dele”, atirou, sorridente, além de elogiar o rumo que a equipa vai tomar, embora o novo treinador ainda não tenha sido anunciado: “Vamos ter um bom treinador, em quem acreditamos. Foi feita uma boa escolha”.
Já sobre a semana que antecedeu este regresso a UEFA Champions League, o capitão verde e branco não escondeu que “não foi fácil”. “Foi uma semana muito dura, com três jogos, o treinador não nos deu descanso, e também por tudo o que estava a acontecer. Como equipa tínhamos de pensar em ganhar ao CD Nacional e ao CF Estrela da Amadora”, explicou.
De seguida, instado a falar pela imprensa inglesa sobre Rúben Amorim, Morten Hjulmand desfez-se em elogiou ao técnico. “Foi uma das razões pelas quais vim jogar para o Sporting CP. Com ele fica-se com uma ideia clara de como vê o futebol e cada jogador sabe o seu papel. A forma como gere a equipa dentro e fora de campo é algo que ainda não tinha visto na minha curta carreira. Não posso dizer-vos tudo, mas acho que o Manchester United FC vai estar em boas mãos”, afirmou.
Por fim, questionado sobre o seu interesse em, um dia, chegar à liga inglesa também, o médio dinamarquês preferiu expressar a sua felicidade actual de Leão ao peito. “Estou a viver um sonho aqui, no Sporting CP e em Lisboa. Não sei o que o futuro trará, mas agora estou a viver o meu sonho no Sporting CP”, destacou.
Sporting CP recebe o Manchester City FC na terça-feira (20h00)
As grandes noites europeias estão de volta ao Estádio José Alvalade. A equipa principal de futebol do Sporting Clube de Portugal recebe, esta terça-feira (20h00), os ingleses do Manchester City FC para disputar a quarta jornada da fase de liga da UEFA Champions League.
Depois de Morten Hjulmand, Rúben Amorim também marcou presença no Auditório Artur Agostinho para projectar um encontro para o qual Eduardo Quaresma está “convocado, mas tem limite de tempo” e Gonçalo Inácio “está fora”, confirmou.
“Podíamos arriscar, mas vem aí a paragem de selecções. Não sabemos se pode jogar em Braga, mas não queríamos arriscar uma paragem maior. O campeonato é muito longo e o Inácio é muito importante”, começou por dizer, antes de se debruçar sobre a valia do adversário, actual Tetracampeão da fortíssima liga inglesa, liderado por Pep Guardiola.
“Qualquer jogador é de classe mundial. Têm alguns jogadores de fora, mas quando olhamos para o ‘onze’ e para o banco percebemos que é uma equipa muito difícil. É muito difícil também prever o que vai acontecer, em que posições e lados vão jogar os jogadores, portanto temos de ser fortes naquilo que fazemos. Acreditamos muito nisso e temos de ir ao jogo com coragem para tentar vencer”, realçou.
Neste momento, Sporting CP e Manchester City FC estão em igualdade pontual (sete) na classificação da liga milionária, onde os citizens ainda não sofreram qualquer golo. Por sua vez, os Leões estão invictos em casa há mais de um ano – desde o desaire com a Atalanta BC (1-2) a 5 de Outubro de 2023 – e atravessam um excelente momento de forma: pleno de vitórias na Liga (dez) e apenas uma derrota esta época, logo no primeiro jogo oficial, na Supertaça (3-4 a.p. FC Porto).
Já a equipa britânica vem de duas derrotas consecutivas em solo inglês e (2-1 Tottenham Hotspur FC e 2-1 AFC Bournemouth) e perderam a liderança do campeonato no passado fim-de-semana.
Sobre a forma de encarar o jogo em campo, Amorim não escondeu que há adaptações a fazer sobretudo na pressão, dada a qualidade e características do adversário. “Queremos manter a nossa identidade quando tivermos a bola e isso vai ser muito importante no jogo. Em relação à forma de jogar, temos de nos adaptar um bocado. Às vezes há mais coragem quando os treinadores se adaptam para ser competitivos e ganhar”, considerou, destacando a capacidade de passe do guarda-redes Ederson.
Rúben Amorim considerou ainda que, comparativamente ao último – duplo - embate com o Manchester City FC, em 2022, a sua equipa e o próprio, enquanto treinador, estão “mais preparados para jogar um jogo mais completo”, mas ressalvou que o mesmo se aplica a Guardiola e respectivos jogadores.
