Depois da goleada imposta ao Vitória SC por 5-1, a equipa principal de futebol do Sporting Clube de Portugal treinou na Academia Cristiano Ronaldo na manhã desta terça-feira.
Os titulares do embate com os minhotos realizaram trabalho de recuperação, enquanto os restantes treinaram normalmente às ordens de Rui Borges.
Os Leões voltam a treinar na manhã de sexta-feira.
Treinador reagiu no Auditório Artur Agostinho à goleada
No final do encontro com o Vitória SC, Rui Borges, treinador dos Leões, analisou o triunfo expressivo (5-1) em conferência de imprensa, no Auditório Artur Agostinho.
Análise geral à exibição rubricada pela equipa
“Entrámos até nervosos, mas nas primeiras situações de finalização que temos fizemos dois golos. Depois, fomos crescendo, ganhando confiança, criando oportunidades claras e fazendo golos aqui e ali. Acaba por ser um resultado justo até pelas oportunidades que tivemos. A equipa demonstrou a sua qualidade e voltou ao seu normal na parte competitiva e na mentalidade. Fizemos um grande jogo.”
100 jogos de Eduardo Quaresma no Clube
“Significa crescimento no seu clube e com mais regularidade, também. Tem feito bastantes jogos, em quantidade e com qualidade, acima de tudo. Tem crescido nesse aspecto, estou feliz por vê-lo atingir essa marca, que atinja mais e ainda vai ajudar muito o Sporting CP no futuro.”
Continuidade de Daniel Bragança
“Tem contrato com o Sporting CP e está feliz aqui, como é demonstrativo em campo. Ele sabe muito bem qual é a confiança que tem do treinador, que é total, e também da estrutura.”
Luta pelo segundo lugar
“Estou preocupado em ganhar os nossos jogos, fazer a nossa parte para conseguir ficar no segundo lugar. É esse o meu foco e, depois, temos a final da Taça, e queremos muito ganhar esse troféu. Seja o primeiro, segundo ou terceiro lugar, todos os lugares são ganhos com mérito.”
Da intranquilidade inicial à confiança ganha
“Acho que nos primeiros dez minutos notou-se que a equipa estava um bocadinho tensa. Depois, fomos ganhando confiança e a partir do 2-0 fomos crescendo. A equipa ficou mais confortável e isso notou-se individualmente também. O Maxi, por exemplo, não entrou muito bem, foi crescendo e acabou muito bem. Criámos várias oportunidades depois do 2-0 com mérito, qualidade e com essa confiança que fomos ganhando. Vínhamos de dois jogos que não foram bem conseguidos da nossa parte e isso acaba por mexer connosco, é natural. Fomos melhorando e fizemos um bom jogo.”
Substituições de Morita e Geny Catamo
“Estavam os dois um pouco desconfortáveis e, por isso, tiramo-los.”
Impacto do regresso de Gonçalo Inácio
“Tal ocmo já disse do Dani, o Inácio queria estar com a equipa e isso demonstra o líder que é. Sabia que não era o melhor momento da equipa, queria dar a cara e isso diz bem dos meus capitães de equipa. Fez um grande jogo, saiu porque estava a sentir-se desconfortável, mas é de enaltecer a sua resiliência.”
Possível regresso de Fotis Ioannidis para breve?
“Espero vê-lo antes do fim [da época], nem que seja na última jornada ou na final da Taça. Difícil, um bocadinho como o Morten [Hjulmand].”
Aposta recorrente nesta dupla de meio-campo na ausência de Hjulmand
“Morita tem feito uma grande época e o Dani também desde que voltou. Dão-nos muita qualidade com bola e são os que estão no melhor momento. Nunca fogem da bola e do jogo, mesmo sob pressão, e passam essa confiança para a equipa.”
Importância de voltar a ter semanas ‘limpas’ para treinar
“É muito, muito, importante. Entrámos nestas últimas três semanas que já serão normais e espero que a equipa demonstre uma outra energia, aquela que demonstramos ao longo de toda a época. É importante o tempo, poder respirar, estar com a família… Estamos no final de época, tudo desgasta e, por isso, as próximas semanas ajudam.”
Palavras de Hjulmand em vídeo publicado pelo Sporting CP
“Muito importante. É o nosso capitão, também sente muito a impossibilidade de estar com o grupo e achou que podia ajudar assim, não só para o grupo mas também para os adeptos. Estes 15 dias não apagam os meses fantásticos que fizeram até aqui.”
Versão demolidora reencontrada diante do Vitória SC (5-1)
De volta ao Estádio José Alvalade, a equipa principal de futebol do Sporting CP bateu o Vitória SC por 5-1, esta segunda-feira à noite, no jogo que fechou a 32.ª e antepenúltima jornada da Liga.
Para voltar ao caminho dos triunfos, três jornadas depois, os Leões de Rui Borges souberam ser audazes e, também, eficazes para ‘dinamitar’ rapidamente uns arrojados vimaranenses. Nos primeiros 45 minutos, o Sporting CP já se tinha reencontrado com a sua melhor versão, saindo a vencer por 3-0 e, depois, continuou a aproveitar o ‘filão’ no ataque à profundidade para chegar sem resposta à ‘mão cheia’ de golos, assinados por Gonçalo Inácio, Daniel Bragança, Maxi Araújo, Luis Suárez e Luís Guilherme.
Desta forma, a formação verde e branca aproveitou o empate do rival directo em Vila Nova de Famalicão para ‘colar-se’ ao SL Benfica na classificação (76 pontos), embora as águias continuem no segundo lugar fruto da vantagem no confronto directo.
