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Futsal

Foto UEFA

Nuno Dias: "É inteiramente justa a nossa vitória"

Por Sporting CP
08 maio, 2026

Técnico Leonino sobre a passagem da equipa à final da UEFA Futsal Champions League

Após o jogo frente ao FS Cartagena da meia-final da UEFA Futsal Champions League, o treinador da equipa de futsal do Sporting Clube de Portugal, Nuno Dias, fez a análise do jogo em zona mista.

“Foi um Sporting CP melhor e com uma diferença nas finalizações incrível, o que diz bem do caudal ofensivo que tivemos. O número de oportunidades que criámos e o número de finalizações que tivemos tem muito a ver com a forma como fomos pressionando, como roubámos, como não permitimos sequer que os jogadores desequilibradores deles chegassem perto da nossa zona da área.  Fomos extraordinários, tirando a finalização que podia ter sido com mais acerto. E se tem sido com mais acerto não tínhamos sofrido até às grandes penalidades, mas mais do que tudo isso é dar os parabéns ao Sporting CP por uma vitória justa, com a presença na final, que é inteiramente merecida”.

O Sporting CP ganhou, desta vez, através do desempate em grandes penalidades frente ao mesmo adversário, com quem tinha perdido no 3.º e 4.º lugares da edição da temporada anterior, em jogo novamente equilibrado, mas desta vez com o Sporting CP a ser mais forte.

“O destino quis que voltasse a penáltis como no ano passado, mas desta vez penso que foi mais importante, porque nos deu acesso à final, apesar de no ano passado nos ter ditado a derrota e nos ter tirado a medalha de bronze. Este ano temos a oportunidade de sermos ouro ou prata. Já tínhamos perdido uma final da UEFA Futsal Champions League, em Palma, nos penáltis, não temos sido muito felizes ou competentes nesse capítulo, mas felizmente hoje fomos fortes, estivemos bem, finalizámos todas as grandes penalidades na baliza e acho que é inteiramente justa a nossa vitória”, disse Nuno Dias.

Nuno Dias referiu que não houve diferenças substanciais no plano de jogo do Sporting CP da 1.ª para a 2.ª parte, mas que a melhor eficácia na finalização deu outro sentido à reacção Leonina no marcador.

“Acho que não fizemos nada de diferente na primeira parte do que tínhamos feito na primeira. Continuámos a fazer tudo bem daquilo que estávamos a fazer. Não houve alterações, apenas ajustámos uma ou outra situação de bola parada, porque nos cantos estávamos a sofrer com uma defesa individual, apenas ajustámos uma ou outra situação nas subidas do Bernardo [Paçó], que eles umas vezes defenderam de uma maneira, noutras permitiram que o Bernardo chegasse mais próximo da baliza para finalização e não estávamos a dar opção de segundo poste.  O que foi a estratégia do jogo para a 2.ª parte não alterou muito, apenas melhorar a finalização, perceber que o 2-1 nos ia colocar outra vez no jogo e que devíamos acreditar na nossa estratégia e naquilo que é o nosso valor, rotinas, o nosso trabalho”.

Nuno Dias falou ainda da importância da energia e vibração dos adeptos Sportinguistas, que mexe sempre no sentido positivo com os jogadores Leoninos, mais a mais, quando o Sporting CP esteve em desvantagem no marcador por 2-0, ao intervalo. 

“O foco é tão grande dentro do campo, que nos abstraímos um pouco do que está a acontecer fora, mas nós sentimos que há esse apoio, que há essa vibração e que os jogadores crescem com esse apoio, principalmente quando as coisas não nos estão a correr bem, o que aconteceu. Chegámos ao intervalo a perder 2-0, as coisas não nos estavam a correr bem e apesar de o meu foco me abstrair, sentimos essa vibração, sentimos esse apoio, sentimos que está algo ali a levar-nos para coisas boas e para coisas positivas. Espero que no domingo continuem, se vieram hoje vão cá ficar para domingo, certamente e bom era aparecer mais gente, para ter as bancadas do pavilhão ainda mais cheias de adeptos do Sporting CP”.

O técnico referiu-se ainda à entrada no jogo de Gonçalo Portugal, já no decurso das grandes penalidades, para defender uma e ajudar a lançar o Sporting CP para a final da UEFA Futsal Champions League, com elogios rasgados de Nuno Dias ao guarda-redes.

“O Gonçalo [Portugal] e o João Matos são os únicos jogadores que estão no Sporting CP desde que eu cheguei, já cá estavam antes de eu chegar e têm-se mantido. É um atleta que apreciamos muito, porque jogando 40 minutos, 50 minutos ou nenhum [minuto], a postura deles [Gonçalo Portugal e João Matos] é irrepreensível, porque colocam sempre os interesses da equipa acima dos interesses individuais. O Gonçalo é o verdadeiro exemplo do que é um jogador à Sporting CP, que coloca atrás algo de individual, ou que lhe possa dar ênfase pessoal. Foi a frio [que entrou], mas já não é a primeira vez que tem este tipo de exibições. Está de parabéns, ele e todos”.          

Rocha, jogador do Sporting CP, destacou o acreditar do Sporting CP como essencial para a vitória nas grandes penalidades e passagem da equipa Leonina à final da UEFA Futsal Champions League, também em declarações proferidas em zona mista.

“Foi vitória do acreditar, a nossa equipa sabe o quanto podemos nos entregar e acreditar é uma palavra que entra sempre no balneário. Sabíamos que estávamos atrás no marcador e que tínhamos de acreditar. Foi preciso ir ao limite, futsal é isso, nunca podemos deixar nada para trás, porque sabemos que isso pode fazer a diferença, então temos de ir sempre no limite, no máximo e hoje provámos isso, que estávamos no limite”.

O pivô Leonino falou ainda do papel determinante do apoio dos Sportinguistas na bancada da Vitrifrigo Arena, em Pesaro.

“Foram ‘surreais’, os nossos adeptos fazem a diferença, às vezes estamos um pouco para baixo e eles na bancada fizeram a diferença. Viemos com bom público para aqui e eles conseguiram ajudar-nos ao máximo até ao final do jogo e provaram o que é o Sporting CP”.   

Foto João Neves, UEFA

Sporting CP está na final da UEFA Futsal Champions League

Por Sporting CP
08 maio, 2026

Leões de Nuno Dias triunfaram nas grandes penalidades

A equipa de futsal do Sporting Clube de Portugal está na final da UEFA Futsal Champions League, após triunfo nas grandes penalidades frente ao FS Cartagena (2-2 no tempo regulamentar e 3-3 no prolongamento). Seguem-se, agora os espanhóis do IB Palma Futsal - que venceram os franceses do Étoile Lavalloise MFC por nas meias-finais, igualmente no desempate por pontapés de penálti - no derradeiro encontro que vai decidir o Campeão Europeu, marcado para as 17h00 (hora de Portugal continental e Madeira) de domingo, 10 de Maio.

