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A estirpe dos campeões

Por Jornal Sporting
18 maio, 2017

Editorial do Director do Jornal Sporting na edição n.º 3624

Quem o conheceu e com ele privou destaca-lhe a frontalidade, a determinação, a honestidade, simplicidade e a ambição que sempre quis presente no seu grande amor, o Sporting Clube de Portugal. Falamos de Manolo Vidal, uma referência do nosso Clube que deverá ser sempre uma inspiração para todos aqueles que almejam a Glória. 

Completam-se cinco anos, na próxima segunda-feira, que Manolo Vidal nos deixou, tinha então 82 anos. Além da dor do seu desaparecimento, ficou a mágoa nos seus entes queridos de não terem visto ser-lhe prestado o derradeiro e merecido acompanhamento, e que lhe era devido, por parte de quem então dirigia o Clube. 

Em boa hora o Conselho Directivo decidiu reparar esta triste falha com Manolo Vidal, seus familiares e amigos, promovendo uma singela homenagem a ter lugar no próximo domingo, no Estádio José Alvalade, perante os Sócios e adeptos do Clube do seu coração, pelo que contamos com todos vós.

De ascendência galega, mas já nascido em Lisboa, Manolo Vidal nunca renegou as suas origens. Homem de negócios, discreto, tornou-se conhecido no espaço público por ser do Sporting. Não tanto por ter sido atleta do Clube, nos juniores e seniores, mas, sobretudo, pelo papel relevante que desempenhou enquanto dirigente.

Iniciou-se no dirigismo no nosso Clube bastante jovem, ainda nos anos 50, conhecendo um Clube vencedor e ambicioso, cultura que sempre transportou, transmitiu e exigiu. O futebol foi sempre a sua praia, mas teve papel importante também no nascimento do futsal. Pouco depois da revolução de 1974 entra pela mão de César Nascimento no futebol de formação para, em 1979, passar a integrar o departamento de futebol profissional fazendo parte da estrutura da equipa que veio a sagrar-se Campeã Nacional em 1980. 

José Manuel Torcato e Durvalino Neto foram seus inseparáveis compagnons de route. Aurélio Pereira, o “Senhor Formação”, herdou de Manolo Vidal a sua cadeira – e não falamos só em sentido figurado mas também no sentido literal e físico do termo. Como Aurélio Pereira gosta de recordar, Manolo Vidal, quando deixou as funções na formação, fez questão de lhe deixar a cadeira onde ele se sentava e de, pessoalmente, lho dizer e fazer esta passagem de testemunho carregada de simbolismo.

No próximo dia 21 de Junho, completam-se quinze anos que foi inaugurada a Academia Sporting em Alcochete, tendo Manolo Vidal estado também presente na colocação da primeira pedra e participado entusiasticamente na sua inauguração. 

Foi também com Manolo Vidal que o nosso Clube ganhou os últimos títulos em futebol nas épocas 1999/2000 e 2001/2002, tendo sido, ele mesmo, o primeiro delegado ao jogo no Estádio José Alvalade que agora lhe vai finalmente agradecer. Depois do mal reparado, que Manolo Vidal nos inspire uma vez mais para trilharmos o caminho da Glória.

Porque falamos em campeões e em exemplos que têm que estar bem presentes no dia-a-dia do nosso Clube como referências a seguir pelo Esforço, Dedicação, Devoção e Glória, fazendo do Sporting “um Clube tão grande como os maiores da Europa”, prestamos aqui o nosso tributo aos Campeões da Taça das Taças de 1964 que esta semana celebraram 53 anos dessa grande conquista alcançada na finalíssima em Antuérpia.

Que a força, a determinação, o crer e o querer sirvam de inspiração e orientem todos aqueles que servem este grande Clube que é o Sporting Clube de Portugal, e que nunca deem nada por adquirido, sentindo sempre que têm de dar mais e melhor.

Boa leitura!

Ganhar o futuro

Por Jornal Sporting
11 maio, 2017

Editorial do Director do Jornal Sporting da edição n.º 3623

As últimas semanas têm revelado decisões corajosas por parte da Federação Portuguesa de Futebol que aqui queremos enaltecer, pelo que felicitamos o Presidente Fernando Gomes por estar atento aos sinais dos tempos e de vir ao encontro de medidas que há muito eram reclamadas, pelo Sporting Clube de Portugal e pelo seu Presidente, para a melhoria e maior transparência do futebol português.