Para enfrentar o sétimo classificado, um conjunto orientado por Gil Lameiras e que chegou moralizado após duas vitórias consecutivas e um total de quatro jogos sem perder (3V 1E), Rui Borges operou duas alterações ao ‘onze’ apresentado diante do CD Tondela (2-2): Gonçalo Inácio - após dois jogos de fora por lesão - regressou e saltou para a titularidade e Francisco Trincão também voltou a ser opção inicial, saindo Georgios Vagiannidis e Geovany Quenda para o banco de suplentes.
Antes do apito inicial, o relvado de Alvalade foi palco de homenagens. Rita Fontemanha, que teve direito a ‘corredor de honra’ por parte do plantel das Leoas, encerrou oficialmente a sua carreira de futebolista após dez temporadas consecutivas de Leão ao peito e, depois, Eduardo Quaresma assinalou a marca atingida de 100 jogos ao serviço do Clube. Já durante o intervalo foi a vez de as bancadas – 32439 espectadores presentes - aplaudirem as equipas de hóquei em patins (Taça de Portugal) e de ginástica rítmica (Campeãs Nacionais) e suas respectivas conquistas recentes.
Iniciada a partida, o Vitória SC começou por tomar conta da bola e até fez o primeiro remate enquadrado, mas o Sporting CP trouxe a lição bem estudada e uma jogada de ‘laboratório’ - executada de forma exemplar - bastou para fazer o 1-0, logo aos nove minutos. ‘Pote’, na cobrança de um livre frontal, limitou-se a picar a bola para a entrada ao segundo poste de Luis Suárez, que junto à linha final tocou para dentro da área e, completamente sozinho, o capitão Gonçalo Inácio correspondeu de cabeça para a emenda fatal. Tudo bem feito e o proveito foi total, mas não ficou por aqui, apesar dos condicionamentos criados pelos pressionantes vimaranenses.
Aos 24’, o 2-0 chegou com eficácia máxima e novamente em grande estilo. Depois de Francisco Trincão, Suárez e Hidemasa Morita terem combinado ao primeiro toque e sem deixar a bola cair, o japonês ainda isolou Daniel Bragança com mestria e a finalização também foi à altura. No frente-a-frente com Charles, o médio formado em Alcochete fez um ‘chapéu’ bem medido para voltar a pôr Alvalade a festejar.
E se a pontaria parecia desde logo reencontrada, laivos das melhores qualidades ofensivas dos comandados de Rui Borges voltaram a vir ao de cima. Assim, menos de dez minutos depois, o 3-0 esteve à vista e por duas vezes. Bragança teve nos pés uma grande chance, mas ‘estatelou’ a bola no guardião depois de ter tirado dois adversários do caminho com classe, enquanto, logo a seguir, Trincão tentou fazer um novo ‘chapéu’ a Charles e viu a bola sair muito perto do poste, mas ao lado.
Golpes sucessivos que a equipa de Guimarães, no entanto, não sentiu e continuou a mostrar-se afoita – e a expor-se defensivamente, também. Além de ter continuado a ter mais bola (45%-55% ao intervalo), também ameaçou mais seriamente a baliza de Rui Silva, que teve de se aplicar para fazer duas defesas – a segunda, enorme - a remates venenosos de Miguel Nogueira a partir da meia-direita.
Os Leões responderam de imediato com uma transição rápida que tinha tudo para ser mortífera, mas Suárez, que acertou muito mal na bola, não conseguiu dar a melhor conclusão ao contra-ataque conduzido a alta velocidade por Geny Catamo. O espaço existente nas costas do Vitória SC continuou apetecível e, à segunda, o Sporting CP aproveitou mesmo - uma constante - para fazer o 3-0 já em período de compensação.
Zeno Debast encontrou a desmarcação de Maxi Araújo na profundidade pelo corredor central e o uruguaio, chegado à área, ainda ‘sentou’ o último defesa antes de finalizar com muito sangue-frio. O golo, inicialmente, foi anulado por fora-de-jogo, mas com o auxílio do VAR a decisão foi revertida, valeu mesmo e deu o melhor fim a uma primeira parte de muita audácia. E a segunda não seria muito diferente.
O reatamento do encontro, que trouxe Luís Guilherme em vez de Morita do lado verde e branco, até foi repartido e o Vitória SC contou com a primeira ocasião soberana de golo, desperdiçada por Diogo Sousa já na cara de Rui Silva. Quem não tremeu no cara-a-cara, pouco depois, foi o melhor marcador da Liga, Luis Suárez, mantendo o jogo no seu curso. Isolado por ‘Pote’, finalizou com frieza à hora de jogo para fazer o 4-0 e o seu 26.º na prova.
Uma nova e forte ‘machadada’ no resultado, cuja fórmula voltou a ser repetida com sucesso, numa segunda parte já de maior gestão verde e branca, mas não por isso deixou de funcionar o marcador. Aos 74’, Suárez trocou a ‘pele’ de goleador pela de assistente e, aproveitando também o muito espaço nas costas da defesa adversária, serviu o 5-0 de bandeja a Luís Guilherme – de volta aos golos após longa ausência por lesão.
Depois de Nuno Santos, que já tinha entrado, Geovany Quenda e Giorgi Kochorashvili, bem como Ousmane Diomande, foram apostas de Rui Borges a partir do banco para uma fase da partida sem história.
Até final, o golo continuou a rondar, sobretudo, a baliza de Charles, que com uma mão negou um à meia-volta a Suárez e ainda viu o colombiano, depois, ficar muito perto de marcar de cabeça. Ainda assim, foi o Vitória SC a ser (muito) feliz para chegar ao tento de honra, aos 85’, graças a um autogolo caricato de Zeno Debast ao tentar atrasar a bola para Rui Silva com um passe que saiu demasiado transviado.
