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O "Tri" de uma equipa estratosférica

Por Juvenal Carvalho
07 maio, 2026

Se a perda da probabilidade de conseguir o "Tri" no futebol nos deixou tristes, até porque acreditámos nessa possibilidade de forma convicta até fase adiantada da prova, eis que não nos faltam, no restante universo do Leão, motivos para vivermos momentos únicos e só ao alcance de um grande clube: O nosso Sporting Clube de Portugal. 

E nesses momentos únicos estará seguramente a noite do dia 2 de Maio de 2026. A noite que deu o "Tri" ao nosso andebol, e o 24º título de Campeão Nacional da nossa História, em mais um momento épico deste conjunto incrível de jogadores orientado por Ricardo Costa, o técnico dos últimos nove troféus oficiais alcançados pelo nosso Clube, e liderado em termos de secção pelo coordenador Carlos Carneiro, também ele tem sido tão importante nesta caminhada que, acreditamos, embora já estejamos no topo da modalidade até ao mais alto nível internacional, ainda mais poderemos almejar.

Sou, a marca inexorável do tempo assim o obriga, de vivenciar nos pavilhões grandes equipas e grandes jogadores do nosso Clube. Não assisti aos tempos áureos do "Penta", onde apesar disso guardo orgulhosamente amigos dessa equipa que os conheci no meu percurso de vida Leonina – esses heróis que marcaram as décadas de 60 e 70 do século passado, e ainda, onde tive o privilégio de ser um pequeno apêndice da História desta modalidade, onde fui dirigente, de outros grandes jogadores. Enumerar todos seria impossível. A História está repleta de craques de grande dimensão. Direi que tivemos equipas ao longo de décadas marcadas por grandes jogadores, mas também de fantásticos treinadores, onde recordo Matos Moura como o primeiro.

Mas, e eles – onde tenho diversos amigos – não me irão levar a mal e, decerto, concordarão até comigo, esta equipa obreira do "Tri" é a melhor de todos os tempos do nosso Clube. 

Joga a uma velocidade estonteante, com uma técnica sublime, tem jogadores que rivalizam na actualidade com os melhores jogadores do Mundo. Aos dias de hoje, na Europa, depois de dois quartos-de-final consecutivos na EHF Champions League (ontem jogámos com os dinamarqueses do Aalborg o acesso à final four desta competição), é temida pelos principais "tubarões" da modalidade... com alguns deles que já se vergaram ao poderio do Leão, tanto no João Rocha, como na condição de anfitriões.

Se os nossos principais jogadores estão na "montra" e estarão a ser cobiçados pelos principais emblemas internacionais da modalidade, também não deixa de ser verdade que hoje, devido ao fantástico trajecto que temos tido, somos igualmente bem apelativos para alguns craques, que querem servir o nosso emblema. 

É mesmo um deleite assistirmos a uma equipa que verga os principais rivais sem dó nem piedade. Que nos galvaniza de forma única. Que joga até para acabar a época de 2025/2026 só com vitórias nas provas nacionais. Estamos a apenas três jogos de alcançar esse fantástico e único desiderato. Dois para o Campeonato Nacional e ainda a final da Taça de Portugal ante o eterno rival. É perfeitamente possível que esse sonho se torne realidade. E nós acreditamos – seria impossível o contrário – seriamente que é possível. 

Para o andebol do Sporting Clube de Portugal o limite parece ser o de não ter limites. Únicos e incomparáveis. Como só eles!

P.S 1 – Depois da Taça de Portugal, o nosso basquetebol ganhou, em Gondomar, a sua terceira Taça Hugo dos Santos. Duas já estão no Museu esta época. Agora venha o play-off do título. 

P.S 2 – O voleibol está apenas a uma vitória de alcançar o "Bi", que pode até já ser uma realidade quando este jornal vos estiver a chegar às mãos, caso tenhamos ganho ontem no João Rocha o jogo três da final do play-off. Uma equipa fantástica, que até ao momento apenas perdeu um jogo no calendário nacional, e que já conquistou a Supertaça e a Taça de Portugal.

P.S 3 – O hóquei em patins e o futsal têm esta semana o momento das grandes decisões europeias nas respectivas Champions League. Entre os grandes, como é apanágio do nosso Clube, e com a ambição sempre presente de ganhar, e de repetir as conquistas já alcançadas nestas modalidades.

P.S 4 – Rui Borges renovou até 2028. Que continue a somar conquistas, e que a próxima seja já na Taça de Portugal. Seja feliz, míster!