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Foto João Pedro Morais

Ricardo Costa: "Contente com aquilo que fizemos"

Por Sporting CP
02 Abr, 2026

Técnico analisou a vitória na EHF Champions League

Após o triunfo frente ao SPR Wisła Płock, Ricardo Costa esteve presente em conferência de imprensa, analisou a exibição verde e branca e perspectivou o jogo da segunda mão.

Análise ao jogo
"Acho que foi um grande jogo de andebol. Mesmo se ganhássemos por oito ou nove golos, não sairia daqui com a sensação de que a eliminatória está fechada. Acho que fizemos um grande trabalho. Quebrámos na segunda parte, tal como eles na primeira, não apenas pela componente física, mas porque eles também melhoraram a nível defensivo. O guarda-redes dele apanhou mais bolas, nós também falhámos algumas oportunidades claras de finalização que nos podiam manter numa diferença maior, mas se me dissessem que este seria o resultado ao fim de 60 minutos assinaria por baixo. Por isso, contente com aquilo que fizemos. Sabemos que vamos passar por dificuldades em Plock e que podemos fazer algumas coisas melhor, e é nisso que nos vamos concentrar."

Resposta de uma grande equipa europeia
"Não temos de provar nada a ninguém, só a nós, que somos uma grande equipa e temos vindo a fazer isso. Dificilmente coisas como as que passámos esta semana nos abalam e a nossa resposta damo-la dentro de campo: uma equipa forte, unida, uma equipa onde vão um vão todos. Não temos, nem eu, de provar nada a ninguém. Somos um só e por isso damos este tipo de respostas."

Cobiça de outros emblemas
"Há anos que somos cobiçados e ainda aqui estamos. Não é de hoje e é normal que não seja só o Ricardo, o Kiko e o Martim: temos um conjunto de jogadores de topo mundial, mas convivemos com esta realidade há cinco ou seis anos e cá estamos nós."

A chave para segurar a eliminatória
"Será um jogo completamente diferente na casa do nosso adversário, vai ser duro, mas não devemos pensar nos quatro golos e temos de encarar o jogo como uma final e jogar como jogámos aqui."

Uma semana muito difícil
"Semana muito difícil, onde metem em causa o nosso profissionalismo. Há duas coisas muito sagradas na minha vida, a minha família e os meus jogadores. E colocar-me em causa a mim, acusar-me de que abandonei os meus atletas... Podem chamar-me de tudo, ando há trinta ou quarenta anos no desporto e convivo bem com insultos, mas não com ataques à minha integridade. Não desejo a ninguém aquilo que passei, mas cá estamos. Aquilo que não nos mata torna-nos mais fortes e eu acredito nessa massa."

Sintomas no balneário da Dragão Arena
"Sou um homem saudável e acho que os médicos que me acompanham o podem confirmar. Sou uma pessoa com bons hábitos, entrei no balneário e, passado 40 segundos, saí e senti-me muito mal. Eu, juntamente com outras pessoas. Pedimos ajuda, vieram os bombeiros, disseram que me iam levar ao hospital. Fiquei dentro de uma ambulância com a médica, perguntaram-me se íamos jogar e eu disse "não tenho condições de tomar decisões".

Eu não queria jogar, não estava em condições de jogar. Quando nos disseram que íamos a jogo, perguntei à médica se podia ir e a médica disse-me "quer que lhe dê um ataque cardíaco?". Disse que não, fiquei sentado numa cadeira e obviamente celebrei, vou celebrar sempre, e nem que esteja morto deixarei de o fazer. Não abandono ninguém, tenho trinta ou quarenta anos de alta competição, representei muitos clubes e tenho o orgulho de ter saído de cada um deles deixando tudo sempre muito melhor do que encontrei. Dou o meu corpo e a minha alma e lamento que coloquem a minha integridade em jogo.

Tinha a tensão a 17/10 e a médica disse-me “tem que se acalmar”. O jogo começou, sentei-me à porta do balneário, num corredor, a ver o jogo juntamente com o [Christian] Moga. O Moga é um guerreiro, um lutador, jamais faria um exercício de circo. Nós não fizemos circo nenhum. Sentimo-nos efectivamente mal. Agora, que se investigue o que aconteceu. Não sou polícia, não trabalho no Ministério Público. Não faço ideia, sei aquilo que me aconteceu, tive um problema de saúde e não pude ir a jogo."

Sente-se totalmente recuperado?
"[Silêncio] Luto todos os dias."