Ficou, no entanto, a fantástica resposta dos Leões em Alvalade, garantindo que vão continuar em busca da subida definitiva ao segundo lugar e respectivo acesso às pré-eliminatórias da UEFA Champions League. Na próxima jornada, a penúltima, segue-se a deslocação a Vila do Conde para enfrentar o Rio Ave FC.
Sporting CP recebe Vitória SC, esta segunda-feira, às 20h15, para a jornada 32 da Liga
Confiante de que o Sporting CP vai estabilizar e voltar a demonstrar o real valor da equipa, Rui Borges, treinador da equipa principal de futebol, quer o grupo ligado e muito motivado para a recta final da Liga e discussão da final da Taça de Portugal. O técnico frisou que as últimas semanas não apagam nada do que já foi conseguido e manifestou orgulho nos jogadores que orienta. O primeiro objectivo imediato passa por vencer o Vitória SC, esta segunda-feira, às 20h15.
Jogo frente ao Vitória SC
"Deixar os parabéns ao FC Porto pela conquista do campeonato. Merecedor, porque acabaram por ser a equipa mais regular, ao longo da época, por isso têm esse mérito. Em relação ao Vitória SC e ao jogo, sim, o Gil [Lameiras] é um jovem treinador que conheci, que está numa fase ascendente, muito boa e acima de tudo, de forma muito sustentada, está a chegar onde ele deseja, está a conseguir passos que ele deseja, com toda a certeza, com todo o mérito, com toda a sua qualidade, admiro-o muito. É um ‘miúdo’ que tem lutado por isso. Naquilo que é o Vitória SC em si, equipa, jogos diferentes, momentos diferentes de parte a parte, é um Vitória SC que está estabilizado, agora, há quatro jornadas encontrou mais a estabilização em termos daquilo que é a ideia do seu treinador, muito bem organizada, uma equipa que nos últimos quatro jogos sofreu um golo. Está mais competitiva, mais organizada, tem claramente o dedo do treinador esse crescimento.
Espera-nos um jogo difícil, uma equipa que vem motivada, ganhou fora o último jogo em Barcelos, perante uma boa equipa que está a fazer um excelente campeonato. Todos esses factores de motivação levam a que seja um Vitória SC, acredito eu, com audácia, dentro daquilo que é a sua forma de estar em campo. É uma equipa que em termos ofensivos é muito de corredores, é a equipa que mais cruza na Liga, tem muito um para um, alas muito fortes nos momentos de um para um com os laterais adversários. Uma equipa que se organiza, dependendo da zona do campo, em bloco baixo, que acaba por se organizar num bloco de 5x4x1, num bloco mais médio alto anda num 4x4x2 em termos defensivos. Em termos ofensivos é uma equipa que vai tendo alguma variabilidade daquilo que são posicionamentos, também, daquilo que são as suas dinâmicas. O Vitória SC é uma grande equipa, tem exigência máxima sempre em qualquer jogo, por isso espera-nos um jogo difícil mas, em nossa casa, queremos muito voltar às vitórias."
Cansaço físico e psicológico
"Não me justifico com isso, mas que existe, existe. Agora, não é justificação. Temos de querer sempre ser melhores, temos sempre de arranjar forma de ser melhores e de ser competitivos e jamais arranjar desculpa para o que quer que seja. Tínhamos de ser mais competentes, isso está fora de questão para mim. Existe cansaço mental, existe, mas não é desculpa e jamais me vou agarrar às desculpas. Acho que fomos competentes. Não sou de sorte ou azar e poderíamos ter sido mais competentes naquele último lance, principalmente [frente a CD Tondela]. Existe cansaço mental por tudo o que foi a época, por tudo o que têm sido os jogos, por tudo o que tem sido a exigência, por tudo o que nos tem acontecido aqui ou ali em alguns jogos, mas faz parte. Temos de saber lidar com isso, compete-nos a nós, treinadores também e jogadores reagir sobre isso. Estamos num grande Clube, a exigência é máxima e não há desculpas. É sim trabalhar e tentar ver de que forma é que podemos melhorar e acima de tudo voltar a ser o que éramos antes destas últimas duas, três semanas que realmente têm sido menos positivas para o nosso lado."
Confiança na luta pelo 2.º lugar
"Sou confiante por nascença, não tem a ver com o jogo [sábado] do SL Benfica, ou não. Independentemente do resultado do SL Benfica, continuamos a não depender de nós, por isso estou muito mais focado em voltarmos a ser um Sporting CP mais competitivo, mais qualidade de jogo, ainda, e vencer, que é isso que queremos muito. Vencer os nossos jogos, fazer tudo para os vencer, perceber de que forma é que podemos melhorar nestes últimos jogos, nestas últimas jornadas, tentar mantê-los ligados, porque tem um troféu para disputar [Taça de Portugal]. Ligados e acima de tudo motivados para esta recta final da Liga.
Há um peso naquilo que é mental em todos, naquilo que era a exigência e naquilo que era onde estávamos inserido, e de repente saímos desses objectivos e é natural que tenha mexido de alguma forma connosco. Temos de saber dar a volta a isso, por isso digo que as últimas semanas não identificam aquilo que foi a época toda deste grupo, a excelente época que estão a fazer, não apaga nada daquilo que eles fizeram, nada mesmo. Orgulho enorme naquilo que eles têm conseguido, agora há que estabilizar e voltar aquilo que é o nosso real valor nos nossos jogos. Independentemente do resto, ou das outras equipas, temos de nos focar no nosso jogo em nossa casa."