Quando há cerca de quatro anos o Presidente Bruno de Carvalho apresentou um pacote de medidas e lançou o repto às diferentes partes interessadas para as discutirem, matérias que visavam melhorar a indústria do futebol e do desporto em geral e que incluíam temas relacionados com a arbitragem, novas tecnologias, a fiscalidade, os fundos, os agentes desportivos, entre outras, muitos foram aqueles que se riram com desdém. Alcunharam-no de uma espécie de Dom Quixote que estaria a iniciar uma luta contra moinhos de vento e que não o levaria a lugar algum. Diziam mesmo, em surdina, que era por ser jovem, que não percebia o meio em que se movia e que com o tempo se habituaria ao “estado das coisas”, e, aí, também ele passaria a ser parte integrante do sistema. Sim, porque essas personagens queriam apenas mudar nomes mas mantendo o status quo, mas enganaram-se quanto à capacidade de resiliência e obstinação de alguém como Bruno de Carvalho quando tem a força da razão do seu lado.

Quando alguns dos “interessados” começaram a assobiar para o lado e a queimar tempo, o Presidente Bruno de Carvalho decidiu elaborar um road-map e apresentar propostas concretas, chegando algumas ao detalhe da redação de propostas legislativas, percorrendo a nível nacional as várias instituições do sector futebolístico, a Assembleia da República e respectivos Grupos Parlamentares, o Governo e a Presidência da República, bem como, a nível internacional, a UEFA, a FIFA, a Comissão Europeia e o Parlamento Europeu.

Paralelamente, foi participando em congressos, colóquios e seminários internacionais onde as suas ideias e propostas começaram a ser ouvidas com especial atenção e interesse, ao contrário do que sucedia internamente, passando mesmo a ser reconhecido pelos media a nível global como o rosto na luta contra os fundos. Estes foram considerados maléficos pelo carácter pernicioso que representavam para a indústria do futebol, tanto pela sua opacidade como por conflitos de interesses, bem como por cláusulas leoninas (estas sem qualquer relação com o Leão do nosso símbolo) que impunham, e em que o risco ficava todo do lado dos clubes e o retorno para os detentores desses fundos que, na maioria das vezes, se desconhecia a identidade dos seus donos.

A verdade é que, após ser muito atacado e enxovalhado pelos pontas de lança dos interesses ocultos e dos profissionais da cartilha, as instituições internacionais vieram-lhe dar razão e proclamaram o fim deste tipo de fundos.

De igual forma, quando avançou com a necessidade de introdução de novas tecnologias, nomeadamente o vídeo-árbitro, como forma de defesa e protecção da arbitragem, vieram logo os proclamadores da desgraça gritar que “Aqui Del Rei que este é o ataque mais feroz que alguma vez foi feito à arbitragem”, afirmando que estas medidas iriam destruir o futebol. A verdade é que são vários os desportos que utilizam com sucesso as novas tecnologias e isso também foi dado a conhecer e a debater em iniciativas promovidas pelo nosso Clube, como é o caso do Congresso Internacional The Future of Football, que teve no mês passado a sua terceira edição. O facto é que o vídeo-árbitro vai finalmente avançar, e agora passamos a assistir a movimentos contorcionistas, permitidos apenas a quem não tem coluna vertebral, conseguindo com a maior das latas dar o dito por não dito.

Esta semana o desporto obteve mais uma vitória com o anúncio de que os relatórios dos árbitros irão também passar a ser públicos já na próxima época, tendo sido esta mais uma das medidas por que muito se bateu o nosso Presidente, e que vai contribuir para uma maior transparência “matando”, por exemplo, as fugas de informação.

Por tudo isto se vem demonstrando quem é, ou quem são, os incendiários do futebol português, versus aqueles que trabalham seriamente e com medidas concretas para melhorarem esta indústria tão relevante e que tantas paixões move. Os moinhos de vento estão a desaparecer e as medidas estão a ser implementadas. E mais aí virão.

Uma nota final para a viagem que gostaria de não ter feito a Ortana (província de Pisa), a representar o nosso Clube nas cerimónias fúnebres de Marco Ficcini, porque futebol é festa, é vida e não os motivos que lá me levaram. Mais uma família destroçada. Não podemos permitir nunca mais que tragédias destas se repitam, e ninguém pode ficar de fora neste desígnio.

Boa leitura!

Alea jacta est

Por Jornal Sporting
04 maio, 2017

Editorial do Director do Jornal Sporting na edição n.º 3622

Mais uma vez, enquanto alguns se limitam ao seu “silêncio ensurdecedor”, tentando passar imagens imaculadas de santinhos do “pau oco” preocupados apenas em fazer correr pela comunicação social a paternidade de eventuais medidas punitivas, vem uma vez mais o  “terrífico incendiário” encarar os problemas de frente, em vez de se esconder nas saias, no corpo ou na voz de outros. Isto a propósito do estado actual do Futebol Português e do que tem sido a postura das diversas partes interessadas neste processo.