Os Leões de Nuno Dias conseguiram a brilhante passagem ao jogo de atribuição do troféu com uma exibição heróica, em que recuperaram de desvantagem de dois golos que se registava na primeira parte, recuperaram no segundo tempo; no prolongamento o Sporting CP esteve em vantagem, sofreu o empate e nas grandes penalidades, foi Gonçalo Portugal a vestir a capa de um dos heróis, ao entrar para defender a sexta grande penalidade, de Osamanmussa, seguido do momento de apoteose Leonina, quando Felipe Valério marcou e assegurou a passagem do Sporting CP à final da prova que decorre em Pesaro, Itália.

Com cinco segundos e logo na bola de saída do FS Cartagena, Wesley ganhou a bola e isolou-se. Só a defesa de Chemi evitou o golo do Sporting CP, como aconteceu no seguimento do canto, em que o guarda-redes evitou com dupla defesa os remates para golo de Diogo Santos e a recarga de Tomás Paçó, num primeiro minuto fortíssimo da equipa Leonina orientada por Nuno Dias, com três oportunidades de golo.

Com 17’22 para o intervalo, numa saída de bola perfeita, Pauleta ganhou espaço e serviu Zicky, com o remate a ser interceptado por um jogador do FS Cartagena. O Sporting CP jogava um futsal de muito bom entrosamento, mas faltava a melhor finalização às jogadas. Chemi continuava a travar os remates Leoninos, com a tentativa de Diogo Santos, com 14’49, a esbarrar novamente nos reflexos do guarda-redes do FS Cartagena. Quase no lance a seguir, foi Bernardo Paçó a evitar um golo da formação campeã espanhola, com uma excelente defesa.

Com 11’38, Tomás Paçó atirou para nova boa defesa de Chemi, com o Sporting CP a ficar ainda mais perto do golo na sequência da bola parada. Pauleta rematou de pé direito, já com o guarda-redes da equipa espanhola no chão, mas Francisco Cortés salvou a bola quase sobre a linha de golo. O Sporting CP foi bastante dominador na primeira parte e voltou a criar perigo já dentro dos últimos dez minutos, primeiro num remate de Diogo Santos e logo a seguir, num outro remate de Diogo Santos defendido por Chemi, bem como a recarga de Zicky.

Com 8’37 para jogar e completamente contra a corrente do jogo, Waltinho abriu o marcador para a equipa espanhola, no seguimento de um lance de insistência. O Sporting CP criou perigo de imediato, com novo remate de Diogo Santos, mas que voltou a não levar a direcção da baliza do FS Cartagena.

Com o golo do FS Cartagena, o jogo entrou numa dimensão ainda mais física, com a formação espanhola a forçar nos limites da dureza e Wesley a sentir isso na pele. Mas foi o Sporting CP a ficar à beira da sexta falta (a quinta), com 4’55 para o intervalo. Com 3’29 para o descanso, Bruno Pinto recarregou às malhas laterais um remate de Tomás Paçó e com o cinismo espanhol, Francisco Cortés fez o 2-0 para a equipa espanhola, com 2’14 para jogar, à boca da baliza, após lance de Gonzalo Castejón.

O Sporting CP pediu imediatamente pausa técnica, pois era preciso recuperar de novo golo de desvantagem, mas a equipa Leonina não estava a conseguir superar a presença na baliza de Chemi, que evitou novo golo aos Leões, agora com Tomás Paçó isolado. Faltava 1’34 para o intervalo. Registava-se a desvantagem Leonina por 2-0 no marcador ao final dos primeiros 20 minutos da partida. O emblema de Alvalade tinha, ao intervalo, 17 remates à baliza num total de 26 tentativas, mas sem marcar e estava claro que a eficácia fazia toda a diferença, pois o FS Cartagena teve quatro remates à baliza e marcou dois golos.

No segundo tempo, Bernardo Paçó tentou com 16 segundos jogados o golo, com Chemi a defender e quando não era Chemi, era um jogador da equipa espanhola a salvar sobre a linha um remate de Tomás Paçó, logo no lance a seguir. Até que com 18’40 para o final, Zicky, depois de rodar na área, fez o 2-1, num grande golo, após assistência de Diogo Santos.

Estava relançado o jogo para a equipa Leonina de Nuno Dias. No lance, Chemi lesionou-se e teve de ser substituído na baliza da equipa espanhola por Chispi. Quase a seguir ao golo Leonino, Zicky ganhou algum espaço na área, com o remate a sair à malha lateral, o mesmo destino que teve um remate de Pauleta, após reposição lateral de Alex Merlim.

Com 15’50, foi Wesley a obrigar Chispi a boa defesa, até que com 15’45 para o final, Felipe Valério flectiu da esquerda para o meio e rematou forte para o 2-2 no marcador para delírio dos muitos Sportinguistas presentes na Vitrifrigo Arena, em Pesaro (um pouco mais de 2400 no total).

Com 15’04 para o final, um lance de grande execução de Zicky por pouco não deu a reviravolta no marcador. Só dava Sporting CP, em cinco minutos sufocantes da equipa Leonina. Tomás Paçó obrigou Chispi a boa defesa, com 13’40 para o final, em remate de pé esquerdo. A menos de 11' do fim, foi Bruno Pinto a atirar ao poste, após assistência de Rocha, em mais uma grande oportunidade da equipa Leonina, que continuava com o sinal mais de perigo nas oportunidades criadas.

O ascendente no jogo foi sempre do Sporting CP, com muitíssimos remates à baliza – uma toada de todo jogo – e Rocha, em dois tempos, também ficou perto do golo, com cerca de seis minutos para o final. Mais uma vez, um corte ‘milagroso’ evitou o golo Leonino. Bernardo Paço continuava a tentar remates fortes e colocados e com cerca de 2’40 para o final, a equipa Leonina atingiu a quinta falta. Alex Merlim teve um remate perigoso dentro do último minuto de jogo e a seguir foi Tomás Paçó a obrigar Chispi a boa defesa. Seguiu-se uma pausa técnica para os Leões tentarem o golo, que não aconteceu e o jogo foi para prolongamento.

No prolongamento, já com ambas as equipas à beira da sexta falta (ambas tinham cinco faltas cometidas), o FS Cartagena ensaiou o guarda-redes avançado. Com 2’ para o intervalo do prolongamento, Tomás Paçó, num grande lance individual, flectiu para a zona central e aplicou um grande remate para o 2-3 no marcador a favor dos Leões.

Praticamente a seguir, Bernardo Paçó fez uma grande defesa, mas nada pôde fazer no lance a seguir, com Castejón a encostar para o 3-3, resultado que se registava nos primeiros cinco minutos do tempo extra. Com 3’53 para o final do tempo extra, Diogo Santos foi derrubado em falta quando se isolava. A equipa espanhola atingia a sexta falta, mas no livre directo, Tomás Paçó não conseguiu concretizar – defesa de Chispi.   

Apesar das várias tentativas do Sporting CP à baliza de Chispi, a bola teimava em não entrar – foram várias as defesas do guarda-redes do FS Cartagena – e a 2’35, foi revisto um lance em que Zicky pareceu ter sido agarrado na área, mas o árbitro entendeu que não houve irregularidade. Bernardo Paçó fez uma excelente defesa já nos últimos dez segundos e o jogo foi para grandes penalidades.