Opções na época desportiva ou arrependimentos?
"A comunicação entre treinador e presidente é muito honesta, muito limpa, muito saudável desde sempre. Estamos muito bem identificados. Já tínhamos conversado bastantes vezes sobre os assuntos. Se eu faria tudo igual? Se calhar faria. É muito subjectivo dizer que mudava alguma coisa, ou não. É o que é, as coisas são como são. Tentámos dar sempre o nosso melhor, tentámos fazer sempre o nosso melhor, tentámos sempre meter a melhor equipa que achámos no momento, por isso dentro daquilo que foram todos os condicionalismos que tivemos ao longo do tempo, é subjectivo dizer se mudava alguma coisa, ou não. Volto a dizer, orgulhoso de tudo aquilo que eles fizeram, de tudo aquilo que nós fizemos. Claro que depois fica aqui esta frustração derivado, principalmente, destes últimos dois, três jogos de campeonato."
Golos sofridos nos últimos 15 minutos dos jogos
"É algo que temos de tentar perceber de que forma podemos melhorar. Tem muito a ver com os jogos, tem muito a ver com os momentos, tem muito a ver com aquilo que são os resultados do momento. É difícil por vezes, essa explicação, por mais que estejamos a olhar de forma total. Se estivermos a ganhar por 3-0 é natural que soframos, se a equipa está mais desligada por estarmos a ganhar por 3-0, depois há coisas que não se controlam. Há golos sofridos por acções nossas, até individuais, que não controlamos. São momentâneas, são instintos em que saímos penalizados, nos dois jogos com o SC Braga, por exemplo. Há duas equipas, é natural que em algum momento possamos sofrer golo, mais do que isso é perceber que somos a segunda melhor defesa da Liga, com o mesmo número de golos sofridos do que o SL Benfica. Olhar dessa forma para aquilo que é a parte defensiva da equipa."
Constituição do plantel desta temporada para tantas frentes?
"Depende da forma como olhamos para as coisas e a interpretação que fazemos. Não tem a ver com minimizar. Tem muito a ver com a capacidade financeira das equipas portuguesas para termos plantéis ao nível dos melhores clubes da Europa e do Mundo, que lutam por essas competições. O Arsenal FC tem cinco vezes mais [orçamento]. Nós nunca vamos conseguir acompanhar, nem um quarto um terço dessa capacidade financeira, logo aí, o nosso plantel - ou de qualquer equipa portuguesa, por maior que seja, e somos - nunca vai ter essa capacidade de se equivaler nesse patamar com as melhores equipas do Mundo. Agora, da nossa forma, da nossa maneira, nós fomos muito competentes, fizemos muito, orgulhámos todos os Sportinguistas e o Clube que representamos. Dentro daquilo que eram as nossas capacidades, fizemos o nosso melhor."
Cenário clínico na equipa
"Geny está bem, Gonçalo Inácio está melhor, pode ainda jogar esta época, [Morten] Hjulmand difícil."
A equipa principal de futebol do Sporting Clube de Portugal regressou, este sábado, ao trabalho no relvado da Academia Cristiano Ronaldo.
Já com foco na recepção ao Vitória SC, marcada para as 20h15 da próxima segunda-feira, os Leões de Rui Borges voltam a trabalhar à porta fechada este domingo, em Alcochete.
Segue-se, depois, a conferência de antevisão ao encontro com os vimaranenses, agendada para as 12h30.
Renovação de contrato oficializada no Hall VIP do Estádio José Alvalade
O Sporting Clube de Portugal prolongou o vínculo contratual com Rui Borges, que vai continuar a liderar a equipa principal de futebol até 2028. A renovação de contrato do técnico de 44 anos oficializou-se, esta sexta-feira, no Hall VIP do Estádio José Alvalade, numa cerimónia que contou com a presença da família de Rui Borges, da sua equipa técnica e, também, da restante estrutura e os Órgãos Sociais do Sporting CP.
Rui Borges chegou ao comando técnico do Sporting CP a meio da temporada 2024/2025 – assinou a 26 de Dezembro de 2024 - e conseguiu reconduzir a equipa a uma ‘dobradinha’ memorável, juntando o desejado Bicampeonato Nacional à conquista da Taça de Portugal. Já na presente temporada, embora sem hipóteses de chegar ao terceiro título seguido na Liga, o treinador levou os Leões à sua melhor campanha de sempre na UEFA Champions League - terminada nos quartos-de-final - e, de novo, ao Jamor, onde defenderão o troféu no final deste mês.
“Rui Borges e a sua equipa técnica fazem cerca de 16 meses de Sporting CP. Há quem valorize muitos os resultados dos últimos 15 dias e há quem valorize muito o trabalho dos primeiros 15 meses e meio, o Bicampeonato, a ‘dobradinha’, a melhor campanha europeia de sempre ou o recorde de vitórias seguidas em Alvalade. Há quem valorize, também, não termos conquistado mais títulos [na presente época], tendo duas finais perdidas na Supertaça e na Taça da Liga. Nós, Administração, valorizamos sobretudo o processo de trabalho, muito mais que os resultados, os troféus ou as finais perdidas”, justificou o presidente Frederico Varandas, responsável por inaugurar a sessão, considerando este “um acto para o futuro do Clube”.
“Independentemente dos títulos conquistados e perdidos, o processo é o critério mais decisivo para continuarmos a achar que o Sporting CP tem futuro no futebol, estando onde deve estar: na decisão dos títulos”, referiu o líder dos Leões, realçando também o “lado comportamental e humano” de Rui Borges. “É um homem sério, intelectualmente honesto, livre, que protege os seus e, algo que valorizo muito, comunica pela sua cabeça. Valorizamos tudo isto e, por isso, é e continuará a ser treinador do Sporting CP”, completou.