A cartilha da comunicação terrorista tenta, pelos meios mais indecorosos, colar uma imagem de “terrífico incendiário” ao Presidente do Sporting, mesmo sabendo nós que a percepção não é realidade mas é aquilo que é projectado. Ou seja, realidade são os factos e percepção é a imagem. Mas também isso sabe o “Pai da Cartilha”, pelo que não se poupa a esforços para que a sua rede tentacular de comentadeiros, papagaios e afins continuem a denegrir o trabalho do Sporting e do seu Presidente. Acontece que, pelo nosso lado, não vivemos apenas de imagem mas sim de factos e de realidade. Estes o que demonstram é que a uma vontade genuína de mudar para melhor o Futebol Português, corresponde uma práctica consentânea e um conjunto de propostas concretas.

Esta semana, o Presidente Bruno de Carvalho enviou uma carta aos Presidentes da Federação Portuguesa de Futebol e da Liga Portugal para que seja levada a cabo uma cimeira ao mais alto nível, que envolva todas as partes interessadas e aquelas que realmente podem e devem, se para tal tiverem vontade, resolver os problemas que afectam o Futebol Português. Contribuírem para o seu desenvolvimento e crescimento consentâneo com a sustentabilidade do sector e com os valores da ética desportiva. Por isso, o Presidente Bruno de Carvalho solicita que, aos Presidentes da Federação e da Liga, se juntem também nesta task-force os Clubes, o Governo e os responsáveis da comunicação social.

Alea jacta est (os dados estão lançados)! Assim sendo, e lembrando-me de um dito que estava inscrito num azulejo que tão bem guardo na memória, “Seja bem-vindo, quem vier por bem”!

A práctica, os tais factos e a realidade, do Sporting e do seu Presidente, fala por si e tem sido a de contribuir com propostas concretas, de agregar os diversos interessados  nesta caminhada, sofrendo muitas vezes na pele a ira daqueles que querem que prevaleça o caos que hoje se vive. Veja-se, por exemplo, o congresso internacional The Future of Football promovido pelo nosso Clube, as propostas de introdução de novas tecnologias, como é o caso do vídeo-árbitro, ou o fim dos Fundos opacos.

De Espanha veio por estes dias a notícia, divulgada no El Mundo, de alterações na tributação fiscal, passando os jogadores a serem os responsáveis por pagarem as comissões aos agentes, em vez dos Clubes. Para a autoridade tributária Espanhola, as comissões fazem parte do salário e, por isso, devem ser os jogadores e não os clubes a pagá-las. Se mais não houver, pelo menos irá permitir maior transparência nas comissões efectivamente pagas, passando os jogadores a conhecerem-nas de facto e a preocuparem-se com elas.

O fim-de-semana passado permitiu-nos alcançar duas finais Europeias, futsal e andebol. Se no primeiro caso, a final já se tenha disputado sem que tivesse sido atingido o objectivo que todos ambicionávamos, no caso do andebol teremos ainda uma final para disputar a duas mãos. Sem se conhecerem ainda os resultados na totalidade, o que se tem vindo a verificar é que o nosso Clube está de volta aos grandes palcos Europeus nas diferentes modalidades. Mesmo no futebol que, como se sabe, esta época não teve o desempenho esperado, temos um jogador a disputar o título de maior goleador Europeu, no caso Bas Dost, que no passado domingo conseguiu mais uma hat-trick na vitória sobre SC Braga, por 3-2.

O próximo fim-de-semana será de festa e não é só por voltarmos a ter futebol ao Domingo de manhã! A nossa consócia nº6, Maria Octávia Andrea, completa 96 anos de idade no próximo sábado, sendo Sócia desde os três anos. Neste mesmo dia, também a nossa querida amiga Maria José Valério, voz inconfundível da Marcha Sporting, é aniversariante, pelo que lhe desejamos um dia muito feliz! Como estamos em momento de afectos, e porque dois associados que nos são muito próximos também são aniversariantes, no Domingo, tendo apenas um “0” a separar as suas idades, o Manuel Caeiro faz dois e o Duarte Q. completa 20 anos. Ficam os votos de muitas felicidades e que o Duarte possa ser campeão este ano pela nossa equipa e que o Manuel possa ver a nossa equipa de futebol campeã com a mesma idade que o Duarte viu pela primeira vez, ou seja, já na próxima época.

Boa leitura!

Foto D.R.