Aí, Waltinho iniciou a marcação, com golo, Bruno Pinto empatou para o Sporting CP, Dario Gil também concretizou, Rocha fez o 2-2, Pablo Ramírez também marcou, Tomás Paçó fez o 3-3, Tomaz Braga fez o 4-3, Diogo Santos empatou a quatro golos, Juninho fez o 5-4 Merlim igualou a cinco golos, Gonçalo Portugal (entrado) defendeu o remate de Osananmussa e Felipe Valério fez o 5-6, que garantiu a passagem do Sporting CP à final da UEFA Futsal Champions League.

Épica, memorável, à Sporting CP.

Sporting CP: Bernardo Paçó [GR], Tomás Paçó, Diogo Santos, Wesley França, Alex Merlim, Gonçalo Portugal [GR], João Matos [C], Pauleta, Felipe Valério, Ivan Chiskala, Bruno Pinto, Bruno Maior, Vinícius Rocha.

Foto UEFA

Árvore da formação é fértil em frutos no plantel principal

Por Sporting CP
07 maio, 2026

Diogo Santos e Bruno Maior são dois bons exemplos

Diogo Santos e Bruno Maior são bons exemplos de atletas que nasceram, cresceram e se fizeram homens no futsal do Sporting Clube de Portugal. Desde muito jovens vestem a camisola verde e branca de Leão ao peito, onde deram os primeiros passos na formação e, por isso, sabem como ninguém o que é começar debaixo e chegar ao topo da montanha de uma carreira feita de Sporting CP.

Aos meios de comunicação do Clube, Diogo Santos definiu o que é crescer na formação e chegar à equipa principal. “É ter muito trabalho, é ter os pés assentes na terra, mas acima de tudo poder aprender com os meus colegas. É um motivo de orgulho poder representar este clube e vir desde a formação acho que é ainda melhor, sabe ainda melhor e depois chegar à equipa A”.

Aprender com os melhores para estar agora entre os melhores, foi o trajecto percorrido por Diogo Santos. “Aprender com eles, ter jogadores como o Zicky e o Tomás [Paçó], como grandes referências, porque ídolos eram o que estavam na equipa A. Pude sonhar, sabendo que com bom trabalho feito da minha parte, poderia chegar à equipa A”. O que diferencia o que se faz no Sporting CP para os escalões de formação alimentarem a equipa A é uma receita com ingredientes simples. “Não há segredo, é acreditarem no trabalho de cada um, é ouvir, principalmente o que o Nuno Dias [treinador] tem para nos ensinar todos os dias. É não desistir nunca e lutarem pelos sonhos, como eu. Fiz. Felizmente estou nesta equipa e pretendo continuar”, disse Diogo Santos.

Bruno Maior destaca a capacidade que o Sporting CP tem em conseguir criar uma linha da produção de talentos de enorme qualidade a partir da formação, num modelo de trabalho muito coerente desde a base até ao topo. “O segredo do sucesso na formação de futsal do Sporting CP é muito o ADN que aqui se vive, desde o início da formação, os Benjamins, podemos começar a dizer por aí, trabalha-se da forma idêntica aos seniores, com o mesmo pensamento, que é ganhar, desfrutar, claro, e perceber onde estamos, o Clube, a grandeza do clube e esse é o maior segredo, para que todos os escalões da formação consigam lutar para ganhar algo”.

Bruno Maior inspira-se em vários jogadores, mas elegeu um ainda mais em particular. “O maior exemplo era o Erick [Mendonça], tem um estilo de jogo que eu aprecio e que de alguma maneira tentei seguir.  Tento sempre olhar para todos, porque de cada um há sempre forma de aproveitar uma característica de jogador, mas no geral, diria o Erick”. 
Cedo se evidenciou, num percurso que teve para o próprio mais reticências de que para o Clube, que foi bem mais peremptório nas certezas.

“Comecei num clube da minha terra, o CAD e as coisas começaram a correr-me bem lá, até que fui chamado ao Sporting CP. O meu primeiro ano foi o mais complicado, ao sair da ‘zona de conforto’, perto de casa e fui para uma realidade completamente diferente, era o clube onde sempre sonhei jogar. Os nervos começaram a aparecer, os medos e muitas vezes pensei em desistir, nessa altura. Acreditaram em mim, disseram que queriam ficar comigo na mesma, mais um ano e bastou dizerem que acreditavam em mim e mudou completamente. Começou a dar resultado”.

“Houve fases em que eu tive dificuldade para acreditar em mim e muitas vezes não sabia se conseguiria chegar a este patamar. Com o tempo mostraram [Sporting CP] que acreditavam no meu valor e comecei a sonhar cada vez mis alto. É passo a passo, não quero saltar etapas, mas com o tempo fui acreditando mais no que podia acontecer e esses casos [regressos de empréstimos] - e no Sporting CP há vários casos -, faz-nos acreditar que podemos lá chegar, que não é impossível e ter esse pormenor dá-nos vontade de trabalhar mais e se calhar, nos dias mais difíceis, não desistirmos”.

Diogo Santos e Bruno Maior tiveram empréstimos antes de se fixarem na primeira equipa e ambos estão gratos tanto ao Sporting CP, como aos clubes para onde foram ganhar ‘rodagem competitiva’, por uma escala que nunca encararam como m passo ao lado ou arás, mas como um passo em frente. “Apanhei o Tomás [Paçó] e o Zicky a subirem [ao plantel principal] mas sempre tive aquele pensamento de que raramente ficavam miúdos da formação na equipa A. Pensava sempre que não ia ficar, que seria um patamar que eu não iria atingir e que iria ser bastante difícil, mas ao longo do tempo, com a ajuda do Tomás [Paçó], do Zicky e até mesmo do Bernardo [Paçó], senti-me muito à vontade para fazer tudo, seja nos treinos, nos jogos e comecei a ter a percepção de que poderia ficar, com bom trabalho, na equipa”.

Diogo Santos recordou essa fase de reconfigurar a carreira, numa fase de crescimento desportivo. “Fez-me bem ter sido emprestado e ter seguido novos rumos, novos caminhos. Se não tivesse ido para fora, ou tivesse sido emprestado a outra equipa, não tinha dado ‘o salto’ que dei e ter ganho a experiência que ganhei ajudou-me bastante. Fez-me crescer sobretudo como homem. Fui para outro país, longe da minha família, dos meus amigos, de tudo, a arriscar na minha carreira. Tive de aprender tudo do zero, mas coreu bem e estou muito orgulhoso do meu trabalho e desse rumo que tive. Lembro-me como aconteceu. Estávamos a ter pré-época, o Nuno [Dias] veio ter comigo e disse-me que naquele ano, estava a aparecer mais, mas não ia ter os minutos de jogo que eu gostava. Agarrei a oportunidade, meti na cabeça que ia dar um ‘salto’ enorme e que ia aproveitar essa experiência ao máximo”.