“Sinto que sou melhor treinador agora, mas nestes cinco anos tivemos dois plantéis, só sobram o ‘Pote’, o Nuno Santos e o Inácio do primeiro plantel. Não são cinco anos de trabalho com os mesmos jogadores. Eu sinto-me melhor treinador, mas infelizmente o Pep Guardiola também é melhor treinador. Jogamos em campeonatos e realidades diferentes”, reflectiu, acrescentando: “Amanhã é um bom jogo para olhar para essas nuances e espero que o resultado seja diferente”.
Questionado sobre se um empate seria um bom resultado, o treinador verde e branco considerou que “depende do que acontecer no jogo”, mas o foco na vitória é claro: “Quando entramos em campo é para vencer, faz parte do nosso ADN”.
Já sobre se preferia ter Erling Håland, avançado dos citizens, ou Viktor Gyökeres na sua equipa, Amorim realçou que está sempre do lado do seu plantel. “Nunca me vão ouvir a dizer que trocava algum jogador da minha equipa. São os melhores. O Viktor tem feito muito por nós, ainda no último jogo foi muito importante”, enalteceu.
Num jogo que a nível pessoal será emotivo também, uma vez que será o seu último em Alvalade como treinador dos Leões, Amorim revelou-se “stressado”, mas apenas com o a dificuldade do jogo em si: “Estou stressado com o jogo, porque nós tínhamos um plano, o City jogou com o AFC Bournemouth, mudou tudo e fico stressado quando não tenho a certeza do que vai acontecer”.
Além disso, o técnico não escondeu que Guardiola tem sido uma das suas inspirações enquanto treinador, mas não só. “Retiro muita coisa do Pep Guardiola, do De Zerbi, muitas coisas do Jorge Jesus e vejo muito futebol. Inspiro-me em todo o lado e há sempre ideias que podemos aproveitar”, detalhou.
Fruto da sua iminente saída para o Manchester United FC, Amorim também não escondeu que está ciente da muita atenção que terá sobre si neste duelo europeu, mas preferiu desvalorizar essa vertente. “Vou ser analisado como treinador do Sporting CP, mas tenho plena noção de que vou ser avaliado como treinador por este jogo. Percebo o que poderão tirar daqui, mas não penso muito nisso. O foco está em ganhar o jogo pelo Sporting CP para estarmos mais perto do play-off”, realçou, reconhecendo também que ainda não teve tempo para ter saudades, mas apontou as despedidas para Braga.
“Não me lembro de nenhum treinador passar por isto, mas sei que vou ter saudades de tudo: do país, dos meus jogadores, de todo o clube. Talvez o sinta um bocadinho no fim do jogo, porque é o meu último jogo em Alvalade. Vamos esperar ao jogo com o SC Braga, aí vai bater mais do que agora”, considerou, acrescentando: “Não penso em despedida, será em Braga. [Com o Manchester City FC] Será a despedida de Alvalade, mas enquanto o jogo não passar só existe o jogo. Depois não sei o que vou sentir, mas de certeza que vai ser um momento especial”.
Com a certeza de que vai “conseguir manter as emoções”, o ainda treinador do Sporting CP voltou a direccionar o foco para o jogo, realçando que “o perfeito é ganhar”. “Quero ajudar os meus jogadores, ficávamos com o play-off mais ou menos garantido e ajudava-me a ir embora com outra alegria”, traçou, além de se mostrar seguro quanto à capacidade de a equipa continuar o seu percurso sem a sua liderança.
“São muito maduros, entendem muito bem o jogo, estão preparados e acredito que não vai fazer diferença no final. É uma mudança, mas a equipa está preparada”, declarou, por fim, Rúben Amorim.
A equipa principal de futebol do Sporting Clube de Portugal realizou mais um treino, este domingo, tendo em vista a preparação para o jogo da UEFA Champions League em perspectiva. A recepção ao Manchester City FC tem pontapé de saída marcado para as 20h00 desta terça-feira, no Estádio José Alvalade.
Na sessão do dia, a grande novidade foi a presença de Eduardo Quaresma, que treinou no relvado com o restante grupo.
Amanhã, segunda-feira, o plantel verde e branco volta a treinar, às 11h00, na Academia Cristiano Ronaldo e os primeiros 15 minutos da sessão serão abertos à comunicação social. Mais tarde, às 14h00, a conferência de imprensa de antevisão ao jogo europeu terá lugar no Auditório Artur Agostinho, no Estádio José Alvalade.
Dia de recuperação para os titulares na vitória contra CF Estrela da Amadora
Após a décima vitória em dez jogos na Liga, a equipa principal de futebol do Sporting Clube de Portugal regressou aos treinos, este sábado, na Academia Cristiano Ronaldo, em Alcochete.