Hat-trick de Bas Dost diante do Sp. Braga em destaque no Jornal Sporting

Por Jornal Sporting
03 maio, 2017

Realce ainda nesta edição especial, que conta com 36 páginas, para um suplemento sobre as conclusões do Congresso ‘The Future of Football’, o apuramento para a final da Taça Challenge de andebol e o adiamento do sonho na Uefa Futsal Cup

“Três, a conta que Bas Dost fez”. É este o título que o jornalista Hugo Alegre deu à crónica do jogo do Sporting CP frente ao Sp. Braga, e explica bem o que se passou no encontro. O avançado holandês foi novamente decisivo na conquista dos três pontos por parte da formação orientada por Jorge Jesus, tendo apontado o segundo hat-trick na Liga NOS. Não perca todos os detalhes sobre a partida na página três do semanário.

Além da vitória da equipa principal, destaque para o apuramento para a segunda final da Taça Challenge de andebol da história do Clube. Os leões, que já tinha vencido na primeira mão o Hurry-Up, na Holanda por 32-27, voltaram a derrotar a formação holandesa, desta feita por expressivos 37-14. Para saber mais sobre a história do triunfo verde e branco, leia o texto assinado por André Pacheco.

Ainda nas modalidades, mas no futsal, o Jornal Sporting esteve presente em Almaty, no Cazaquistão, na presença dos campeões nacionais na final-four da competição. O jornalista Pedro Figueiredo deixa-lhe a par de todos os pormenores sobre a caminada leonina numa prova em que os leões voltaram a não ser felizes no jogo decisivo, tal como sucedido há seis anos, na mesma cidade.

Por fim, mas não menos importante, realce para as conclusões que o Jornal Sporting retirou do terceiro Congresso ‘The Future of Football’, organizado pelo Clube verde e branco, num suplemente especial de oito páginas.

Não perca. Amanhã nas bancas.

Foto César Santos

Colocar a quinta e sentenciar luta minhota

Por Jornal Sporting
28 Abr, 2017

Sporting leva quatro vitórias nas últimas visitas a Braga para a Liga NOS e vai querer chegar à quinta

Sendo reconhecido unanimemente como um reduto complicado para qualquer equipa da primeira Liga, o Estádio AXA não tem trazido propriamente más memórias à equipa verde e branca. Nas últimas quatro partidas disputadas na casa bracarense, os leões venceram em todas elas, tendo inclusive goleado por 4-0 na temporada transacta, no jogo que finalizou a época. Ainda assim, esse historial recente não pode ser encarado como sinal de facilitismo, até porque foi exactamente o Sp. Braga a única equipa a bater o Sporting em Alvalade no actual campeonato. Na altura, com Abel no comando - que volta a assumir o lugar no comando técnico dos 'guerreiros do minho' após a saída de Jorge Simão - foi o golo de Wilson Eduardo a fazer a diferença, mas daí até agora muito mudou: Jorge Simão havia assumido o cargo após a rescisão de José Peseiro, mas a evolução do próximo adversário leonino não correu de feição, nem em termos exibicionais, nem em termos de resultados.

Apesar do bom arranque, em que o antigo técnico [Jorge Simão] levou o Sp. Braga a quatro vitórias nos primeiros seis encontros, o tempo veio a mostrar um colectivo de poucas ideias ofensivas e os resultados acompanharam o futebol mediano praticado pelos bracarenses: desde Fevereiro, os minhotos nunca ganharam dois jogos seguidos, levando apenas três triunfos nas últimas… 13 partidas. Com a insegurança dos maus resultados, a confiança tem diminuído e isso não abona certamente a favor do actual 5.º classificado da Liga NOS que, com menos cinco pontos do que o rival Vit. Guimarães, ainda ambiciona subir um lugar na tabela e ultrapassar os vimaranenses. Para isso, e faltando somente quatro jogos neste Campeonato Nacional, certamente que o Sp. Braga vai entrar para vencer no domingo, pelas 18h, e portanto pode-se esperar um encontro aberto e com duas formações mais focadas em tentar vencer do que não perder, o que pode originar um bom espectáculo. 

Regressos fortalecem opções bracarenses

Com o regresso do goleador Rui Fonte, que conta já com 14 golos e 10 deles na Liga NOS, do lateral Baiano, que deve regressar ao flanco direito da defesa, e do médio Vukcevic, um dos alicerces da zona média da equipa, o Sp. Braga tem tudo para melhorar em relação ao desaire da última jornada, frente ao Paços de Ferreira. Fede Cartabia, extremo criativo argentino emprestado pelo Valência, é uma das figuras e, a par de Pedro Santos, o principal municiador de Rui Fonte no ataque à baliza de Rui Patrício. Os leões terão de ser capazes de ter bola, de forma a retirar aos seus adversários as possibilidades de desequilibrar, dada a qualidade individual que apresentam. 