Bruno Maior também viu o empréstimo como oportunidade e encarou na lógica de que o Sporting CP estava a abrir caminho para uma incorporação no plantel Leonino num futuro que seria próximo. “Podemos ver na carreira do Erick, de vários outros, que quando estavam emprestados, o Sporting CP mostrou que se trabalharmos bem, consegue-se voltar e é um pouco isso. Quando vamos para o Sporting CP nós sabemos que com trabalho e dedicação podemos sempre voltar e fixarmo-nos na equipa principal e acho que é esse acreditar que o Sporting CP nos dá que nos faz sonhar alto e faz-nos trabalhar para conseguirmos”.

Ao ser chamado várias vezes à equipa principal e ainda com idade de atleta de formação, Bruno Maior sentiu no Sporting CP que não há ilusões, mas aproximações cada vez maiores a uma realidade sonhada. “Senti que estava cada vez mais perto. Acho que essa falta de confiança da minha parte levou ao empréstimo, que para mim foi o melhor que aconteceu na carreira. Acho que o mister Nuno Dias acreditava mais em mim do que eu em mim e acho que foi esse pormenor, que é um grande pormenor, que me faltou para ficar logo no plantel sénior e fixar-me. Não saltei etapas, fiz o meu percurso e hoje estou aqui, graças a Deus e ao meu trabalho”. 

O percurso não foi sempre linear, mas acabou por nos obstáculos ajudar Bruno Maior a tornar-se… Maior. “Houve uma fase em que ia muitas vezes aos seniores, depois já não ia tantas vezes ou em que se começou a falar no empréstimo, pensei [se ia dar], mas se calhar foi essa altura que me deu um ‘clique’ de que as coisas não acontecem naturalmente, é preciso trabalhar muito para que aconteça. Foi esse ‘mindset’ que me fez mudar muito e hoje sinto-me mais preparado para conseguir dar passos que se calhar, há uns anos, não sentia que ia ser capaz”.

E, voltar ao Sporting CP, permitiu fazer a retrospectiva do que ficou para trás e que só o fez andar para a frente. “Senti quando regressei ao Sporting CP que precisei mesmo daquele empréstimo, porque me fez ver as coisas de outra forma e fez-me dar o ‘clique’ de que as coisas não acontecem naturalmente, é preciso trabalhar para as conquistar. Sempre fui um jogador trabalhador, mas às vezes o que fazemos não basta e temos de fazer mais ainda, os pequenos pormenores e foi isso que fez a diferença. Agradeço, porque sei que quem me emprestou acreditava que eu ia conseguir regressar e hoje-em-dia sei que que foi um passo gigante na minha careira para agora me sentir muito preparado”.

Diogo Santos recuou no tempo e lembrou o que de óptimo tem a formação de futsal do Sporting CP. “O melhor no tempo da formação foram as amizades, o à-vontade que tínhamos para jogar, não tínhamos tanta pressão, Divertíamo-nos muito, porque hoje-em-dia há sempre aquela pressão. Há a felicidade, mas há sempre aquela pressão, então diria que nesses tempos divertia mais a jogar”, evocando como tudo começou. “Eu estava num outro clube, fui chamado para fazer captações, felizmente fiquei. Foi complicado, mas deu para ficar. Twnho ficado sempre no Sporting CP, nunca quis ‘abandonar o barco’, é o clube do meu coração. Tive sempre de trabalhar para chegar onde estou hoje-em-dia, mas foram anos difíceis”.

Depois de anos na formação, ir para Espanha, como emprestado, tem saldo muito positivo para o ala, Diogo Santos. “Quatro meses em Espanha foram importantes para o início da consolidação. “Claramente. Sinto que ainda posso dar mais à equipa, que posso evoluir bastante mais, mas certamente os quatro meses que estive em Espanha fizeram-me um novo homem, um novo jogador, mas quero continuar a trabalhar, dar mais e mostrar aos Sportinguistas que posso dar mais”.

O ala entende que o futsal de formação do Sporting CP está com muito fôlego e tem futuro verde e branco para continuar a prosperar. “As gerações têm evoluído cada vez mais, porque têm vindo aos seniores cada vez mais novos. Têm vindo treinar com a equipa A e isso fá-los crescer imenso e tem um à-vontade com a bola nos pés e até mesmo tacticamente. Certamente que as gerações mais novas têm bastante qualidade”.

Bruno Maior alinha pelo mesmo registo do companheiro e amigo, a quem trata como se fosse um ‘irmão’. “Uma das partes boas de jogar no Sporting CP é que estamos constantemente com boas gerações. A nossa geração é um exemplo disso, conseguimos conquistar o que havia para conquistar naquela altura e nós todos vamos ser gratos ao Sporting CP, porque nos trouxe estas facetas de sermos competitivos, trabalhadores. Tenho a certeza de eu todos nós éramos miúdos trabalhadores, que somos. O Sporting CP deu-nos isso e ainda nos dá.  Quando vemos esse ADN, aquele ‘sangue’, é fácil de se espalhar e acho que isso é um segredo. Neste desporto, normalmente quem tem mais sangue e mais vontade, normalmente e quem consegue conquistar”.

Bruo Maior falou de várias virtudes do futsal Leonino e agora do ambiente na equipa principal Leonina da modalidade. “Foi muito fácil a minha integração, quando voltei já sentia que fazia parte desta família, por isso não foi uma adaptação difícil e nota-se que todos lutam para que cada um de nós tenha sucesso. Vão à nossa procura quando sabem que estamos em baixo, quando um treino não corre bem, se não somos convocados, vão procurar, falar, explicar que é uma etapa que tem de se passar e por isso mesmo e que sabe bem-estar no Sporting CP, nota-se que é uma família, cada um puxa pelos outros e não há egos. Foi o que senti desde a primeira vez em que entrei nos seniores e até agora”.

Para a UEFA Futsal Champions League, expectativa e vontade de levar bem longe o nome do Sporting CP são as coordenadas indicadas por ambos os jogadores. “Adoro nestas competições sentir este nervoso e esta ansiedade, porque sei que depois dentro do campo me vai transformar de uma forma que eu gosto. Hoje em dia sinto vontade de jogar e neste palco é impossível não querer entrar dentro do campo e dar o máximo, o que for preciso. O meu maior sonho é ser campeão da UEFA Futsal Champions League pelo Sporting CP e vamos fazer tudo para o tornar possível. Ao longo do tempo tenho conseguido conquistar muitos sonhos e colocar a minha fasquia de desejos mais para cima e este é mais um passo na minha carreira”, disse Bruno Maior.

O que o Sporting CP pode fazer nesta prova tem para Bruno Maior resposta célere. “É jogar à Sporting CP, é entrar em campo sem dar margem, mostrar para o que viemos, mostrar do que somos feitos, mostrar o nosso trabalho diariamente, porque não tenho dúvidas de que temos uma fome grande. Uma equipa cm esta vontade de conquistar, é mais fácil”. Diogo Santos também olha para a UEFA Futsal Champions League, com muita ambição. “Vamos dar tudo por tudo, mostrar que somos a equipa que os Sportinguistas sempre conheceram”.