Passando a responder às questões dos jornalistas presentes, Frederico Varandas abordou o timing da renovação e afirmou que no Sporting CP as decisões não são tomadas “por marés”. “O Sporting CP navega com base em convicções e a acreditar em processos de trabalho”, reforçou, sem dúvidas de que o técnico “é o homem certo”.
Quanto às expectativas para o futuro partilhadas com a equipa técnica, o presidente verde e branco traçou um objectivo claro: “continuar na luta e nas decisões dos títulos”. “Umas vezes ganharemos, outras perderemos. Temos ganho mais do que perdido e o que queremos é estar nas decisões, como estivemos este ano. Estes senhores e o grande grupos de jogadores que temos tido aumentaram a fasquia do Sporting CP. Não me esqueço que este é o grupo mais vencedor dos últimos 70 anos do Clube”, destacou.
Por fim, questionado sobre o que falhou na corrida pelo Tricampeonato, considerou que “o insucesso foi o resultado do sucesso desta época”, isto fruto da luta dada - e respectivo desgaste - em todas as frentes, nomeadamente com a histórica passagem aos quartos-de-final da UEFA Champions League, uma “factura” que se pagou “muito” depois. “Em sete dias tivemos três jogos [Arsenal FC, SL Benfica e FC Porto] de uma exigência única. Vou condenar o meu treinador e os meus jogadores por terem acreditado que era possível passar às ‘meias’ da Champions? Mais, por terem disputado dois jogos com o líder da Premier League, uma equipa com seis vezes o nosso orçamento? Estivemos até ao último segundo a discutir essa passagem. Acho que seria muito injusto”, apontou, acrescentando: “A exposição competitiva deste plantel foi brutal e não tem nada que ver com a do líder, justo, do Campeonato. Hoje em dia, com o novo modelo de competições, a Champions não tem nada que ver com a UEFA Europa League. Mérito ao nosso rival, porque inteligentemente percebeu as suas competências e limitações e jogou só para um troféu”.
A seguir à fotografia conjunta de presidente e treinador junto à mítica Porta 10 A, Rui Borges também prestou declarações, frisando inicialmente o “grande orgulho e satisfação” que esta renovação de contrato representa após 81 jogos na liderança da equipa.
“Como o presidente disse, tudo aquilo que define esta equipa técnica é a palavra trabalho, por isso é sinal de que é reconhecido e isso deixa-nos muito felizes. É o continuar do compromisso, rigor e de uma ambição enorme para, acima de tudo, marcar a História do Sporting CP e que no futuro nos sintamos honrados por termos estado e passado aqui”, enalteceu, acrescentando: “Sou muito feliz no Sporting CP e vou continuar a sê-lo, porque aqui o dia-a-dia é muito honesto e feliz”.
De olhos postos na etapa que se renova, o treinador transmontano propõe-se a “trabalhar cada vez mais e melhor” e com uma ambição “igual à trazida no primeiro dia”. “A cada dia que passa, aprendemos com as coisas boas e menos boas e compete-nos trabalhar imenso. Estamos onde queremos, mérito do nosso caminho. Somos uns felizardos”, reconheceu, embora mantenha o foco nesta recta final da temporada, com objectivos ainda por atingir.
“O Sporting CP, independentemente de qualquer treinador, terá sempre profissionais muito bons para honrar a camisola e disputar tudo em que estarão inseridos. Ainda podemos ser segundos [na Liga] e é nisso que estamos focados. Na minha cabeça está o próximo jogo com o Vitória SC para continuar a lutar pelo segundo lugar e conseguir esse acesso à UEFA Champions League e, depois, vamos focar-nos na conquista de mais um título [a Taça de Portugal]”, delineou.
“O Sporting CP tem o seu rumo, com um propósito e um crescimento sustentado e assim vai continuar a ser”, garantiu, por fim, Rui Borges, treinador dos Leões, agora, até 2028.
Recuperação para os titulares frente ao CD Tondela
Para regressar ao trabalho, a equipa principal de futebol do Sporting CP treinou, esta quinta-feira, na Academia Cristiano Ronaldo.
Os titulares no último encontro realizaram o habitual trabalho de recuperação, enquanto os restantes jogadores treinaram normalmente no relvado, às ordens de Rui Borges, para começar a preparar a próxima jornada. Na segunda-feira, os Leões recebem o Vitória SC, em Alvalade.
No final do empate (2-2) da equipa principal de futebol do Sporting Clube de Portugal na recepção ao CD Tondela, Rui Borges marcou presença no Auditório Artur Agostinho para responder aos jornalistas na conferência de imprensa.
Primeira reacção
"Não éramos os melhores do mundo há 15 dias e não somos agora os piores. A frustração existe, faz parte da exigência deste clube. Jamais desconfiamos de nós próprios porque depois não conseguimos melhorar e ultrapassar o momento menos positivo. Nos últimos dois jogos, podíamos ter feito mais golos e não fizemos. É o futebol e temos de saber lidar com a frustração desses momentos. Temos de acreditar no que fazemos e na nossa qualidade que nos trouxe até aqui. Não é este momento menos positivo que apaga o que está para trás. temos de puxar uns pelos outros para ultrapassar esta fase menos boa."