Pela negativa, e além do facto de se tratarem de uma das equipas que mais cartões vêem na prova, o adversário do Sporting tem revelado alguns processos poucos audazes: a construcção a quatro, com os laterais pouco projectados e a excessiva procura pelo jogo exterior, de forma a dar aos extremos mais bola, faz com que a proposta atacante da equipa agora liderada por Abel se torne mais previsível e facilmente anulável. 

O jogador argentino, de 24 anos, tem-se destacado nas últimas partidas, marcando três golos em 11 jogos realizados (sete como titular). Rápido, criativo e dono de um pé esquerdo de muita qualidade, o jogador emprestado pelo Valência chegou apenas em Janeiro, mas já dissipou quaisquer dúvidas sobre o seu valor. Os defesas leoninos terão de estar em alerta.

Foto José Cruz

"Temos o privilégio de ter os melhores oradores que há a nível nacional"

Por Jornal Sporting
28 Abr, 2017

O Sporting organiza este sábado as IV Jornadas Internacionais de Medicina Desportiva do Clube

A explicação foi dada pelo Dr. Pedro Pessoa, especialista em ortopedia e traumatologia no Sporting, e pareceu bastante simples: se um jogador cuja contratação custou milhões se lesionar e ficar parado, durante esse período indisponível, ele significa um custo milionário ao seu clube. Nesse sentido, uma equipa médica que torne o período de paragem mais curto e/ou que trate de forma definitiva o problema do atleta, impossibilitando quaisquer recaídas e mais tempo de fora, vale… milhões. Não o disse directamente, talvez até por uma questão de modéstia, mas às vezes meias palavras bastam: “Costumo dizer que nós, os médicos, somos um mal necessário. Existimos para tentar solucionar os problemas. Por norma, os treinadores quando vêem os cirurgiões, dizem que é um prazer, mas que preferiam não nos ver muitas vezes. É evidente que assim é, mas tenho defendido que a existência de um departamento médico é importantíssimo”, afirmou Pedro Pessoa.

Tratando-se de elementos fulcrais na estrutura de uma equipa de futebol, dois dos principais médicos leoninos – o já apresentado Pedro Pessoa e também o director clínico do Clube, Frederico Varandas – avançaram pela quarta vez para a realização das agora IV Jornadas Internacionais de Medicina Desportiva, agendadas para este sábado . Os propósitos são mais ou menos os mesmos, mas os temas, assegura Frederico Varandas, vão ser diferentes. “Não queremos que haja repetições de temas. Há coisas que vamos falar até para nos pormos a pensar se vale a pena, se há validação científica”, disse, explicando com mais detalhe o que se passará neste fim-de-semana, no Auditório Artur Agostinho: “são reuniões científicas sobre medicina desportiva, com o privilégio de ter os melhores oradores que há a nível nacional, além de termos sempre convidados de fora. Acima de tudo, entre os vários objectivos que temos, o mais importante e o mais nobre é partilharmos os nossos conhecimentos com os mais novos, que querem lançar uma carreira na medicina desportiva. Para a qualidade do futebol, enquanto mais evoluída e consistente for a medicina desportiva, mais a modalidade será segura e terá maior qualidade”, adiantou o homem forte do gabinete médico verde e branco. 

De clubes de topo a amadores, de directores clínicos a massagistas

Se todos os jogadores têm lesões, desde aqueles que disputam a Liga dos Campeões aos que jogam nas mais diversas distritais de Portugal, então este evento é para todos aqueles que, de forma mais ou menos profissional, com mais ou menos meios, têm a função de prevenir e tratar de problemas físicos. É o que nos diz Pedro Pessoa. “O público não é limitado, é heterogéneo. Não se vai falar apenas de ortopedia nem de fisiatria, que são as áreas em que eu e o Frederico somos especialistas, mas de tudo um pouco, para que todos os clínicos gerais, ortopedistas, fisiatras ou massagistas possam usufruir desta experiência para exercer nos clubes. E esses podem ir dos profissionais aos das ligas secundárias, até aos distritais e aos amadores, que têm lesões como as dos outros. Desde essa base, temos umas jornadas muito multidisciplinares, em que falamos das lesões mais comuns, como as musculares, as de joelho e de tornozelo”, afirmou, sendo que todos os clubes da primeira e segunda liga foram convidados para estar presentes em Alvalade. “Vão ser abordados assuntos médicos, mas dirigidos para quem está à frente de uma equipa que tem de resolver problemas práticos. Convidámos todos os clubes da primeira e da segunda liga, por acharmos também importante estreitar as relações entre os departamentos clínicos que há, e vamos ter a presença de bastantes deles”, adicionou Frederico Varandas. 