Foto Sporting CP

Ter orquestra afinada numa cidade de génios da música

Por Sporting CP
07 maio, 2026

Pesaro é a terra de Gioachino Rossini e também onde viveu o tenor Luciano Pavarotti

Pesaro respira cultura e música. Na cidade italiana, que é a sede da edição 2025/2026 da final four da UEFA Futsal Champions League, estas duas formas de expressão de arte vivem lado a lado e as influências são mundialmente conhecidas.

Pesaro é a cidade onde nasceu Gioachino Rossini, génio compositor musical que escreveu 39 óperas, entre as quais o ‘Barbeiro de Sevilha’, uma composição que conta a história de Fígaro.

Rossini viveu entre os séculos XVIII e XIX e ainda hoje é recordado através de património que muito orgulha a cidade. O teatro tem o nome deste grande mestre da música clássica e figura como um ex-libris da cidade. É o expoente máximo de Pesaro, a figura que dá uma enorme fama a esta bonita cidade.

Mas não é só. Pesaro é ainda uma espécie de cidade adoptiva de outra figura memorável da história da música clássica.

O tenor Luciano Pavarotti não nasceu em Pesaro, mas até tem uma estátua com o seu nome bem no centro desta cidade costeira. Em 2024, uma estátua de bronze foi inaugurada em frente ao Teatro Rossini, para perpetuar o grande amor do tenor pela cidade.

Pavarotti recebeu a condição de cidadão honorário da cidade em 1986 e diz-se que Pesaro representava para o artista um local de paz e de tranquilidade, perfeito na preparação para os espectáculos que arrebataram multidões por todo o Mundo. É difícil ainda hoje ser indiferente à sua brilhante interpretação de ‘Nessun Dorma’.

Foi em Pesaro, mais precisamente na Villa Giulia, uma propriedade do tempo de Napoleão, imperador francês, que Pavarotti passou grandes temporadas em ambiente familiar e com amigos, por isso um local onde viveu muitas alegrias e que lhe despertou muitos sorrisos de realização pessoal.

A Villa Giulia era chamada pelo próprio Pavarotti de ‘buen retiro’. Diz-se que era ali que estudava óperas e que desenvolveu o gosto por outra expressão de arte: a pintura.

Pavarotti dá ainda nome a uma praia em Pesaro. Em Setembro de 2017, dez anos após a sua morte, a praia Baia Flaminia passou a chamar-se ‘Luciano Pavarotti’, numa homenagem póstuma da Câmara da cidade ao tenor.

Com tantos vasos comunicantes de Pesaro com a cultura e a música – Pesaro foi a Capital Italiana da Cultura em 2024 –, a equipa de futsal do Sporting CP procura ser uma ‘orquestra afinada’ para dar música de excelência esta sexta-feira e, depois, domingo, com o grande objectivo de procurar conquistar a terceira UEFA Futsal Champions League no historial. A acompanhar, sob a batuta do maestro Nuno Dias a orientar a equipa a partir do banco.

Foto UEFA

Nuno Dias: "Sporting CP tem de roçar a perfeição"

Por Sporting CP
07 maio, 2026

Técnico Leonino na conferência de imprensa de antevisão ao jogo com o FS Cartagena

Entre a confiança e os cuidados com o adversário. Foi com estes dois estados de espírito que se pautou a conferência de imprensa de Nuno Dias, treinador da equipa de futsal do Sporting Clube de Portugal na antevisão ao jogo frente ao FS Cartagena, desta sexta-feira, às 16h30 (hora de Portugal continental e Madeira) das meias-finais da UEFA Futsal Champions League.

Nuno Dias lançou os dados para o encontro diante do Bicampeão de Espanha. “Preparámos este jogo como todos os jogos, analisando de forma muito exaustiva, percebendo as grandes qualidades que o adversário tem, equipa Bicampeã em Espanha, não pode ser equipa qualquer e que merece da nossa parte o máximo respeito e grande preocupação nas análises”, começou por dizer, numa conferência de imprensa conjunta com a presença do treinador da equipa espanhola, Duda, e com os jogadores Alex Merlim, do Sporting CP e Gonzalo Castejón, do FS Cartagena.

Nuno Dias elogiou o grande nível do FS Cartagena e falou da importância dos detalhes. “Muitas são as coisas boas que fazem, as análises têm muito a ver com as coisas boas que o FS Cartagena faz e tentar encontrar algumas coisas que podemos aproveitar a nosso favor. O adversário tem muito valor, soluções individuais e colectivas, é uma equipa rica nas bolas paradas, de situações de um para um, tem três pivôs de muita qualidade. Não há muitos pontos fracos no FS Cartagena, é uma equipa muito consistente e sabemos que este tipo de jogos, mais do que nunca, são decididos em pormenores, em detalhes, por um palmo, por meio segundo, por centímetros conseguem-se pequenas vantagens e é à procura dessas pequenas vantagens que vamos tentar aproveitar e tentar ser eficazes ao máximo”.

As duas equipas defrontaram-se na época passada no jogo de atribuição dos terceiro e quarto lugares da UEFA Futsal Champions League com a vitória a sorrir nas grandes penalidades à equipa espanhola, mas o sentimento Leonino não tem a ver com contas do passado. “Não há nenhum acerto de contas em relação à época passada, em que o Sporting CP esteve na frente. Foi um jogo duro e em que o FS Cartagena venceu nas grandes penalidades. Nós queremos é fazer o nosso trabalho bem feito e amanhã tentar com todas as nossas chances, aproveitar para conseguir vencer o adversário, que tem muita qualidade. Vai ser difícil, vai ser nos detalhes, são quatro equipas que chegaram com todo o mérito à final four, perante adversários duros”.

Nuno Dias entrou mais em detalhes sobre muitas das qualidades do FS Cartagena. “O FS Cartagena tem muitos pontos fortes. Jogo de pivô muito forte, com 3 pivôs de grande classe, alas de grande capacidade de desequilíbrio, tanto de pé esquerdo, como de pé direito, jogadores que encaram, gostam de situações de um para um. São fortíssimos nas alas, tem jogadores muito experientes que dão equilíbrio fantástico na equipa atrás. Tem um guarda-redes de grande classe. Dos cinco jogadores mais utilizados da selecção espanhola campeã da Europa, quatro são do FS Cartagena. É uma equipa recheada, com muitos jogadores de qualidade, que tornam esta equipa muito completa e o melhor exemplo é terem sido duas vezes campeões de Espanha”.  

Alex Merlim, jogador do Sporting CP, falou também aos jornalistas em conferência de imprensa, na antecâmara da meia-final da UEFA Futsal Champions League, diante do FS Cartagena. “É um prazer estar nestes grandes palcos, nestas decisões. Não é fácil, só nós sabemos o quanto trabalhamos para estar aqui. Competimos para tentar vencer, esse tem sido o nosso ADN. Desde que cá estou [no Sporting CP] tenho a percepção de que são estes jogos que queremos disputar, as fases das grandes decisões, contra grandes adversários. Só está mais perto de vencer quem está nas fases das decisões”.