Os titulares na goleada por 5-1 ao CF Estrela da Amadora realizaram o habitual trabalho de recuperação, enquanto os restantes jogadores treinaram normalmente no relvado. Agora, no horizonte dos Leões está a recepção aos ingleses do Manchester City FC, agendada para esta terça-feira (20h00) no Estádio José Alvalade.
Amanhã, domingo, o plantel volta a treinar durante a manhã, à porta fechada, na Academia.
Presidente também esteve em conferência de imprensa para abordar saída do técnico
A seguir à conferência de imprensa de Rúben Amorim, o presidente Frederico Varandas também esteve no Auditório Artur Agostinho para falar sobre a confirmada saída do técnico Leonino.
“Confirmo que no final da época passada [Amorim] considerou que o final desta época era o momento ideal de terminar o seu ciclo”, corroborou inicialmente, admitindo também que a proposta do Manchester United FC nesta fase da época obrigou a um reajuste no plano inicialmente traçado.
“Os adeptos têm o privilégio de viver o presente e nós, enquanto estrutura, temos de preparar o futuro, o que já estávamos a fazer. Obviamente que esta chegada do Manchester United FC não era o que queríamos e o treinador achou que era o momento de ir. Nós respeitamos e simplesmente antecipamos o que tínhamos preparado”, explicou o líder máximo do emblema de Alvalade, que reconheceu também “entender muito bem todas as reacções” que esta mudança tem espoletado nos Sportinguistas.
“Por mérito dele, o nosso treinador criou uma relação muito forte com os adeptos, e quando há paixão há irracionalidade e com a separação há dor e desânimo. Faz parte. Nós tentamos ter a visão mais racional possível”, referiu, acrescentando: “Quando olho para Rúben Amorim vejo o segundo treinador com mais jogos na História do Sporting CP, um treinador brilhante. O Sporting CP é grande e nobre de valores, por isso sejamos grandes e, nesta casa, trataremos sempre bem quem nos fez bem”.
De seguida, Frederico Varandas deixou muitos elogios ao percurso realizado pelo treinador de Leão ao peito, realçando que “com todo o respeito pela sua carreira de jogador”, o presidente acredita que “daqui a muitas décadas, Amorim será recordado como um treinador”.
“E foi o Sporting CP que arriscou e investiu num jovem treinador com apenas oito jogos na Liga. Rúben Amorim terá sempre um selo de Sporting CP na sua vida e a História do Clube terá sempre também um selo de Amorim”, garantiu, desejando publicamente a Amorim “as maiores felicidades a partir do dia 11 de Novembro, embora a cor das camisolas [do Manchester United FC] não vai ajudar”. “Estamos muito, muito, muito gratos por tudo o que fez para ajudar a reerguer este clube”, reforçou.
Questionado sobre a opção tomada de manter Rúben Amorim à frente da equipa até à próxima paragem de selecções, o presidente dos Leões justificou-o como uma forma de “defender o Sporting CP”, sublinhando “o profissionalismo” de ambas as partes.
“Já ouvi muitas opiniões, respeito-as, mas ninguém sabe tão bem como eu a forma como o meu treinador conhece os seus jogadores. O meu papel aqui é defender o Sporting CP e conheço bem o profissionalismo do treinador e dos jogadores, que querem ser Bicampeões”, apontou.
Já sobre o sucessor de Amorim, Frederico Varandas assegurou apenas que “é exactamente a mesma solução que estava preparada para o próximo Verão”, o qual é considerado pela estrutura verde e branca “a peça-chave para o projecto seguir em frente”, destacou. “O treinador será sempre a peça-chave do projecto desportivo, é a minha concepção. O futuro treinador do Sporting CP será anunciado a 11 de Novembro”, confirmou ainda o líder do emblema de Alvalade.
Por fim, questionado sobre os valores desembolsados pelo emblema inglês para tirar Amorim do Sporting CP, Frederico Varandas detalhou que “foi vendido acima da cláusula de rescisão e pela primeira vez o Sporting CP coloca um treinador num colosso europeu”.
“Com os títulos que tem, se é mal vendido? Ter de pagar dez milhões para mandar embora um treinador é que seria caro para o Sporting CP”, atirou, acrescentando que a cláusula fixada nos dez milhões “era o que estava acordado”.
“Se é barato ou muito caro? É um treinador que nos deu o que nos deu, valorizou o plantel em três ou quatro vezes e vai estar no top-5 de treinadores mais caros em termos de transferências”, concluiu o presidente verde e branco.