Competência reconhecida além-fronteiras 

Como já é habitual, estas jornadas médicas vão contar com a presença de vários clubes europeus. Desta feita, o Anderlecht, o Bayern Leverkusen e um dos mais prestigiados cirurgiões ortopédicos alemães. Mas, tal como o tipo de futebol praticado dentro de campo, também a medicina desportiva é diferente de país para país? Frederico Varandas esclareceu: “Se há práticas diferentes? Há. Se são melhores? Não posso concordar. Aqui vou puxar um pouco a brasa à nossa sardinha – portuguesa, não propriamente do Sporting em particular. Um pouco como fazemos aqui, hoje em dia os médicos que se dedicam à medicina desportiva têm-se tornado profissionais dos clubes. Lá fora ainda não é assim. No estrangeiro, os médicos vão aos clubes, mas grande parte do tempo é ocupado a fazer outras coisas. Fomos dos primeiros a dar este passo do profissionalismo no futebol”, disse, exemplificando o seu ponto de forma curiosa: “Eu, por exemplo, não seria tão competente se actuasse numa equipa de basebol”, finalizou, dizendo que esta postura dos médicos e clubes portugueses é bastante respeitada fora de portas.

Foto D.R.

UEFA Futsal Cup em destaque no Jornal Sporting

Por Jornal Sporting
26 Abr, 2017

A edição especial desta semana conta com 40 páginas, entre elas dois suplementos: a prova de futsal e o congresso 'The Future of Football são analisados ao pormenor

Esta quarta-feira poderá adquirir uma edição especial do Jornal Sporting. Com dois suplementos no interior do periódico leonino, são 40 as páginas que poderá desfrutar em semana de lançamento da final-four da UEFA Futsal Cup e do 3.º congresso 'The Future of Football', organizado pelo Sporting CP. Fique a par dos adversários que se colocam no caminho dos leões na Almaty Arena, também conhecido como Palácio do Gelo, e das perspectivas 'na voz' de Miguel Albuquerque, director da secção de futsal, e de Vicente Moura, vice-presidente leonino. Por outro lado, conheça ainda os oradores e os temas que pintam os quatro painéis do prestigiado congresso, este ano marcado pela presença de personalidades como Fernando Santos, Jorge Jesus, Beto Pimparel e Luís Figo. 

Merece também chamada de capa o "empate com sabor amargo", tal como escreve o jornalista Hugo Alegre, frente ao Benfica (1-1). Esse que foi o dérbi número 300 entre os dois rivais lisboetas. Por último, os merecidos destaques para o atletismo e o andebol, acompanhados por André Pacheco e Sofia Oliveira, respectivamente. Enquanto Jéssica Augusto venceu a primeira maratona internacional da carreira, em Hamburgo (Alemanha), os orientados de Hugo Canela estão a um passo da final da Taça Challenge, depois de se deslocarem à Holanda para bater o Hurry-Up por 32-27, na mesma semana em que já tinham superado o ABC no Pavilhão do Casal Vistoso (31-26).
 
Estes e outros assuntos no Jornal Sporting desta semana que, excepcionalmente, está nas bancas esta quarta-feira. 
Foto DR

O Silêncio ensurdecedor

Por Jornal Sporting
26 Abr, 2017

Editorial do Director do Jornal Sporting na edição n.º 3621

Há figuras na história mundial, e são tantas que é impossível enumerá-las que, apesar de nunca terem sujado as mãos, não deixam, por esse facto, de serem criminosas nem, tão pouco, de se tratarem dos responsáveis máximos pelas práticas mais horrendas do crime organizado. O facto de alguém não ser interveniente físico num crime, mas ser o seu mandante ou, nem que seja por omissão, conivente com essa prática, não o poderá ilibar do mesmo e não deixa, por isso, de ser culpado ou até mesmo o seu principal responsável.

De igual forma, ninguém poderá invocar uma prática silenciosa como exemplo impoluto a seguir, quando, na realidade, este não passa de um silêncio ensurdecedor em que as suas marionetas, tal como os papagaios, repetem infinitamente uma maléfica cartilha. Aqui, provavelmente, teremos aquele que é o maior acto de comunicação terrorista contra uma instituição desportiva e uma individualidade de que há memória. Se de cinema se tratasse em vez do filme “O Silêncio dos Inocentes” estaríamos perante um dos principais candidatos aos Óscares, neste caso da malvadeza, mas sob o título: “O Silêncio dos Culpados”.