Adeptos
"A frustração dos adeptos é natural. Faz parte da exigência de representar o Sporting CP. Queremos ganhar sempre e estamos numa fase menos positiva. Entendo a frustração deles e temos de saber lidar com isso. Só peço que continuem a apoiar a equipa durante o jogo. No fim do jogo, se existir frustração, temos de a entender e saber lidar com ela."
O que exige à equipa e a si próprio
"Exijo cada vez ser melhor e ultrapassar a fase menos positiva. As coisas não estão a correr como queremos, mas não é por falta de atitude ou vontade. Se fosse, era um problema grave para mim. Eles querem dar tudo pela equipa, mas as coisas não saem como eles querem e nota-se que a confiança não é a mesma. Nestes cinco anos de grandes conquistas do Sporting CP, houve momentos menos bons e temos de os saber ultrapassar."
Consequência do empate
"O diálogo entre todos nós é diário e todos os cenários estão lá sempre. Tenho noção do que é ser segundo ou terceiro. Queremos muito ser segundos e agora torna-se difícil. Sabemos a diferença para o terceiro e não podemos fugir às consequências. Eu sei, a estrutura sabe e os jogadores sabem. Todos sabemos."
Pressão
"Estou pressionado desde que cheguei ao Sporting CP. Trabalho num grande clube, de exigência máxima e que quer lutar por títulos. Quando estamos longe deles, é natural que haja frustração. A pressão não mexe comigo."
Parte física
"Tem a ver com vários factores ao longo do tempo. Fomos perdendo jogadores importantes que podiam ter dado resposta. Em alguns momentos, tivemos de sobrecarregar alguns. Nesta fase, perdemos alguns jogadores importantes e é difícil gerir. Há jogadores que se nota claramente que não estão no seu melhor em termos físicos, mas querem dar tudo. É a imagem deles enquanto equipa. Sabíamos muito bem no que estávamos inseridos e no que queríamos competir, mas houve várias lesões que nos impuseram a sobrecarga de alguns jogadores."
Daniel Bragança
"Estava limitado, mas fez um grande jogo. Queria estar junto da equipa, como bom capitão que é. Deu o seu melhor, esteve muito bem em campo."
O que vai fazer nas próximas semanas
"Trabalho. É o que sempre fiz, acreditando nos jogadores que tenho. Aumentar a confiança deles e deixá-los um bocadinho mais leves mentalmente. Temos de os ajudar a libertá-los dessa falta de confiança."
A equipa principal de futebol do Sporting Clube de Portugal empatou, esta quarta-feira, a dois golos na recepção ao CD Tondela em jogo em atraso referente à 26.ª jornada da Liga Portugal.
Rui Borges operou algumas alterações nos titulares, tirando Ousmane Diomande, Ricardo Mangas, Giorgi Kochorashvili, Francisco Trincão e Rafael Nel para colocar Eduardo Quaresma, Maxi Araújo, Daniel Bragança, Geny Catamo e Luis Suárez.
Em Alvalade, e depois de um ataque perigoso para cada lado nos dois minutos iniciais, o Sporting CP não demorou muito a assumir o esperado controlo do desafio. Geovany Quenda deu o primeiro sinal de perigo aos 2', quando atirou muito perto do poste, mas o lance foi anulado por fora-de-jogo.
Pouco depois, Geny Catamo rematou para fora e os Leões estavam com uma pressão bastante alta, não deixando o CD Tondela sair a jogar e recuperando algumas bolas no meio-campo ofensivo. Em ataque organizado também se ameaçava, como se viu no brilhante passe longo de Zeno Debast para Geny Catamo, que procurou assistir Pedro Gonçalves - o português, contudo, não chegou por centímetros.
Aos 21', a melhor ocasião até então: boa transição rápida e colectiva do Sporting CP a culminar no passe de Geovany Quenda para Maxi Araújo rematar e o guarda-redes Bernardo Fontes (autor de uma memorável exibição na primeira volta, em Tondela) defender. Pouco depois foi Luis Suárez a aparecer em zona perigosa, mas o remate não surgiu.
Menos intenso do que nos primeiros minutos, o jogo continuou praticamente de sentido único. Pouco depois da meia-hora, Geny Catamo descobriu Luis Suárez e este procurou a baliza, mas Bernardo Fontes voltou a estar lá. O avançado colombiano tentou novamente o golo logo a seguir, mas desta feita, com o pior pé, falhou o alvo.
Pouco interessante, o duelo caminhou para o intervalo com apenas mais um lance digno de registo aos 40', minuto em que, à meia-volta, Daniel Bragança rematou à figura do guardião visitante.
A abrir a segunda parte, até foi o CD Tondela a equipa mais rematadora (Rony Lopes e Tiago Manso atiraram para fora), mas o domínio continuou a pertencer ao Sporting CP, que estava instalado no meio-campo ofensivo e aproximava-se com regularidade, mas faltava acerta a decisão. Os forasteiros procuravam explorar o contra-ataque como aconteceu aos 54', quando Pedro Maranhão não finalizou bem.
O primeiro sinal de perigo dos Leões no segundo tempo surgiu aos 56', tendo Pedro Gonçalves aproveitado um corte incompleto da defesa para, de primeira, atirar para boa defesa de Bernardo Fontes para canto. De seguida, Francisco Trincão e Salvador Blopa substituíram Geovany Quenda e Georgios Vagiannidis.
O Sporting CP teve tudo para inaugurar o marcador pouco depois, quando Maxi Araújo surgiu pela esquerda e assistiu Geny Catamo ao segundo poste, mas o internacional por Moçambique, com muito azar, atirou por cima. Grande perdida.
