João Matos: "Temos de estar extremamente orgulhosos por sermos o melhor clube europeu"
10 Jul, 2026
Futsal venceu a Supertaça e a Liga dos Campeões
O futsal contribuiu com dois títulos para a época com mais troféus das modalidades do Sporting Clube de Portugal. A equipa orientada por Nuno Dias venceu a Supertaça e a Liga dos Campeões.
Os Leões conquistaram a Supertaça no arranque da temporada, depois de vencerem o SL Benfica por 6-1, em Gondomar, e a Liga dos Campeões em Maio, em Pesaro (Itália), após levarem a melhor (2-0) sobre o Palma Futsal, bicampeão em título.
João Matos, em época de despedida, ficou satisfeito com as duas conquistas, mas, naturalmente, lamentou a não conquista do Campeonato Nacional, um título que os Leões queriam muito reconquistar.
Ainda assim, o capitão verde e branco, que se despediu do Sporting CP no final da temporada após mais de 40 títulos conquistados, fez um balanço positivo de 2025/2026 e enalteceu, sobretudo, a época histórica das modalidades Leoninas.
2025/2026 acabou com dois títulos. Como foi esta temporada?
Foi uma época exigente, dura e aquém daquilo que conseguiamos fazer pela qualidade, trabalho e dedicação que impusemos ao longo da época. Vencemos dois troféus, mas, sem dúvida, merecíamos mais porque fizemos muito por isso. Por isso, há que reflectir e trabalhar sobre aquilo que foi feito, de forma a que, na próxima época, os meus colegas consigam dar mais troféus ao Sporting CP. Ainda assim, não deixou de ser uma época em que ganhámos às melhores equipas da Europa e em que conquistámos o melhor título que há para conquistar a nível de clubes. Obviamente que foi extraordinário conquistar pela terceira vez a Liga dos Campeões.
A Supertaça foi o primeiro troféu conquistado e com um resultado expressivo frente ao SL Benfica. O que recorda desse título?
Conquistar a Supertaça é sempre uma excelente forma de começar a época. Depois de uma pré-época extremamente dura, essa conquista acaba sempre por ser a cereja no topo do bolo no que diz respeito àquilo que fizemos no mês anterior em termos de preparação. Fizemos um grande jogo e o resultado foi extraordinário.
E da conquista da Liga dos Campeões?
A Liga dos Campeões foi, obviamente, uma conquista muito especial. Foi a terceira do Clube e conquistámo-la frente a uma equipa (Palma Futsal) contra a qual tínhamos sede de vingança por causa do que tinha acontecido na última final. Além disso, fizemos uma caminhada incrível face a quem defrontámos, quem vencemos e da forma como vencemos. Acabou até por ser uma conquista mais especial por causa disso. Foi a primeira vez que a prova se disputou neste novo formato, eliminámos os campeões de muitos países e vencemos o Campeão Europeu em título. A meu ver, tudo isso acabou por dar ainda mais valor a uma conquista que, por si só, já é muito grande. E, como disse, foi a terceira do Sporting CP, que é o único clube português que tem três.
Esse foi o melhor momento da época?
Foi, sem dúvida. A Liga dos Campeões é uma prova super importante para todos os jogadores e nós tínhamos a ambição de a voltar a conquistar. O plantel queria muito ganhá-la e, depois de tudo o que passámos na época até chegar àquela decisão, a forma como a ganhámos — jogando bem, com boas energias e com um grande sentimento — foi muito bom. Foi extraordinário.
E o mais difícil, qual foi?
Além de termos sido eliminados pelos Leões de Porto Salvo nos quartos-de-final da Taça da Liga — quando estávamos a passar um bom momento e era mais um troféu que queríamos conquistar —, foi perdermos o Campeonato Nacional. O Sporting CP já não tinha sido campeão na época anterior e queríamos muito reconquistar esse troféu. Foi um momento duro, sobretudo pelo que fizemos nos cinco jogos. Na minha opinião, merecíamos ter ganhado algum dos jogos fora; principalmente o primeiro e no terceiro tivemos a vitória na mão.
Apesar disso, e de se esperar sempre mais do futsal pelo palmarés dos últimos anos, o sentimento é de dever cumprido ou ficou a mágoa por não terem conseguido mais?
Ficou a mágoa de não conquistarmos mais nenhum troféu, logicamente. Nos últimos anos ganhámos muitas vezes e a sensação de toda a gente é de que o futsal vai sempre conquistar os troféus. Por isso, acaba por ser pouco ter conquistado só dois em cinco, mas não deixamos de ser Campeões da Europa. Isso, naturalmente, não apazigua a perda de três troféus internos, mas acho que temos de estar extremamente orgulhosos por sermos o melhor clube europeu. O desporto é mesmo isto: não se consegue ganhar sempre, mas lutamos sempre para ganhar.
O certo é que, mesmo assim, acabou por ser a época com mais títulos das modalidades do Sporting CP. O que significa para si fazer parte de uma temporada assim?
É óptimo. É incrível o que tem acontecido nas outras modalidades porque se sente, claramente, um ambiente e um fervor enorme mesmo por parte dos adeptos em todas as modalidades, e isso é bonito de se ver. É bom ver que os adeptos têm gosto em vir ao Pavilhão ver as modalidades e que sentem que todas podem conquistar qualquer título. Isso é extraordinário. E, se escrevi muitas páginas bonitas colectivamente, pertencer ao leque daqueles que fizeram parte da época com mais títulos nas modalidades do Sporting CP também é bonito.
Para finalizar, o que dizer aos Sportinguistas depois de mais uma temporada em que estiveram sempre lado a lado?
O que lhes quero dizer é obrigado porque, de facto, jogámos sempre em casa. Estiveram sempre connosco. Aproveito também para deixar uma mensagem de agradecimento a todos os atletas e ao staff de todas as outras modalidades pelo trabalho extraordinário que fizeram e por terem conseguido galvanizar ainda mais o adepto Sportinguista. É bom ver o Pavilhão João Rocha bem composto, ver que os adeptos nos ajudam e que são, sem dúvida, parte do sucesso.