Se dúvidas houvessem, e já não restam nenhumas quanto a quem é o responsável número um, o mandante que se esconde por detrás da janela passou, após este fim-de-semana, a ter definitivamente um rosto e um nome. Quem é que se refugia no silêncio e ardilosamente manobra a cartilha? O ódio, intriga que se propagam no cumprimento religioso da cartilha, são os principais responsáveis pelo clima de crispação e violência que se tem acentuado no mundo do futebol. Mais do que os “papagaios”, o seu mandante não pode ser inocentado, e esperamos que as autoridades competentes não continuem a assobiar para o lado enquanto esta prática maléfica continua.

Mas o “silêncio ensurdecedor” não é prática única neste domínio, que é também replicado em outras áreas. Trata-se de uma característica genética, como se pode verificar no caso das claques ilegais, as tais que não existem e dizem não ser apoiadas, mas onde o estrago e o estrilho não deixam dúvidas quanto à sua origem e aos seus apoiantes. Aqui a postura daqueles que dão cobertura a estas claques ilegais, quiçá por terem o rabo preso, trazem-nos à memória os “três macaquinhos“ que, apesar da boca, olhos e orelhas grandes…não falam, não vêem e não ouvem!

Se fossem só macaquinhos, até poderia ser engraçado. Mas a mais triste das verdades é que, após tudo o que temos vindo a denunciar e a alertar, a previsível tragédia aconteceu. Mais um adepto Sportinguista foi morto – e aqui não nos interessa, como temos vindo a afirmar, a cor clubística, mas sim que houve mais uma vítima, um ser humano barbaramente morto – deixando, uma vez mais, uma família destroçada.

O que seria espectável de alguém que, após o final do dérbi, vem à zona mista quebrar o “silêncio” é que aproveitasse a oportunidade e a audiência proporcionada para, de forma firme, condenar os actos de violência e se demarcar, veementemente, do trágico acontecimento. Mas não, o presidente do clube rival, em vez de aproveitar o final do dérbi para passar uma mensagem de fair-play e anti-violência veio, de viva voz e sem ser através das habituais marionetas palrantes, com uma despropositada e condenável agressão verbal ao Sporting CP e ao seu Presidente. Para além de tentar justificar o injustificável, como se uma morte horrenda pudesse ser minimizada face aos contextos, acicatou ainda mais um clima de crispação e violência.

O que se esperava de um presidente de um clube da grandeza daquele que representa, é que tivesse tido a sensatez e a coragem de, de uma vez por todas, se demarcar das claques ilegais e das práticas criminosas a que estas dão corpo. Mais ainda, no final do jogo, quando se dirigiu aos jornalistas, deveria ter condenado a prática corrente dos cânticos ofensivos e alusivos ao assassinato de um adepto Sportinguista com um very light que, uma vez mais, acabara de ouvir durante o minuto de silêncio em Alvalade de homenagem ao adepto Sportinguista que morrera na véspera. 

Depois de tudo isto, haverá dúvidas? Mas afinal quem é que “atira as pedras e esconde as mãos”?

Uma palavra a todos os Sportinguistas para que continuem, com a grandeza que demonstraram no apoio à nossa equipa no dérbi, em respeito pelos valores do nosso Clube. Ser diferente é também não respondermos da forma que condenamos, nem nos deixarmos levar por provocações baixas e reles.

Boa leitura!

"Janela Aberta"

Por Jornal Sporting
20 Abr, 2017

Editorial do Director do Jornal Sporting na edição n.º 3620

"Janela Aberta”, não confundir com a revista de sátira que tinha um nome parecido e que, durante anos, esteve nos escaparates. Esta tinha autores bem identificados, uma linha editorial bem definida que não deixava dúvidas nem enganava ninguém. Já esta “Janela Aberta” tem contornos bem diferentes e já denunciados, mas…

A verdade é que a “Janela Aberta” continua a fazer esvoaçar a “cartilha” com as mais diversas entidades a assobiarem para o lado. Não deixa de ser curioso que o “director” da “Janela Aberta” seja mesmo proprietário da publicação, isto é, gere apenas um negócio em que edita esta publicação para um “cliente”. Não explica, porém, qual a amplitude do negócio nem divulga os nomes dos clientes, refugiando-se num sigilo profissional, num angélico respeito deontológico. 