Contudo, não foi preciso esperar muito mais pelo 1-0, que apareceu aos 62': bom cruzamento de Salvador Blopa da direita e Luis Suárez, à ponta-de-lança, antecipou-se ao defesa e finalizou com classe. Regresso aos golos para o avançado, que já colocou 34 bolas no fundo das redes ao serviço do Sporting CP em 2025/2026.
Embalado pelo golo, o Sporting CP continuou a tentar marcar. De longe e em força, Salvador Blopa rematou para fora, tendo faltado igualmente pontaria a Pedro Gonçalves. O camisola 8 viria a sair aos 74' para dar lugar a Luís Guilherme.
De livre directo, Makan Aïko tentou ameaçar a baliza de Rui Silva, mas sem sucesso, e o jogo, apesar da vantagem mínima e da baixa intensidade, parecia estar controlado pelo Sporting CP.
Assim, o justo 2-0 chegou aos 78', quando a posse de bola foi recuperada no ataque, o colectivo trabalhou bem e Geny Catamo rematou. Na tentativa de cortar, o defesa João Silva enviou a bola para a própria baliza e apontou um autogolo.
Com o jogo bem mais perto do fim, Nuno Santos e Giorgi Kochorashvili entraram para as saídas de Geny Catamo e Daniel Bragança, mas o CD Tondela acelerou nos últimos minutos. Tiago Manso ameaçou aos 89' e o árbitro Fábio Veríssimo assinalou pontapé de penálti aos 90'. Na conversão, Makan Aïko bateu e Rui Silva protagonizou uma enorme defesa.
No entanto, no canto que se seguiu, Salvador Blopa enviou a bola para a própria baliza e o CD Tondela reduziu. Pouco depois, em novo canto, Cícero Alves cabeceou para novo golo e fez o 2-2 final.
Os Leões voltam a jogar na segunda-feira, 4 de Maio, recebendo o Vitória SC às 20h15.
Leões de Rui Borges acertam calendário esta quarta-feira, às 20h15
A olhar "com optimismo" para a recta final da temporada, apesar de todas as condicionantes. Assim se apresentou Rui Borges na conferência de imprensa de antevisão ao duelo com o CD Tondela, que se joga esta quarta-feira, às 20h15, no Estádio José Alvalade. Com bastante desgaste físico e emocional para gerir, os Leões sabem que é preciso "dar a vida" para somar mais três pontos no encontro em atraso da 26.ª jornada da Liga Portugal.
Duelo com o CD Tondela
"Temos de nos focar muito e fazer tudo para vencer o jogo, na nossa casa, perante uma equipa que está a precisar de pontos e que, apesar de tudo, com o seu novo treinador, tem sido bastante audaz na estratégia e tem tentado ganhar mais protagonismo no jogo. Pressiona bastante alto em muitos momentos do jogo, expõe-se e essa audácia é de relevar. É uma equipa que vai a dar vida pelos pontos, mas nós também temos de dar, porque precisamos deles. Precisamos de ganhar para igualar os pontos do segundo classificado.
Já não dependemos apenas de nós, mas temos de fazer a nossa parte. Um jogo difícil, uns a lutar por uns objectivos, uns por outros. Independentemente da qualidade individual e colectiva, nestes momentos há sempre uma atitude extra e nós temos de a ter, principalmente na parte mental, que ajuda tudo o resto: à parte física, à estratégia do jogo. A malta tem noção da responsabilidade e daquilo que temos de fazer: um bom jogo para levar de vencida o CD Tondela."
Onze titular na Vila das Aves
"Isto vau muito além de escolher onze para jogar. Escolher 'os melhores' é relativo. Frente ao AVS Futebol SAD era impossível, volto a dizer, impossível. Este treinador tem uma grande ligação com os jogadores, e ouve aquilo que eles dizem, que eles falam, que eles sentem. Nesta fase, nem há estratégia, quase, apenas deixá-los o mais frescos possível. Para este jogo, havia jogadores que não estavam capazes de dar o seu contributo a 100% durante 60, 70, 80 minutos, e após diálogo, as opções tiveram de ser estas.
Mas não foi por aí que não ganhámos. Fizemos muito, fizemos mais do que o suficiente para ganhar o jogo, a expectativa de golos foi alta, mas não marcámos. Não teve a ver com as opções do treinador. Os jogadores estão esgotados, por mais que queiram o corpo não responde da mesma forma. Ao longo dos últimos jogos, as opções foram por isso sempre tomadas em conjunto."
Desgaste mental também pesa?
"O desgaste é claramente físico, mas maioritariamente mental. O mental melhora ou piora o físico e, nesse campo, o nosso desgaste tem sido enormíssimo: a eliminação na UEFA Champions League, com o sentimento de que podíamos ter feito ainda mais história, é natural que mexa com os jogadores. Logo a seguir temos o jogo com o SL Benfica, onde num segundo estamos a ganhar e no segundo a seguir estamos a perder. Os sentimentos acabam por atingir os jogadores, por mais que digamos que não. Logo depois tivemos de ir ao Estádio do Dragão lutar por uma final, e a exigência dos jogos tem sido absurda. Não gosto de dizer sorte, tem a ver com os calendários aleatórios, mas não a tivemos: calharam-nos quatro jogos de exigência máxima consecutivos, que nos levaram a um limite mental e físico soberbo. Acabámos a pagar essa fatura, mas temos de saber viver com isso, porque é consequência de algo que queríamos: estar nas competições e lutar por elas até ao fim."
Renovação de contrato
"Volto a dizer, estou feliz, estou num grande Clube. Estas últimas semanas, infelizmente, tiraram-nos da luta do Tricampeonato, não há como fugir a isso, mesmo que matematicamente seja possível. Mas estivemos até ao final em todas as decisões e é isso que dita se um trabalho é bom.