O ‘Mago’, como é conhecido pela incrível capacidade técnica, perspectivou um grande jogo, entre duas grandes equipas. “Com o passar dos anos estamos mais experientes. Hoje sou o mais velho da equipa, procuro passar a minha experiência e aprender também com eles, os mais jovens.  A nossa equipa é feita para estes momentos. Eles (FS Cartagena) também são campeões e tenho a certeza de que vai ser um grande jogo”.

A quinta-feira da equipa de futsal do Sporting CP foi marcada por um treino da parte da tarde, novamente na Vitrifrigo Arena, palco do jogo desta sexta-feira, que se seguiu à conferência de imprensa de Nuno Dias e de Alex Merlim. Foi um treino para afinar os últimos pormenores com vista ao encontro das meias-finais. De manhã, houve tempo para um pequeno passeio nas imediações do hotel, numa cidade banhada pelo mar, com um tempo de sol intercalado com algumas nuvens.

Treinador FS Cartagena destaca força do Sporting CP
Duda, treinador da equipa de futsal do FS Cartagena, multiplicou-se em elogios à equipa do Sporting CP, adversário da formação Leonina nas meias-finais da UEFA Futsal Champions League.

“O Sporting CP é uma equipa muito bem trabalhada em todos os aspectos. O diferencial mais acima da média é o guarda-redes, que faz com que meta muito a defesa atrás, complica a pressão da bola, com remates de longe e faz com que sejam fortíssimos na bola parada. Tem jogadores de muita qualidade, jogadores que pressionam muito bem, com trocas, é uma equipa muito completa. Jogam pouco de cinco para quatro, porque poucas vezes têm de o fazer na época. É uma equipa completíssima”.

O técnico reconheceu que a experiência nestes jogos de decisão pode ser factor a levar em conta. “É claro que ajuda a experiência, não é só experiência, cada momento é distinto, há baixas, jogadores que estão numa forma ou noutra forma. Nós estamos mais maduros, com mais ‘casca’ para aguentar. O mais importante é talvez o facto de eles [Sporting CP] terem jogado várias final four”.

Gonzalo Castejón, jogador do FS Cartagena, também falou do Sporting CP com admiração. “Na vida há segundas oportunidades. Creio que este ano vimos mais preparados, com mais experiência, o bloco está mais coeso esta época, estamos mais experientes mais preparados, vamos defrontar uma das melhores equipas do Mundo, com grandes jogadores, mas nós também estamos muito preparados para poder ganhar a UEFA Futsal Champions League”.

Foto Arquivo Sporting CP

Fortino: "Sporting CP tem todas as condições para ganhar a UEFA Futsal Champions League"

Por Sporting CP
07 maio, 2026

Pivô que já representou os Leões vai ser mais um Sportinguista a torcer pela vitória na prova europeia

Está em Itália, com o Sporting Clube de Portugal um pouco mais longe da vista, mas sempre muito perto no coração. Rodolfo Fortino, pivô que representou os Leões entre 2015/2016 e 2017/2018, joga presentemente na AS Roma, em Itália, pais que recebe entre sexta-feira e domingo, na cidade de Pesaro, mais uma edição da final four da UEFA Futsal Champions League.

O jogador italo-brasileiro, que ajudou o Sporting CP a conquistar três Ligas, duas Taças de Portugal e duas Taças da Liga, falou com o Jornal Sporting e fez questão de deixar uma mensagem de força ao emblema Leonino, que não esquece pelos grandes momentos vividos nos grupos de trabalho orientados por Nuno Dias. Fortino. hoje com 43 anos, tem grande fé que o Sporting CP pode somar a terceira UEFA Futsal Champions League no historial.

“Vou ver o jogo pela TV, mas não ao vivo, por causa dos nossos treinos, que são a quatro horas de viagem. Gostava que muito que o Sporting CP ganhasse a UEFA Futsal Champions League. Sempre que acaba a época, vou para Portugal, a minha família vive lá. O Sporting CP tem todas as condições para ganhar a prova, penso que é um dos favoritos a ganhar, diria até o principal favorito”, considerou.

Fortino destacou a estabilidade de grupo e a continuidade que caracteriza o futsal do Sporting CP: “O Nuno [Dias] tem uma base muito sólida do plantel, que já está acostumada a este tipo de jogos de final four da UEFA Futsal Champions League”.

As rotinas em grandes palcos é trunfo importante a favor dos Leões, acredita Rodolfo Fortino. “Esse factor da experiência do Sporting CP é uma grande vantagem, tendo Alex Merlim e João Matos, que já jogaram muitas vezes nestes jogos, os Paçós, Zicky, essa experiência dos últimos anos vai ser muito importante numa competição deste nível e exigência”, disse o jogador, que não tem dúvidas de que se vai tratar de um evento de grande dimensão em Pesaro, pela propaganda feita à prova: “Vai estar um bom ambiente no pavilhão, estão a divulgar muito a competição. A Federação Italiana tem feito muita promoção deste torneio, que junta as melhores equipas europeias”.

O pivô remexeu um baú de boas memórias e de mais jovens do Sporting CP, hoje jogadores de nível mundial e certezas da modalidade. “Também já naquela altura vários jovens que eram da formação iam treinar à equipa sénior com o grupo principal. Lembra-me que, nessa época, o Zicky, os irmãos Paçó já vinham fazer treinos connosco, já se via que tinha muita qualidade”, contou.

Companheiro durante anos na selecção de Itália de Alex Merlim, falou também do ala Leonino: “Desejar boa sorte, estivemos também juntos na selecção italiana e três anos no Sporting CP também. Continuar com a carreira fantástica que tem tido, como o João Matos, e desejar que ele deixe mais uma UEFA Futsal Champions League no Sporting CP”.

Fortino tem um carinho especial pelo Sporting CP, assume com orgulho: “O Sporting CP diz-me muito. Foi uma etapa da minha vida que me levou para um nível superior do que já tinha. Depois de sair, continuei a acompanhar o Sporting CP. Tenho muito contacto com o Nuno Dias, também. Foi um marco muito grande na minha carreira ter jogado no Sporting CP e com Nuno Dias como treinador. É um treinador que faz a diferença, é um perfeccionista, leva-te a trabalhar nos mínimos detalhes, faz-te crescer ainda mais como jogador e em jogos desse nível os detalhes fazem a diferença”.

Fortino nem hesita em dizer que a final four da UEFA Futsal Champions League será decidida em pormenores. “O pormenor vai fazer a diferença nestes jogos. A bola parada, o aspecto defensivo, intensidade que o Nuno [Dias] gosta. Se o Sporting CP colocar em campo isso da bola parada e aspecto defensivo, tem margem grande para poder ganhar o troféu”, explicou.

O jogador lembrou também a importância da força dos adeptos Sportinguista. “A força dos Sportinguistas ajudava-nos muito. Sempre sentíamos a força extra das bancadas e a força deles é muito importante, sobretudo quando as coisas não correm tão bem, é uma energia muito importante”, afirmou.