Mas se um dos clientes está à luz de todos, concordará o leitor que, face ao que está em jogo, seria de interesse público conhecer os demais. Até porque o “director” continua a passar incompreensivelmente incólume no espaço mediático, protegido por um invisível manto protector e a ostentar o rótulo de independente. Nestas circunstâncias, é legítimo perguntar: Quem protege o autor da “Janela Aberta”? São clientes? É uma associação de interesses ocultos? São profissionais de jogo duplo? Serão alguns avençados com o rabo preso que, por um lado não podem perder o “subsídio” e, por outro, não querem ser desmascarados nos media em que actuam? Ou é um misto disto tudo?

Seja qual for a resposta, neste clima de guerrilha subversiva e com métodos poucos ortodoxos, o “gangue da cartilha” parece que sofreu de amnésia total. Uns não se lembram, outros nesta Guerra dizem não conhecer os seus interlocutores, chegando mesmo a afirmar que os emails que lhes são endereçados…são forjados!

Toda esta linha “editorial” da “Janela Aberta” tem potenciado um clima de crispação e violência, em que os últimos cânticos das claques fizeram, finalmente, soar os alarmes. Nesta história não há bons nem maus, todos os actos de violência e desrespeito são condenáveis. Mas também não podemos confundir o trigo com o joio. 

As claques que “não” existem mas que entoam os seus cânticos de forma bem audível nos jogos que as nossas equipas de andebol e futsal disputaram na Luz, evidenciaram uma crueldade reincidente e terrível. Não pode valer tudo! 

O facto é que um inocente, um adepto Sportinguista quando assistia à final da Taça de Portugal, foi assassinado através de um very light disparado por um adepto rival. Esqueçamos as cores clubísticas, aqui do que se trata é de um ser humano que foi barbaramente assassinado e deixou uma família destroçada. Não podemos por isso tolerar, custe a quem custar, que se festeje e celebre um assassinato com a complacência de responsáveis de clubes, entidades oficiais, sejam eles quais forem!

Os cânticos indecorosos da claque do clube rival não são de agora e foram veementemente condenados pelo Presidente do Sporting Clube de Portugal na época passada, após o jogo de futsal no Pavilhão da Luz. Além dos cânticos, ostentavam ainda uma tarja onde se regozijavam pelo terrível assassinato. Das entidades competentes pouco ou nada se ouviu e consequências… nenhumas. Do porta-voz do clube da Luz, em vez da condenação, uma publicação nas redes sociais em que apelidava o que se passou – e denunciado pelo Presidente Bruno de Carvalho – de “folclore”.

Vem aí o dérbi! É já no próximo sábado, trata-se apenas de um jogo e nada mais do que isso. É certo que este é um jogo especial, até porque é o “dérbi dos dérbis” e que comporta uma grande rivalidade, o que é salutar mas que não pode ultrapassar os limites do admissível.

Por isso, também nós aqui reforçamos a mensagem do Presidente Bruno de Carvalho deixada na Sporting TV, na passada segunda-feira, para que este dérbi seja uma festa. Que os nossos adeptos se preocupem apenas e tão só em serem o 12.º Jogador que galvaniza a nossa equipa para a vitória. Temos de dar uma demonstração de Sportinguismo através do nosso comportamento e atitudes, honrando os valores do nosso Clube. Se queremos melhorar o futebol, mais transparência, denunciar com legitimidade as irregularidades e o que está mal, não podemos fazer o mesmo que aqueles que condenamos. Vamos fazer do dérbi uma festa. E que ganhe o Sporting!

Boa leitura!

Dérbi em destaque no Jornal Sporting

Por Jornal Sporting
20 Abr, 2017

Os recordes do 12.º Jogador e o triunfo no Torneio da Pontinha são outras das principais peças do semanário

Com uma manchete composta por Jorge Jesus e cinco dos presumíveis titulares no encontro frente ao rival Benfica, o Jornal Sporting que vai estar nas bancas a partir desta quinta-feira atribui grande destaque ao dérbi entre leões e águias, a disputar-se no próximo sábado, às 20h30.

Além do grande jogo do fim-de-semana, também no Torneio da Pontinha a formação de Alvalade encontrou o rival encarnado, tendo saído vitorioso por 4-0 na final da competição e conseguido, assim, o quarto título consecutivo num dos torneios de maior renome a nível nacional. Como não podia deixar de ser, o semanário verde e branco esteve presente e apresenta-lhe nesta edição um trabalho sobre o evento.

E como o Jornal Sporting tem como grande público os adeptos leoninos, as centrais desta edição dedicam-se precisamente ao 12.º Jogador: com uma presença contínua e esmagadora, a massa associativa do Clube tem acompanhado a equipa e, nesse sentido, há uma reportagem sobre todos os números e recordes que têm sido alcançados semana após semana. 

Estes são alguns dos temas abordados a não perder a partir de amanhã, quinta-feira, nas bancas.

 

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