Acima de tudo, há um sentimento de confiança diário desde sempre. O rumo está bem traçado e o trabalho de todos é muito bem feito. Queremos ganhar sempre, infelizmente não o vamos conseguir, mas aí a responsabilidade será sempre do treinador e jamais deixarei que a culpa recaia nos meus jogadores. Têm sido fantásticos, têm dado tudo e merecem todo o louvor."
Volume de lesões ao longo da temporada
"Normal não é, como é lógico. Agora, há coisas que nós não controlamos. Se tivéssemos tido 18 lesões musculares, ai sim teríamos de repensar todo o trabalho que está a ser feito, mas não foi isso que aconteceu. No início da temporada, tivemos jogos da Taça da Liga, da Taça de Portugal e do Campeonato onde conseguimos meter toda a gente a jogar, gerir algum esforço... mas no momento mais importante da época não o conseguimos fazer porque tínhamos jogadores importantíssimos de fora, como o Geovany Quenda, o Fotis Ioannidis e o Pedro Gonçalves, jogadores que dão mais soluções e que perdemos durante algum tempo.
É o que é, o futebol é isso. Não conseguimos controlar lesões traumáticas, aconteceu-nos de tudo e mais alguma coisa. As lesões musculares existem sempre, no Sporting CP e em qualquer equipa do mundo, se compararmos o número anda ‘ela por ela’. Agora, nesta fase, sabíamos que corríamos o risco de existirem mais lesões musculares, porque a sobrecarga foi enorme. Nesse aspecto, não tivemos mais lesões do que as outras equipas.
Agora, traumáticas sim, mas não as controlamos. Que nos condicionou a gestão da equipa, claro que sim, não há como fugir a isso. Volto a dizer, os rapazes deram tudo e não há como apontar-lhes o que seja."
Mercado de Janeiro
"O Sporting CP tem um plantel com 28 ou 29 jogadores, mais a equipa B. Se ao início adivinhássemos que iam estar dez jogadores de fora, com lesões que não controlamos… mas há coisas que não sabemos antecipadamente. Teríamos de ter um plantel com 50 jogadores. Se calhar é o que vai acontecer no futuro, é surreal a sobrecarga com os calendários.
Nós tínhamos o plantel equilibrado em todas as posições. Não era pelo mercado de Janeiro. Sabíamos que podíamos perder o Alisson [Santos], acrescentámos dois jogadores até numa perspectiva futura, e o Matheus [Reis] foi uma situação muito própria. Fomos tendo foi paragens mais longas, que ninguém espera. As lesões musculares, como disse, sabemos que as vamos ter aqui e ali, mas se há uma traumática que obriga a ficar mais tempo de fora, fica difícil."
Opções para o CD Tondela
"O [Georgios] Vagiannidis, o Ousmane [Diomande] e Dani [Bragança] estão em dúvida. São mais três. Estão com algumas queixas. De fora estão ainda o Ivan [Fresneda], o Fotis [Ioannidis], o [Gonçalo] Inácio e Morten [Hjulmand].
Em relação ao Nuno Santos, voltou no dia anterior ao jogo com o AVS Futebol SAD e por isso optámos por não o convocar. Mas já está bem e na convocatória."
Pedir esforço ‘extra’ aos jogadores já no limite
"Eles sabem que estão num Clube exigente. Eu sou muito de diálogo, como disse, os jogadores sabem o peso que têm na equipa e o que representam na dinâmica e no grupo. Também sabem que correm esse risco, não só aqui, em todos os clubes. Mas a equipa precisa deles e vou dar um exemplo, até para enaltecer o Dani [Bragança].
No Dragão, ele nem devia ter entrado. Mas quis estar com a equipa, num jogo importante, e quis ajudar. Entrou condicionado e entrou muito bem, e continuou condicionado com o AVS Futebol SAD, continua condicionado para amanhã. Porém, com a sua vontade ganhou-me em cinco minutos. Eu não o quero perder, como é lógico, porque falta um mês para o final da época, já esteve muito tempo parado e, se se lesionar, não joga mais esta temporada. Mas o sentimento dele falou mais alto.
Eu sou muito pela honestidade e pelo respeito. Eles têm o respeito do treinador e o treinador tem o deles. Se dá, dá. Se não dá, não dá. O melhor médico são eles, que percebem os sinais do próprio corpo. É visível que há muita sobrecarga, mas existe respeito e reconhecimento para que digam, também, se podem ajudar a equipa e durante quanto tempo o podem fazer."
Gestão frente ao CD Tondela
"Até amanhã vou tomar decisões em relação aos jogadores que estão mais sobrecarregados física e mentalmente. A carga de jogadores como o Maxi [Araújo], o Luis [Suárez] e o [Francisco] Trincão tem sido de loucos. Frente ao AVS Futebol SAD, mesmo entrando depois, sentiu-se que não estavam com frescura."
Como se motiva o grupo com estas condicionantes?
"Optimista e com muita confiança, sempre. O meu diálogo com eles é sempre de exigência, porque sabem onde estão e o Clube que representam, conhecem a responsabilidade de lutar por tudo. Temos de dar sempre o nosso melhor. Da minha parte, é mostrar-lhes confiança, a mesma atitude, vontade de continuar a ganhar e de seguir o nosso caminho.
Eles mais do que ninguém sentem aquilo que aconteceu, mas sabem que a confiança é total. São um grande grupo, uma grande equipa. Não deixaram de o ser. E eles, mais do que ninguém, querem ganhar sempre, sabem o que representou não ganhar este último jogo. Por isso, estão motivados e ligados."