No final da época 2017/2018, Fortino despedia-se do Sporting CP com o terceiro título de Campeão Nacional em três temporadas, uma despedida carregada de simbolismo ainda hoje para o futsalista. “A final dos play-offs com o SL Benfica foi bastante emotiva. O último dérbi era um jogo que queria ganhar muito para sair vitorioso, sabia que ia deixar o Sporting CP após esse jogo e ficou muito gravado”, disse sobre e final decidida nas grandes penalidades do jogo cinco, com triunfo Leonino por 2-0, após empates no tempo regulamentar e no prolongamento.

Fortino fez questão de deixar uma mensagem ao grupo de futsal do Sporting CP, que vai tentar conquistar mais uma UEFA Futsal Champions League para o Clube. 
“Uma mensagem positiva, de que têm tudo em quadra para conseguir o objectivo de ganhar essa Champions. Que corra tudo bem, vão ter um adepto a mais, a família Fortino, a torcer”, concluiu.

Foto Sporting CP

Adaptação ao palco da final four

Por Sporting CP
06 maio, 2026

Sporting CP treinou na Vitrifrigo Arena, na tarde desta quarta-feira

Ao final da tarde desta quarta-feira, um dos momentos mais aguardados. Pela primeira vez, a equipa de futsal do Sporting CP treinou na Vitrifrigo Arena, em Pesaro, palco da final four da UEFA Futsal Champions League.

Um recinto imponente, com capacidade para cerca 7000 pessoas (cerca de 3500 ingressos já estão vendidos para os dois dias de competição) e em que o azul predomina. As cadeiras a toda a volta do recinto são azuis, uma cor marcante da cidade de Pesaro.

O piso do recinto de jogo é preto, pintado e com um verniz especial, com os limites exteriores a cor de laranja e a inscrição Pesaro 2026, a cidade e o ano que acolhem a presente edição da final four da UEFA Futsal Champions League.

O piso foi montado no domingo, durante cerca de três horas e meia por quatro pessoas. O responsável da empresa que montou o piso é português, chama-se Nuno Vicente e é Sportinguista. É especialista mundial na montagem de pisos para futsal e considerado um grande expert nesta matéria.

O piso montado para a final four da UEFA Futsal Champions League é de madeira modelar, ou seja, em módulos. É montado em quatro horas e desmontado em cerca de metade do tempo. É um piso amovível, que tem uma caixa de ar, com absorção de impacto e reconstituição de energia.   

Os jogadores Leoninos testaram bastante a forma como a bola rola, mas também fizeram arrancadas para se perceber a forma como aderem ao piso. Ficou notório que a bola rola muito rapidamente e com boa aderência dos atletas nas mudanças de direcção, de velocidade e nos remates. Foi um treino de muito boa intensidade e entrega.

Um primeiro teste que pela forma como os atletas iam reagindo, recolheu impressão bastante positiva. Aliás, este piso não é novo para os jogadores Leoninos. Foi nele que o Sporting CP defrontou o SL Benfica, na 2.ª mão dos quartos-de-final da UEFA Futsal Champions League e também foi nele que o Sporting CP jogou no Verão do ano passado a Masters Cup, torneio de pré-época.

Na quinta-feira, haverá mais uma sessão de treino (16h30, hora portuguesa), antecedida pela conferência de imprensa de Nuno Dias de antevisão da meia-final.       

Sessão fotográfica antes do treino
Ao início da tarde desta quarta-feira e antes do primeiro treino no palco da final four da UEFA Futsal Champions League, decorreu a sessão fotográfica oficial da UEFA Futsal Champions League, onde estão hospedadas as equipas que vão participar na final four da prova. 

Num ambiente de muita descontração e boa disposição, os jogadores do Sporting CP ‘posaram’ um a um, para a fotografia, que depois será projectada no Cubo do pavilhão da prova, quando os jogadores forem apresentados no anúncio da constituição da equipa, no jogo de sexta-feira frente ao FS Cartagena.

O momento foi também aproveitado para algum improviso. Os gémeos Paçó, por exemplo, tiraram uma fotografia de família.  Foi um ambiente descontraído criado pelos jogadores do Sporting CP, com cada um deles a envergarem a camisola que será usada nos dias dos dois jogos, já, claro, com os nomes inscritos nas costas.

Rocha foi o primeiro jogador a posar para a fotografia, numa sessão em que alguns jogadores aproveitaram para tirar fotografias nos telemóveis a outros companheiros de equipa, com algumas graças à mistura.

O plantel de futsal do Sporting CP, com todo o staff e claro, equipa técnica liderada por Nuno Dias, terminou a sessão com a fotografia de todo grupo.

Depois, em mais um momento de diversão, foi proposto um desafio para em duplas, seis jogadores procurarem adivinhar com mímica e a ‘cantorolar’, as músicas escolhidas por Taynan.

As duplas Bruno Pinto e Diogo Santos; Zicky e Pauleta, Bernardo Paçó e Wesley, deram o máximo e mostraram que também na música conhecem bem o repertório. O vencedor? A boa disposição e as gargalhadas no final do desafio ganharam ‘de goleada’.

Foto FS Cartagena

FS Cartagena ao raio-X

Por Sporting CP
06 maio, 2026

Adversário na meia-final da UEFA Futsal Champions League

O FS Cartagena, adversário do Sporting Clube de Portugal nas meias-finais da UEFA Futsal Champions League, esta sexta-feira, é o campeão espanhol em título. A equipa é treinada por Eduardo São Thiago, mais conhecido por Duda, e tem vários internacionais espanhóis no plantel.

De resto, o FS Cartagena é parte importante da base da selecção de Espanha, recentemente campeã da Europa, numa final em que venceu Portugal por 5-3.

Chemi, internacional espanhol, é o guarda-redes titular da equipa. As saídas de zonas de pressão várias vezes começam no guardião. Chemi não se aventura muito a tentar visar a baliza adversária, é mesmo um guarda-redes mais contido nesse aspecto, contudo é bastante solicitado para as referidas construções a partir de trás.

O FS Cartagena geralmente não prescinde de jogar com pivô. Um desses pivôs é Pablo Ramírez, um jogador muito possante e difícil de marcar, que gosta de jogo de contacto físico. Não é especialmente alto, mas é robusto.

Waltinho, que já representou o Sporting CP, é um pivô mais técnico e de maior mobilidade. Há também, na posição de pivô, Muhammad Osamanmusa, nascido na Tailândia e também forte perto da baliza adversária. Esta temporada, pelo FS Cartagena, tem 17 golos em 37 jogos. Osamanmusa é um pivô mais similar a Waltinho e mais contrastante com as características de jogo de Pablo Ramírez.

Miguel Mellado, ala canhoto e internacional espanhol, é um jogador de técnica muito apurada, que geralmente flecte muito da direita para o meio para aplicar a capacidade de remate. É, possivelmente, o jogador mais cotado da equipa espanhola.

Os alas do FS Cartagena jogam de ‘pé trocado’, ou seja, com Miguel Mellado a jogar preferencialmente na direita e Francisco Córtez a alinhar mais pela esquerda para procurar partido da técnica no pé direito. É muito por estes dois alas que saem as soluções mais imprevisíveis de ataque da equipa, pela capacidade que estes têm para encontrarem saídas de marcações mais apertadas através de um passe ou de um drible.

Francisco Cortés não joga há cerca de um mês por ter estado lesionado, mas a formação espanhola deverá utilizar o jogador frente ao Sporting CP, numa medida recente também de alguma gestão física do atleta a pensar nas decisões da UEFA Futsal Champions League.

Pelo contrário, a equipa espanhola terá uma baixa de peso: Gabriel Motta, ala canhoto internacional por Itália, tem estado lesionado e, provavelmente, não constará da ficha de jogo frente ao Sporting CP.

O fixo mais vezes utilizado é Tomaz Braga, experiente atleta de 35 anos e especialista na marcação a pivôs. Internacional espanhol, adquiriu dupla nacionalidade do país vizinho, pois nasceu no Brasil. É um jogador que faz do sentido posicional a sua maior característica. Estratega, tenta antecipar lances, mas não é um atleta de romper com a bola ou de criar grandes desequilíbrios. Juninho, fixo que também joga na ala, é outo jogador utilizado em tarefas mais defensivas no conjunto do FS Cartagena.

Equipa experiente, o FS Cartagena afastou o AFC Kairat na eliminatória anterior ao vencer os dois jogos frente ao adversário. Primeiro, em Almaty, no Cazaquistão, por 1-2, e depois em Espanha por 7-4. E assim selou o apuramento para a final four da UEFA Futsal Champions League.

Darío Gil e Juninho marcaram os golos em Almaty e, no jogo em casa, a equipa do FS Cartagena venceu com tentos de Pablo Ramírez (dois), Gabriel Motta também bisou, tal como Waltinho, cabendo o outro golo a Muhammad Osamanmusa.

Foto Sporting CP

Equipa de futsal do Sporting CP já está em Itália

Por Sporting CP
05 maio, 2026

Formação Leonina treinou em Pesaro, a preparar a UEFA Futsal Champions League

Um dia longo e muito preenchido. Assim foi a jornada da equipa de futsal do Sporting Clube de Portugal.

Uma terça-feira que incluiu o primeiro treino em Itália, na contagem decrescente para mais uma edição da final four da UEFA Futsal Champions League, que arranca na sexta-feira.

Um pavilhão nas imediações da cidade de Pesaro (palco da final four) acolheu o primeiro treino do plantel orientado por Nuno Dias, a partir das 18h00 horas locais, mais uma do que em Portugal continental.

Para a equipa Leonina, já o dia ia longo. Começou por volta das 5h00 da manhã, com a concentração do grupo de trabalho no Estádio José Alvalade para rumar ao Aeroporto de Lisboa, onde a comitiva Leonina embarcou num voo rumo a Bolonha, com cerca de duas horas e 20 minutos de duração.

Daí, ainda cerca de 200 quilómetros de autocarro, entre Bolonha e Pesaro, com tempo para o grupo de trabalho se instalar, a seguir, na unidade hoteleira e rumar ao almoço.

Um pequeno período de descanso antecedeu a viagem até ao Pavilhão Palafiera di Pesaro, em Pesaro, que não é o palco dos jogos da UEFA Futsal Champions League, para um primeiro treino em solo italiano.

Uma sessão ligeira, inicialmente mais de alongar e depois, com alguns exercícios com a presença da bola oficial da UEFA Futsal Champions League.

Esta quarta-feira, os comandados de Nuno Dias cumprem dois treinos, com o da tarde a decorrer já na Vitrifigo Arena, que será o palco dos jogos da final four da UEFA Futsal Champions Legue.

A meia-final está marcada para sexta-feira, dia em que o Sporting CP defronta o FS Cartagena, campeão de Espanha na última temporada, a partir das 16h30, hora portuguesa, menos uma do que em Itália.  

 O Sporting CP vai jogar pela sexta vez consecutiva e nona no historial a final four da UEFA Futsal Champions Legue, no encalço do terceiro título europeu no historial.

Viajaram 18 jogadores, 16 disponíveis, uma vez que Henrique Rafagnin e Taynan estão a recuperar de lesões. O guarda-redes Pedro Silva, dos sub-19, está entre os eleitos de Nuno Dias.

Foto João Pedro Morais

Zicky Té: "Temos um plantel ambicioso, com muita fome de vencer"

Por Sporting CP
06 maio, 2026

Leões enfrentam FS Cartagena nas 'meias' da UEFA Futsal Champions League

Está cada vez mais próxima a final four da UEFA Futsal Champions League. O primeiro passo da equipa de futsal do Sporting CP em Pesaro (Itália) está agendado para esta sexta-feira pelas 16h30 (horário de Portugal continental) e o adversário é Fútbol Sala Cartagena. Em jogo estará uma vaga na grande final.

Depois das antevisões feitas por Nuno Dias e Bruno Pinto, Zicky Té foi outro dos porta-vozes do grupo antes da entrada em cena no patamar decisivo da Champions, onde considerou que Sporting CP, FS Cartagena, Etoile Lavalloise FC e AE Illes Balears Palma Futsal chegam em pé de igualdade.

"Podemos dizer que [o favoritismo] é de 25% [para cada], porque todas são grandes equipas, bem trabalhadas. Lá, tudo vai decidir-se nos pormenores e quem der o melhor de si conseguirá a vitória", considerou, reconhecendo que os Leões estão a "a limar algumas arestas" para enfrentar o bicampeão espanhol.

"Esta final four pode ser decidida na forma como encaramos cada adversário e na intensidade que colocarmos", perspectivou o pivô verde e branco, afiançando também que vontade de ganhar e sentido de responsabilidade não faltam ao Sporting CP. "Temos um plantel ambicioso, com muita fome de vencer. Há pressão em todos os momentos. No Sporting CP, temos de entrar sempre para vencer e este jogo e esta competição não serão diferentes", assegurou Zicky Té.

Questionado sobre o seu estado físico, o futsalista formado no Clube prometeu entrega total. "Quem me conhece sabe que o meu lema é responder sempre com trabalho. Prometo dar o melhor de mim e ajudar a equipa da melhor maneira", sublinhou, até porque a UEFA Champions League é “claramente” um grande objectivo traçado.

"Fazemos com que pareça fácil estar nestes palcos, mas não é, e queremos conquistar mais vezes esta competição", apontou Zicky Té. Em Itália, o Sporting CP soma a sua sexta presença consecutiva na fase decisiva desta reputada competição e procura a terceira Champions do palmarés - depois dos títulos levantados em 2018/2019 e 2020/2021.

O pivô de 24 anos foi um dos destaques precisamente na última conquista, uma sensação que não esquece, mas que quer renovar, admitiu. "Já tive essa felicidade uma vez, é um sentimento incrível e é algo que quero repetir, não uma, nem duas, mas três ou quatro vezes, se for possível, ou mais. A Champions League é uma competição fantástica e tanto eu como os meus colegas, e todo o Clube, ambicionamos muito este título", deu conta o internacional português.

Sexta-feira dá-se o primeiro passo em Pesaro.

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